Perguntas do paciente (35)

  • Tenho receio de mostrar certas qualidades minhas por medo da rejeição e por elas serem facilmente b

    Tenho receio de mostrar certas qualidades minhas por medo da rejeição e por elas serem facilmente bem invejadas no contexto brasileiro como dedicação ao que me proponho a fazer, inteligência, detalhista, pragmático, direto e me preocupar em vestir bem e cuidar de aparência que é um tabu entre os homens. Como diminuir esse medo de rejeição e zombaria social que pode me acometer?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Vinicius de Oliveira Rodrigues

    É compreensível ter esse receio, principalmente quando você aprendeu que algumas características podem chamar atenção ou provocar julgamentos. Mas talvez o problema não esteja nessas qualidades, e sim na tentativa de se proteger de uma rejeição que pode ou não acontecer.

    Você não precisa eliminar o medo para começar a se mostrar mais. Pode perceber o pensamento de “vão me invejar” ou “vão zombar de mim”, reconhecer que sua mente está tentando protegê-lo e, ainda assim, escolher agir de acordo com quem você quer ser.

    Talvez o caminho seja experimentar pequenos passos: vestir-se como gosta, falar com mais liberdade sobre aquilo que valoriza e permitir que algumas pessoas conheçam essas partes suas. A questão não é garantir que ninguém irá julgá-lo, mas construir confiança para perceber que um julgamento não precisa determinar como você vive.

    Permaneço à disposição para acolher suas dúvidas e conversar sobre o que você precisar.


  • Como ser uma pessoa interessante e atraente pra mim mesmo e por consequência pros outros?

    Como ser uma pessoa interessante e atraente pra mim mesmo e por consequência pros outros?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Vinicius de Oliveira Rodrigues

    Talvez ser interessante para si mesmo comece menos por tentar parecer interessante para os outros e mais por construir uma vida que você próprio admire.

    Pergunte-se: “O que desperta minha curiosidade? O que quero aprender? Que experiências quero viver? Que tipo de pessoa quero ser?”

    Na ACT (Terapia de Aceitação e Compromisso), a ideia não é eliminar a insegurança ou o medo da rejeição, mas aprender a não deixar que eles conduzam suas escolhas. Quando você vive mais de acordo com seus valores, sua autenticidade aparece — e isso pode se tornar naturalmente atraente para os outros.

    Permaneço à disposição para acolher suas dúvidas e conversar sobre o que você precisar.


  • Bom dia, estou tomando venlafaxina a 6 meses , me sentia ótima, tive vontade de viver novamente,

    Bom dia, estou tomando venlafaxina a 6 meses , me sentia ótima, tive vontade de viver novamente, mais faz três dias que minhas crises voltaram, a angústia, coração acelerado , a cabeça dói, o entalo , oque fazer ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Vinicius de Oliveira Rodrigues

    Entendo como isso pode assustar, principalmente depois de um período em que você estava se sentindo tão bem. A volta desses sintomas não significa necessariamente que todo o progresso foi perdido.

    Como você está usando venlafaxina há 6 meses e os sintomas voltaram de forma recente, é importante conversar com o médico que acompanha seu tratamento para avaliar o que está acontecendo. Não altere nem interrompa a medicação por conta própria, pois mudanças podem provocar sintomas de retirada.

    Enquanto isso, tente não transformar cada sensação em um sinal de que algo está errado. Você pode reconhecer a angústia, o coração acelerado e a dor de cabeça sem precisar lutar imediatamente contra eles. “Isso está acontecendo agora, e eu posso atravessar esse momento.”

    Se houver dor no peito, desmaio, falta de ar importante ou pensamentos de se machucar, procure atendimento urgente.

    Fico à disposição caso surjam dúvidas ou se sentir que posso ajudar de alguma forma.


  • como se livrar do vicio em pornografia teleguiada?

    como se livrar do vicio em pornografia teleguiada?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Vinicius de Oliveira Rodrigues

    Primeiro, eu gostaria de dizer que esse vício não te faz uma pessoa ruim ou de mau caráter ou mesmo que não tenha falta de vontade. Muitas vezes isso é uma forma rápida de alívio para lidar com sentimentos difíceis, solidão ou tédio.

