Perguntas do paciente (44)

  • Olá! Minha pergunta é sobre saúde sexual e pornografia: Passei minha adolescência consumindo pornogr

    Olá! Minha pergunta é sobre saúde sexual e pornografia:
    Passei minha adolescência consumindo pornografia com muita frequência. Com 18 anos comecei a ter relações sexuais e desde então tenho tido dificuldades. O meu desejo sexual está praticamente condicionado ao ato da masturbação sozinho com uma tela. Durante a intimidade com outra pessoa minha sensibilidade sexual é quase nula, e mesmo o clímax é frustrante.
    Nos últimos meses tenho tomado bastante consciência sobre isso, e diminuí consideravelmente esse hábito, porém tenho dúvidas sobre o processo. Muito se fala do "reboot de 90 dias sem pornografia", me parece um pouco promessa milagrosa haha. Acredito ser capaz de parar com o hábito e "reformular" minha experiência com a sexualidade, porém gostaria de saber sobre isso com especialistas.
    É realmente possível que, parando com esses hábitos, eventualmente se possa "reprogramar" a experiência sexual? Digo, desenvolver uma sexualidade saudável, sensibilidade na intimidade com outra pessoa, reverter disfunções causadas pelo consumo prolongado de pornografia...
    Já tive experiências reais mais agradáveis, geralmente quando envolve sentimento e relacionamento. Porém, no geral, tem sido muito difícil manter relações sexuais.
    Tenho pensado em algum acompanhamento também. Um psicólogo que trata de sexualidade é capaz, ou é necessário também uma especialidade médica?
    Agradeço desde já a todos que cederem um tempo para me responder. Grato!

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Vivian Portela

    Olá! Parabéns pela forma como você está refletindo sobre sua própria sexualidade. O que você descreve é uma situação observada por muitos profissionais da sexualidade e pode estar relacionado ao condicionamento da excitação a determinados estímulos, e não necessariamente a um dano permanente.

    Até o momento, não existem evidências científicas de que um "reboot de 90 dias" seja capaz de restaurar automaticamente a função sexual. Por outro lado, sabemos que a sexualidade é dinâmica e pode ser modificada ao longo da vida. Ao reduzir o consumo de pornografia e desenvolver novas experiências de intimidade, prazer e conexão com o próprio corpo e com o(a) parceiro(a), muitas pessoas apresentam melhora significativa.

    O acompanhamento com um psicólogo ou terapeuta sexual costuma ser um excelente ponto de partida. Em alguns casos, também podem ser indicadas terapias corporais baseadas em educação e consciência corporal, além de avaliação médica para excluir fatores orgânicos quando necessário.

    Como você já percebe que as experiências são melhores quando existe vínculo afetivo, esse é um sinal bastante positivo. Um acompanhamento individual pode ajudá-lo a compreender quais fatores estão mantendo esse padrão e favorecer uma vivência sexual mais saudável e satisfatória.


  • Sobre o contexto de casais heterosexuais que tem níveis de desejo diferente. Um homem com desejo bem

    Sobre o contexto de casais heterosexuais que tem níveis de desejo diferente. Um homem com desejo bem frequente e uma mulher com desejo de 1x ao mês. É saudável, usar a masturbação como alivio. Inclusive pensando em outras pessoas para controlar o desejo pela outra pessoa?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Vivian Portela

    A diferença de desejo sexual é uma das situações mais comuns nos relacionamentos e, por si só, não significa que exista um problema. O mais importante é compreender se esse padrão gera sofrimento para um ou ambos e como o casal lida com essa diferença.

    A masturbação pode ser uma forma saudável de vivenciar a própria sexualidade e não precisa ser vista como uma ameaça ao relacionamento. Fantasias sexuais, inclusive envolvendo outras pessoas, também fazem parte da sexualidade humana e não significam necessariamente desejo de trair ou menor amor pelo(a) parceiro(a).

