Perguntas do paciente (3)
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Olá, estou em uso de Sertralina 50mg há 22 dias. Neste período já noto melhora significativa na ansi
Olá, estou em uso de Sertralina 50mg há 22 dias. Neste período já noto melhora significativa na ansiedade, nunca mais tive as crises. Porém, estou me sentindo "muito tranquila", o que me causa até certa estranheza. Comentei com a psiquiatra que acompanha meu tratamento e a mesma afirmou que isso é comum e o organismo tende a acostumar, com o passar das semanas está é a nova sensação que será presente, a de bem-estar. Comentei o mesmo com minha psicóloga e ela aponta que isto é comum e justamente o bjetivo da medicação e que essa nova sensação de tranquilidade deve ser trabalhada em terapia, para que eu aprenda a lidar com ela e finalmente "descansar a cabeça" e que esta estranheza é comum pois vivi muitos anos com TAG e devo me readequar a este novo funcionamento. Ao mesmo tempo, quando paro, acabo me sentindo agoniada, pois parece que "não sou eu" e acabo me sentindo triste com isto.
Com o andar do tratamento, a tendência é que esta sensação seja comum e "meu novo normal"?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A melhora da ansiedade e a ausência das crises são sinais positivos, mas essa mudança pode também provocar estranheza. Quando a ansiedade esteve presente por muitos anos, ocupando grande parte dos pensamentos, da rotina e da forma de se relacionar consigo mesma, a sua redução pode inicialmente ser percebida como um “vazio” ou como a sensação de que algo está faltando.
Esse vazio não significa necessariamente que você deixou de ser quem é. Pode indicar que um espaço antes ocupado pela preocupação, pelo medo e pelo estado constante de alerta agora está se abrindo. Esse espaço poderá ser compreendido e ressignificado gradualmente, permitindo a construção de novas formas de estar consigo mesma, descansar a mente e experimentar o bem-estar.
Nesse processo, além do acompanhamento com a psiquiatra, pode ser muito importante iniciar um acompanhamento psicológico. A medicação pode ajudar na redução dos sintomas, enquanto a psicoterapia oferece um espaço de escuta e reflexão para compreender a história da ansiedade, elaborar os sentimentos que surgem com essa mudança e desenvolver recursos para lidar com a nova experiência. A combinação entre psicoterapia e tratamento medicamentoso é frequentemente utilizada no cuidado de quadros de ansiedade, embora o plano de tratamento deva ser individualizado.
Recomendo que você converse com sua psiquiatra sobre essa sensação e considere buscar uma psicóloga ou um psicólogo com quem se sinta confortável.
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Sou diagnosticada com TDAH e Bipolaridade e sempre fiz TCC, mas nao sinto que me ajuda muito. Gosta
Sou diagnosticada com TDAH e Bipolaridade e sempre fiz TCC, mas nao sinto que me ajuda muito. Gostaria de saber se a Terapia DBT é adequada, mesmo que eu não tenha borderline.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A escolha de uma psicoterapia não deve ser feita apenas a partir de um diagnóstico ou do nome de uma abordagem. Cada pessoa estabelece uma relação singular com o próprio sofrimento, e é importante encontrar um espaço em que você se sinta escutada e possa falar livremente sobre aquilo que vive.
O fato de a TCC não ter ajudado como você esperava não significa necessariamente que você precise de uma técnica diferente. Talvez seja importante perguntar o que, nessa experiência, não pôde ser construído: você se sentia compreendida? Conseguia falar sobre o que realmente a angustiava? Sentia que o tratamento fazia sentido para você?
A relação com a psicóloga é parte fundamental do processo. Mais do que oferecer respostas prontas ou estratégias, a psicoterapia pode ajudar a compreender o sentido de determinados sofrimentos, repetições, conflitos e formas de se relacionar consigo mesma e com os outros. Por isso, recomendo que você converse abertamente com sua terapeuta sobre essa sensação de que o tratamento não tem ajudado. Se, mesmo com essa conversa, você não se sentir acolhida ou implicada no processo, pode ser válido buscar outra profissional, com quem seja possível construir um vínculo de confiança.
