Perguntas do paciente (338)
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O pensamento involuntário, aquele que surge do nada, muitas quando estamos em um ambiente de sala de
O pensamento involuntário, aquele que surge do nada, muitas quando estamos em um ambiente de sala de aula, e que nos atrapalha a concentração na matéria dada pelo professor, é dado o start por quem? Como ficar focado 100% na experiência, na fala e ensinamento do professor?
Gratidão pelas respostas e ensinamentos.
São Carlos/SPRESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Pensamentos involuntários — aqueles que surgem do nada e desviam nossa atenção, como na sala de aula — são um fenômeno comum e natural da mente humana. Eles geralmente acontecem porque nosso cérebro está constantemente processando informações internas e externas, muitas vezes ativando memórias, preocupações ou associações automáticas sem que a gente controle diretamente.
Quem “dá o start” nesses pensamentos é, na verdade, uma combinação de fatores internos (como emoções, ansiedade, cansaço) e externos (barulho, desconforto, falta de interesse). Não existe um “responsável” consciente, pois eles surgem de maneira automática e muitas vezes inconsciente.
Para melhorar o foco e manter a atenção no que o professor está dizendo, algumas estratégias podem ajudar:
Praticar mindfulness: exercícios de atenção plena ajudam a treinar a mente para voltar ao presente sempre que perceber que está divagando.
Fazer anotações ativas: escrever o que está sendo falado mantém o cérebro engajado e reduz as chances de distração.
Dividir a atenção em blocos curtos: tente focar por períodos de 15 a 20 minutos, fazendo pequenas pausas para “resetar” a concentração.
Preparar o ambiente: minimize distrações ao seu redor, escolha um lugar tranquilo e confortável para estudar.
Cuidar do corpo: dormir bem, alimentar-se adequadamente e fazer exercícios físicos melhoram a capacidade de concentração.
Praticar exercícios de respiração e relaxamento antes da aula para diminuir a ansiedade e o cansaço mental.
Lembre-se que a mente humana naturalmente se distrai, e a prática constante dessas estratégias ajuda a melhorar o foco com o tempo.
Fico feliz em ajudar!
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Tenho um relacionamento não mono, uns 2 anos. Temos afinidade de visão de mundo, de atividades compa
Tenho um relacionamento não mono, uns 2 anos. Temos afinidade de visão de mundo, de atividades compartilhadas, como ler, praticar esportes, viajar. No ano passado, ele foi com outra a evento que eu teria gostado muito de estar com ele. Fui avisada às vésperas. Sofri muito e ainda não superei. Tive apenas justificativa de que não tínhamos acordo na época. Sinto que ele é evitativo, o que ativa minha ansiedade. Temos longas conversas, ele diz que estou sempre insatisfeita. Como fazer a reparação? Sendo que pedi pra me acompanhar noutro evento importante pra mim e ele negou, cada vez com uma justificativa diferente. Temos ótimos momentos, mas me sinto ansiosa, sinto falta dessa reparação e de empatia com minhas dores.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Você está passando por uma situação muito delicada e que exige bastante cuidado emocional. Em relacionamentos não monogâmicos, a comunicação clara e o respeito aos sentimentos de cada um são essenciais — e quando esses elementos falham, especialmente em momentos importantes para você, é natural que surja ansiedade, frustração e sensação de desvalorização.
O fato de seu parceiro ter ido a um evento com outra pessoa que você queria muito acompanhar, avisando em cima da hora e sem um acordo prévio, mostra uma falha na comunicação e respeito mútuo, que ainda parece não ter sido reparada de forma satisfatória para você. Isso ativa sua ansiedade, especialmente se ele apresenta traços evitativos, dificultando o diálogo aberto sobre suas necessidades emocionais.
Para avançar na reparação, algumas sugestões podem ajudar:
Reforce a comunicação assertiva: expresse claramente, sem acusações, como essas situações impactam você emocionalmente. Por exemplo, “Quando você vai a um evento importante com outra pessoa e eu fico sabendo em cima da hora, sinto-me desconsiderada e ansiosa.”
Negocie acordos claros: em relacionamentos não monogâmicos, combinar previamente os limites e o que é importante para cada um ajuda a evitar mágoas. Peça para que ambos possam estabelecer juntos quais eventos são essenciais compartilhar ou apoiar.
Busque empatia mútua: peça que ele se coloque no seu lugar e entenda sua dor, e esteja aberto a fazer o mesmo. Reparação passa por reconhecer e validar os sentimentos um do outro.
Avaliem a dinâmica do relacionamento: se há repetidas negativas e justificativas sem ouvir suas necessidades, pode ser um sinal de que os limites dele não estão alinhados com o que você precisa para se sentir segura e amada.