    No entanto, quando a masturbação ou as fantasias passam a substituir sistematicamente a intimidade do casal, ou quando a diferença de desejo gera frustração, ressentimento ou conflitos frequentes, vale a pena investigar os fatores envolvidos. O desejo sexual é influenciado por aspectos biológicos, emocionais, relacionais e pelo contexto de vida de cada pessoa.

    Nesses casos, um acompanhamento com um profissional especializado em sexualidade pode ajudar o casal a compreender essa dinâmica e encontrar formas de construir uma vida sexual satisfatória para ambos, respeitando as necessidades e os limites de cada um.


  • Estou passando por um casamento muito desgastado emocionalmente e gostaria de uma orientação do pont

    Estou passando por um casamento muito desgastado emocionalmente e gostaria de uma orientação do ponto de vista da psicanálise.

    Estou em um relacionamento em que há muitos conflitos, ofensas e perda de respeito mútuo. As brigas são frequentes e muitas vezes acontecem na frente dos nossos filhos. Já não existe mais convivência afetiva entre nós: não dormimos mais juntos e o carinho praticamente desapareceu.

    Sinto que, ao longo do relacionamento, houve um acúmulo de mágoas e quebra de confiança. Antes do casamento, minha esposa teve comportamentos que me geraram muita insegurança e desconfiança, o que fez com que eu entrasse no casamento já com o respeito e a admiração bastante abalados. Com o tempo, apesar de tentativas de reconstrução, o relacionamento foi se desgastando ainda mais.

    Hoje percebo um ciclo constante de conflito: eu reconheço meus erros e tento assumir responsabilidade pelas minhas atitudes durante as brigas, mas sinto que minha esposa não reconhece a própria participação nos problemas, o que me gera frustração e sensação de impotência. Isso acaba intensificando os conflitos entre nós.

    Também percebo em mim um grande desgaste emocional, sentimentos de baixa autoestima, medo de ficar sozinho e dúvida constante sobre se devo continuar tentando ou me afastar. Ao mesmo tempo, amo muito meus filhos e tenho muito medo de prejudicar a convivência com eles caso haja separação.

    Gostaria de entender, sob uma perspectiva psicanalítica, como esses padrões emocionais e relacionais podem estar se repetindo na minha vida e de que forma um processo terapêutico poderia me ajudar a compreender melhor minhas escolhas, meus vínculos afetivos e minha dificuldade em lidar com essa situação.

    Também gostaria de saber como a psicanálise enxerga situações em que há perda de respeito e repetição de conflitos dentro do casal, e quando isso pode indicar um limite emocional para a continuidade da relação.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Vivian Portela

    O que você descreve demonstra um sofrimento importante e merece ser acolhido com seriedade. Pela sua narrativa, o problema parece ir além dos conflitos pontuais e envolve um desgaste da confiança, da comunicação e do respeito mútuo, aspectos fundamentais para a manutenção de um relacionamento saudável.

    Sob a perspectiva psicanalítica, os vínculos amorosos podem mobilizar experiências emocionais construídas ao longo da vida, influenciando a forma como lidamos com insegurança, rejeição, culpa, medo do abandono e necessidade de reconhecimento. Um processo terapêutico pode ajudá-lo a compreender esses padrões, diferenciando aquilo que pertence à sua história daquilo que faz parte da dinâmica atual do casal.

    Ao mesmo tempo, a repetição de ofensas, desqualificações e conflitos frequentes, especialmente na presença dos filhos, merece atenção. Independentemente da abordagem terapêutica, esse padrão tende a produzir sofrimento para todos os envolvidos e costuma indicar a necessidade de mudanças na forma de o casal se relacionar.

    A terapia não tem como objetivo decidir se um casal deve permanecer junto ou se separar, mas oferecer condições para que cada pessoa compreenda suas necessidades, seus limites e faça escolhas mais conscientes. Quando ambos estão dispostos, a terapia de casal também pode ser um espaço importante para reconstruir o diálogo e avaliar se ainda existem condições para restabelecer um relacionamento baseado em respeito, segurança emocional e cooperação.