    Antes de tentar parar, é importante entender o que te leva a realizar esse comportamento. Explorar antes, durante e depois do impulso. Entender o sentimento e o que é proporcionado por ele.

    A ideia é desenvolver novos repertórios de como lidar com essas experiências. A psicoterapia pode trazer esse novo olhar para o processo. Para, sem julgamentos, ir trabalhando os gatilhos e padrões que mantêm o comportamento.

    Fico à disposição caso surjam dúvidas ou se sentir que posso ajudar de alguma forma.


  • Estou passando por uma fase de muita dúvida em relação aos meus sentimentos pelo meu namorado. Estam

    Estou passando por uma fase de muita dúvida em relação aos meus sentimentos pelo meu namorado. Estamos juntos há quase 3 anos e, ultimamente, sinto que não tenho mais aquela animação ou aquela sensação gostosa que sentia antes. Isso tem me deixado muito ansiosa, porque eu não quero machucá-lo e também não quero terminar. Ao mesmo tempo, não me sinto desconfortável ou presa ao lado dele. Quando conversamos, muitas vezes é bom e consigo ficar conversando até tarde. Eu reconheço que ele é uma pessoa que me ama, cuida de mim, se preocupa comigo e demonstra isso muito pelas atitudes.

    Tenho me perguntado se ainda o amo ou se estou confundindo amor com carência, rotina ou ansiedade. Quero entender meus sentimentos e, se for possível, quero recuperar o carinho e a conexão que sinto que perdi. Não quero fingir nem obrigar meus sentimentos, só queria entender o que está acontecendo comigo e saber se é possível voltar a sentir amor e entusiasmo pela pessoa que amo.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Vinicius de Oliveira Rodrigues

    Faz sentido que você esteja ansiosa. Essa mudança de intensidade pode ser um pouco assustadora no sentido de achar que o amor acabou, mas é preciso reconhcer que o amor passa por fases, sendo que nem todas elas envolvem paixão.

    Em vez de tentar descobrir se ainda o ama. Eu penso que seria mais válido elaborar como é estar nessa relação: existe carinho, admiração, vontade de compartilhar a vida, cuidado e espaço para ser você mesma? Digo isso, pois parece que ainda há vínculos importantes entre vocês.

    Antes de tomar qualquer decisão seria importante entender melhor o que você está setindo. Nesse sentido a terapia pode ajudar a elaborar melhor e separar ansiedade, o que você acha que o amor deveria ser e como realmente é estar nessa relação.

    Fico à disposição caso surjam dúvidas ou se sentir que posso ajudar de alguma forma.


  • Tenho depressão e toda vez que estou passando por um momento difícil começo a pesquisar sobre sintom

    Tenho depressão e toda vez que estou passando por um momento difícil começo a pesquisar sobre sintomas de doenças,dessa vez foi sobre fobia social,já tinha dificuldade de ter interações sociais mais depois que comecei a pesquisar começei a dar crises quando saio de casa,daí me isolei, começei a tomar escitalopram mais ainda não deu resultados,ainda tenho medo de ter crises se eu for sair de casa, pesquisar sintomas atrapalha no meu tratamento?
    A terapia pode me ajudar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Vinicius de Oliveira Rodrigues

    Sim. Pesquisar sintomas pode agravar o quadro de ansiedade. Esse comportamento pode trazer um alívio momentâneo, mas ele costuma ser passageiro e levar a uma busca constante por novas informações.

    A terapia pode contribuir bastante nesse processo, inclusive trabalhando a relação com esses pensamentos e, gradualmente, retomando atividades que você passou a evitar. A psicoterapia é uma das principais formas de tratamento para transtornos de ansiedade em especial a terapia de aceitação e compromisso, abordagem a qual trabalho.

    Fico à disposição caso surjam dúvidas ou se sentir que posso ajudar de alguma forma.


