Perguntas do paciente (20)

  • Uma pessoa esquizofrênica pode fazer mal a crianças?

    Uma pessoa esquizofrênica pode fazer mal a crianças?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Victor Viegas Vieira

    Na realidade, o contrário é mais comum: indivíduos com esquizofrenia tendem a estar mais vulneráveis à sociedade do que o oposto, especialmente quando estão em tratamento adequado. A maior parte das pessoas com esquizofrenia não apresenta comportamento agressivo e não representa risco para crianças ou qualquer outro grupo. Pelo contrário, são frequentemente vítimas de estigma, discriminação e até violência, muitas vezes devido à falta de compreensão sobre a doença.

    A esquizofrenia, por si só, não torna uma pessoa perigosa. No entanto, em situações específicas, quando há descompensação do quadro, alguns sintomas psicóticos ativos podem levar a comportamentos imprevisíveis, como nos casos de delírios persecutórios graves, em que a pessoa acredita estar sendo ameaçada e pode reagir defensivamente, ou alucinações auditivas imperativas, que podem dar comandos para ações impulsivas (embora a maioria dos pacientes não aja conforme essas vozes). Além disso, a presença de fatores como uso de substâncias psicoativas e falta de adesão ao tratamento pode aumentar a instabilidade do quadro. No entanto, quando a esquizofrenia é diagnosticada precocemente e tratada com acompanhamento psiquiátrico, psicoterapia e suporte familiar, a pessoa pode levar uma vida funcional e conviver normalmente com crianças e outras pessoas. O grande desafio não está na periculosidade do indivíduo, mas sim no estigma que cerca a doença. A desinformação frequentemente leva à exclusão e ao isolamento, o que pode piorar o quadro do paciente e reduzir suas chances de recuperação. Se um indivíduo com esquizofrenia apresentar sinais de descompensação psicótica, como discurso desconexo, delírios intensos ou comportamento desorganizado, é fundamental buscar avaliação psiquiátrica urgente. Isso não apenas protege a pessoa, garantindo o suporte adequado, mas também ajuda a evitar qualquer tipo de situação de risco para ela mesma e para os outros. É fundamental compreender que cada indivíduo com esquizofrenia é único e precisa ser avaliado de forma individualizada. O curso da doença, a resposta ao tratamento e a presença de fatores adicionais variam de pessoa para pessoa. Por isso, sempre que houver dúvidas sobre o estado clínico, o nível de estabilidade ou possíveis riscos, é essencial conversar diretamente com o médico assistente do paciente. O profissional poderá fornecer uma avaliação detalhada do quadro atual, discutir medidas de segurança, caso necessário, e orientar a melhor conduta para garantir tanto o bem-estar do paciente quanto das pessoas ao seu redor.


  • É possível utilizar sertralina por períodos? Parar um tempo... voltar a tomar quando precisar novame

    É possível utilizar sertralina por períodos? Parar um tempo... voltar a tomar quando precisar novamente? Já em alguns períodos, como também já passei meses sem tomar. Gostaria de saber se isso é possível?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Victor Viegas Vieira

    O uso da sertralina de forma intermitente, ou seja, parar e retomar conforme a necessidade, não é a abordagem mais recomendada na maioria dos casos. Os inibidores seletivos da recaptação de serotonina (ISRSs), como a sertralina, precisam de um tempo de uso contínuo para alcançar seus efeitos terapêuticos plenos, geralmente entre 4 a 8 semanas. Além disso, interrupções frequentes podem levar a um ciclo de recorrência dos sintomas, síndrome de descontinuação (com tonturas, irritabilidade, ansiedade rebote) e menor eficácia ao longo do tempo.

    Se o medicamento foi prescrito para transtornos como ansiedade generalizada, depressão recorrente, transtorno do pânico ou TOC, o tratamento costuma ser contínuo por pelo menos 6 a 12 meses, podendo ser reavaliado conforme a evolução. Em alguns casos, pacientes com histórico de múltiplos episódios podem necessitar de tratamento prolongado para prevenção de recaídas.