Considere apoio externo: terapia de casal, especialmente com profissional que conheça dinâmicas não monogâmicas, pode facilitar a comunicação e ajudar a construir um espaço mais empático para ambos.
Lembre-se: você merece ter suas emoções respeitadas e ser acompanhada em momentos importantes. Se a falta de reparação e empatia persistir, vale refletir sobre o impacto disso na sua saúde emocional e no futuro do relacionamento.
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Problemas dos outros ,pode sobrecarregar o psicológico de quem ouve ?
Problemas dos outros ,pode sobrecarregar o psicológico de quem ouve ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, os problemas dos outros podem sobrecarregar o psicológico de quem escuta, especialmente quando a pessoa está em contato frequente com situações difíceis ou emoções negativas alheias. Esse fenômeno é conhecido como carga emocional ou fadiga por compaixão.
Quando ouvimos alguém desabafar constantemente sobre suas dificuldades, sem que haja limites claros ou tempo para processar, nosso próprio equilíbrio emocional pode ficar comprometido. Isso pode causar:
Estresse e ansiedade
Cansaço mental e físico
Sensação de impotência ou tristeza profunda
Dificuldade para se concentrar e dormir
Por isso, é importante que quem escuta também cuide da própria saúde mental, estabelecendo limites, buscando apoio e, quando necessário, fazendo pausas para se recuperar.
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Gosto de cuidar das pessoas. Tenho uma facilidade em compreender como elas se sentem, de lidar com
Gosto de cuidar das pessoas.
Tenho uma facilidade em compreender como elas se sentem, de lidar com isso, falar e fazer o que elas estão precisando.
Porem, lá no fundo, acho que os meus sentimentos de protetora são ligados minha criação, algo automático, porque no geral não sinto que eu realmente me importe, já que a fraqueza dos outros me estressa, já que a solução as vezes é tão obtivia.
Outra questão, algo que me deixa incomodada é a facilidade em bloquear sentimentos, as vezes eu faço algo errado, eu reconheço o erro, sou bem racional, mas não tenho sentimentos nenhum sobre, como se nada tivesse acontecido, fico neutra internamente. Sem contar o costume que tenho em ler as pessoas a minha volta, é algo que reconheço que sou boa, mas isso acaba minando meus relacionamentos, como se a confiança nunca fosse uma opção. Isso acaba me deixando esgotada, a sensação que eu tenho que minha mente não para nunca.
Não sei exatamente o tratamento que procuro, talvez uma psicóloga!?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! O que você descreveu revela uma combinação complexa de atitudes e sentimentos que muitas pessoas vivenciam, especialmente aquelas que têm uma sensibilidade aguçada para entender e cuidar dos outros, mas ao mesmo tempo sentem dificuldade em lidar com suas próprias emoções.
Esse comportamento de cuidar dos outros de forma quase automática, como um “mecanismo” aprendido na infância, pode ser uma forma de proteção ou uma maneira de se sentir útil, mesmo que internamente você não se sinta tão conectada aos seus próprios sentimentos. Bloquear emoções, sentir-se neutra diante de erros ou situações importantes, e a dificuldade em confiar plenamente nas pessoas são sinais de que talvez você esteja usando estratégias emocionais para se proteger de dores ou vulnerabilidades.
Sua mente “sempre ativa”, a sensação de esgotamento e o fato de ler as pessoas constantemente também indicam que você está em um estado de alerta contínuo, o que pode ser cansativo e afetar seu bem-estar.
Sim, procurar uma psicóloga é um passo muito importante e recomendado. A terapia pode te ajudar a:
Entender essas dinâmicas internas e as origens dessas atitudes
Desenvolver uma conexão mais saudável com seus próprios sentimentos
Trabalhar a confiança e os limites nos relacionamentos
Aprender formas de relaxar a mente e reduzir o cansaço mental
Além disso, um profissional poderá avaliar se há outras questões relacionadas, como ansiedade, bloqueios emocionais ou traços de personalidade que influenciam esses padrões.
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Para o tratamento se esquizofrenia a ECT é segura ? Entendem como uma boa terapia ? Para quais cas
Para o tratamento se esquizofrenia a ECT é segura ? Entendem como uma boa terapia ?
Para quais casos é indicada ?
Tem uma quantidade mínima de sessões ?
Quais os riscos do procedimento ?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, a ECT (eletroconvulsoterapia) é considerada segura e pode ser muito eficaz no tratamento da esquizofrenia, especialmente em casos específicos. Embora não seja a primeira linha de tratamento, ela costuma ser indicada quando os medicamentos antipsicóticos não estão funcionando bem ou em situações mais graves, como episódios catatônicos, agitação intensa, risco de suicídio, ou quando o paciente não consegue tomar os remédios por causa de efeitos colaterais.
