Perguntas do paciente (338)
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Sou completamente apaixonado pela minha psi bem antes de iniciar a terapia com ela. Já trocamos olha
Sou completamente apaixonado pela minha psi bem antes de iniciar a terapia com ela. Já trocamos olhares e até ficamos desconcertados perto um do outro algumas vezes antes da terapia. Chamei ela pra ser minha psicóloga pra eu não deixar de ver ela e já estava a procura de uma mesmo e chamei ela. Já chorei várias vezes por não saber o que fazer. Já tem 2 anos e o sentimento não mudou e sofro por não saber o que fazer. Seria necessário eu falar com ela sobre isso?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você está sentindo é algo que acontece com frequência na psicoterapia, e na psicanálise esse fenômeno tem um nome: transferência. Ela ocorre quando sentimentos profundos — como amor, desejo, raiva, admiração — que originalmente pertencem a outras relações da sua vida (pais, parceiros, figuras significativas) são despertados e direcionados ao terapeuta. Isso não é um erro nem algo “errado” de sentir; é parte essencial do processo terapêutico.
Mas o que faz diferença é como você e ela vão lidar com isso. Falar sobre esse sentimento na sessão, por mais difícil que pareça, pode ser transformador. Quando o paciente traz esses afetos à consciência, o terapeuta pode ajudá-lo a compreender o que esse amor representa: o que ele simboliza, o que desperta, e o que está sendo projetado ali. O espaço terapêutico é o lugar mais seguro para isso — e um profissional preparado saberá acolher sem julgamento e manter o enquadre ético.
Guardar esse sentimento em silêncio tende a prolongar o sofrimento, enquanto falar sobre ele abre caminho para entender a origem e o significado emocional por trás dele. Às vezes, esse amor fala de carência, de admiração, de idealização ou de desejo de ser visto e compreendido — e tudo isso pode ser analisado e elaborado com profundidade.
Então sim: vale muito a pena falar sobre isso com ela. Não como uma confissão, mas como um passo corajoso no seu processo de autoconhecimento. Essa conversa pode se tornar um ponto de virada importante na sua análise — e, quem sabe, aliviar essa dor que vem carregando há dois anos.
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Perdi um ente querido faz 4 meses, tem dias que as emoções estão muito afloradas, muito choro, senti
Perdi um ente querido faz 4 meses, tem dias que as emoções estão muito afloradas, muito choro, sentimentos diversos como angústia, tristeza, melancolia, vazio profundo, culpa, raiva, muitos sentimentos misturados e no momento que escrevo me sinto entorpecido, anestesiado, sinto que uma barreira não deixa as emoções aflorarem. Coisas muito diversas ao mesmo tempo acontecendo.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Quando perdemos alguém importante, o cérebro e o psiquismo entram em um movimento de reorganização emocional. O luto não é linear: há dias em que as emoções transbordam e outros em que parece que tudo “parou”. Essa alternância entre intensidade e anestesia é uma forma de proteção — o organismo tenta administrar a dor em doses suportáveis.
A tristeza profunda, o vazio, a raiva, a culpa e até a sensação de entorpecimento são expressões diferentes de um mesmo processo: a tentativa de elaborar a ausência. Nenhum desses sentimentos é “errado”; todos fazem parte da reconstrução psíquica depois da perda. É como se o corpo e a mente precisassem aprender a existir novamente sem aquela presença.
Com o tempo — e, se possível, com acompanhamento terapêutico — o sofrimento vai se transformando em saudade mais serena. O luto não desaparece, mas muda de forma: da dor aguda para uma lembrança que você carrega com mais ternura e menos desespero.
Por agora, o mais importante é não se cobrar por “superar”. Permita-se viver o que vem, mesmo quando parece demais ou quando nada parece vir. Isso também é sentir — e faz parte do amor que ainda existe dentro de você.
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eu queria saber pq eu tenho baixa vontade e libido para questões sexuais com outro pessoa ou até mes
eu queria saber pq eu tenho baixa vontade e libido para questões sexuais com outro pessoa ou até mesmo não sinto vontade ou necessidade sexual, mas sinto tesão e vontade apenas me masturbando?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você descreve pode estar relacionado a uma dissociação entre desejo e vínculo, algo que a psicanálise e a neurociência explicam de formas complementares.
