Perguntas do paciente (41)

  • “Quais modalidades de intervenção terapêutica estruturada e integrativa, ancoradas em psiquiatria ba

    “Quais modalidades de intervenção terapêutica estruturada e integrativa, ancoradas em psiquiatria baseada em evidências e modelos psicopatológicos contemporâneos (incluindo perspectiva dimensional da personalidade), demonstram maior eficácia na redução da instabilidade afetiva, na melhora dos processos de mentalização e da organização das relações objetais, e na otimização do funcionamento interpessoal e da reabilitação psicossocial em pacientes com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB)"?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Victor de Oliveira Liberale

    No TPB, as intervenções mais eficazes são aquelas estruturadas, integrativas e sustentadas no tempo, tendo a psicoterapia como eixo central do cuidado. As abordagens com maior respaldo incluem a Terapia Comportamental Dialética, voltada para regulação emocional, impulsividade e habilidades interpessoais; a Terapia Baseada em Mentalização, que melhora a capacidade de compreender os próprios estados mentais e os dos outros; a Terapia Focada na Transferência, que trabalha a organização das relações objetais, identidade e padrões de idealização/desvalorização; a Terapia do Esquema, especialmente útil em padrões relacionais rígidos ligados a abandono, vergonha e desconfiança; e o manejo psiquiátrico estruturado, com plano terapêutico claro, psicoeducação, manejo de crise e metas funcionais. As diretrizes atuais colocam a psicoterapia como tratamento principal do TPB e recomendam que medicamentos sejam usados apenas como adjuvantes, sobretudo para comorbidades ou sintomas-alvo, e não como tratamento central da personalidade em si. Assim, o melhor resultado costuma ocorrer quando há integração entre psicoterapia, acompanhamento psiquiátrico criterioso, estabilização do sono, cuidado com comorbidades, suporte familiar/social e reabilitação progressiva do funcionamento interpessoal, acadêmico e profissional.


  • “Quais intervenções terapêuticas integradas, fundamentadas em evidências clínicas e neuropsiquiátric

    “Quais intervenções terapêuticas integradas, fundamentadas em evidências clínicas e neuropsiquiátricas, demonstram maior eficácia na modulação da instabilidade afetiva, na remissão dos déficits de mentalização e vinculação objetal, e na restauração da funcionalidade interpessoal e adaptação psicossocial em pacientes com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB)?”

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Victor de Oliveira Liberale

    No TPB, as intervenções com maior eficácia são aquelas integradas, contínuas e estruturadas, tendo a psicoterapia como eixo central do tratamento. Abordagens como Terapia Comportamental Dialética, Terapia Baseada em Mentalização, Terapia Focada na Transferência, Terapia do Esquema e manejo psiquiátrico estruturado ajudam a modular a instabilidade afetiva, melhorar a capacidade de compreender os próprios estados mentais e os dos outros, reduzir impulsividade e favorecer vínculos mais estáveis. O tratamento medicamentoso pode ser útil como adjuvante, sobretudo quando há depressão, ansiedade, insônia, impulsividade intensa, transtorno bipolar, TDAH ou uso de substâncias, mas não substitui a psicoterapia como tratamento principal do TPB; diretrizes recentes reforçam a necessidade de plano terapêutico individualizado, centrado na pessoa e baseado principalmente em intervenções psicossociais estruturadas. O melhor resultado costuma ocorrer quando há integração entre psicoterapia, acompanhamento psiquiátrico criterioso, psicoeducação, manejo de crise, estabilização do sono, cuidado com comorbidades e fortalecimento progressivo da funcionalidade interpessoal, familiar, acadêmica e profissional.


  • “Em pacientes com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB), quais intervenções terapêuticas, far

    “Em pacientes com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB), quais intervenções terapêuticas, farmacológicas e psicossociais demonstram eficácia na melhora do funcionamento interpessoal e da adaptação social?”