  • Tenho vício em pornografia e masturbação (pelo menos 1 vez por dia) e sinto que perdi o controle, o

    Tenho vício em pornografia e masturbação (pelo menos 1 vez por dia) e sinto que perdi o controle, o que eu faço?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Vivian Portela

    Masturbar-se uma vez por dia, isoladamente, não significa necessariamente vício. O principal sinal de alerta é a sensação persistente de perda de controle, tentativas frustradas de reduzir o comportamento e prejuízos na rotina, nos relacionamentos, no trabalho ou na vida sexual.

    Nesses casos, o mais adequado é buscar um psicólogo ou terapeuta com formação em sexualidade humana. O acompanhamento pode ajudar a identificar gatilhos, como ansiedade, solidão, estresse ou tédio, e construir outras formas de regulação emocional e prazer. A meta não precisa ser eliminar toda masturbação, mas recuperar a liberdade de escolha e desenvolver uma sexualidade mais consciente e integrada.

    Evite soluções rígidas ou promessas de “reboot”. A classificação internacional reconhece o comportamento sexual compulsivo quando existe dificuldade persistente de controle e sofrimento ou prejuízo significativo — não apenas pela frequência.


  • Boa tarde! Ultimamente meu marido tem muito fetiche por brinquedos eróticos, sempre usou em mim. Por

    Boa tarde! Ultimamente meu marido tem muito fetiche por brinquedos eróticos, sempre usou em mim. Porém ultimamente eu percebo que ele tá usando nele tbm , e isso antes nunca tinha acontecido com 8 anos juntos. Na hora da relação ele pega sem que eu veja um pênis de borracha e usa nele. E percebo que ele fica muito excitado. Isso é normal ou devo me preocupar? Será que ele tá tendo vontade de ter relação com homens?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Vivian Portela

    Olá! O uso de brinquedos eróticos, inclusive para estimulação anal, não permite concluir que uma pessoa tenha interesse em se relacionar com homens. A estimulação da região anal pode ser prazerosa para alguns homens por questões anatômicas, já que a próstata é uma área sensível, independentemente da orientação sexual.

    O mais importante é que exista diálogo e respeito entre o casal. Se esse comportamento despertou dúvidas ou insegurança, vale a pena conversar com seu marido de forma aberta e sem julgamentos, buscando compreender como ele vivencia sua sexualidade e quais são seus desejos e limites.

    Caso essa situação esteja gerando sofrimento ou conflitos entre vocês, um acompanhamento com um profissional especializado em sexualidade ou terapia de casal pode ajudar a promover uma comunicação mais saudável e fortalecer a confiança na relação.


  • Tenho 45 anos, já tomei várias antidepressivos e agora, estou tomando desvalefaxina e quetiapina vpa

    Tenho 45 anos, já tomei várias antidepressivos e agora, estou tomando desvalefaxina e quetiapina vpara dormir.
    A libido zero, mesmo tendo bom relacionamento com meu marido.
    O que fazer, ou alternativa seguir?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Vivian Portela

    A redução importante da libido pode estar relacionada tanto à própria depressão quanto aos medicamentos utilizados. A desvenlafaxina pode causar diminuição do desejo, dificuldade de excitação ou de chegar ao orgasmo; a quetiapina também pode contribuir em alguns casos.

    O primeiro passo é conversar com o psiquiatra que acompanha você. Não interrompa nem reduza as medicações por conta própria. O médico poderá avaliar a dose, o tempo de uso, outras causas clínicas e, quando apropriado, considerar ajustes ou alternativas com menor impacto sexual.

    Também pode ser útil uma avaliação ginecológica, especialmente aos 45 anos, para investigar fatores hormonais, menopausa, dor, ressecamento, sono e outras condições que interferem no desejo. Paralelamente, um acompanhamento especializado em sexualidade pode ajudar na recuperação da percepção corporal, da excitação e da intimidade, sem transformar o sexo em obrigação.