    No entanto, há situações em que o uso intermitente pode ser considerado, desde que com acompanhamento médico rigoroso. Por exemplo, em casos específicos de transtorno afetivo sazonal ou quando a sertralina é utilizada apenas em períodos de maior vulnerabilidade emocional. Mesmo assim, qualquer interrupção deve ser feita de maneira gradual e orientada pelo psiquiatra, para minimizar os riscos de sintomas de abstinência ou retorno abrupto do quadro clínico.

    Se você sente que há momentos em que precisa da medicação e outros em que não, o ideal é conversar com seu psiquiatra para definir a melhor estratégia de manejo. Em alguns casos, ajustes na dose ou mudanças no plano terapêutico podem ser mais eficazes e seguras do que interrupções repetidas no uso da sertralina.


  • Oque acontece se eu parar de tomar Bup de uma vez? Porque me fez mal.

    Oque acontece se eu parar de tomar Bup de uma vez? Porque me fez mal.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Victor Viegas Vieira

    Se você interromper o uso da bupropiona (Bup) de forma abrupta, os efeitos dependerão do tempo de uso, da dose e da resposta do seu organismo. Diferente dos inibidores seletivos da recaptação de serotonina (ISRSs), como a sertralina ou fluoxetina, a bupropiona não costuma causar uma síndrome de descontinuação intensa, mas ainda assim pode haver sintomas desconfortáveis, principalmente se a interrupção for repentina. Alguns efeitos comuns incluem aumento da ansiedade e irritabilidade, recaída nos sintomas de depressão, insônia ou alterações no sono, fadiga intensa, cefaleia, tontura e sintomas gastrointestinais leves, como náusea e dor de estômago. Em alguns casos, especialmente em pessoas com histórico de crises convulsivas, transtornos alimentares ou uso de doses mais altas, a interrupção abrupta pode ser um fator de risco para instabilidade clínica.

    Se a bupropiona lhe causou efeitos adversos significativos e você deseja interromper o uso, o ideal é relatar isso ao seu médico psiquiatra para que seja feita uma avaliação adequada. Em vez de parar de uma vez, pode ser necessário um desmame gradual ou a consideração de uma alternativa medicamentosa mais adequada ao seu quadro. Caso os sintomas sejam muito intensos ou causem impacto significativo no seu bem-estar, é importante buscar orientação médica o quanto antes para um ajuste seguro do tratamento.


  • MEU médico passou bupropiona de 150mg na parte da manhã, sendo que agora eu trabalho anoite e no out

    MEU médico passou bupropiona de 150mg na parte da manhã, sendo que agora eu trabalho anoite e no outro dia tenho que descansar ,mas quando eu tomo realmente eu não durmo de dia então eu não descanso direito.
    Poderei tomar noite e de manhã intercalar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Victor Viegas Vieira

    A bupropiona 150 mg é um antidepressivo e estimulante do sistema nervoso central, podendo causar insônia ou dificuldade para dormir, especialmente quando há necessidade de descanso durante o dia, como no seu caso. No entanto, intercalar os horários (tomar em alguns dias de manhã e outros à noite) não é recomendado, pois pode levar a variações nos níveis do medicamento no organismo, aumentando o risco de efeitos adversos, como agitação, insônia ou até sintomas de abstinência nos períodos em que a concentração estiver mais baixa.

    A bupropiona tem meia-vida média de 14 a 21 horas, o que significa que ela pode permanecer ativa no corpo por um tempo prolongado, interferindo no sono independentemente do horário de uso. Uma alternativa pode ser tomar a medicação logo após acordar, no início da tarde, para minimizar seu impacto sobre o sono, mas isso deve ser avaliado individualmente.

    O mais importante é conversar com seu médico assistente para discutir a melhor adaptação do tratamento à sua nova rotina de trabalho. Ele poderá avaliar a necessidade de ajustes no horário da medicação ou até considerar outras opções terapêuticas que possam ser mais adequadas para garantir a eficácia do tratamento sem comprometer seu descanso. Nunca altere o esquema de administração sem orientação médica, pois isso pode comprometer a eficácia do medicamento e aumentar o risco de efeitos colaterais.