  • Tenho muita dificuldade com foco, especialmente depois da pandemia. Até leitura, que era um dos meus

    Tenho muita dificuldade com foco, especialmente depois da pandemia. Até leitura, que era um dos meus maiores prazeres quando mais novo, agora parece mais um fardo do que qualquer outra coisa, mesmo tentando muito. Como lidar com isso? Como não me render a vontade de 'instagramar' e ser mais produtivo? Sinto que tem atrapalhado muito minha vida acadêmica.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Vinicius de Oliveira Rodrigues

    Faz todo o sentido que isso esteja te frustrando, em especial quando algo que antes era prazeroso deixa de ser e passa a ser um esforço. Muito provavelmente não é simplesmente uma questão de "falta de disciplina". Várias questões podem estar relacionadas como: estresse, ansiedade, alterações de rotina, sono e outras.

    Muitas vezes a questão não é somente tentar eliminar a vontade de entrar no Instagram e sim perceber esse impulso sem ceder a ele de imediato. Vá aos poucos. Alguns minutos de leitura, uma tarefa por vez em intervalos definidos. É como uma maratona, ninguém começa correndo tudo. Você não está mais acostumado a estudar/ler, logo deve começar devagar. A ideia não é sobre esperar a vontade de ler aparecer e sim agir na direção do que importa mesmo quando não aparece vontade.

    Pode ser interessante procurar acompanhamento psicológico para entender melhor seu momento caso esse processo siga atrapalhando sua vida acadêmica. Você não precisa lidar com isso sozinho.

    Fico à disposição caso surjam dúvidas ou se sentir que posso ajudar de alguma forma.


  • Tenho 20 anos e meu namorado mora cerca de 40 km de mim. Normalmente só conseguimos nos ver nos fins

    Tenho 20 anos e meu namorado mora cerca de 40 km de mim. Normalmente só conseguimos nos ver nos fins de semana. Nos últimos dias passamos quatro dias seguidos juntos: viajamos, cozinhamos, dormimos juntos e aproveitamos muito a companhia um do outro. Foi uma experiência muito especial, porque pudemos viver um pouco da rotina como casal.

    Hoje precisei voltar para casa e, desde que cheguei, estou com uma sensação de vazio e uma vontade de chorar. Não aconteceu nenhuma briga, não existe nenhum problema entre nós e também não tenho problemas em casa nem estou infeliz com a minha família. Pelo contrário, gosto muito de estar em casa e tenho uma boa convivência com a minha família.

    As despedidas dos fins de semana normalmente já me deixam um pouco tristinha e com saudade, mas a despedida de hoje foi diferente. Depois desses quatro dias juntos, senti uma tristeza muito maior, um vazio que eu não esperava sentir. Não é medo de perder o relacionamento, nem insegurança. É simplesmente uma saudade muito intensa da companhia dele. Sinto falta de dividir a rotina, acordar juntos, cozinhar, conversar e terminar o dia ao lado dele.

    Isso é normal? É comum sentir essa tristeza tão forte depois de passar vários dias tão felizes com a pessoa que amo, mesmo sabendo que nosso relacionamento está bem?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Vinicius de Oliveira Rodrigues

    Sim, faz muito sentido que isso ocorra e não quer dizer que haja algo de errado com você ou com o relacionamento. Depois de um período mais extenso de tempo juntos, vivendo uma rotina tão íntima e partilhando de momentos tão gostosos, é natural que a volta para casa seja sentida como uma mudança brusca. A saudade pode aparecer justamente porque aqueles momentos foram importantes para você.

    O mais válido nesse momento não é tentar afastar essa tristeza, mas sim permitir-se senti-la sem tranformá-la num problema. Com o tempo, a intensidade tende a diminuir, enquanto o vínculo continua existindo. E talvez essa experiência também ajude vocês a perceberem o quanto desejam construir, aos poucos, mais momentos de vida compartilhada.

    Espero ter contribuído e fico à disposição caso surjam dúvidas ou se sentir que posso ajudar de alguma outra forma.