A ECT funciona por meio de uma breve estimulação elétrica no cérebro, feita com anestesia geral e relaxantes musculares — ou seja, não há dor durante o procedimento. É um tratamento realizado em ambiente hospitalar, com monitoramento constante, o que o torna bastante seguro.
A quantidade de sessões varia de pessoa para pessoa, mas geralmente são feitas entre 6 a 12 sessões, com frequência de duas a três vezes por semana. Em alguns casos, pode ser necessário um tratamento de manutenção, com sessões mais espaçadas.
Quanto aos riscos: os efeitos colaterais mais comuns são confusão mental leve e passageira após as sessões, dor de cabeça e, em alguns casos, dificuldade temporária para lembrar de coisas recentes. Esses efeitos geralmente desaparecem após algumas semanas. Complicações mais graves são raras, especialmente quando o paciente é bem avaliado antes do início do tratamento.
Em resumo: a ECT é sim uma boa opção terapêutica em casos de esquizofrenia mais graves ou resistentes, e pode ajudar muito na estabilização do quadro. Mas sempre deve ser indicada e acompanhada por uma equipe médica especializada
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O que significa o esquecimento para a psicanálise?
O que significa o esquecimento para a psicanálise?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Na psicanálise, o esquecimento não é visto como algo simples ou acidental, mas sim como um fenômeno psíquico cheio de significado. Freud já destacou que o esquecimento pode ser uma manifestação do inconsciente, onde conteúdos, pensamentos ou memórias são reprimidos porque são conflitantes, dolorosos ou ameaçadores para a consciência do indivíduo.
Ou seja, o esquecimento pode funcionar como um mecanismo de defesa — o psiquismo “esquece” para proteger a pessoa de emoções ou lembranças difíceis. Isso significa que o que é esquecido muitas vezes tem uma importância significativa para a vida emocional e pode estar ligado a conflitos não resolvidos.
Além disso, na clínica psicanalítica, o ato de esquecer pode abrir espaço para que esses conteúdos reprimidos retornem de forma simbólica, por meio de sintomas, sonhos ou lapsos (os famosos “lapsos de memória” ou “atos falhos”).
Portanto, para a psicanálise, o esquecimento é uma pista valiosa para entender os processos inconscientes e a dinâmica interna do paciente, sendo um caminho para o autoconhecimento e a cura.
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Gostaria de saber se a abordagem de um psicanalista é diferente de um psicólogo ?
Gostaria de saber se a abordagem de um psicanalista é diferente de um psicólogo ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, a abordagem de um psicanalista costuma ser diferente da de um psicólogo, embora exista sobreposição e variações dentro das práticas de cada um.
Psicanalista:
Geralmente é um profissional que passou por uma formação específica em psicanálise, que é uma teoria e método desenvolvidos por Sigmund Freud e seus seguidores.
Foca no inconsciente, na análise dos sonhos, nas resistências, nas transferências e nos conflitos emocionais profundos.
O tratamento costuma ser mais longo e com sessões frequentes (às vezes várias vezes por semana).
Busca entender os processos psíquicos subjacentes que influenciam o comportamento, sintomas e emoções, muitas vezes explorando experiências da infância e a dinâmica interna do paciente.
Psicólogo:
Pode ter formação em diversas abordagens terapêuticas, como terapia cognitivo-comportamental (TCC), humanista, gestalt, entre outras.
A prática clínica varia muito, mas geralmente é mais focada em aspectos conscientes, comportamentos e pensamentos atuais, com técnicas específicas para mudança de comportamento.
O tratamento pode ser mais curto e focado em objetivos definidos pelo paciente.
Atua em diversas áreas além da clínica, como educacional, organizacional e social.
Em resumo, a psicanálise é uma linha específica dentro do campo da psicologia clínica, que foca no inconsciente e na análise profunda, enquanto o psicólogo pode trabalhar com múltiplas abordagens, dependendo de sua formação e da necessidade do paciente.
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Qual a diferença entre o psicólogo e o psicanalista?
Qual a diferença entre o psicólogo e o psicanalista?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Ótima pergunta! A diferença entre psicólogo e psicanalista está principalmente na formação e na abordagem utilizada no atendimento:
Psicólogo: é um profissional graduado em Psicologia, com formação acadêmica em diversas teorias e técnicas psicológicas. Pode atuar em áreas clínicas, educacionais, organizacionais, entre outras. Na clínica, o psicólogo pode usar várias abordagens terapêuticas, como a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), a Gestalt, a Análise do Comportamento, entre outras.
Psicanalista: é um profissional que, geralmente, já tem formação em Psicologia, Medicina ou áreas afins, e fez uma especialização ou formação específica em Psicanálise. A Psicanálise é uma abordagem clínica baseada nas teorias de Sigmund Freud, focada no inconsciente, na transferência e na exploração profunda dos conflitos emocionais.