  • Quanto tempo a Sertralina50mg fica no organismo? Se parar de tomar em quanto tempo ele sai do organi

    Quanto tempo a Sertralina50mg fica no organismo? Se parar de tomar em quanto tempo ele sai do organismo?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Victor Viegas Vieira

    A sertralina 50 mg tem uma meia-vida média de aproximadamente 24 a 26 horas, o que significa que, a cada 24 horas, a concentração do medicamento no organismo se reduz pela metade. Para que seja completamente eliminado, considera-se cerca de 5 meias-vidas, ou seja, o medicamento pode levar aproximadamente 5 a 6 dias para sair do organismo após a interrupção. No entanto, seu metabólito ativo, a desmetilsertralina, tem uma meia-vida mais longa, entre 62 e 104 horas, o que pode prolongar seus efeitos residuais no corpo por um tempo maior.

    Apesar desse tempo de eliminação, é importante destacar que os efeitos clínicos da sertralina não desaparecem imediatamente, pois a adaptação do cérebro às mudanças nos níveis de serotonina pode levar algumas semanas. Além disso, interromper a sertralina de forma abrupta pode resultar em sintomas de descontinuação, como tontura, irritabilidade, ansiedade rebote e sintomas físicos desagradáveis.

    Por isso, é fundamental conversar com o seu médico psiquiatra antes de interromper o uso da sertralina, para avaliar a melhor estratégia e, se necessário, reduzir a dose gradualmente, evitando desconfortos e possíveis efeitos adversos. Nunca faça ajustes por conta própria, pois cada organismo responde de forma diferente à retirada do medicamento.


  • Estou tomando venlafaxina ha mais de cinco anos, decidi parar por não achar que preciso mais, quais

    Estou tomando venlafaxina ha mais de cinco anos, decidi parar por não achar que preciso mais, quais os riscos para minha saúde em parar de tomar e como parar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Victor Viegas Vieira

    Se você está tomando venlafaxina há mais de cinco anos e deseja interromper o uso, é essencial fazer isso de forma gradual e sob orientação médica, pois a interrupção abrupta pode levar a sintomas de descontinuação significativos. A venlafaxina é um inibidor da recaptação de serotonina e noradrenalina (IRSN) e, devido à sua meia-vida curta (cerca de 5 horas para a venlafaxina e 11 horas para seu metabólito ativo, O-desmetilvenlafaxina), a retirada brusca pode causar sintomas rapidamente, geralmente dentro de 24 a 48 horas após a última dose. Os principais riscos incluem a síndrome de descontinuação da venlafaxina, que pode provocar tontura intensa, vertigem, náusea, vômitos, diarreia, sensação de "choques elétricos" na cabeça (zaps), irritabilidade, ansiedade rebote, crises de choro, insônia, sonhos vívidos e sintomas de sudorese excessiva ou sensação extrema de calor e frio. Além desses sintomas, há também o risco de recaída dos sintomas que motivaram o início do tratamento, como depressão ou transtornos de ansiedade, que podem retornar de forma intensa se a medicação for retirada de maneira inadequada.

    Para interromper a venlafaxina com segurança, é fundamental conversar com seu médico psiquiatra, pois a retirada deve ser feita de maneira gradual e personalizada. O processo de descontinuação geralmente envolve a redução progressiva da dose, diminuindo cerca de 37,5 mg a cada 2 a 4 semanas, dependendo da dose atual e da tolerância do paciente. Em alguns casos, pode-se utilizar a versão de liberação prolongada (XR) para minimizar os efeitos da retirada. Outra estratégia que o médico pode adotar é a substituição por um antidepressivo de meia-vida mais longa, como a fluoxetina, para suavizar o processo. Além disso, é essencial monitorar os sintomas durante a redução, pois, se houver desconforto significativo, pode ser necessário um ajuste na velocidade da retirada.

    A decisão de interromper um antidepressivo não deve ser tomada sozinho, pois cada organismo reage de maneira diferente. O mais importante é conversar com seu médico assistente, que poderá guiar o processo da forma mais segura possível, minimizando os riscos para sua saúde e garantindo uma transição adequada.


  • Fui ao medico e min passaram Fluoxetina so q estou com medo q acelere meu coracao pode acontecer?