No caso do transtorno bipolar, é importante manter o acompanhamento psiquiátrico e comunicar qualquer mudança significativa no humor, no sono ou no comportamento. A escolha do tratamento psicológico deve considerar sua história e sua singularidade, e não apenas o diagnóstico.
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Sou mulher, 45 anos e sem experiência sexual com alguém. Recorro a porno eventualmente (fico meses s
Sou mulher, 45 anos e sem experiência sexual com alguém.
Recorro a porno eventualmente (fico meses sem acessar, não tenho vontade).
Em 2015 me deparei com vídeos mais bizarros, como de zoo por exemplo e parei ali mesmo. Mas isso desencadeou uma crise enorme em mim.
Na época procurei ajuda com um terapeuta sexual, mas depois que relatei o que estou dizendo aqui, a primeira pergunta dele foi: Ninguém nunca quis transar com você?! Não voltei mais.
Desde 2021 sou acompanhada por uma psiquiatra, diagnosticada com depressão e ansiedade.
Minha libido é baixa, mas semana passada, por tédio, resolvi ver alguma coisa e me deparei novamente com algo bizarro. Se fiquei 5min foi muito, perdi a vontade na hora e desde então estou muito mal.
Me sinto culpada, suja, angustiada. Como uma viciada com recaída depois de 11 anos.
Sei que preciso de terapia, mas podem me dar uma luz, por favor?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Antes de tudo, é importante separar o acontecimento da interpretação que veio depois. Você se deparou com um conteúdo, sentiu repulsa e interrompeu a visualização; posteriormente, esse episódio parece ter adquirido um significado muito amplo, associado à culpa e ao temor sobre o que ele diria a respeito de você. A psicoterapia pode ajudá-la a investigar essa associação com cuidado, sem transformar uma experiência pontual em uma definição sobre seu desejo, sua sexualidade ou sua história.
O contato com um conteúdo que provoca repulsa não permite concluir que você o deseja ou que se identifica com ele. O fato de ter interrompido a visualização e perdido o interesse imediatamente é uma informação importante, mas não é necessário transformar esse episódio em uma “recaída” ou em um diagnóstico de dependência. Para se falar em comportamento compulsivo, seria necessário avaliar um padrão persistente, com perda de controle, repetição e prejuízos e não apenas um episódio isolado.
Também é importante dizer que ter 45 anos e não ter tido experiências sexuais com outra pessoa não constitui, por si só, um problema ou uma doença. A sexualidade não obedece a um calendário único, e a ausência de experiências não precisa ser interpretada como fracasso ou inadequação. Ao mesmo tempo, pode ser importante compreender como essa história se relaciona com o desejo, a ansiedade, a solidão, a vergonha e a maneira como você se posiciona diante da intimidade.
Recomendo que você procure uma psicóloga ou um psicólogo com experiência em sexualidade, ansiedade e sofrimento relacionado à culpa, que possa oferecer uma escuta cuidadosa e não julgadora. Em um processo psicoterapêutico, não seria necessário chegar com uma explicação pronta nem com o rótulo de “viciada”. Seria possível falar sobre o que aconteceu e, principalmente, sobre o sentido que esse acontecimento assumiu para você.
Como você já realiza acompanhamento psiquiátrico, compartilhe também esse aumento da angústia com sua psiquiatra, sobretudo se ele estiver interferindo no sono, na rotina ou no seu funcionamento A culpa e a ansiedade podem interferir na vivência da sexualidade, o que reforça a importância de um cuidado que não aumente o estigma, mas possibilite a elaboração dessa experiência.
Perguntas frequentes
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roacutan pode ser tomado juntamente com o litio, usado para tratamento da bipolaridade?
A associação entre isotretinoína (Roacutan) e lítio não deve ser feita sem…