Em resumo, todo psicanalista é um terapeuta, mas nem todo psicólogo é psicanalista. A psicanálise é uma linha teórica e técnica específica dentro da psicologia clínica e da saúde mental.
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Tenho 27 anos e nunca tive um orgasmos oq posso pra tá liberando o orgasmo?
Tenho 27 anos e nunca tive um orgasmos oq posso pra tá liberando o orgasmo?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Ter dificuldades para atingir o orgasmo é mais comum do que você imagina, e a boa notícia é que existem caminhos para explorar e melhorar essa experiência. Aqui vão algumas sugestões que podem ajudar você a entender e liberar seu orgasmo:
Conheça seu corpo — A masturbação é uma forma importante de descobrir o que te dá prazer, os tipos de estímulos que funcionam para você e o que você gosta ou não.
Desmistifique o orgasmo — Muitas pessoas criam expectativas ou ansiedades em torno do orgasmo, o que pode dificultar a chegada nele. Tente focar no prazer do momento, sem pressa ou cobranças.
Explore a respiração e o relaxamento — Estar relaxada(o) é fundamental para o corpo responder ao estímulo sexual. Técnicas de respiração profunda podem ajudar a aliviar a tensão.
Invista na comunicação sexual — Se você tem parceiro(a), conversar abertamente sobre o que gosta e o que não gosta pode melhorar a intimidade e o prazer.
Considere terapia sexual — Um psicólogo especializado em sexualidade pode ajudar a identificar bloqueios emocionais ou físicos e orientar exercícios e estratégias personalizadas.
Cheque sua saúde física — Algumas condições médicas ou medicamentos podem interferir na resposta sexual. Um médico pode ajudar a investigar se há algum fator físico envolvido.
Lembre-se que cada pessoa tem seu tempo e seu jeito de vivenciar a sexualidade. Não se cobre demais e permita-se experimentar com curiosidade e carinho.
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Baseado nas informações fornecida de um paciente com transtorno compulsivo sexual,qual tipo de rastr
Baseado nas informações fornecida de um paciente com transtorno compulsivo sexual,qual tipo de rastreio,testes,linha investigativa um psicanalista deve iniciar?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
No caso de um paciente com suspeita ou diagnóstico de transtorno compulsivo sexual (TCS), o psicanalista, embora não utilize testes padronizados como em abordagens clínicas tradicionais, pode iniciar uma investigação clínica detalhada baseada em uma escuta cuidadosa e sistemática, que inclui:
Anamnese detalhada
Histórico sexual do paciente: padrões de comportamento, frequência e intensidade dos impulsos sexuais, tentativas de controle.
História pessoal e familiar: traumas, abusos, dinâmica familiar, história de outras compulsões ou transtornos mentais.
Impacto funcional: consequências sociais, profissionais e pessoais do comportamento compulsivo.
Sintomas associados: ansiedade, depressão, sentimentos de culpa ou vergonha.
Exploração dos conteúdos inconscientes
Investigação dos conflitos psíquicos subjacentes, possíveis defesas e mecanismos que sustentam o comportamento compulsivo.
Análise das transferências e resistências que surgem na relação terapêutica.
Avaliação do funcionamento psíquico global
Estado emocional, capacidade de reflexão, níveis de insight, qualidade dos vínculos interpessoais.
Embora o psicanalista não realize testes formais para rastrear o transtorno, ele pode encaminhar o paciente para avaliação psiquiátrica quando houver necessidade de diagnóstico diferencial, comorbidades ou para suporte medicamentoso.
O trabalho inicial da psicanálise será construir uma aliança terapêutica segura para que o paciente possa explorar e elaborar os conflitos que mantêm a compulsão, visando a transformação psíquica profunda.
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O que distingue a "antiga psicanálise" da psicanálise contemporânea? Seria a psicanálise lacaniana a
O que distingue a "antiga psicanálise" da psicanálise contemporânea? Seria a psicanálise lacaniana a mais adequada atualmente para tratar diversos transtornos?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Ótima pergunta! A distinção entre a "antiga psicanálise" e a psicanálise contemporânea envolve tanto aspectos teóricos quanto práticos, refletindo a evolução do campo desde Freud até os dias atuais.
Antiga psicanálise:
Refere-se principalmente à obra e prática originária de Sigmund Freud e seus primeiros seguidores.
Focava muito na interpretação dos conteúdos inconscientes, nos sonhos, nos complexos edipianos, na sexualidade e nos mecanismos de defesa.
A técnica era geralmente bastante rígida, com sessões frequentes (às vezes diárias) e uma relação analítica mais formal.
Psicanálise contemporânea:
Abrange diversas correntes e atualizações teóricas que incorporam críticas, novas ideias e práticas.