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Victor de Oliveira Liberale

    No Transtorno de Personalidade Borderline, as intervenções com melhor eficácia para melhorar o funcionamento interpessoal e a adaptação social são principalmente psicoterapias estruturadas, como a Terapia Comportamental Dialética, a Terapia Baseada em Mentalização, a Terapia Focada na Transferência, a Terapia do Esquema e o manejo psiquiátrico estruturado. Essas abordagens ajudam o paciente a regular emoções intensas, reduzir impulsividade, lidar melhor com medo de abandono, construir relações mais estáveis e recuperar funcionamento acadêmico, profissional e social. Medicamentos podem ser úteis quando há sintomas ou transtornos associados, como depressão, ansiedade, insônia, impulsividade importante ou transtorno bipolar, mas não são o tratamento principal do TPB. O melhor resultado costuma ocorrer com acompanhamento contínuo, vínculo terapêutico estável, plano de crise, psicoeducação e integração entre psicoterapia, cuidado psiquiátrico e suporte familiar/social.


  • “Como o manejo psiquiátrico contemporâneo pode contribuir para a reabilitação do funcionamento socia

    “Como o manejo psiquiátrico contemporâneo pode contribuir para a reabilitação do funcionamento social e das habilidades interpessoais em pacientes com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB)?”

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Victor de Oliveira Liberale

    O manejo psiquiátrico contemporâneo contribui para a reabilitação social no TPB ao organizar o tratamento em torno de um plano estruturado, contínuo e funcional, e não apenas da contenção de crises. Isso inclui psicoeducação, vínculo terapêutico estável, definição de metas interpessoais, manejo de impulsividade e automutilação, plano de crise, tratamento de comorbidades, uso criterioso de medicamentos quando necessário e integração com psicoterapias baseadas em evidências, como Terapia Comportamental Dialética, Terapia Baseada em Mentalização, Terapia Focada na Transferência e Terapia do Esquema. O objetivo é ajudar o paciente a reconhecer estados emocionais intensos, reduzir respostas relacionais impulsivas, melhorar a mentalização, tolerar frustrações e construir vínculos mais estáveis. Assim, a psiquiatria não atua apenas para “controlar sintomas”, mas para favorecer autonomia, continuidade de tratamento, retorno progressivo aos estudos, ao trabalho, à vida familiar e às relações sociais, sempre com a psicoterapia como eixo principal e a medicação como recurso complementar quando houver indicação clínica.


  • Tomei clonazepam as 23:47 de terça feira posso tomar cerveja no sabado da mesma semana ?tomo só uma

    Tomei clonazepam as 23:47 de terça feira posso tomar cerveja no sabado da mesma semana ?tomo só uma única vez a noite e de vez em quando ele comprimido de 2 mg

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Victor de Oliveira Liberale

    Em geral, não é recomendado misturar clonazepam com álcool, porque os dois deprimem o sistema nervoso e podem causar sonolência excessiva, tontura, queda, apagões, vômitos, confusão e até depressão respiratória.
    O clonazepam tem meia-vida longa, podendo permanecer no organismo por vários dias. Mesmo tendo tomado na terça à noite, ainda pode haver resquício no sábado, principalmente com dose de 2 mg, que não é baixa.
    Se a ideia é beber cerveja, o mais seguro é evitar álcool enquanto estiver usando clonazepam, mesmo que seja “de vez em quando”. Caso beba, não dirija, não misture com outros sedativos e procure atendimento se houver sonolência intensa, falta de ar, confusão ou desmaio.


  • Vou iniciar a desvenlafaxina 50mg, clomipramina 25mg e aripiprazol 10mg!! Estou com muito medo de te

    Vou iniciar a desvenlafaxina 50mg, clomipramina 25mg e aripiprazol 10mg!! Estou com muito medo de te acatisia e com medo de piorar meus pensamentos…O que fazer?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Victor de Oliveira Liberale

    É compreensível ter medo, especialmente ao iniciar mais de uma medicação ao mesmo tempo. O mais importante é: não comece, suspenda ou altere doses por conta própria. Converse com seu psiquiatra antes de iniciar, explique esse medo e pergunte se faz sentido começar de forma mais gradual, monitorar de perto ou ter uma orientação clara caso surjam sintomas.