    Ter um bom relacionamento é um fator positivo, mas não exclui causas medicamentosas, emocionais ou hormonais. Em geral, há caminhos possíveis, desde que a avaliação seja individualizada e integrada.


  • Bom dia. Sou mulher e tenho dificuldade de gozar, tanto no sexo com homem quanto no sexo com mulher

    Bom dia.
    Sou mulher e tenho dificuldade de gozar, tanto no sexo com homem quanto no sexo com mulher, mas na masturbação eu gozo mais rápido. Na vdd eu estou demorando um pouco mais pra gozar ultimamente msm na masturbação. Sinto tesão, demoro ficar molhada e tbm demoro mto pra gozar. Eu não sei uq eu faço pq causa uma certa insatisfação na minha parceira pq ela já é o contrário de mim, molha rápido e goza rápido tbm. E piora se ela me apressa pra gozar aí que eu não gozo msm. Uq pode ser?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Vivian Portela

    Olá! O que você descreve é mais comum do que muitas pessoas imaginam e não significa, necessariamente, que exista uma disfunção sexual.

    O fato de você conseguir atingir o orgasmo na masturbação é um dado importante, pois mostra que sua resposta orgásmica está preservada. A diferença entre a masturbação e a relação sexual pode estar relacionada a fatores como ansiedade, pressão para "chegar lá", tipo de estímulo, tempo de excitação, comunicação entre o casal e até uso de medicamentos ou alterações hormonais.

    Você mesma percebeu um ponto importante: quando sente que está sendo apressada, fica ainda mais difícil atingir o orgasmo. A pressão por desempenho costuma aumentar a ansiedade e dificultar a entrega ao prazer.

    Vale a pena conversar com sua parceira sobre isso e buscar uma avaliação com um profissional especializado em sexualidade. Uma investigação individualizada pode identificar os fatores envolvidos e orientar estratégias para que a experiência sexual seja mais prazerosa para ambas, sem que o orgasmo seja vivido como uma obrigação.


  • Tenho 43 anos eu não consigo ejaculação de jeito nenhum ném na masturbação nem com minha parceira to

    Tenho 43 anos eu não consigo ejaculação de jeito nenhum ném na masturbação nem com minha parceira tomo medicação pregabalina remédio pra dormir Zolpidem e clonazepam eu tenho muita ereção fasso a noite toda mas não gozo nunca 4 horas de sexo e não gozo

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Vivian Portela

    Olá! O que você descreve merece uma avaliação médica e sexológica, pois a dificuldade persistente para ejacular, mesmo durante a masturbação, não é considerada esperada.

    Alguns medicamentos, como a pregabalina e, em alguns casos, o clonazepam, podem interferir na resposta sexual. Além disso, alterações neurológicas, hormonais, urológicas e fatores emocionais também podem estar envolvidos.

    Outro aspecto importante é observar os hábitos masturbatórios. Em algumas pessoas, padrões muito específicos de estimulação ou uma intensidade de estímulo repetida por longos períodos podem dificultar a ejaculação em outras situações. Também é comum que estados de hipervigilância, excesso de atenção ao desempenho ou dificuldade de relaxar durante a relação interfiram na resposta sexual.

    O fato de você manter ereções por longos períodos mostra que ereção, orgasmo e ejaculação são processos relacionados, mas distintos, e podem ser afetados por mecanismos diferentes.

    Minha orientação é procurar um urologista para uma investigação inicial e, se necessário, um profissional especializado em sexualidade. Além da avaliação clínica, estratégias como mindfulness, treinamento de propriocepção e terapias corporais voltadas ao desenvolvimento da consciência corporal podem ajudar a reduzir a hipervigilância, ampliar a percepção das sensações e favorecer uma vivência sexual mais integrada. Não interrompa ou altere suas medicações sem orientação do médico que as prescreveu.