Explora mais amplamente a linguagem, a cultura, a subjetividade e as múltiplas formas de sofrimento psíquico.
Tem flexibilizado aspectos técnicos, como a frequência das sessões, para se adaptar às necessidades dos pacientes.
A psicanálise lacaniana é uma das principais correntes contemporâneas, que enfatiza a linguagem, o desejo e o inconsciente estruturado como uma linguagem, além de conceitos como o "estádio do espelho" e a noção do "Real", "Simbólico" e "Imaginário".
Quanto à eficácia para tratar diversos transtornos, a psicanálise lacaniana é muito valorizada, especialmente para questões profundas da subjetividade, psicoses, neuroses e transtornos de personalidade. Porém, sua adequação depende do caso, do paciente e do terapeuta. Outras abordagens psicanalíticas ou psicoterapias também são eficazes, dependendo do contexto.
Em resumo, a psicanálise contemporânea, incluindo a lacaniana, amplia e atualiza o legado freudiano, adaptando-se às complexidades atuais do sofrimento humano.
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Minha filha adotiva perdeu a confiança em nós como pais assim que descobriu por acaso que tinha uma
Minha filha adotiva perdeu a confiança em nós como pais assim que descobriu por acaso que tinha uma outra família biológica e desde então quer manter contato com eles, e eles não querem a aproximação. Ela está muito rebelde. Tem 8 anos, e descobriu quando tinha 5.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Essa situação é realmente delicada e desafiadora para toda a família. A descoberta da existência da família biológica pode gerar um impacto muito grande na criança, especialmente em uma idade tão sensível como a dela, e afetar diretamente a confiança e o vínculo que ela tem com vocês como pais adotivos.
A sensação de perda, confusão e a busca por identidade são normais nessa fase, e a rejeição por parte da família biológica pode aumentar ainda mais a angústia dela, levando a comportamentos rebeldes e de distanciamento.
Para lidar com isso, algumas estratégias podem ajudar:
Manter o diálogo aberto e acolhedor: mesmo que ela esteja rebelde, é importante que se sinta ouvida e compreendida. Demonstre que vocês estão presentes para apoiá-la, sem julgamentos.
Reforçar o vínculo afetivo: crie momentos de conexão positiva e segurança, mostrando que o amor e o cuidado de vocês são constantes e incondicionais.
Buscar apoio psicológico especializado: um psicólogo infantil com experiência em adoção pode ajudar sua filha a processar esses sentimentos, trabalhar a confiança e fortalecer a identidade dela.
Educar sobre a complexidade das relações familiares: conforme a idade dela permitir, explicar que famílias podem ser diferentes e que o amor e o cuidado que vocês oferecem são reais e importantes.
Cuidar de vocês mesmos: é importante que vocês também tenham suporte para lidar com essa situação, mantendo o equilíbrio emocional para melhor apoiar sua filha.
Lembre-se que reconstruir a confiança leva tempo e paciência, mas com amor e apoio adequado, é possível fortalecer o vínculo e ajudar sua filha a se sentir segura e amada.
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Sou casada há 10 anos, desde os 18, hoje tenho 27. Temos hoje um casamento parceiro, transamos regul
Sou casada há 10 anos, desde os 18, hoje tenho 27. Temos hoje um casamento parceiro, transamos regularmente, porém tive casos extraconjugais no passado, que me assombram hoje no presente. Terminei meu último hoje visto que não entendo porque faço isso se tenho uma pessoa que amo e que faz de tudo por mim em casa. Sou diagnosticada com TOC e depressão, tomo antidepressivo, ansiolítico e remédio pra dormir, mas hoje em dia me sinto um lixo de pessoa por fazer o que fiz e viver nesse ciclo de trair, me arrepender, tentar novamente parar, e depois voltar a trair. A culpa nunca sai de mim, e olho para o meu esposo e me sinto a pior pessoa do mundo, e junto com o fardo da culpa nos ombros, apenas vivo tentando ser feliz...como parar de me culpar? Parar com o ciclos, visto que amo meu marido, ele é ótimo, não temos filhos, temos uma vida boa, somos parceiros um do outro. Já pensei em tirar minha vida, e hoje foi o dia com este pensamento mais intenso, por realmente me sentir uma péssima pessoa, sem entender porque faço o que faço. Tenho medo também da pessoa vir a me fazer algum mal, tentar destruir meu casamento, embora ele seja também uma pessoa casada que jurou que não prejudicaria, mas fui impulsiva e cortei a relação por Instagram e bloqueei sem nem ao menos esperar a resposta dele, e por isso tenho medo da possível revolta, o que espero que não tenha. Não quero viver com esse constante medo, e não posso viver enganando a pessoa com quem durmo, me ajudem por favor.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sinto muito que você esteja passando por tudo isso — é realmente uma situação muito difícil e dolorosa. Primeiro, quero que saiba que seus sentimentos de culpa, confusão e angústia são compreensíveis, especialmente considerando o diagnóstico de TOC e depressão, que podem intensificar pensamentos negativos e impulsos difíceis de controlar.
