Perguntas do paciente (21)
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Tenho 23 anos, trabalho a 3 anos, sou introvertido e não tenho habilidade social, não vivi muita coi
Tenho 23 anos, trabalho a 3 anos, sou introvertido e não tenho habilidade social, não vivi muita coisa e não costumo sair de casa. Estou grávida de 4 meses, e por ver que tava horrível pra mim psicologicamente resolvi me mudar pro bem do bebe, ainda em processo de mudança sem dizer a minha mãe. Fiquei desesperada com a gravidez e agora mesmo tentando gostar e ver algo novo na minha vida, minha cabeça está me fazendo pensar que ele é amado e eu não, e que a viva que eu finalmente poderia começar não é minha, mas sim será pro bebe. O que fazer? Como é possível não ter planos e objetivos na vida, e ao mesmo tempo acreditar que um filho a caminho roubará a minha vida?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Faz sentido que isso esteja confuso. Você está vivendo várias mudanças importantes ao mesmo tempo, e uma gravidez pode trazer sentimentos muito diferentes, inclusive medo, ambivalência e até a sensação de estar perdendo a própria vida.
Uma coisa me chamou atenção no que você escreveu: se você sente que ainda nem começou a viver a sua vida, talvez o medo não seja exatamente de o bebê roubá-la, mas de nunca conseguir construí-la.
E isso merece ser cuidado.
Ter um filho não precisa apagar seus planos, sua identidade ou a mulher que existe além da maternidade. Mas você também não precisa resolver tudo sozinha agora. Como você diz que psicologicamente está muito difícil, eu procuraria acompanhamento profissional nesse período. Dá para trabalhar tanto essa relação com a maternidade quanto autonomia, vínculos, habilidades sociais e, principalmente, a construção de uma vida que também seja sua.
E eu levaria uma pergunta para a terapia: antes mesmo dessa gravidez, o que já estava me impedindo de começar a viver a vida que eu queria?
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Como a TCC trata a ansiedade social? Fui diagnosticado com ansiedade social e o psiquiatra me passou
Como a TCC trata a ansiedade social? Fui diagnosticado com ansiedade social e o psiquiatra me passou 100mg de sertralina, mas não resolveu. Faz 3 anos que eu não vou a escola por conta dessa ansiedade. Tenho medo do julgamento, medo do que os outros estão pensando, medo de ser rejeitado, criticado, medo de desagradar alguém, autoestima baixa. Quando alguém me chama para sair, ir em algum evento, festas ou um jogo de futebol, eu nunca vou por conta dessa ansiedade. Já passei por 2 psicólogas da TCC, mas eu parei de fazer terapia porque eu achei que não estava resolvendo.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A TCC tem boas evidências para ansiedade social e costuma trabalhar justamente o ciclo de medo de julgamento, comportamentos de segurança e evitação, com técnicas como reestruturação cognitiva e exposição gradual.
Uma coisa importante: nem todo profissional que se apresenta como TCC necessariamente conduz uma TCC estruturada e baseada em evidências. Então duas experiências que não funcionaram não significam que a abordagem não possa ajudar você.
Aqui, somos professores da área e trabalhamos de forma bastante estruturada com esses casos. Temos também um psicólogo que está entre os mais bem avaliados do Brasil pelos pacientes. Pelo prejuízo que você descreveu, especialmente estar há três anos fora da escola, eu realmente buscaria um tratamento especializado e manteria o acompanhamento psiquiátrico.
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A TCC e o psicólogo ensina o paciente a mudar as suas próprias crenças centrais e crenças intermediá
A TCC e o psicólogo ensina o paciente a mudar as suas próprias crenças centrais e crenças intermediárias disfuncionais sozinho?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim. A ideia da TCC é justamente que o paciente desenvolva, ao longo do processo, autonomia para reconhecer, questionar e flexibilizar pensamentos e crenças disfuncionais.
O psicólogo não simplesmente troca uma crença por outra. Ele ensina ferramentas, faz perguntas, testa hipóteses e ajuda o paciente a construir novas formas de interpretar e responder às situações. Com o tempo, a intenção é que o próprio paciente consiga fazer esse processo com cada vez menos ajuda do terapeuta.