  • Quando vou ter relações com minha esposa, normalmente ficamos apenas comigo por cima.. Quando ela

    Quando vou ter relações com minha esposa, normalmente ficamos apenas comigo por cima..
    Quando ela vem por cima de mim e tenta colocar o pênis, ele meio que perde a rigidez, como se o sangue saísse dele pela gravidade.
    E quando mantenho o pênis lá, alguns movimentos dela fazem com que ele saia.. Tenho uns 15 cm. As vezes penso que pode ser pelo peso dela.
    Essa perda de ereção é indício de que? Tem como resolver sem medicação?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Vivian Portela

    Olá! Pelo que você descreve, é pouco provável que isso esteja relacionado ao tamanho do pênis ou ao peso da sua esposa. O fato de a ereção diminuir especificamente em determinadas posições sugere que pode haver uma combinação de fatores físicos e emocionais.

    Mudanças de posição exigem um ajuste da excitação e da circulação sanguínea, e a ansiedade em manter a ereção pode aumentar um estado de hipervigilância, dificultando sua manutenção. Além disso, pequenos desvios no ângulo de penetração ou na estimulação também podem influenciar.

    Na maioria dos casos, isso pode ser trabalhado sem medicação. Mudanças nos hábitos sexuais, redução da pressão pelo desempenho, exercícios de atenção plena (mindfulness), maior foco nas sensações corporais e no prazer compartilhado.


  • Estou sem consumir pornografia há mais de 3 meses após alguns anos consumindo algumas vezes na seman

    Estou sem consumir pornografia há mais de 3 meses após alguns anos consumindo algumas vezes na semana, não foram três meses do nada, consegui ir evoluindo, tenho medo de ejacular muito rapidamente com minha nova companheira e não conseguir satifazer ela sexualmente, como posso fazer esse processo de saída desse vício, sem esse tipo de resquício, como a ejaculação precoce

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Vivian Portela

    Parabéns pelo seu progresso. Reduzir e interromper um comportamento que estava causando sofrimento é um passo importante.

    Não há evidências de que ficar sem pornografia provoque ejaculação precoce. O que pode acontecer é a ansiedade diante de uma nova parceria, o medo de "falhar" ou a expectativa de desempenho aumentarem a excitação e favorecerem uma ejaculação mais rápida.

    Para facilitar essa transição, procure direcionar a atenção para a experiência compartilhada, e não apenas para a penetração ou para o momento da ejaculação. Manter um ritmo mais gradual, explorar outras formas de intimidade, desenvolver consciência corporal, respiração e atenção plena (mindfulness) pode ajudar a reduzir a hipervigilância e melhorar o controle da excitação.

    Também vale observar seus hábitos masturbatórios. Se você costumava se masturbar com muita rapidez ou intensidade, experimentar um ritmo mais lento e variado pode favorecer uma resposta sexual mais flexível.

    Se a ejaculação rápida persistir de forma recorrente e causar sofrimento para você ou para sua parceira, procure um profissional especializado em sexualidade. Existem abordagens comportamentais e terapêuticas eficazes que podem ajudar, sem que seja necessário recorrer à medicação na maioria dos casos.


  • a minha libido está a zero. já vinha assim há algum tempo, um grande sacrificio para... e depois da

    a minha libido está a zero. já vinha assim há algum tempo, um grande sacrificio para... e depois da gravidez, parto e agora amamentação ficou muito mais complicado. só muito de vez em quando e pronto. isto está a ter um impacto terrivel no casamento. estou a amamentar ainda (bebe com 13 meses). Qual a melhor orientação?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Vivian Portela

    O que você descreve é uma situação relativamente frequente no pós-parto e durante a amamentação, e merece ser compreendida de forma ampla, sem reduzir tudo aos hormônios.