O ciclo que você descreve — de agir impulsivamente, sentir arrependimento profundo e tentar se controlar, mas depois voltar a agir contra seus valores — é algo que muitas pessoas com transtornos ansiosos ou compulsivos enfrentam. Importante lembrar que isso não te define como pessoa; você é muito mais do que esses episódios.
Aqui vão algumas orientações que podem ajudar:
Procure ajuda especializada com urgência — Falar com um psicólogo ou psiquiatra, especialmente alguém que tenha experiência com TOC e impulsividade, é fundamental. Existem tratamentos e estratégias que podem ajudar a controlar esses impulsos e trabalhar a culpa.
Não enfrente sozinha os pensamentos suicidas — Quando eles ficarem muito intensos, procure um serviço de emergência, um grupo de apoio, ou alguém de confiança para conversar. Você merece cuidado e suporte.
Seja gentil consigo mesma — O autocuidado é essencial. Reconheça que o TOC traz desafios e que o caminho para o equilíbrio emocional pode ter altos e baixos, mas cada passo em direção ao autocontrole é importante.
Converse abertamente com seu marido — Se sentir que é seguro, um diálogo honesto pode aliviar o peso do segredo e ajudar vocês a enfrentarem juntos essa dificuldade.
Planeje estratégias para controlar impulsos — Técnicas da Terapia Cognitivo-Comportamental, como a exposição e prevenção de resposta (EPR), podem ser muito úteis no TOC para lidar com impulsos e pensamentos intrusivos.
Fortaleça sua rede de apoio — Amigos, familiares e profissionais que possam te amparar são essenciais nesse momento.
Lembre-se: você não está sozinha e é possível encontrar um caminho para viver com mais leveza e equilíbrio. O fato de você buscar ajuda e reconhecer a dificuldade já é um grande passo.
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Eu falo mas tenho dificuldade pra conversar que devo fazer?
Eu falo mas tenho dificuldade pra conversar que devo fazer?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Entendo que você sente vontade de se expressar, mas às vezes encontra dificuldade para conversar e se comunicar. Isso é mais comum do que imagina e pode acontecer por vários motivos, como ansiedade, insegurança, timidez, bloqueios emocionais ou até falta de prática.
Aqui vão algumas dicas que podem ajudar:
Respire e desacelere: Antes de falar, faça algumas respirações profundas para acalmar a mente e o corpo.
Pratique a escuta ativa: Preste atenção no que o outro está falando, isso ajuda a pensar melhor na resposta e facilita o diálogo.
Comece com pequenas conversas: Exercite falar sobre assuntos simples e cotidianos para ganhar confiança.
Não se cobre perfeição: Errar ou gaguejar é normal; o importante é se expressar.
Escreva o que quer dizer: Se sentir dificuldade para organizar as ideias, escreva antes para clarear o pensamento.
Procure ajuda profissional: Um psicólogo pode ajudar a trabalhar essas dificuldades, especialmente se estiverem ligadas a ansiedade social ou outros bloqueios emocionais.
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Comecei a tomar ESc, e sinto muito agitada e acelerada é normal,já faz dois meses?
Comecei a tomar ESc, e sinto muito agitada e acelerada é normal,já faz dois meses?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Sentir-se agitada e acelerada nas primeiras semanas após começar a tomar escitalopram é relativamente comum, mas esse efeito geralmente melhora com o tempo. Como você está assim há dois meses, é importante conversar com o seu médico, pois pode ser necessário ajustar a dose, mudar o horário da medicação ou até considerar outro tratamento. Não deixe de relatar todos os sintomas que está sentindo para que ele possa avaliar da melhor forma e garantir que seu tratamento seja seguro e eficaz.
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Qual a diferença entre relacionamento aberto e relacionamento não-monogâmico?
Qual a diferença entre relacionamento aberto e relacionamento não-monogâmico?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Ótima pergunta! Embora os termos relacionamento aberto e relacionamento não-monogâmico sejam frequentemente usados de forma intercambiável, eles têm diferenças sutis, mas importantes:
Relacionamento Aberto:
É um tipo específico de relacionamento não-monogâmico em que o casal principal mantém um compromisso afetivo exclusivo entre si, mas permite que um ou ambos tenham encontros sexuais ou relacionamentos íntimos com outras pessoas fora da relação. Geralmente, o foco é na liberdade sexual, com a estrutura clara do compromisso principal.