Na masturbação, o prazer é autônomo, controlado e livre de exigências externas — não há o olhar do outro, o medo de desempenho, rejeição ou necessidade de corresponder a expectativas. O cérebro, nesse contexto, aciona o sistema de recompensa de forma mais direta, sem o envolvimento emocional e social que o contato real exige.
Já nas relações com outra pessoa, entram em cena questões psíquicas, afetivas e inconscientes: medo de se expor, experiências passadas, culpa, ansiedade, ou até traumas sutis relacionados à intimidade. Tudo isso pode bloquear o desejo sexual em relação ao outro, mesmo que o corpo biologicamente esteja apto a sentir prazer.
Também é importante considerar fatores como estresse, uso de medicamentos (antidepressivos, por exemplo), rotina exaustiva, depressão ou baixa autoestima, que interferem diretamente na libido.
Em resumo: sentir desejo apenas na masturbação não significa ausência de sexualidade — mas sim que, nesse momento, o seu erotismo está voltado para o controle e a segurança emocional, e não para o encontro. Em terapia, é possível explorar as origens disso sem julgamento, compreendendo o que o seu desejo tenta proteger ou evitar.
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Que tipo de profissional devo procurar, e se tem soluçao? Creio que tenho uma Bipolaridade, Sempr
Que tipo de profissional devo procurar, e se tem soluçao?
Creio que tenho uma Bipolaridade, Sempre acho que tou curado e minha vida torna se andar em um circulo quase que igual.. Acredito que posso conquistar o mundo em um dia, e no dia seguinte me sinto como se nao fosse ninguem.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Obrigado por compartilhar como você está se sentindo — isso já é um passo muito importante.
Os sintomas que você descreveu, como momentos de grande energia e autoconfiança seguidos por períodos de desânimo e sentimento de inutilidade, podem sim estar relacionados ao transtorno bipolar, mas apenas um profissional da saúde mental poderá fazer uma avaliação adequada.
O tipo de profissional que você deve procurar é um psiquiatra. Esse especialista é capacitado para diagnosticar e tratar transtornos do humor, como o transtorno bipolar. Além disso, um psicólogo também pode ajudar muito no acompanhamento terapêutico, com conversas regulares para entender os padrões de pensamento, comportamento e emoções.
E tem solução?
Sim, existe tratamento e ele pode trazer muita qualidade de vida. O transtorno bipolar, quando diagnosticado corretamente, pode ser tratado com medicamentos (normalmente estabilizadores de humor) e psicoterapia. O mais importante é não enfrentar isso sozinho(a). Com o tratamento certo, muitas pessoas vivem bem, trabalham, têm relacionamentos saudáveis e realizam seus sonhos.
Se você estiver se sentindo sobrecarregado ou em risco, procure ajuda imediatamente. Cuidar da sua saúde mental é um ato de coragem e autocuidado.
Estou aqui pra te apoiar nessa jornada!
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Olá, tenho TOC com pensamentos repugnantes. Estudei bastante o TOC pela ótica da TCC, e ela sempre m
Olá, tenho TOC com pensamentos repugnantes. Estudei bastante o TOC pela ótica da TCC, e ela sempre me ajudou muito com meus conflitos. No entanto, comecei a estudar a teoria do TOC pela psicanálise (neurose obsessiva). A maioria dos psicanalistas que acompanho aborda os pensamentos intrusivos como manifestações de desejos inconscientes reprimidos que emergem à consciência. Em outras palavras, seria um processo de substituição: como o desejo reprimido é considerado imoral, ele é recalcado e depois retorna de forma distorcida como pensamento intrusivo. No entanto, achei essa explicação superficial e até desesperadora — dizer que aquilo que você mais repudia é, na verdade, um desejo inconsciente. Será que esses pensamentos não poderiam surgir de medos, traumas ou mecanismos que não envolvem, necessariamente, o desejo? Alguém poderia, por gentileza, me orientar sobre isso?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! O que você está vivendo é uma angústia muito comum entre pessoas com TOC, especialmente quando entram em contato com diferentes teorias que explicam os pensamentos intrusivos.
De fato, a psicanálise tradicional (freudiana) costuma interpretar os pensamentos obsessivos como manifestações simbólicas de desejos inconscientes reprimidos. Segundo essa visão, o conteúdo repugnante dos pensamentos seria uma espécie de “retorno do recalcado” — ou seja, desejos considerados inaceitáveis que voltam disfarçados. Essa ideia pode parecer até lógica dentro da teoria, mas para quem vive o TOC na prática, ela costuma ser extremamente dolorosa e pouco útil.