    Fui ao medico e min passaram Fluoxetina so q estou com medo q acelere meu coracao pode acontecer?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Victor Viegas Vieira

    A fluoxetina é um inibidor seletivo da recaptação de serotonina (ISRS) e, de modo geral, não costuma causar aceleração cardíaca significativa em pessoas saudáveis. No entanto, nas primeiras semanas de uso, alguns pacientes podem perceber um leve aumento da ansiedade, agitação ou palpitações transitórias, que podem ser interpretadas como uma aceleração do coração. Isso ocorre porque, no início do tratamento, pode haver uma ativação temporária dos circuitos serotoninérgicos antes da estabilização dos efeitos ansiolíticos e antidepressivos.

    Apesar disso, em indivíduos sem problemas cardíacos prévios, a fluoxetina não está associada a taquicardia persistente nem a riscos cardiovasculares relevantes. No entanto, se houver histórico de arritmias, doença cardíaca prévia ou síndrome do QT longo, é fundamental discutir com o médico antes de iniciar a medicação, pois, em doses elevadas, os ISRSs podem prolongar discretamente o intervalo QT, um efeito raro, mas que merece atenção em pacientes predispostos.

    Se você notar um aumento persistente dos batimentos cardíacos, palpitações intensas ou qualquer outro desconforto após iniciar a fluoxetina, o ideal é relatar ao seu médico assistente, para avaliar a necessidade de ajuste na dose, mudança no horário da medicação ou, se necessário, investigar outras causas. Em caso de dúvidas, piora dos sintomas ou qualquer sinal preocupante, procure o serviço de urgência e emergência mais próximo para uma avaliação imediata. Nunca interrompa o tratamento por conta própria, pois esses efeitos costumam ser transitórios e tendem a melhorar com o tempo.


  • Estou sentindo a sensação de um bolo na garganta.Estou tomando Fluoxetina a um mês não tive melhoras.deve

    Estou sentindo a sensação de um bolo na garganta.Estou tomando Fluoxetina a um mês não tive melhoras.deve continuar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Victor Viegas Vieira

    A sensação de "bolo na garganta" pode estar relacionada a um fenômeno chamado Globus Faríngeo, uma queixa relativamente comum associada a tensão muscular da faringe, ansiedade, refluxo gastroesofágico (DRGE) e, em alguns casos, efeitos adversos de medicamentos.

    A fluoxetina é um inibidor seletivo da recaptação de serotonina (ISRS), atuando ao bloquear o transportador de serotonina (SERT), o que aumenta a disponibilidade desse neurotransmissor na fenda sináptica. Esse mecanismo promove modulação do humor e da ansiedade, mas, no início do tratamento, pode causar efeitos como aumento da ativação autonômica, levando a maior tensão muscular e desconfortos somáticos, como o globus faríngeo. Além disso, ISRSs podem influenciar o tônus do esfíncter esofágico inferior, favorecendo sintomas de refluxo que podem contribuir para essa sensação.

    Se você já está em uso da fluoxetina há um mês e não percebe melhora dos sintomas principais, pode ser necessário reavaliar a dose, dar mais tempo ao tratamento ou considerar outra estratégia medicamentosa. Os ISRSs podem levar entre 4 a 8 semanas para atingir efeito terapêutico pleno, e ajustes podem ser necessários conforme a resposta individual.

    É fundamental que você consulte seu psiquiatra para discutir a persistência dos sintomas e avaliar a melhor conduta. Caso os sintomas se tornem intensos, evoluam com dor forte, dificuldade para engolir, perda de peso ou piora progressiva, procure imediatamente um serviço de urgência ou emergência para uma avaliação mais detalhada e manejo adequado.


  • Uso alprazolam pra dormir,posso beber cerveja?

    Uso alprazolam pra dormir,posso beber cerveja?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Victor Viegas Vieira

    O uso de alprazolam (Frontal) junto com álcool não é recomendado. Ambos deprimem o sistema nervoso central (SNC), podendo potencializar efeitos como sedação excessiva, sonolência intensa, tontura, prejuízo da coordenação motora e comprometimento cognitivo.