  • Minha psiquiatra passou 100 mg de quetiapina xr mas não consegui comprar,posso tomar 100mg da comum?

    Minha psiquiatra passou 100 mg de quetiapina xr mas não consegui comprar,posso tomar 100mg da comum?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Victor de Oliveira Liberale

    Não é ideal trocar por conta própria. Quetiapina XR é de liberação prolongada: ela libera o remédio mais lentamente ao longo do tempo. A quetiapina “comum” é de liberação imediata e pode dar pico mais rápido, com mais sonolência, tontura, queda de pressão, confusão ou sedação excessiva.


  • Boa tarde! Gostaria de entender por que o Zolpidem, há alguns anos, era considerado um medicamento s

    Boa tarde! Gostaria de entender por que o Zolpidem, há alguns anos, era considerado um medicamento seguro, com baixo risco de dependência e tolerância, e hoje já se reconhece que pode causar esses problemas. Isso acontece porque os estudos mudaram com o tempo ou porque os efeitos aparecem após uso prolongado?

    Além disso, essa mudança não gera insegurança em relação aos outros medicamentos? Os remédios de tarja vermelha continuam sendo considerados confiáveis?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Victor de Oliveira Liberale

    Boa tarde! Isso acontece por dois motivos principais: os estudos ficam mais completos com o tempo e alguns riscos aparecem melhor quando o medicamento passa a ser usado por milhões de pessoas, por períodos longos e em situações reais, fora dos estudos iniciais.
    No caso do zolpidem, ele foi inicialmente visto como mais “seletivo” e com menor risco do que os benzodiazepínicos clássicos. Com o uso amplo e prolongado, porém, ficou claro que ele também pode causar tolerância, dependência, abstinência, uso inadequado, sonambulismo, amnésia, quedas e comportamentos automáticos durante o sono, especialmente quando usado por muito tempo, em doses maiores, com álcool ou outros sedativos.
    Isso não quer dizer que os medicamentos não sejam confiáveis. Quer dizer que o conhecimento médico é continuamente atualizado. Remédio de tarja vermelha pode ser seguro e eficaz quando bem indicado, na dose correta e com acompanhamento. O ponto central é evitar automedicação, uso prolongado sem revisão e acreditar que “seguro” significa “sem risco”. Em medicina, quase todo benefício precisa ser equilibrado com possíveis efeitos adversos.
    O “melhor remédio” para insônia crônica, na maioria dos casos, não é um comprimido: é a TCC-I, ou terapia cognitivo-comportamental para insônia.
    Ela é considerada tratamento de primeira linha porque atua nas causas que mantêm a insônia: horários irregulares, excesso de tempo na cama, medo de não dormir, ansiedade antecipatória, cochilos, uso inadequado de telas, associação da cama com alerta e tentativas frustradas de “forçar” o sono.
    Medicamentos podem ser úteis em situações específicas e por tempo limitado, mas não costumam resolver o padrão que sustenta a insônia. Já a TCC-I ensina o cérebro a recuperar o sono de forma mais natural, com técnicas como controle de estímulos, restrição do tempo na cama, higiene do sono bem orientada, reestruturação de pensamentos e relaxamento.
    Portanto, para insônia persistente, o ideal é procurar um profissional com experiência em sono. Remédios podem ajudar em alguns casos, mas a base do tratamento deve ser a TCC-I.


  • Estou tomando Lisdexanfetamina 35mg genérica da EMS a 1,5 mês, nós primeiros 15 dias tive um efeito

    Estou tomando Lisdexanfetamina 35mg genérica da EMS a 1,5 mês, nós primeiros 15 dias tive um efeito muito bom, o remédio controlou os impulsos do meu TDAH que é predominantemente desatento, melhorou humor e principalmente ajudou no foco, mas percebi uma queda depois de 15 dias do início do tratamento, o foco foi o mais prejudicado, o efeito que era longo hoje esta passageiro e leve. Seria interessante conversar com o especialista que tem me acompanhado sobre ajuste na dosagem ou tentar mudar o laboratório na mesma dose? Já tomei Ritalina, 10mg até 3 comprimidos dia, que me dava uma irritação que afastava a todos e 160mg de Atentah que serviu como um estabilizador de humor não tratando o ponto critico do meu TDAH