  • Olá, tudo bem? Como sei se estou fazendo "transferência" pra minha psicóloga, ou gostando e tenso in

    Olá, tudo bem?
    Como sei se estou fazendo "transferência" pra minha psicóloga, ou gostando e tenso interesse amoroso/sexual por ela mesmo?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Vinicius de Oliveira Rodrigues

    Olá! É mais comum do que parece desenvolver sentimentos intensos pela psicóloga, inclusive atração, carinho ou fantasias. Isso não significa necessariamente que exista um interesse amoroso “real” fora da terapia, nem que você esteja fazendo algo errado.

    Na terapia, existe um vínculo particular, em que você pode se sentir escutado, compreendido e acolhido de uma maneira muito diferente de outras relações. Esses sentimentos podem ter relação com experiências e necessidades da sua própria história, mas também podem simplesmente fazer parte da conexão que se construiu naquele espaço.

    Talvez não seja tão importante decidir imediatamente se é “transferência” ou atração. O mais útil pode ser observar esses sentimentos com curiosidade e, se você se sentir seguro, conversar sobre eles com sua psicóloga. Esse próprio assunto pode se tornar parte importante do processo terapêutico.

    Espero ter ajudado e fico à disposição caso surjam dúvidas ou se sentir que posso ajudar de alguma forma.


  • Bom... Eu sempre senti a necessidade de me conectar a alguém num nível mais íntimo. Eu lembro de sen

    Bom... Eu sempre senti a necessidade de me conectar a alguém num nível mais íntimo. Eu lembro de sentir este desejo já nos meus 11/12 anos de idade. Desde então venho tentando lidar com o fato de nunca ter me relacionado com alguém profundamente e isso me deixa bastante triste às vezes. Não quero soar fútil, mas é algo que tem me trazido angústia genuína e não tenho sabido lidar com isso. Estou ficando preocupado pois tenho 25 e, como adulto, eu já deveria ter a resposta pra isso. Sei que tenho que focar em mim mesmo e me amar antes de qualquer coisa, contudo... Eu me sinto vulnerável e gostaria de estar num relacionamento que me proporcipnasse a experiência de partilha de vida. Eu já vivi alguns um tanto quanto superficiais e, em nenhum deles, senti que era a pessoa certa. Eu ainda estou buscando contruir uma carreira, estabilidade, felicidade... Mas será que eu tenho que esperar que minha vida fique estável para enfim procurar alguém? Eu deveria procurar por uma pessoa? Quando serei feliz? Estas coisas passam pela minha cabeça e eu não sei como lidar com todas elas.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Vinicius de Oliveira Rodrigues

    Sua sensação me parece bastante desafiadora. Entendo que queira um companheiro ou companheira e que isso seja relevante para você. A ideia não é sobre procurar, mas sobre se permitir se expor. Da forma que você escreveu, me soou que você não se permite procurar ninguém. É difícil responder a você sem conhecê-lo direito, mas o que posso afirmar é que acompanhamento psicológico pode ser um bom caminho para ter uma nova perspectiva de como você lida com sua vida e aceitar certos processos com os quais você não esteja conseguindo lidar ainda. Não é possível criar metas com questões ligadas a decisões de outras pessoas. Não é sobre desistir de encontrar um relacionamento mais íntimo, mas sobre aprender a viver a vida sem depender de um.
    Se fizer sentido para você, estarei à disposição para acompanhá-lo(a) nesse processo.


  • Há 4 anos conheci uma garota, não chegamos a namorar, mas nunca esqueci ela, errei com ela, penso ne

    Há 4 anos conheci uma garota, não chegamos a namorar, mas nunca esqueci ela, errei com ela, penso nela todo dia, até cheguei a namorar outra pessoa depois, mas nunca me senti feliz com o meu relacionamento recente

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Vinicius de Oliveira Rodrigues