A boa notícia é que essa visão não é a única — nem a mais eficaz — para entender o TOC.
A abordagem da Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), que você mencionou já ter estudado, parte de um princípio bem diferente: os pensamentos intrusivos não são desejos reais, nem refletem quem você é. Eles são interpretações distorcidas de pensamentos automáticos comuns, que ganham força justamente porque você se importa, porque eles te incomodam.
Pessoas com TOC têm uma tendência a dar importância excessiva a pensamentos involuntários, interpretando-os como perigosos, imorais ou ameaçadores — quando, na verdade, são só ruídos mentais. Na população em geral, esses pensamentos simplesmente passam e são ignorados. No TOC, eles ficam presos num ciclo de medo, culpa e tentativas de neutralização (os rituais ou compulsões).
Então sim: esses pensamentos podem surgir de medos, traumas, crenças rígidas, padrões morais internalizados — e não necessariamente de “desejos” inconscientes. A ciência atual, inclusive, apoia cada vez mais essa visão neurocomportamental.
É completamente válido querer entender o TOC por várias lentes, mas é importante ter cuidado com interpretações que só aumentam a culpa e o sofrimento. Você não é aquilo que pensa. E o fato de esses pensamentos te causarem repulsa já mostra que eles não têm relação com seus verdadeiros valores ou desejos.
Se o seu objetivo for aliviar o sofrimento e sair do ciclo do TOC, a TCC com exposição e prevenção de resposta (EPR) é hoje a abordagem mais eficaz e comprovada para isso. Vale muito a pena investir nessa direção.
Se precisar continuar conversando, estou por aqui. Você não está soziinho
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Olá, estou preso a erros do passado que já me arrependi e não faço mais.O grande problema é que não
Olá, estou preso a erros do passado que já me arrependi e não faço mais.O grande problema é que não consigo me relacionar profundamente com pessoas seja amizade ou relação amorosa, sem pensar que aquela pessoa não estaria comigo ou não gostaria de mim se soubesse o que eu já fiz, mesmo eu sendo uma nova pessoa arrependida que nunca mais repetirá tais erros. Sinto que a culpa só vem quando envolve outra pessoa no meu círculo de vivência, quando me encontro sem contato com ninguém não tenho essa sensação de culpa. Quero saber qual profissional procurar?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! O que você está vivendo é bastante comum para quem lida com sentimentos intensos de culpa e medo de rejeição relacionados ao passado. Essas emoções podem dificultar muito a construção de vínculos profundos, seja em amizades ou relacionamentos amorosos, especialmente quando existe o receio de ser julgado pelo que já aconteceu.
Para trabalhar essas questões, o ideal é buscar um psicólogo especializado em terapia cognitivo-comportamental (TCC) ou terapia psicodinâmica. Essas abordagens ajudam a:
Entender a origem e o impacto desses sentimentos de culpa;
Reestruturar pensamentos negativos e autocríticos;
Desenvolver autoestima e autocompaixão;
Melhorar a forma como você se relaciona com os outros, fortalecendo vínculos.
Além disso, um psiquiatra pode ser útil caso haja sintomas associados de ansiedade ou depressão, para avaliar a necessidade de medicação.
O importante é encontrar um profissional com quem você se sinta confortável para abrir esses temas e que possa acompanhar seu processo com respeito e cuidado.
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Fui abusada quando criança desde então só sinto atração por homens que lembrem meu abusador que tenh
Fui abusada quando criança desde então só sinto atração por homens que lembrem meu abusador que tenham a mesma aparência que ele é normal isso tenho algum problema? Me sinto mal por isso :(
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sinto muito que você tenha passado por uma experiência tão dolorosa. É completamente compreensível que essas questões estejam te causando sofrimento, e é importante saber que seus sentimentos são válidos.
O que você está descrevendo pode ser uma resposta complexa do seu emocional e psicológico ao trauma que viveu. Muitas pessoas que sofreram abuso na infância enfrentam padrões difíceis em relacionamentos e atração, que podem estar relacionados a esse passado.
Isso não significa que você tem algum "problema" ou que algo está errado com você — pelo contrário, é uma resposta humana a uma experiência muito dolorosa. Porém, esses sentimentos e padrões podem gerar angústia e impactar sua vida amorosa e emocional.