    Nesse período, o organismo passa por alterações hormonais importantes, especialmente pela ação da prolactina, que pode reduzir a produção de estrogênio e influenciar o desejo sexual e a lubrificação vaginal. Além disso, noites mal dormidas, sobrecarga física e mental, mudanças na identidade da mulher, adaptação ao papel materno e a própria dinâmica do relacionamento costumam exercer grande influência sobre a sexualidade.

    Também é importante lembrar que muitas mulheres podem não experimentar um desejo espontâneo como antes da gravidez. O desejo pode tornar-se mais responsivo, surgindo a partir de momentos de acolhimento, intimidade, carinho e conexão emocional.

    Como essa situação já está causando sofrimento e impactando o relacionamento, vale a pena conversar tanto com seu ginecologista quanto com um profissional que trabalhe com saúde sexual. Uma avaliação individualizada ajuda a identificar quais fatores biológicos, emocionais e relacionais estão mais presentes no seu caso.

    Na maioria das situações, é possível recuperar uma vivência sexual satisfatória, mas isso costuma acontecer quando o cuidado é direcionado às causas, e não apenas ao sintoma.


  • Tenho 29 anos e sempre tive minha vida sexual ativa. Logo que mudei minha rotina para trabalhar por

    Tenho 29 anos e sempre tive minha vida sexual ativa. Logo que mudei minha rotina para trabalhar por conta, comecei a sentir menos vontade de sexo e dificuldades com relações sexuais. Parei com medicações que achava que tinha relação com o problema e tbm consultei um médico para as avaliações. Físico e hormonal estão ok dentro dos padrões, comecei tratamento com vitaminas E mais ainda não tenho mais desejo sexual. Isso tem volta ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Vivian Portela

    Sim, na grande maioria dos casos há possibilidade de melhora, especialmente quando a causa é identificada.

    Embora muitas pessoas associem a libido apenas aos hormônios, o desejo sexual é influenciado por diversos fatores. Mudanças importantes na rotina profissional, aumento da responsabilidade, estresse crônico, ansiedade, sobrecarga mental, qualidade do sono e preocupações financeiras podem reduzir significativamente o interesse sexual, mesmo quando todos os exames estão normais.

    Além disso, o desejo não depende apenas da biologia. A qualidade do relacionamento, a forma como você se percebe, a presença de preocupações constantes e até padrões de funcionamento sexual aprendidos ao longo da vida também influenciam essa experiência.

    Em alguns casos, hábitos masturbatórios muito específicos, consumo frequente de pornografia ou um estado de hipervigilância — quando a pessoa permanece excessivamente atenta ao próprio desempenho ou às preocupações do dia a dia — também podem dificultar o surgimento do desejo e da excitação.

    Uma avaliação em saúde sexual pode ajudar a compreender quais fatores estão predominando e direcionar um tratamento mais adequado. Em muitos casos, abordagens que incluem educação sexual, terapia, técnicas de mindfulness, desenvolvimento da propriocepção corporal e mudanças no estilo de vida apresentam resultados bastante positivos.


  • Olá tenho 41 anos tive uma bebê de parto normal pélvico.depois que ganhei ela não tenho mais vontade

    Olá tenho 41 anos tive uma bebê de parto normal pélvico.depois que ganhei ela não tenho mais vontade de transar com meu marido é normal?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Vivian Portela

    Sim, essa mudança pode acontecer e não significa, necessariamente, que sua sexualidade tenha desaparecido.

    Após a gestação e o parto, o corpo passa por um período de adaptação que envolve alterações hormonais, recuperação física, mudanças emocionais e uma nova rotina. Fatores como cansaço, privação de sono, amamentação, preocupação constante com o bebê e a reorganização da vida familiar podem reduzir temporariamente o desejo sexual.

    Além disso, muitas mulheres percebem uma mudança na forma como o desejo acontece. Em vez de surgir espontaneamente, ele pode depender de momentos de intimidade, acolhimento e conexão com o parceiro, o que chamamos de desejo responsivo.