    Eu sinto muito que essa experiência ainda te afete dessa maneira. Me parece que o que você vivencia é um luto misturado com culpa. O que pode ser muito doloroso. O fato de você não ter experimentado felicidade com essa outra mulher não quer dizer que não seja possível vivê-la com outra pessoa. Entendo que já faz muito tempo que esse relacionamento não deu certo, mas me parece que você esteja preso à culpa pelo que quer que tenha feito para ela. Meu convite é para que você viva o momento presente, pois ficar preso ao passado nos faz abrir mão do que está acontecendo agora. Olhar para essa dor com honestidade, sem fugir dela, pode ser o primeiro passo para compreender o que ela tem a ensinar e decidir como você quer seguir em frente, em vez de permanecer apenas nas lembranças. Existem muitos exercícios que podem ser feitos com esse propósito. Da mesma forma que existem ferramentas para lidar com a culpa e auxiliá-lo na aceitação da realidade para que você possa se abrir para o novo. Novamente eu sinto muito por todo esse processo que você vive e me coloco à disposição para auxiliar no processo


  • Suspeito estar no espectro autista, possuir TDAH, e, potencialmente, depressão. Com qual profissiona

    Suspeito estar no espectro autista, possuir TDAH, e, potencialmente, depressão. Com qual profissional deveria falar primeiro?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Vinicius de Oliveira Rodrigues

    Você pode tanto iniciar com um psicólogo quanto com um psiquiatra.

    O psicólogo vai auxiliar a entender sua história, seus padrões de comportamento e avaliar a necessidade de um encaminhamento. As sessões são um espaço seu para compartilhar suas emoções, seus sentimentos, suas experiências de vida e tudo o que fizer sentido compartilhar. Meu trabalho é te ajudar a viver uma vida que valha a pena ser vivida. Uma vida valorosa. Buscaremos entender o que está difícil de lidar e atuar nessas questões. Nesse processo vou buscar entender melhor sua história e seu momento atual para te ajudar a lidar com qualquer forma de sofrimento.

    Já o psiquiatra pode investigar diagnósticos, descartar outras causas e avaliar se há necessidade de medicação.

    Mais importante do que um rótulo é entender como esses processos interferem na sua vida para então traçar um plano de cuidado para você. Me coloco à disposição para quaisquer outras dúvidas que você venha a ter.


  • Sinto que depois que minha esposa engravidou eu comecei a ficar mais tempo preso ao celular rolando

    Sinto que depois que minha esposa engravidou eu comecei a ficar mais tempo preso ao celular rolando feed, depois de um tempo comecei a buscar tbm uma necessidade em pornografia que acabou se tornando uma compulsão, olhava no trabalho ou sempre que ela não estava por perto, qual a melhor ajuda profissional a se buscar e geralmente como é o tratamento?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Vinicius de Oliveira Rodrigues

    Primeiro eu quero reconhecer a coragem de falar sobre essa questão, pois fazê-lo pode e costuma ser um desafio gigantesco. Grande parte das vezes esse tipo de comportamento ocorre como forma de tentar aliviar emoções difíceis, estresse ou mudanças importantes na vida.

    Através de um psicólogo pode-se avaliar quais as funções ligadas a esses comportamentos e compreender quais os gatilhos que levam você a vivenciar esses ciclos e consequentemente a lidar com eles de forma diferente.

    Em alguns casos, a avaliação de um psiquiatra pode se fazer necessária. especialmente se houver muito sofrimento envolvido.

    O tratamento costuma envolver identificar os gatilhos, entender o ciclo que mantém o comportamento e construir, aos poucos, maneiras mais flexíveis de responder a esses impulsos, de forma que eles não controlem mais suas escolhas.

    Fico à disposição para quaisquer outras dúvidas que venham a surgir.


  • Meu namorado diz que não é viciado em pornografia,mas recentemente descobri que ele assisti até no t

    Meu namorado diz que não é viciado em pornografia,mas recentemente descobri que ele assisti até no trabalho ou simplesmente se eu ficar fora de casa 2,3 h, isso me deixou um pouco triste e confusa, seria uma compulsão ou é coisa da minha cabeça?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Vinicius de Oliveira Rodrigues

    Sua descrição explicita uma relação bastante complicada com a pornografia. De uma perspectiva profissional seria interessante que ele buscasse acompanhamento terapêutico para entender melhor o que sente quando realiza essa busca, pois sem a perspectiva dele não é possível afirmar nada. Quanto a você acredito que também seria interessante procurar ajuda, pois estar do outro lado dessa relação também pode gerar muito sofrimento, tanto para você quanto para a relação. Perguntas como: vocês conseguem conversar sobre esse assunto? Há abertura, honestidade e disposição para compreender as necessidades de cada um? Essas respostas costumam dizer muito sobre a saúde do relacionamento. Me coloco a disposição para auxiliá-los no processo.