É fundamental buscar ajuda especializada, como um psicólogo ou terapeuta com experiência em trauma e abuso, para que você possa compreender melhor esses sentimentos, trabalhar sua autoestima e criar relacionamentos mais saudáveis no presente.
Você merece apoio, cuidado e compreensão. Se quiser, posso te ajudar a encontrar profissionais ou recursos que possam te auxiliar nessa jornada.
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Sofri um abuso na infância e isso fez com que eu parasse de sentir desejo por mulheres e começar a t
Sofri um abuso na infância e isso fez com que eu parasse de sentir desejo por mulheres e começar a ter por homens e contra a minha vontade(mesmo sendo um homem que fez isso)
Como voltar a ter desejo por mulheres novamente?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sinto muito que você tenha passado por uma experiência tão dolorosa na infância. O abuso pode impactar profundamente a forma como nos relacionamos com nós mesmos e com os outros, incluindo nossa sexualidade e desejos.
A mudança ou confusão na orientação sexual após um trauma não é incomum, pois o corpo e a mente podem reagir de maneiras complexas para tentar lidar com a dor e o medo associados ao abuso.
O caminho para recuperar o desejo pelas mulheres, se é isso que você deseja, passa por um processo de cuidado, acolhimento e terapia especializada. Um psicólogo ou terapeuta com experiência em trauma, sexualidade e orientação sexual pode ajudar você a:
Explorar e entender como o abuso afetou seus desejos e sentimentos;
Trabalhar o impacto emocional e as memórias traumáticas;
Reestabelecer uma relação saudável com seu corpo e sua sexualidade;
Resgatar ou redescobrir o que é prazeroso e desejável para você.
Lembre-se de que cada pessoa tem seu tempo e seu processo, e que não existe uma fórmula pronta — o importante é você se sentir respeitado e acolhido no caminho de volta para si mesmo.
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Estou tomando paroxetina XR posso tomar uma cerveja
Estou tomando paroxetina XR posso tomar uma cerveja
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Se você está fazendo uso de Paroxetina XR (um antidepressivo da classe dos ISRS – inibidores seletivos da recaptação de serotonina), é importante saber que o consumo de álcool não é recomendado durante o tratamento.
Por quê não é indicado beber com Paroxetina?
O álcool pode:
Aumentar os efeitos colaterais da Paroxetina, como sonolência, tontura e dificuldade de concentração
Reduzir a eficácia do medicamento, dificultando o controle da ansiedade ou depressão
Aumentar o risco de efeitos colaterais graves, como alterações de humor ou comportamento
Mascarar sintomas importantes que deveriam ser observados pelo médico
E uma cervejinha só de vez em quando?
Mesmo pequenas quantidades de álcool podem interferir no tratamento. Em alguns casos, o médico pode avaliar e liberar um consumo muito moderado, mas isso deve ser conversado diretamente com o seu psiquiatra. Cada organismo reage de forma diferente, e o histórico de saúde conta muito nessa decisão.
Se você está tomando Paroxetina XR, evite o álcool até que seu médico diga o contrário. Cuidar da sua saúde mental exige responsabilidade e constância no tratamento. E lembre-se: medicamentos e álcool não combinam.
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Já amava meu psicólogo antes mesmo de iniciar a terapia com ele e ele tbm demonstrava q gostava de m
Já amava meu psicólogo antes mesmo de iniciar a terapia com ele e ele tbm demonstrava q gostava de mim. Penso em falar com ele na terapia sobre isso. Como os doutores sabem que não é fantasia, pq comigo não é fantasia, já gostava mto antes da terapia. Como vocês afirmam q realmente é amor e o q fazer após isso?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Esse é um tema delicado e muito comum na relação terapêutica. O que você está sentindo pode ser real e intenso, e é importante que você saiba que esses sentimentos são compreendidos e não são incomuns em processos de terapia.
O que os profissionais chamam de “transferência” é quando o paciente projeta sentimentos — que podem ser amorosos, de admiração, dependência ou até raiva — no terapeuta. Muitas vezes, esses sentimentos podem surgir mesmo antes da terapia formal, especialmente se você já tinha uma admiração ou conexão com ele.
Para o terapeuta, o desafio é distinguir entre a transferência — que está ligada ao processo terapêutico — e sentimentos que refletem o vínculo fora do contexto da terapia. Isso é feito com cuidado, ética e muita reflexão clínica.