    No entanto, se essa situação persiste por muitos meses, provoca sofrimento ou está comprometendo o relacionamento, é importante procurar avaliação. O acompanhamento com o ginecologista e, quando necessário, com um profissional especializado em sexualidade pode ajudar a identificar fatores físicos, emocionais e relacionais envolvidos e orientar estratégias para recuperar uma vida sexual saudável.

    A sexualidade costuma passar por diferentes fases ao longo da vida, e compreender essas mudanças é o primeiro passo para lidar com elas de forma mais tranquila e efetiva.


  • Tive contato oral com o namorado e tive crise de choro, sentimento vergonha e um choc, outro dia dep

    Tive contato oral com o namorado e tive crise de choro, sentimento vergonha e um choc, outro dia depois de começar sexo com penetraçao não consegui fazer ,senti mal com crise de choro, um pânico, fora que senti muita dor e nao senti nada dentro de mim. Foram as primeiras vezes. Isso é normal? Quais as explicações pra essas reações?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Vivian Portela

    Caro paciente,

    Nossa educação sexual é recheada de crenças, medos, culpa. Mas na medida que vamos nos compreendendo, fica mais fácil vivenciar uma sexualidade mais saudável.

    É interessante buscar uma terapia sexual para lhe ajudar a compreender que influências da sua educação sexual podem contribuir para esse comportamento no sexo e lhe ajudar a se sentir mais segura e ciente do seu desejo.


  • olá, me chamo Italo e tenho 14 perto dos 15, as vezes eu sempre me pergunto por que eu faço isso, eu

    olá, me chamo Italo e tenho 14 perto dos 15, as vezes eu sempre me pergunto por que eu faço isso, eu tenho um obsessão tão grande em me masturbar mais eu queria me entender o pq eu gosto de fazer isso, oq eu acho de interessante em me masturbar, e nunca namorei por que tenho medo desse vicio
    continuar

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Vivian Portela

    Oi Italo, tudo bem!?

    Espero contribuir com o seu processo de desenvolvimento.

    A masturbação é uma excelente forma de autoconhecimento, que vai te ajudar a entender como funciona o seu prazer, vai te ajudar a melhorar o seu controle ejaculatório e a ter mais domínio do próprio corpo.

    É importante entender que muitos hormônios de bem estar são liberados no seu corpo, durante a resposta de prazer, mas para que seja mais benéfico é interessante que você prolongue pelo maior tempo possível o prazer antes de ejacular, evitando assim a sensação de ansiedade pelo gozo e a liberação de outros hormônios que não deixarão o seu corpo ficar satisfeito. Ou seja, gozar rápido não trás saciedade.

    E como sendo uma resposta de prazer, não há prejuízos se a prática não estiver associada e estímulos visuais intensos, vídeos e outras imagens que tirem o foco do prazer físico.

    Observe também se esse desejo não está associado ao tédio, a ansiedade, a tempo livre… porque ele pode estar se transformando num regulador emocional para você fugir dessas sensações.

    De resto é viver uma sexualidade sem medo e de maneira consciente e segura.


  • Não consigo ter relações sexuais com minhas minhas parceiras, sou novo tenho 20 anos e toda vez eu a

    Não consigo ter relações sexuais com minhas minhas parceiras, sou novo tenho 20 anos e toda vez eu acabo eu acabo broxando em algum momento, no nas preliminares é tudo ok, consigo ficar ereto, o problema é quando vai para penetraçao, ate consigo ter a penetraçao por um tenho e depois acontece algo e broxo. Ontem estava tudo ótimo estávamos tendo a relação normal, ate que parei para colocar a camisinha e broxei. Não entendo, eu sinto muita vontade nas preliminares mas não consigo ter uma relação completa. Eu realmente gosto da garota que eu estou e isso esta me deixando muito mal eu não sei mas oq fazer, esse sentimento de ser incapaz esta acabando comigo

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Vivian Portela

    Caro paciente,

    A ansiedade sexual libera hormônios que podem impedir uma ereção satisfatória, mesmo quando há um nível alto de excitação.