  • Estou saindo de casa para morar com minha namorada, tenho uma mãe de 75 que vai ficar só . Estou com

    Estou saindo de casa para morar com minha namorada, tenho uma mãe de 75 que vai ficar só . Estou com muita dor no coração e ansiedade por deixa lá só. O que devo fazer?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Vinicius de Oliveira Rodrigues

    Sinto muito que você esteja vivendo esse conflito. Faz sentido que essa mudança desperte ansiedade e culpa. Pelo que você descreve, há dois valores importantes para você: cuidar da sua mãe e construir sua própria vida. Nem sempre é possível fazer uma escolha sem sentir dor. Ao invés de tentar fugir desse sentimento, talvez você pudesse pensar em maneiras de sustentar a relação com sua mãe, como visitas frequentes, ligações ou uma rede de apoio. Você não precisa deixar de amar sua mãe para seguir seu caminho.


  • Perdi minha cachorra em janeiro e ainda não consigo aceitar,me conformar. Fico pensando que poderia

    Perdi minha cachorra em janeiro e ainda não consigo aceitar,me conformar. Fico pensando que poderia ter feito mais,cuidado mais e em como poderia ter evitado que ela partisse. Imaginava ela velhinha ao meu lado e ela se foi aos 9 anos. Até mesmo ver as pessoas com seus cachorrinhos na rua,nas redes sociais,tem me causado dor. Sempre penso que era pra eu ainda estar também com a minha.💔

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Vinicius de Oliveira Rodrigues

    Você está vivenciando um luto. Eu entendo que esteja sendo muito difícil passar por isso. Entendo também que o que vou falar soe como conflitante, mas nesse momento é importante sentir a tristeza. Ela vai passar, todo sentimento passa. Tentar fugir só vai fazer com que essa dor doa mais. Por outro lado a ideia não é mergulhar na dor, apenas entender que ela tem um papel. Observe seus pensamentos dolorosos. Trate-os como lembranças, não como verdades absolutas. Você não está "quebrada" por sentir o que sente agora. Entenda que sua essência permanece a mesma e que você tem seus valores, inclusive honrar a memória da sua cachorrinha é um deles. eu sinto muito pela sua dor. Espero de alguma forma ter ajudado. Conte comigo no que eu puder ajudar.


  • Parece que tudo depende de mim. Como eu faço para parar de sentir isso?

    Parece que tudo depende de mim. Como eu faço para parar de sentir isso?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Vinicius de Oliveira Rodrigues

    É difícil responder isso com tão poucas informações. Talvez você, de fato, esteja sobrecarregado com as responsabilidades da vida, talvez seja algo relacionado a uma ansiedade, mas o fato é que seria interessante buscar acompanhamento psicológico. Esse tipo de peso sobre os ombros pode levar a um quadro de esgotamento emocional, podendo causar transtornos de ansiedade, depressão, burnout (quando a origem é o trabalho) e até uso problemático de álcool ou outras substâncias como forma de aliviar o sofrimento. Me coloco a disposição para conversar sobre o que você está passando.


  • Como superar a dor de um término de relacionamento? Isso pode ser considerado um luto?

    Como superar a dor de um término de relacionamento? Isso pode ser considerado um luto?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Vinicius de Oliveira Rodrigues

    Com certeza o término de um relacionamento é considerado um luto. Essa dor está ligada a uma perda que não se limita a pessoa, mas aos sonhos, projetos e uma forma de enxergar o futuro como um todo. Eu sei que o que vou dizer pode soar um pouco difícil, mas o mais importante nesse momento é se permitir viver essa dor. Todo sentimento tem sua importância e esse não é diferente. É preciso vivenciá-la para poder seguir em frente. Muitas vezes fugimos de sentimentos ditos difíceis, mas a verdade é que quanto mais fugimos, mais eles correm atrás de nós.