É muito positivo que você queira falar sobre isso na terapia. Abrir esse assunto pode ajudar a entender esses sentimentos, explorar suas raízes e definir limites saudáveis para o processo terapêutico.
Quanto ao que fazer após reconhecer esses sentimentos, o ideal é continuar o diálogo aberto com seu terapeuta, respeitando os limites éticos da relação profissional. Em alguns casos, se o vínculo afetivo ficar muito intenso e interferir na terapia, pode ser necessário avaliar uma mudança de profissional para garantir o melhor para você.
Lembre-se: sentir amor ou admiração pelo terapeuta é uma parte natural do processo de cura, mas o foco sempre será seu bem-estar e crescimento pessoal.
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Um psicólogo consegue se auto se cuidar sem precisar fazer terapia com outro psicólogo? Pq se ele co
Um psicólogo consegue se auto se cuidar sem precisar fazer terapia com outro psicólogo? Pq se ele consegue tratar outros, seria positivo ele conseguir se ouvir e se tratar não é
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Essa é uma ótima questão! Embora um psicólogo tenha conhecimentos técnicos para entender e ajudar outras pessoas, isso não significa que ele consiga — ou deva — se autotratar sozinho.
Fazer terapia envolve um processo de autoconhecimento, acolhimento e troca que é difícil de replicar sozinho, porque quando estamos muito próximos das próprias emoções e vivências, é difícil ter a clareza e a distância necessárias para enxergar o que realmente está acontecendo.
Além disso, a relação terapêutica oferece um espaço seguro e neutro, onde o psicólogo pode se sentir ouvido, desarmado e explorado sem julgamentos — algo que é muito diferente de refletir sobre si mesmo de forma isolada.
Por isso, é bastante comum e recomendado que psicólogos façam terapia com colegas de profissão, para cuidar da própria saúde mental, lidar com desafios pessoais e manter a qualidade do atendimento que oferecem aos seus pacientes.
Resumindo: conhecer a técnica é uma parte importante, mas cuidar de si mesmo muitas vezes exige ajuda externa, e isso é completamente natural e saudável!
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Uma pessoa com fobia social, sem proposito pode ter ajuda só com psicologo, ou precisa de psiquiatra
Uma pessoa com fobia social, sem proposito pode ter ajuda só com psicologo, ou precisa de psiquiatra? Pq não gosto de remédio e quero me testar so com conversa. Quanto tempo em média pode durar o processo até a alta? Tem em média, não que seja regra
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Uma pessoa com fobia social pode, sim, começar o tratamento apenas com um psicólogo, especialmente se prefere evitar medicamentos no momento. A terapia cognitivo-comportamental (TCC) é a abordagem mais recomendada para fobia social e costuma ser bastante eficaz, ajudando a pessoa a enfrentar os medos, desenvolver habilidades sociais e mudar padrões de pensamento que alimentam a ansiedade.
No entanto, em alguns casos, o acompanhamento com um psiquiatra pode ser necessário, principalmente se os sintomas forem muito intensos, debilitantes ou se houver outras condições associadas, como depressão. O psiquiatra pode avaliar se a medicação pode ajudar a aliviar os sintomas e facilitar o progresso na terapia.
Sobre o tempo do tratamento, isso varia bastante de pessoa para pessoa, mas a fobia social costuma responder bem à terapia em 6 a 12 meses, com sessões semanais ou quinzenais. Alguns pacientes já percebem melhora significativa nas primeiras semanas ou meses, mas a "alta" depende dos objetivos estabelecidos e do progresso individual.
O importante é você se sentir confortável com o profissional e o tipo de tratamento, e manter o compromisso com o processo.
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A Histeria seria uma luta entre o ID e o ego ou entre o ID e o Super Ego? Ou essa linha de pensamen
A Histeria seria uma luta entre o ID e o ego ou entre o ID e o Super Ego?
Ou essa linha de pensamento está equivocada?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A questão que você trouxe envolve conceitos clássicos da teoria psicanalítica, especialmente a dinâmica entre as estruturas da personalidade: id, ego e superego.
Na visão freudiana tradicional, a histeria é entendida como um conflito psíquico onde impulsos e desejos do id (instintos básicos e desejos inconscientes) entram em choque com as restrições do ego (a parte racional e consciente que lida com a realidade) e do superego (a instância moral e ética internalizada).
Dito isso, pode-se dizer que a histeria resulta de um conflito entre o id e o ego, pois o ego tenta mediar os desejos instintivos do id frente às demandas da realidade. Porém, o superego também exerce um papel importante, impondo normas morais que reprimem esses impulsos.