    Além disso, a combinação pode aumentar o risco de depressão respiratória, especialmente em doses mais altas ou em indivíduos sensíveis. O álcool também pode reduzir a eficácia do tratamento da ansiedade e insônia, podendo levar a um efeito rebote ou piora dos sintomas no dia seguinte.

    Se o consumo de álcool for eventual e moderado, o ideal é que haja um intervalo seguro entre o uso do alprazolam e a ingestão de bebidas alcoólicas, o que deve ser discutido com seu médico. Entretanto, se há uso regular do medicamento, evitar a combinação é a opção mais segura.


  • Lexapro 10 mg a médica passou para mim , para ansiedade e para tirar pensamentos negativos da minha

    Lexapro 10 mg a médica passou para mim , para ansiedade e para tirar pensamentos negativos da minha cabeca, gostaria de saber se ele é eficaz? Ela passou para mim tomar 1 comprimido durante a manhã!

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Victor Viegas Vieira

    O Lexapro (escitalopram) 10 mg é um inibidor seletivo da recaptação de serotonina (ISRS), amplamente utilizado no tratamento da ansiedade generalizada, transtorno do pânico, transtorno obsessivo-compulsivo (TOC) e depressão, sendo eficaz na redução da ansiedade excessiva e no controle de pensamentos negativos recorrentes.

    Seu mecanismo de ação envolve a inibição do transportador de serotonina (SERT), aumentando a disponibilidade desse neurotransmissor na fenda sináptica, o que contribui para a estabilização do humor e a regulação da ansiedade. No entanto, seu efeito não é imediato – os benefícios começam a ser percebidos entre 2 a 4 semanas, com efeito terapêutico pleno geralmente após 4 a 8 semanas.

    A prescrição de 10 mg pela manhã é uma abordagem comum, pois o escitalopram pode, em alguns pacientes, causar leve ativação. No entanto, se houver sonolência ou outros efeitos adversos, o horário pode ser ajustado conforme a tolerabilidade.

    Se após algumas semanas você não notar melhora significativa ou apresentar efeitos colaterais incômodos, é fundamental relatar isso à sua médica, pois pode ser necessário um ajuste de dose ou outras estratégias terapêuticas.


  • Estou tomando Serenata vai fazer 40 dias, qual efeito esperado?

    Estou tomando Serenata vai fazer 40 dias, qual efeito esperado?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Victor Viegas Vieira

    O Serenata (sertralina) é um inibidor seletivo da recaptação de serotonina (ISRS), atuando ao aumentar a disponibilidade de serotonina na fenda sináptica através da inibição do transportador de recaptação (SERT). Esse mecanismo leva a uma modulação dos circuitos cerebrais envolvidos no humor, ansiedade e cognição, o que justifica seu uso em transtornos como depressão, ansiedade generalizada, transtorno do pânico, transtorno obsessivo-compulsivo (TOC) e outros.

    Após 40 dias de uso, espera-se que algum nível de resposta clínica já tenha ocorrido, pois os ISRSs geralmente levam entre 4 a 6 semanas para atingir seu efeito terapêutico mais consistente. No entanto, esse tempo pode variar de acordo com fatores individuais, como gravidade do quadro, dose utilizada, resposta biológica e presença de comorbidades.

    Alguns pacientes já apresentam melhora significativa nesse período, enquanto outros podem necessitar de ajustes na dose ou maior tempo de tratamento para que os benefícios sejam plenamente percebidos. Além disso, a resposta inicial pode ser parcial, e a estabilização completa dos sintomas pode ocorrer de forma mais progressiva.

    Se após esse período a melhora for insuficiente ou os sintomas ainda forem limitantes, pode ser necessário avaliar com seu psiquiatra a possibilidade de ajuste da dose, associação medicamentosa ou outras estratégias terapêuticas. Caso esteja sentindo efeitos adversos persistentes ou preocupantes, isso também deve ser discutido para uma adequação mais personalizada do tratamento.


  • Comecei a tomar amitripilina e senti falta de ar. Parei tem 5 dias e continuo com falta de ar é normal?