    Além disso, é necessário abrir-se a essa nova realidade que se apresenta, não necessariamente procurar outras pessoas, mas a nova forma de viver a vida. Por outro lado é importante pensar que você não é essa dor, ela te acompanha, mas vocês são entidades separadas. Ter clareza dessa separação vai ajudar a enfrentar esse momento.

    Seria importante buscar acompanhamento terapêutico. Me coloco a disposição para te auxiliar nesse momento. Conte comigo no que puder ajudar.


  • Como posso lidar com a tristeza de ter perdido meus objetos de infância sem autorização?

    Como posso lidar com a tristeza de ter perdido meus objetos de infância sem autorização?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Vinicius de Oliveira Rodrigues

    Eu me compadeço com a sua dor. Perder objetos que fazem parte da nossa história é como perder as lembranças que elas carregavam. Especialmente sem autorização. Respeite e permita-se sentir essa tristeza. Não se cobre por ter que superar logo. Lembre-se: as memórias e o significado que você deu à esses objetos continuam fazendo parte de quem você é, independente deles terem partido.


  • Tenho pavor de interagir com as pessoas. Na infância, eu era bastante tímida, mas, mesmo assim, cons

    Tenho pavor de interagir com as pessoas. Na infância, eu era bastante tímida, mas, mesmo assim, conseguia conversar, interagir e brincar com as outras crianças. No entanto, na adolescência, essa timidez evoluiu para um medo enorme de interações sociais, e a situação só piorou. Sempre que alguém fala comigo, fico super nervosa, meu coração acelera e sinto vontade de chorar. Acabo gaguejando e não consigo manter contato visual com ninguém porque, ao olhar nos olhos das pessoas, fico nervosa. Quando interajo com os outros por muito tempo, meu medo só aumenta e, após essas interações, me sinto tão mal que choro descontroladamente, me sentindo um lixo. Só de imaginar que preciso me expor ao público, já começo a ter um ataque de ansiedade. Não consigo nem mesmo dar um bom dia a alguém. Para falar qualquer coisa, preciso fazer um esforço enorme. Isso atrapalha muito a minha vida, principalmente na vida profissional. No meu último emprego, infelizmente precisei lidar com o público e foi horrível. Eu tinha que me esforçar muito para não surtar na frente de todo mundo e, quando o expediente acabava, chorava muito, tremia... saía de lá exausta emocionalmente. Queria procurar ajuda, mas tenho medo de que não levem a sério o que sinto e que eu acabe só perdendo tempo e a minha pouca dignidade. Eu sei que não sou a pessoa mais legal e carismática do mundo, mas só queria ser minimamente normal e não ter um ataque toda vez que preciso falar com alguém. Não aguento mais isso. Queria nunca mais ter que falar com ninguém na vida. Queria saber como faço pra me livrar disso, a o especialista de qual área eu preciso recorrer...

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Vinicius de Oliveira Rodrigues

    Eu sinto muito que você passe por isso diariamente. Deve ser realmente insuportável... Muitas pessoas, assim como você, passam a vida inteira tentando fugir da ansiedade. Na linha da psicologia em que trabalho (ACT), nós abordamos a questão da ansiedade de uma maneira bastante especial. Em vez de fugir, buscamos entender que a ansiedade faz parte da vida e que, na verdade, o caminho é entender como viver com ela, pois, na verdade, não é possível eliminá-la. Pense na ansiedade como cair na areia movediça, quanto mais você se mexe, mais você afunda. O único caminho possível é o de se abrir a essa realidade. Ressignificar sua relação com ela. Isso é possível. Não posso te prometer eliminá-la, mas posso te prometer que, caso venhamos a trabalhar juntos, farei tudo o que tiver ao meu alcance para que você viva uma vida plena, uma vida que valha a pena ser vivida. Importante ressaltar que há dezenas de pesquisas hoje reconhecendo os benefícios de se tratar a ansiedade com a ACT. Fico à disposição.


Perguntas frequentes

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