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Victor de Oliveira Liberale

    Sim, vale conversar com o especialista que acompanha você. É relativamente comum que, após os primeiros dias, o efeito percebido da lisdexanfetamina mude: às vezes há adaptação, às vezes a dose fica insuficiente, ou fatores como sono, alimentação, ansiedade, estresse e uso de cafeína interferem bastante.
    Não recomendo ajustar a dose por conta própria nem trocar o laboratório sem orientação. O médico pode avaliar se faz sentido ajustar dose, horário de uso, investigar efeitos colaterais, revisar diagnóstico/comorbidades ou considerar outra estratégia. Também é importante relatar essa irritabilidade prévia com metilfenidato e a resposta parcial ao atomoxetina, pois isso ajuda a escolher o tratamento com mais segurança.
    Procure atendimento antes da consulta marcada se houver palpitações importantes, aumento de pressão, insônia intensa, piora importante da ansiedade, agitação ou alteração de humor.


  • Boa noite . Não suporto barulho grave de som, mais específico som automotivo...me irrita bastante

    Boa noite .
    Não suporto barulho grave de som, mais específico som automotivo...me irrita bastante isso tem alguma coisa a ver com misofonia? Passo mal até minha presso cai e me tremo todo de raiva.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Victor de Oliveira Liberale

    Boa noite. Pode ter relação, sim, mas não dá para afirmar que seja misofonia apenas por essa descrição. A misofonia costuma envolver reação emocional e física intensa a sons específicos, como irritação, raiva, ansiedade, tensão corporal, tremores, palpitações ou vontade de fugir. No seu caso, o incômodo com sons graves/automotivos e a reação intensa podem se aproximar desse quadro. Também existem outras possibilidades, como hiperacusia, sensibilidade auditiva aumentada, ansiedade/pânico desencadeado por ruído, estresse crônico ou até respostas autonômicas do corpo, o que poderia explicar sensação de queda de pressão, mal-estar e tremores. O ideal é procurar avaliação com otorrinolaringologista e, se necessário, psiquiatra ou psicólogo, especialmente se isso estiver afetando sua rotina, sono, trabalho ou convivência. Existem estratégias de manejo, terapia cognitivo-comportamental, técnicas de regulação emocional e, em alguns casos, tratamento de ansiedade associada. Se a queda de pressão for real, com desmaios, dor no peito, falta de ar ou palpitações importantes, procure atendimento médico com prioridade.


  • A partir de quanto tempo a droga fica presente e visível no couro cabeludo??

    A partir de quanto tempo a droga fica presente e visível no couro cabeludo??

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Victor de Oliveira Liberale

    Em geral, drogas ficam detectáveis no cabelo/couro cabeludo cerca de 7 a 10 dias após o uso, porque esse é o tempo médio para o fio crescer e sair acima da pele em quantidade suficiente para análise. Depois disso, podem permanecer detectáveis por meses, dependendo do comprimento do cabelo analisado. Como regra prática, 1 cm de cabelo representa cerca de 1 mês de histórico.


  • Ácido acetilsalicílico tem componentes de alho? O alho faz o mesmo efeito do AAS?

    Ácido acetilsalicílico tem componentes de alho? O alho faz o mesmo efeito do AAS?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Victor de Oliveira Liberale

    Não. Ácido acetilsalicílico (AAS) não tem alho na composição. É um medicamento específico, com efeito antiagregante plaquetário, usado em algumas situações para reduzir risco de trombose/infarto/AVC.
    O alho não faz o mesmo efeito do AAS. Ele pode ter efeito leve sobre circulação/plaquetas, mas não substitui o AAS e não deve ser usado no lugar dele.
    Se o AAS foi prescrito, não suspenda sem falar com o médico. E cuidado: alho em excesso ou suplementos de alho podem aumentar risco de sangramento, principalmente junto com AAS, anticoagulantes ou anti-inflamatórios.