Relacionamento Não-Monogâmico:
É um termo mais amplo que engloba qualquer relacionamento que não seja estritamente monogâmico. Pode incluir relacionamentos abertos, poliamor (várias relações amorosas simultâneas com consentimento), swinging (troca de casais para relações sexuais), entre outros formatos. O não-monogâmico pode envolver múltiplos vínculos afetivos, emocionais e/ou sexuais, dependendo do acordo entre as pessoas envolvidas.
Em resumo: todo relacionamento aberto é não-monogâmico, mas nem todo relacionamento não-monogâmico é aberto — porque o não-monogâmico abrange uma variedade maior de arranjos.
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Como a psicanálise trata traumas? Seria ela a abordagem mais eficaz?
Como a psicanálise trata traumas? Seria ela a abordagem mais eficaz?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A psicanálise trata traumas explorando o impacto profundo que experiências traumáticas têm no inconsciente e na estrutura psíquica do indivíduo. Através da relação terapêutica, da escuta atenta e da interpretação dos conteúdos que emergem, o psicanalista ajuda o paciente a dar sentido aos sintomas, conflitos e defesas que surgem a partir do trauma. O processo visa a elaboração psíquica — ou seja, transformar o trauma em uma narrativa que possa ser integrada à vida da pessoa, reduzindo seu sofrimento e promovendo maior autonomia emocional.
No tratamento psicanalítico, o trauma não é abordado apenas pelo que foi vivido, mas por como ele foi internalizado e repetido nas relações atuais e na vida emocional do paciente. A transferência e a resistência são elementos-chave para acessar esses conteúdos e trabalhar a cura.
Quanto à eficácia, a psicanálise pode ser muito eficaz, especialmente para traumas complexos e de longa duração, porque oferece um espaço para aprofundar a compreensão dos processos inconscientes e suas raízes. No entanto, a eficácia depende do paciente, da gravidade do trauma, da qualidade da relação terapêutica e do tempo dedicado ao tratamento.
Outras abordagens, como a terapia cognitivo-comportamental focada em trauma (ex.: EMDR), também são reconhecidas por sua eficácia, especialmente em casos de traumas mais recentes ou em situações de crise.
Portanto, a escolha da abordagem deve considerar as necessidades, preferências e contexto do paciente, podendo, inclusive, combinar diferentes métodos.
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Queria presentear minha psicóloga/psicanalista no final do ano como forma de gratidão pelo tratament
Queria presentear minha psicóloga/psicanalista no final do ano como forma de gratidão pelo tratamento realizado durante o ano, mas vi em alguns lugares que analistas não podem aceitar presentes e por ser sensível a rejeição estou com medo de levar o presente e ser rejeitado. Poderiam me falar se isso é realmente verdade ? e se sim, porque isso é proibido na psicanalise ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
É muito bonito e compreensível querer demonstrar gratidão à sua psicóloga ou psicanalista com um presente — isso mostra o quanto o trabalho dela foi importante para você.
Sobre aceitar presentes, na psicanálise e em muitas outras abordagens psicológicas, é comum que os profissionais evitem receber presentes dos pacientes. Isso não é uma proibição legal, mas uma prática ética e profissional adotada para manter os limites claros na relação terapêutica.
Esses limites existem para preservar a neutralidade e a segurança do espaço terapêutico, evitando que o vínculo se torne ambíguo ou gere dependências emocionais que possam interferir no tratamento. Receber presentes pode criar uma sensação de dívida ou obrigação, tanto para o paciente quanto para o terapeuta, e pode complicar a dinâmica da relação.
Por isso, a maioria dos analistas prefere que a gratidão seja expressa através do compromisso com o tratamento, da presença nas sessões e, eventualmente, de palavras sinceras de agradecimento — o que já é muito valioso para eles.
Se você tem receio de levar um presente e ser rejeitada, saiba que essa preocupação é compreensível e faz parte do seu cuidado emocional. Caso queira, pode conversar sobre esse sentimento na terapia — isso pode enriquecer a sua compreensão sobre os limites e o significado da relação terapêutica.
Em resumo: sim, muitos analistas evitam aceitar presentes para manter a ética e o profissionalismo, mas sua gratidão é sempre bem-vinda na forma de palavras e da continuidade do seu trabalho terapêutico.
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Descobri que a pessoa que estou casada consume muita pornografia todos os dias, mesmo eu estando grá
Descobri que a pessoa que estou casada consume muita pornografia todos os dias, mesmo eu estando grávida, não consigo perdoar de forma alguma, pra mim não existe mudança nisso.
O vício em pornografia tem cura?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Entendo como essa situação pode ser dolorosa, especialmente nesse momento tão importante da sua vida. O consumo diário e compulsivo de pornografia pode ser entendido como um comportamento viciante para algumas pessoas, e isso pode afetar muito a confiança e a dinâmica do relacionamento.