Assim, a histeria pode ser vista como uma luta complexa entre o id, ego e superego, não apenas entre dois deles isoladamente.
Portanto, a linha de pensamento que reduz a histeria a uma luta apenas entre id e ego ou id e superego pode ser considerada uma simplificação. O fenômeno é mais amplo e envolve a interação dinâmica dessas três instâncias da psique.
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Olá quais são as dicas para controlar a ansiedade aumentei a dose do remédio mais não fez efeito ain
Olá quais são as dicas para controlar a ansiedade aumentei a dose do remédio mais não fez efeito ainda, sinto muito ansiosa, tenho síndrome do pânico tbm, sinto uma onda de calor e tontura, uma sensação ruim tenho medo de desmaiar e entro em pânico minha ansiedade e muito forte meus pensamentos e sempre negativos de que vou passar mal e isso nunca vai passar, sinto que a técnica da respiração não funciona muito comigo, já me senti assim a 4 anos atrás mas agora a ansiedade voltou denovo fico muito triste por isso.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Sinto muito que você esteja passando por esses momentos tão difíceis com a ansiedade e a síndrome do pânico. É importante lembrar que esses sintomas, por mais assustadores que sejam, podem ser tratados e controlados com o apoio adequado.
Aqui vão algumas dicas que podem ajudar, além do tratamento medicamentoso que você já está fazendo:
Continue o acompanhamento médico — Às vezes, o efeito dos remédios demora algumas semanas para aparecer, e a dose pode precisar ser ajustada. Nunca pare ou mude a medicação sem orientação médica.
Terapia cognitivo-comportamental (TCC) — É uma das abordagens mais eficazes para pânico e ansiedade, ajudando a modificar os pensamentos negativos e ensinar estratégias para lidar com os sintomas.
Prática regular de exercícios físicos — Atividades como caminhada, yoga ou qualquer exercício que você goste ajudam a reduzir a ansiedade e melhoram o humor.
Técnicas de relaxamento alternativas — Se a respiração não está ajudando muito, experimente outras formas, como mindfulness, meditação guiada, ou até ouvir músicas calmantes.
Evite cafeína, álcool e substâncias estimulantes — Elas podem piorar a ansiedade.
Crie uma rotina de sono saudável — Dormir bem é fundamental para controlar a ansiedade.
Anote seus pensamentos e sentimentos — Isso ajuda a externalizar o que está passando e identificar padrões.
Busque apoio social — Conversar com pessoas de confiança pode aliviar o peso emocional.
Lembre-se que a recuperação pode ter altos e baixos, mas com acompanhamento profissional e cuidados constantes, é possível melhorar muito sua qualidade de vida.
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Qual a abordagem psicológica mais eficaz para se tratar a ansiedade causada pelos transtornos de per
Qual a abordagem psicológica mais eficaz para se tratar a ansiedade causada pelos transtornos de personalidade esquizóide e evitativo ? Esses transtornos podem ser totalmente remidos em pacientes já passados dos 30 anos ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A abordagem psicológica mais eficaz para tratar a ansiedade associada aos transtornos de personalidade esquizóide e evitativo costuma ser a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), especialmente adaptações específicas como a Terapia Cognitivo-Comportamental para Transtornos de Personalidade (TCC-TDP). Essa abordagem foca em:
Identificar e modificar pensamentos disfuncionais relacionados à autoimagem, medo de rejeição e isolamento social;
Desenvolver habilidades sociais e estratégias para lidar com a ansiedade;
Trabalhar padrões de comportamento evitativos e de afastamento.
Além da TCC, terapias baseadas em Mindfulness, Terapia de Aceitação e Compromisso (ACT) e até a Terapia Psicodinâmica podem ser úteis para ampliar a consciência emocional e melhorar a regulação afetiva.
Quanto à remissão desses transtornos após os 30 anos, embora transtornos de personalidade sejam considerados padrões duradouros, eles não são imutáveis. Muitos pacientes experimentam melhora significativa com tratamento adequado, especialmente em termos de sintomas de ansiedade, funcionamento social e qualidade de vida. A remissão total pode ser desafiadora, mas a redução dos sintomas e melhor adaptação social são metas realistas, mesmo para pessoas mais maduras.
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Pode tomar atomoxetina e venvanse ao mesmo tempo???