  • Olá, minha médica passou cloridrato de ciprofloxacino para a infecção urinária de 12 em 12hrs, porém

    Olá, minha médica passou cloridrato de ciprofloxacino para a infecção urinária de 12 em 12hrs, porém me confundi e estava tomando de 8 em 8 horas (fiz isso durante os três primeiros dias), não tenho como conversar com minha médica, ela está em outro estado. o que posso fazer?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Victor de Oliveira Liberale

    Pode ficar tranquila: isso acontece e, se você está se sentindo bem, geralmente não causa problema grave. A partir de agora, apenas volte ao horário correto, tomando o ciprofloxacino de 12 em 12 horas; se tomou uma dose há pouco, conte 12 horas para a próxima, sem compensar ou tomar dose extra. Mantenha boa hidratação e observe apenas se surgir algo diferente, como alergia, tontura intensa, palpitações, diarreia importante, dor forte no estômago ou dor em tendões, principalmente no calcanhar; se isso acontecer, procure atendimento.


  • Minha irmã tem bipolaridade, e ultimamente está com esquecimento muito constante, o que deve fazer,

    Minha irmã tem bipolaridade, e ultimamente está com esquecimento muito constante, o que deve fazer, para melhorar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Victor de Oliveira Liberale

    O ideal é ela passar em consulta com o psiquiatra que acompanha a bipolaridade para revisar o quadro e os remédios, porque esquecimento pode acontecer por depressão, ansiedade, sono ruim, fase mista/hipomania, ou por efeito de medicações como estabilizadores, antipsicóticos, benzodiazepínicos etc.
    Também vale investigar causas clínicas simples: tireoide, vitamina B12, anemia, glicemia, função renal/hepática, além de avaliar qualidade do sono.
    Para ajudar agora: manter rotina regular de sono, reduzir álcool, evitar automedicação, usar agenda/lembretes e organizar tarefas por escrito.


  • Estou tomando VENVANSE + Pondera + Lítio + Quetiapina. Sinto que o Pondera tira toda minha concentra

    Estou tomando VENVANSE + Pondera + Lítio + Quetiapina. Sinto que o Pondera tira toda minha concentração e corta o efeito do Venvanse. Eu nao tenho fome com venvanse, por exemplo, já com o pondera é o dia todo domindo ou comendo. Venvanse 70! Isso fora no ciclo misto do Bipolar, tenho tontura de cair, sinto choques, muitos pesamentos de desviver, visao turva. Sou border + bipolar + TDAH. Eu vi que o Pondera pode tirar o efeito do Venvanse, algum especialista poderia me ajudar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Victor de Oliveira Liberale

    Sobre os remédios: Pondera/paroxetina pode dar sonolência, aumento de apetite e sensação de embotamento, e isso pode fazer parecer que o Venvanse “não funciona”. Mas em bipolaridade, especialmente em ciclo misto, antidepressivo e estimulante precisam ser avaliados com muito cuidado, porque podem piorar agitação, ansiedade, instabilidade, impulsividade ou sintomas mistos em algumas pessoas. Não ajuste, não suspenda e não aumente nada por conta própria, principalmente usando lítio + quetiapina + Venvanse 70 mg + Pondera.


  • Tenho 63 anos , tratada durante trinta como depressão. Um médico mais atencioso me identificou com b

    Tenho 63 anos , tratada durante trinta como depressão. Um médico mais atencioso me identificou com bipolaridade 2 . Mas pela minha idade diz não ser possível o uso do lítio. É verdade? Obrigada

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Victor de Oliveira Liberale

    Idade, sozinha, não é contraindicação absoluta. O que acontece é que, em pessoas mais velhas, o lítio exige mais cautela, doses geralmente menores e monitorização mais rigorosa, principalmente de rim, tireoide, cálcio, sódio e nível sérico de lítio.