Sobre a “cura” do vício em pornografia, é importante saber que o que se busca geralmente é o controle e a mudança do comportamento. Muitas pessoas conseguem reduzir significativamente ou até parar com o uso compulsivo através de tratamento adequado.
O caminho mais indicado inclui:
Terapia psicológica especializada, como a Terapia Cognitivo-Comportamental, que ajuda a entender os gatilhos, desenvolver estratégias para controlar impulsos e trabalhar questões emocionais subjacentes.
Apoio em grupos especializados (como grupos de 12 passos) que promovem a troca de experiências e o suporte comunitário.
Possível avaliação psiquiátrica para verificar a presença de outras condições associadas, como ansiedade, depressão ou transtorno obsessivo-compulsivo, que podem influenciar o comportamento.
Quanto ao perdão, ele é um processo pessoal e pode levar tempo, especialmente quando a confiança foi abalada. É importante que vocês conversem abertamente sobre limites, expectativas e busquem apoio profissional juntos, se for possível.
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Olá, Estou casado há 24 anos e, no geral, temos um excelente relacionamento, sem brigas. No entan
Olá,
Estou casado há 24 anos e, no geral, temos um excelente relacionamento, sem brigas. No entanto, tenho algumas questões que gostaria de entender melhor, especialmente no que diz respeito ao comportamento da minha esposa.
No aspecto sexual, ela não tem muita vontade de transar com frequência e, quando o faz, prefere que seja no escuro. Além disso, ela não é muito fã de beijos prolongados. Por outro lado, ela gosta de se arrumar, cuidar do corpo e se vestir bem. Quando saímos para lugares públicos, percebo que ela frequentemente troca olhares com outros homens, independentemente de sua aparência. Ela se vira e fica olhando, como se estivesse buscando essa interação visual. Já conversei com ela sobre isso e ela afirmou não perceber que faz isso, e diz que, se um homem achar que tem chance, a malícia está na cabeça dele, não na dela.
No entanto, essa situação me deixa desconfortável, pois sinto que ela está procurando e desejando a atenção de outros homens. Quando isso acontece, ela tende a se afastar, não me dá a mão e evita demonstrar afeto em público, como se estivesse "encantada" ou absorta na troca de olhares.
Gostaria de entender se isso pode estar relacionado a algum transtorno ou se é um comportamento comum. Será que ela tem alguma insegurança ou uma necessidade de se sentir desejada? Como lidar com isso de maneira saudável para ambos?
Agradeço pela sua ajuda!RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Obrigado por compartilhar sua experiência com tanta sinceridade — questões no relacionamento, especialmente relacionadas ao afeto e à sexualidade, são muito comuns e merecem atenção cuidadosa.
O comportamento que você descreve na sua esposa — menor vontade de intimidade sexual, preferência por ambientes escuros, menos demonstração de afeto em público, e a busca por trocas visuais com outros homens — pode ter várias explicações, que não necessariamente indicam um transtorno, mas sim dinâmicas emocionais e relacionais complexas.
Algumas possibilidades a considerar:
Necessidade de se sentir desejada: Muitas pessoas, mesmo em relacionamentos estáveis, buscam sentir-se atraentes e desejadas por outros, o que pode ser uma forma de reforçar a autoestima.
Inseguranças pessoais: Ela pode estar lidando com dúvidas internas ou dificuldades para expressar afeto e desejo, o que afeta a maneira como se comporta tanto com você quanto em público.
Rotina e desgaste do relacionamento: Após tantos anos juntos, a intimidade pode passar por fases de maior distância, que podem gerar frustrações para ambos.
Fatores emocionais ou psicológicos: Questões como estresse, ansiedade, baixa autoestima, ou mesmo alguma dificuldade na comunicação emocional podem influenciar esses comportamentos.
Não necessariamente se trata de um transtorno clínico, mas, se a situação gera sofrimento para vocês, pode ser útil buscar ajuda de um terapeuta de casal ou psicólogo, que possa mediar o diálogo, ajudar a entender essas dinâmicas e propor estratégias para restabelecer a conexão e a confiança.
Algumas dicas para lidar de forma saudável:
Converse abertamente, sem acusações, buscando entender os sentimentos dela.
Expresse como você se sente com esses comportamentos, usando “eu sinto” para evitar que ela se sinta atacada.
Procurem juntos formas de reacender a intimidade e o afeto, seja com encontros especiais, massagens, ou momentos de conexão.
Considere a terapia de casal como espaço seguro para explorar essas questões com ajuda profissional.
Lembre-se: o relacionamento é uma construção contínua, e o diálogo aberto é fundamental para que ambos se sintam valorizados e compreendidos.
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