    Minha orientação é que você busque terapia sexual para compreender os medos e as crenças sexuais que você possui e que lhe geram uma possível ansiedade.

    Trabalhando esse entendimento e reduzindo a ansiedade você terá uma vida sexual satisfatória.

    Abraços


  • Sou casada a 30 anos...e desdeno começo notei que meu marido não me procurava muito pra sexo... agor

    Sou casada a 30 anos...e desdeno começo notei que meu marido não me procurava muito pra sexo... agora então...as vz passamos um mês sem nada...fico triste...parece que ele não me deseja...

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Vivian Portela

    Querida paciente,
    A terapia sexual pode ajudar ambos a terem maior compreensão do desejo, e a solucionar queixas e crenças sexuais.

    Busque orientação.


  • Olá Bom dia Sr, eu e minha esposa temos uma relação sexual muito ativa mas de uma tempos para cá ela

    Olá Bom dia Sr, eu e minha esposa temos uma relação sexual muito ativa mas de uma tempos para cá ela teve o desejo de inverter os papéis e em uma conversa ambos aceitamos, então começamos a prática, mas hoje ela veio com uma conversa que eu não tenho mais desejo por ela do modo convencional somente quando invertemos os papéis ela diz que sente eu ter mais tesão assim do que com o modo convencional. Gostaria de saber o que pode ser feito até falei para ela paramos de fazer pra ela ver que não tem nada de diferente eu só sinto que ela tem um tesão enorme quando está dominando e isso me deixa muito excitado.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Vivian Portela

    Caro paciente, é interessante que ambos investiguem o que estimula o desejo de vocês, através de um dialogo franco e em um espaço de não julgamento. Assim vocês poderão experimentar novas formas de explorar o prazer e tornar tudo tão excitante e prazeroso quanto esta última descoberta.
    Um terapeuta sexual pode ajudar vocês a compreender melhor sobre como cada um construiu suas crenças sexuais e ajudá-los a se comunicar de forma assertiva.


  • 29 anos, até hoje não consegui ter uma relação sexual. Na hora H o pênis não funciona, porém na mast

    29 anos, até hoje não consegui ter uma relação sexual. Na hora H o pênis não funciona, porém na masturbação é tudo perfeito. Fiz exames de testosterona em 2023 e a testo estava acima de 800. O urologista me informou que estava tudo ótimo comigo, ele alegou que a disfunção erétil é psicológica. Algum de vocês também acham que é disso que se trata?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Vivian Portela

    Caro paciente, possivelmente o seu estado de ansiedade nas interações sexuais deve ser alto, o que gera altos níveis de cortisol e impossibilita a ereção, mesmo em estado de excitação.

    Por trás dessa ansiedade há expectativas e crenças relacionadas a sexualidade, como papéis e obrigações masculinas em torno no sexo. A terapia sexual pode te ajudar a desmistificar essas crenças, reestruturando-as.

    Terapias corporais como a terapia tântrica, podem lhe ajudar a compreender melhor o seu ciclo de resposta sexual e regular as emoções no momento de antecipação da falha e de ansiedade sexual.


  • Homem consegue ter o squirt? Pergunto isso porque diz que nao, que é só na mulher. Mas gostaria de e

    Homem consegue ter o squirt? Pergunto isso porque diz que nao, que é só na mulher. Mas gostaria de entender mais sobre isso, como funciona no homem

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Vivian Portela

    Caro paciente, o squirt é a ejaculação feminina: onde além de líquido prostático, são dispensados todos os líquidos existentes na bexiga na estimulação da uretra. Portanto o homem já conhece esse evento.


Autor

Psicanalista, Terapeuta complementar, Sexólogo

Perguntas frequentes

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