    Comecei a tomar amitripilina e senti falta de ar. Parei tem 5 dias e continuo com falta de ar é normal? Ficar mais dias assim?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Victor Viegas Vieira

    A amitriptilina, um antidepressivo tricíclico, pode desencadear diversos efeitos adversos, incluindo manifestações anticolinérgicas, sedação e alterações cardiovasculares. Embora a falta de ar não esteja entre os efeitos colaterais mais comuns, pode surgir por distintos fatores, como ansiedade, repercussões cardíacas ou outras condições clínicas subjacentes. Dado que os sintomas persistem mesmo após a interrupção da medicação, é essencial buscar avaliação médica especializada ou atendimento emergencial próximo, permitindo uma investigação aprofundada e, se necessário, a realização de exames para elucidar a causa e assegurar o manejo adequado.


  • Tenho 18 anos e fui diagnosticado com TAG e Agorafobia, há 7 dias meu psiquiatra trocou paroxetina por

    Tenho 18 anos e fui diagnosticado com TAG e Agorafobia, há 7 dias meu psiquiatra trocou paroxetina por sertralina, por conta de falha terapêutica, e estou sentindo muitas náuseas e dor nos olhos. por estar em época de vestibular esses efeitos estão me prejudicando muito, quanto tempo duram em media?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Victor Viegas Vieira

    É comum que, nas primeiras semanas da transição da paroxetina para a sertralina, ocorram efeitos adversos como náusea, dor de cabeça, desconforto ocular e até aumento da ansiedade. Esses sintomas geralmente decorrem da adaptação do organismo ao novo medicamento e da possível síndrome de descontinuação da paroxetina, que pode incluir sintomas físicos e emocionais.

    A náusea tende a melhorar entre 7 e 14 dias, à medida que o corpo se ajusta à sertralina. Já a dor nos olhos pode estar associada a cefaleia tensional, efeitos sobre a pressão ocular ou outros fatores. Por isso, é essencial descartar outras causas, como problemas oftalmológicos ou neurológicos, especialmente se os sintomas forem intensos ou persistentes.

    Caso os efeitos colaterais estejam comprometendo significativamente sua rotina e estudos, é fundamental relatar ao seu psiquiatra, que pode ajustar a dose ou sugerir estratégias para minimizar o desconforto. Se os sintomas forem muito intensos ou acompanhados de outros sinais preocupantes, procure um serviço de urgência ou emergência mais próximo para uma avaliação imediata.


  • Boa tarde. Tomava a Venlafaxina (150 ) e o médico decidiu trocar para a Desvenlafaxina (100). Estou

    Boa tarde. Tomava a Venlafaxina (150 ) e o médico decidiu trocar para a Desvenlafaxina (100). Estou na primeira semana apenas mas estou tendo crises de ansiedade e muita angústia. Uma piora na quadro de depressão. É normal devido a retirada da Venlafaxina, mesmo substituindo pela Desvenlafaxina?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Victor Viegas Vieira

    No início da transição da venlafaxina (150 mg) para a desvenlafaxina (100 mg), é possível que ocorram sintomas como crises de ansiedade, angústia e uma piora temporária do quadro depressivo. Isso pode estar relacionado tanto à adaptação ao novo medicamento quanto à síndrome de descontinuação da venlafaxina, que, mesmo com a introdução da desvenlafaxina, pode provocar sintomas como irritabilidade, insônia e instabilidade emocional.

    Embora a desvenlafaxina seja o principal metabólito ativo da venlafaxina e compartilhe um mecanismo de ação semelhante, a substituição direta nem sempre previne completamente os sintomas da retirada, pois há diferenças na farmacocinética e na conversão do fármaco no organismo. Apesar desse desconforto inicial, os sintomas tendem a melhorar com o tempo, à medida que o organismo se adapta à nova medicação.

    Se os sintomas persistirem ou forem muito intensos, é recomendável entrar em contato com seu médico para avaliar a necessidade de ajustes na transição, como modificação na dose ou outra estratégia para minimizar esses efeitos.