Pode tomar atomoxetina e venvanse ao mesmo tempo???
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, é possível associar Atomoxetina (Strattera) e Venvanse (lisdexanfetamina) em alguns casos — mas essa combinação deve ser feita com rigoroso acompanhamento médico, geralmente por um psiquiatra especializado em TDAH.
Por que essa combinação pode ser usada?
Venvanse é um estimulante do sistema nervoso central. Atua aumentando os níveis de dopamina e noradrenalina.
Atomoxetina é um não-estimulante, que atua seletivamente na recaptação de noradrenalina.
A associação pode ser considerada:
Quando o paciente não responde bem a um medicamento isolado
Em casos de TDAH com comorbidades, como ansiedade ou depressão
Quando o paciente apresenta efeitos colaterais limitantes com doses altas de apenas um dos remédios
Para potencializar o efeito terapêutico, de forma controlada e ajustada
Cuidados importantes:
A combinação aumenta o risco de efeitos colaterais, como:
Aumento de pressão arterial
Ansiedade, agitação ou insônia
Risco de síndrome serotoninérgica (em casos muito raros, mas graves)
Nunca use os dois medicamentos sem prescrição e acompanhamento médico
O psiquiatra geralmente inicia com ajustes de doses pequenas e monitoramento constante
Sim, é possível usar Atomoxetina e Venvanse juntos, mas somente com indicação médica. Essa associação pode beneficiar certos pacientes com TDAH, especialmente casos mais complexos, mas o uso inadequado pode ser perigoso.
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Preciso de terapia. Mas eu não sei quais são os nomes delas. Detesto ir no psicólogo e sair com tare
Preciso de terapia. Mas eu não sei quais são os nomes delas. Detesto ir no psicólogo e sair com tarefinhas pra fazer em casa já no primeiro dia de consulta. O cara nem me escutou direito, nem entendeu meus problemas e já vai passando tarefinha - mais uma coisa pra fazer no meu dia cheio de tarefas. Eu quero desabafar primeiro esvaziar o caos da minha mente e depois de ter intimidade e sentir que já desabafei iniciar um tratamento. Quem eu devo procurar? Hoje em dia é difícil achar alguém que te escute. Acho que é a terapia cognitivo comportamental, parece papo de coat de internet e pastor legal, que depois de você ouvir vc sai mais frustrado com sua vida e existência. Você vai no psicólogo e tem que achar outro para desabafar pq o cara não quer te ouvir mais. Socorro
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Entendo perfeitamente o que você está sentindo — muitas pessoas passam por isso e acabam desanimando de procurar ajuda justamente porque não se sentem ouvidas ou acolhidas da forma que precisam no início do processo. O que você quer, no fundo, é ser escutada, poder desabafar o caos que está na sua mente sem pressa ou cobranças, e só depois, quando sentir confiança, começar um trabalho terapêutico mais estruturado.
Nesse caso, o ideal seria procurar um psicólogo com abordagem humanista, fenomenológica ou psicodinâmica, que costumam priorizar a escuta empática, a criação de vínculo e o acolhimento emocional antes de propor tarefas ou técnicas. Essas abordagens valorizam o ritmo do paciente e a construção gradual da intimidade terapêutica, respeitando o momento em que você está.
Algumas dicas para encontrar um profissional assim:
Procure por psicólogos que mencionem “escuta ativa”, “acolhimento”, “abordagem centrada na pessoa” ou “terapia humanista” no perfil ou site.
Durante a primeira consulta, é importante que você se sinta confortável para falar sem pressa; se sentir que já está recebendo “tarefas” logo no começo e isso te incomoda, é válido expressar isso ou buscar outro profissional.
Você também pode perguntar diretamente ao psicólogo qual é a abordagem que ele usa e como costuma conduzir as primeiras sessões.
Lembre-se: a terapia é um espaço para você, e você tem o direito de ser escutada de forma acolhedora
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Como é tratado o conceito de transferência na psicanalise ? O paciente precisa falar sobre com o psi
Como é tratado o conceito de transferência na psicanalise ? O paciente precisa falar sobre com o psicanalista ou o mesmo percebe na analise e fala sobre a situação com o paciente?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Na psicanálise, o conceito de transferência é fundamental e refere-se ao fenômeno em que o paciente projeta sentimentos, expectativas e padrões relacionais originados em outras relações importantes (como com os pais ou figuras significativas) sobre o analista. Ou seja, o paciente “transfere” emoções antigas para a relação terapêutica.