  • Os remédios latuda (lurasidona) e lamotrigina podem causar falta/perda de libido em mulheres? E oq s

    Os remédios latuda (lurasidona) e lamotrigina podem causar falta/perda de libido em mulheres? E oq se pode fazer para aumentar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Victor de Oliveira Liberale

    Sim, podem, embora não sejam os remédios que mais causam isso. Latuda/lurasidona pode reduzir libido em algumas mulheres, às vezes por sonolência, alteração hormonal/prolactina ou redução da motivação. Também é muito comum a perda de libido vir do próprio quadro: depressão, ansiedade, bipolaridade, estresse, sono ruim, anticoncepcional, menopausa, dor na relação ou problemas hormonais. O melhor é conversar com o psiquiatra para avaliar: dose, horário, prolactina, tireoide, hormônios, fase do humor e possibilidade de ajuste ou troca. Não suspenda por conta própria.
    Para ajudar: melhorar sono, atividade física, reduzir álcool, tratar ansiedade/depressão, avaliar ginecologista se houver dor/secura vaginal, e revisar anticoncepcional ou outros remédios.


  • Estou no 3 dia da venlafaxina, 75 mg, estou me sentindo muito mal,tenho a sensação de quando a press

    Estou no 3 dia da venlafaxina, 75 mg, estou me sentindo muito mal,tenho a sensação de quando a pressão cai, tremor, vertigem que não passa, minha pupila dilatou,vem aquele quente dentro do corpo,e começo a suar,como se realmente a pressão cai, não sei oq fazer

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Victor de Oliveira Liberale

    isso pode acontecer no início do uso da venlafaxina, especialmente nos primeiros dias. Algumas pessoas apresentam uma fase inicial de “ativação” ou intolerância ao medicamento, com sintomas como tremor, tontura ou vertigem, sudorese, sensação de calor interno, náusea, ansiedade, agitação, palpitação, insônia, sensação de queda de pressão ou mal-estar, além de pupilas mais dilatadas. Esses efeitos podem ser mais intensos quando a medicação é iniciada já em 75 mg, pois em muitos casos os médicos preferem começar com 37,5 mg por alguns dias antes de aumentar a dose, justamente para melhorar a tolerabilidade.

    No entanto, o fato de esses sintomas poderem ocorrer no início não significa que você deva simplesmente aguentar em casa, principalmente se a vertigem não passa, se há tremor importante, suor intenso, pupila dilatada ou sensação de quase desmaio. Nessa situação, o mais prudente é entrar em contato com o médico que prescreveu ainda hoje para avaliar se é necessário reduzir a dose, trocar o horário, mudar a formulação ou substituir a medicação. Enquanto isso, não dirija, evite álcool, hidrate-se, tente medir a pressão e a frequência cardíaca se possível, e não tome a próxima dose sem orientação se estiver se sentindo muito mal.
    Procure atendimento de urgência se houver febre, confusão mental, rigidez muscular, diarreia intensa, vômitos, desmaio, dor no peito, falta de ar, batimento muito acelerado, pressão muito alta ou muito baixa, ou piora rápida dos sintomas.


  • Tomo sertralina 50mg após o almoço,hj esqueci e tomei de manhã pq confundi,daí após o almoço tomei n

    Tomo sertralina 50mg após o almoço,hj esqueci e tomei de manhã pq confundi,daí após o almoço tomei novamente,no total de dois comprimidos 100mg ah risco de efeito colateral?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Victor de Oliveira Liberale

    Geralmente não ocorre nada grave com uma dose única de 100 mg de sertralina por engano.
    Pode acontecer apenas algum desconforto leve, como enjoo, tontura, sono, suor ou tremor. Não tome mais hoje e amanhã volte aos 50 mg no horário habitual.
    Procure atendimento se surgirem sintomas fortes ou incomuns.


  • Tomei 80 mg de furosemida por engano o que devo fazer?

    Tomei 80 mg de furosemida por engano o que devo fazer?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Victor de Oliveira Liberale

    Não tome mais furosemida hoje, hidrate-se com água em pequenos goles, evite levantar rápido e, se possível, meça a pressão. Pode ocorrer muita urina, queda de pressão, tontura ou câimbras. Procure atendimento se tiver desmaio, tontura forte, fraqueza intensa, confusão, palpitações, vômitos, falta de ar ou dor no peito.


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