  • tomo o Lexapro na parte da noite mas estou tendo insônia e não consigo adormecer, oque eu faço?

    tomo o Lexapro na parte da noite mas estou tendo insônia e não consigo adormecer, oque eu faço?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Victor Viegas Vieira

    O Lexapro (escitalopram) é um inibidor seletivo da recaptação de serotonina (ISRS) e, embora geralmente tenha um perfil equilibrado entre sedação e ativação, em alguns pacientes pode causar insônia, dificuldade para adormecer ou sono fragmentado.

    Se a insônia começou após o início do tratamento ou piorou com o uso noturno, uma estratégia comum é mudar a administração para o período da manhã, pois em algumas pessoas o escitalopram tem um efeito levemente ativador, podendo interferir na indução do sono.

    Além disso, algumas medidas podem ajudar a minimizar esse efeito:

    - Evitar cafeína e estimulantes à noite.
    - Manter uma rotina de sono regular, com horários fixos para dormir e acordar.
    - Reduzir a exposição a telas antes de dormir.
    - Incluir atividades relaxantes antes do sono, como leitura ou meditação.

    Se a insônia persistir ou for intensa, é importante relatar ao seu psiquiatra, pois pode ser necessário ajustar a dose, associar um tratamento auxiliar para o sono ou considerar outra estratégia terapêutica.


  • o suplemento 5-HTP 100mg pode ser usado para aliviar os sintomas de abstinência do Lexapro?

    o suplemento 5-HTP 100mg pode ser usado para aliviar os sintomas de abstinência do Lexapro?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Victor Viegas Vieira

    Não é recomendado o uso do suplemento 5-HTP (5-hidroxitriptofano) para aliviar os sintomas de abstinência do Lexapro (escitalopram), com base na literatura científica atual. A interrupção abrupta ou a diminuição do Lexapro pode levar a sintomas de abstinência, como ansiedade, irritabilidade, tontura, distúrbios do sono, entre outros, que são reações comuns à descontinuação dos ISRS. O tratamento desses sintomas deve ser feito de forma gradual, com redução progressiva da dose sob a orientação de um médico, e não através do uso de suplementos, como o 5-HTP. Portanto, a melhor abordagem para lidar com a descontinuação do Lexapro deve ser supervisionada por um profissional de saúde, que pode considerar opções terapêuticas adequadas e seguras.


  • Em qto tempo o alprazolam frontal 1 mg e eliminado totalmente do organismo?

    Em qto tempo o alprazolam frontal 1 mg e eliminado totalmente do organismo?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Victor Viegas Vieira

    O alprazolam (Frontal 1 mg) pertence à classe dos benzodiazepínicos e possui uma meia-vida média de 11 a 16 horas em adultos saudáveis. No entanto, esse tempo pode variar de acordo com fatores individuais, como metabolismo hepático, idade, função renal, uso de outras medicações e condição clínica do paciente.

    Para que um fármaco seja completamente eliminado do organismo, considera-se aproximadamente 5 meias-vidas. Assim, no caso do alprazolam, a eliminação completa pode levar em média 55 a 80 horas (aproximadamente 2 a 3 dias), mas esse tempo pode ser maior em idosos ou em pacientes com disfunção hepática.

    O alprazolam é metabolizado pelo fígado, principalmente pelo CYP3A4, e seu principal metabólito é o alfa-hidroxialprazolam, que tem menor atividade farmacológica.

    Se houver preocupações sobre a eliminação do medicamento, efeitos colaterais prolongados ou sintomas de abstinência após a interrupção, o ideal é conversar com seu médico psiquiatra para um acompanhamento adequado, especialmente se houver uso crônico da medicação.


  • Donaren retard 150 Faz mal ao fígado?

    Donaren retard 150 Faz mal ao fígado?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Victor Viegas Vieira

    O Donaren Retard 150 mg (cloridrato de trazodona) é uma medicação geralmente segura e bem tolerada, incluindo no que se refere à função hepática. A hepatotoxicidade grave é muito incomum, mas, como qualquer medicamento metabolizado pelo fígado, pode haver impacto em pacientes com disfunção hepática prévia.

    A trazodona é processada predominantemente pelo CYP3A4, e, em casos raros, foram descritos aumentos leves e transitórios das enzimas hepáticas. Relatos de hepatite medicamentosa e colestase são extremamente raros, mas podem ocorrer em indivíduos predispostos.