Quanto ao manejo da transferência, geralmente é o analista quem percebe esses fenômenos no decorrer da análise — por meio do comportamento, falas e reações do paciente durante as sessões. O psicanalista usa essa percepção para interpretar e ajudar o paciente a compreender esses sentimentos e padrões, promovendo o autoconhecimento e a elaboração dos conflitos inconscientes.
O paciente não precisa necessariamente identificar ou nomear a transferência por conta própria antes do analista abordá-la. Na verdade, a transferência muitas vezes é inconsciente para o paciente no início do tratamento. Com o tempo, ao ser trabalhada e interpretada pelo analista, o paciente vai ganhando consciência desses padrões e podendo refletir sobre eles.
Assim, o tratamento da transferência é um processo gradual e colaborativo, onde o analista guia a exploração desse fenômeno para que ele se torne um instrumento de cura.
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Olá! Quem tem gastrite pode tomar Luvox? Luvox pode causar dor de cabeça?
Olá! Quem tem gastrite pode tomar Luvox? Luvox pode causar dor de cabeça?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, pessoas com gastrite geralmente podem tomar Luvox (fluvoxamina), mas com cautela e sempre sob orientação médica.
O Luvox é um antidepressivo da classe dos ISRS (inibidores seletivos da recaptação de serotonina) e pode afetar o sistema gastrointestinal em algumas pessoas. Embora ele não cause gastrite diretamente, pode provocar sintomas como: Náusea, desconforto estomacal, azia ou queimação leve
Dica médica importante:
Se você tem gastrite ou histórico de problemas gástricos:
Tome o medicamento após as refeições
Evite usar anti-inflamatórios junto com o Luvox
Informe seu médico sobre os sintomas gástricos — em alguns casos, pode ser necessário ajustar a medicação ou associar um protetor gástrico
Luvox pode causar dor de cabeça?
Sim, dor de cabeça é um efeito colateral possível do Luvox, especialmente nas primeiras semanas de uso. Isso ocorre porque o corpo está se adaptando às alterações nos níveis de serotonina.
Outros efeitos colaterais comuns incluem: Náusea, insônia ou sonolência, tontura, boca seca
A dor de cabeça causada por Luvox: Costuma ser leve a moderada, pode melhorar após alguns dias ou semanas, deve ser monitorada, especialmente se for intensa ou persistente
Se a dor de cabeça for muito incômoda ou vier acompanhada de outros sintomas (como visão turva, náusea intensa, rigidez no pescoço), procure o médico imediatamente.
Quem tem gastrite pode tomar Luvox, com acompanhamento e cuidados gastroprotetores, se necessário.
Luvox pode causar dor de cabeça, mas isso geralmente é temporário.
Nunca inicie, interrompa ou altere doses de antidepressivos por conta própria. O acompanhamento médico é essencial para um tratamento seguro e eficaz.
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Como identificar relacionamento abusivo ?
Como identificar relacionamento abusivo ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Relacionamento abusivo é aquele em que há um padrão de comportamento onde uma pessoa exerce controle, poder ou violência — seja física, emocional, sexual ou psicológica — sobre a outra, causando sofrimento e prejuízo à sua autonomia e bem-estar.
Alguns sinais importantes para identificar um relacionamento abusivo incluem:
Controle excessivo: A pessoa controla suas amizades, o que você veste, onde vai ou com quem fala.
Ciúmes extremos: Que ultrapassam limites e geram desconfiança constante.
Isolamento: Tentativas de afastar você de familiares e amigos.
Desvalorização e críticas constantes: Comentários que minam sua autoestima, fazem você se sentir inferior ou culpada(o).
Manipulação emocional: Faz você se sentir responsável pelos problemas dele(a), culpado(a) ou confuso(a).
Ameaças e intimidação: Usar medo para controlar comportamentos.
Violência física ou sexual: Qualquer tipo de agressão física ou coerção sexual.
Desrespeito aos seus limites: Ignorar suas vontades e necessidades.
Mudança de comportamento: Você se sente ansiosa(o), triste, insegura(o) ou com medo ao estar perto da pessoa.
Se você se identifica com esses sinais, é importante buscar apoio — de amigos, familiares ou profissionais de saúde mental e serviços especializados. O primeiro passo é reconhecer que a situação não é normal nem aceitável, e que você merece respeito e segurança.
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