Perguntas do paciente (4)

  • Estou enfrentando uma situação estranha. após assistir cenas de um filme de romance acabei me sentin

    Estou enfrentando uma situação estranha. após assistir cenas de um filme de romance acabei me sentindo muito ansiosa, querendo ter outra vida (de rica) pra me encontrar com o personagem principal... tenho pensado constantemente nisso, sei que não é normal. o que devo fazer? posso terminar de assistir o filme ou ficarei mais assim?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Vivian Ribeiro

    Todos temos um mecanismo natural que busca nos afastar da dor e nos aproximar do prazer. Quando entramos em contato com alguma narrativa excessivamente positiva, é natural querermos ter aquelas experiências incríveis também, até por que, nos identificamos com a parte humana daquela pessoa ou personagem. Porém, é necessário lembrar que, seja em um filme/ série/ livro de ficção ou nas redes sociais, o que estamos vendo é apenas um recorte da história contado pela visão e julgamento de alguém, trazer para o racional neste momento é o primeiro passo, sempre lembrando que ricos ou não, famosos ou não, somos todos humanos e temos que enfrentar uma realidade que nos traz desafios, e que esses desafios são importantes para o nosso crescimento e desenvolvimento pessoal. Como uma coléga respondeu anteriormente, o processo de autoconhecimento é fundamental. É somente através dele que você encontrará as suas forças, as suas riquezas, as suas qualidades e também seus pontos de melhoria. Quem sabe mais consciente dos seus potenciais, você, assim como a personagem, poderá se tornar uma pessoa rica ou encontrar um grande amor. Contudo, me atrevo a dizer que talvez quando chegar este momento, você ja tenha novos desejos ou sonhos, mas isso é uma jornada que só vai ser descoberta se for vivenciada, e para isso, sugiro que você procure um profissional para te auxiliar neste caminho.


  • Meu filho sempre foi uma criança quieta, dificilmente chorava desde bebê, hoje com 16 anos ele conti

    Meu filho sempre foi uma criança quieta, dificilmente chorava desde bebê, hoje com 16 anos ele continua sendo quieto, mas se estressa muito rápido ao ponto de socar a parede, hoje ele quebrou o 2° celular dele em um momento de raiva.
    Quando tento conversar e entender o que ele tem, ele não consegue explicar e se isola, prefere dormir.

    O que pode ser? Eu não acho q seja algo normal, e ele está sempre ouvindo música, ele sempre foi nervoso, ao ponto de se estressar com piadinhas feitas pela a irmã, mas agora tem piorado muito.
    Alguém poderia me ajudar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Vivian Ribeiro

    Atualmente temos falado mais sobre emoções, mas durante muito tempo não fomos educados a olhar para elas, por isso é um desafio até mesmo para nós adultos entendermos as nossas emoções, reconhecermos claramente o que estamos sentindo em alguns momentos e consequentemente acolhermos e nos regularmos. Para o adolescente isso se torna um desafio anida maior, uma vez que ele está passando por diversas modificações no seu corpo, no seu cérebro e na sua vida. Essa é uma fase em que naturalmente eles se afastam momentaneamente dos pais e passam a buscar sua própria "tribo", querem reconhecer o mundo através dos seus próprios sentidos e colocam muitas vezes em "teste" as informações recebidas pelas figuras de autoridade. Como você relata que ele já era uma criança quieta, se relacionar na adolescência acaba sendo um desafio maior que pode deixá-lo cada vez mais fechado em si e com maior dificuldade de acolhimento, reconhecimento e autoregulação. É importante que você procure um psicoterapeuta que tenha experiência com adolescentes e proponha para o seu filho essa experiência. Me coloco a disposição para atende-los em uma sessão, sem compromisso, e tirar as dúvidas de vocês, assim, ele poderá ter contato com o que seria um acompanhamento terapeutico e também trazer seus próprios questionamentos. Caso deseje tenho algumas coisas sobre adolescentes no meu instagram @psicologavivianribeiro


  • Tenho um.filho dd 17 anos, ele uma.hr fala q quer ser algo e logo apos muda, ele nao tem paciencia .

    Tenho um.filho dd 17 anos, ele uma.hr fala q quer ser algo e logo apos muda, ele nao tem paciencia . Ele ta bem e daqui a pouco ta de mal humor. Tem duvidas sobre o q ser. Nao trm paciencia . Ele mesmk pediu ajuda pq acha q é problematico. Nao sei qual profissional levar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Vivian Ribeiro

    A adolescência é uma fase de diversas modificações no corpo, no cérebro e na vida. Tudo isso que você relata é muito comum nesta fase, porque eles estão diante do grande desafio de tornarem-se adultos e responsáveis por suas próprias escolhas e as consequências delas em suas vidas, por isso, se sentem pressionados. Esse mix de coisas acontecendo ao mesmo tempo gera esse tipo de comportamento impulsivo, descontrole e culpa por ter agido de forma inadequada. Neste caso, o profissional mais adequado é um psicólogo com quem ele se identifique e sinta-se seguro e acolhido para tratar essas questões. Me coloco à disposição para atendê-los em uma sessão, sem compromisso, e tirar as dúvidas de vocês. Assim, ele poderá ter contato com o que seria um acompanhamento terapêutico e também trazer seus próprios questionamentos. Caso deseje, tenho algumas postagens sobre adolescentes no meu instagram.


  • Quais são os primeiros sintomas a serem observados no TEA?

    Quais são os primeiros sintomas a serem observados no TEA?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Vivian Ribeiro

    Não ficou muito claro pra mim qual a idade a ser diagnosticada. De qualquer forma, o TEA é um espectro que pode gerar uma sintomatologia ampla. Segundo o Manual Diagnóstico e Estatístico de Doenças Mentais mais atual (DSM05-TR) podemos classificar o TEA em 3 níveis de apoio, sendo: 3 o mais severo e 1 o mais leve. Autistas nível 1 de apoio são muito funcionais e acabam muitas vezes mascarando os sintomas, devido a sua adaptação sociocultural, dificultando a percepção do transtorno, que muitas vezes só é detectado na adolescência ou fase adulta, após um grande grau de sofrimento não percebido socialmente. Mas independente da idade tem algumas característica mais frequentes como comportamento repetitivo (gosta de ver o mesmo filme, ouvir a mesma música ou a mesma história repetidamente) ou restritivo (com alimentos ou roupas de determinados modelos, cores ou texturas), dificuldade de interação social (normalmente tem pouquissímos amigos ou prefere estar sozinho), são mais literais (podem não entender metáforas, sarcasmo, algumas formas de expressão ou piadas de duplo sentido), se não aprederam a mascarar tendem a falar as coisas de forma extremamente sincera, sem perceber quando a fala é inapropriada ou pode chatear alguém, entre outras. Mas o diagnóstico para o TEA deve ser feito em conjunto por um neuropsicologo/ psicólogo e um psiquiatra e demanda um processo com entrevistas e testes direcionados. Espero ter ajudado.


Perguntas frequentes

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