    No geral, a trazodona não costuma apresentar riscos hepáticos relevantes na maioria dos pacientes. No entanto, se houver histórico de doença hepática ou sintomas sugestivos de disfunção hepática (como icterícia, fadiga intensa ou dor abdominal), é importante conversar com o médico que prescreveu para esclarecer dúvidas e, se necessário, realizar um monitoramento laboratorial.


  • Olá, faço o uso do Lexapro a 6 dias no período da manhã. Porém estou tendo problemas com disposição

    Olá, faço o uso do Lexapro a 6 dias no período da manhã. Porém estou tendo problemas com disposição para fazer as coisas.. permaneço tensionando os músculos e mente acelerada mas com indisposição para levantar e vontade de ficar deitado.. é caso de começar a tomar a noite? uso 1/2 Rivotril se neces

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Victor Viegas Vieira

    Nos primeiros dias de uso do Lexapro (escitalopram), é comum que alguns pacientes apresentem efeitos colaterais como fadiga, sonolência, tensão muscular e aumento da ansiedade, especialmente nas primeiras duas a quatro semanas de tratamento. Isso ocorre porque o organismo ainda está se adaptando ao medicamento.

    A troca do horário da medicação pode ser uma estratégia útil em alguns casos. Se a sonolência e a indisposição forem mais intensas pela manhã, tomar à noite pode ajudar. Por outro lado, se houver insônia ou aumento da ativação à noite, manter o uso diurno pode ser mais adequado.

    No entanto, a decisão de alterar o horário deve ser discutida com seu psiquiatra, que poderá avaliar se essa mudança é a melhor estratégia ou se há necessidade de ajustes na dose. Se os sintomas forem muito intensos ou persistirem além das primeiras semanas, é fundamental reavaliar a condução do tratamento.

    Caso a ansiedade esteja muito exacerbada, o uso eventual de 1/2 comprimido de Rivotril (clonazepam), conforme prescrição, pode ajudar no controle sintomático. No entanto, essa medicação deve ser usada com cautela e sempre sob orientação médica para evitar dependência ou outros efeitos indesejados.

    Se os sintomas estiverem impactando significativamente sua rotina, entre em contato com seu psiquiatra para uma avaliação mais detalhada e possíveis ajustes no tratamento.






  • Estou tomando o sertralina a um mês, o medo e o pânico confesso que melhoraram , porém ainda sinto

    Estou tomando o sertralina a um mês, o medo e o pânico confesso que melhoraram , porém ainda sinto um pigarro na garganta, o famoso "bolo na garganta" gostaria de saber pelo tempo de tratamento, se é normal ainda ter esse sintoma.?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Victor Viegas Vieira

    A sensação de "bolo na garganta" (Globus Faríngeo) pode ter diversas causas, incluindo ansiedade, refluxo gastroesofágico (DRGE), tensão muscular cervical ou efeitos adversos de medicamentos.

    A sertralina, como outros inibidores seletivos da recaptação de serotonina (ISRSs), pode causar, em alguns pacientes, aumento transitório da ansiedade nas primeiras semanas de uso, o que pode contribuir para sintomas físicos como pigarro, sensação de aperto na garganta e tensão muscular. Além disso, ISRSs podem influenciar o tônus do esfíncter esofágico inferior, favorecendo episódios de refluxo gastroesofágico, que também podem estar relacionados a essa queixa.

    Após um mês de tratamento, é esperado que os sintomas ansiosos já tenham melhorado parcialmente, mas algumas manifestações físicas associadas à ansiedade podem persistir por mais tempo. Se o "bolo na garganta" ainda está presente, mas houve melhora geral do pânico e do medo, pode ser um sintoma residual que tende a diminuir com a continuidade do tratamento.

    No entanto, se essa sensação for intensa, persistente ou acompanhada de outros sintomas, como dor, dificuldade para engolir, tosse crônica ou piora progressiva, é importante discutir com seu médico. Ele poderá avaliar a necessidade de ajustes na medicação, investigar outras possíveis causas ou indicar medidas para aliviar esse desconforto.


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