É aquela lógica da TCC: o paciente vai aprendendo a ser, de certa forma, seu próprio terapeuta.
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Como a TCC trabalha o medo do julgamento, medo de ser criticado, medo de ser rejeitado, e a necessid
Como a TCC trabalha o medo do julgamento, medo de ser criticado, medo de ser rejeitado, e a necessidade de agradar a todos, crenças como: "eu tenho que agradar todo mundo", "se eu não agradar todo mundo, ninguém vai gostar de mim". Esses medos e essas crenças estão me atrapalhando muito na minha vida pessoal e nos esportes também
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A TCC trabalha justamente investigando e testando essas crenças. Por exemplo: “Eu realmente preciso agradar todo mundo para ser aceito? O que eu imagino que aconteceria se alguém não gostasse de mim? Eu conseguiria lidar com isso?”
Depois, isso precisa sair da conversa e ir para a vida real. O paciente aprende, gradualmente, a se expor ao julgamento, dizer “não”, discordar, cometer erros, se posicionar e abandonar comportamentos que usa para garantir aprovação.
Com o tempo, ele vai construindo uma crença mais flexível: “É desconfortável ser criticado ou rejeitado, mas eu consigo lidar com isso. Meu valor não depende de ser aprovado por todo mundo.”
Nos esportes, isso também pode ser trabalhado diretamente: medo de errar na frente dos outros, preocupação com avaliação, queda de desempenho sob pressão e evitação. A TCC não busca fazer você parar de se importar completamente com a opinião alheia; busca fazer com que essa opinião deixe de controlar suas escolhas e seu comportamento.
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Tenho um relacionamento há 5 anos e, às vezes, quando vejo alguém que já foi um paquera antigo, fico
Tenho um relacionamento há 5 anos e, às vezes, quando vejo alguém que já foi um paquera antigo, fico preocupada com a forma como essa pessoa vai me enxergar. Penso que preciso parecer bonita, legal e mostrar que estou bem, e por isso acabo agindo de forma estranha. Não tenho intenção de chamar atenção ou de ficar com essas pessoas, mas sinto culpa por esses pensamentos e atitudes, como se fossem uma forma de traição.
Gostaria de saber se isso pode ser considerado traição ou se pode estar relacionado à ansiedade, ao TOC ou simplesmente à baixa autoestima e à preocupação excessiva com a opinião dos outros.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Só por esse relato, eu não chamaria isso de traição. Pensar em como alguém vai te enxergar, querer parecer bonita ou causar uma boa impressão não significa necessariamente desejo de se envolver com essa pessoa.
O que me chama mais atenção é a culpa que aparece depois e o peso que você dá a esses pensamentos. Vale investigar por que ser bem-vista por essas pessoas parece tão importante e por que ter esse tipo de pensamento é interpretado como uma ameaça ao seu relacionamento.
Pode haver ansiedade, necessidade de validação, insegurança ou até sintomas obsessivos envolvidos, mas não dá para concluir TOC ou baixa autoestima apenas por essa situação.
Uma pergunta que eu trabalharia em terapia seria: “O que você acredita que esses pensamentos dizem sobre você?” Às vezes, o sofrimento está muito mais no significado atribuído ao pensamento do que no pensamento em si.
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como se livrar do vicio em pornografia teleguiada?
como se livrar do vicio em pornografia teleguiada?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim. É possível tratar o uso problemático/compulsivo de pornografia por psicoterapia online. A TCC, por exemplo, permite trabalhar muito bem nesse formato os gatilhos, pensamentos, emoções, padrões de comportamento, prevenção de recaídas e estratégias para lidar com a vontade sem responder automaticamente a ela.
O mais importante é avaliar cada caso, porque o consumo pode estar associado a ansiedade, solidão, dificuldades relacionais, regulação emocional ou outros problemas que também precisam ser trabalhados. Em situações mais complexas, pode ser necessário acompanhamento multidisciplinar.
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Estou passando por uma fase de muita dúvida em relação aos meus sentimentos pelo meu namorado. Estam
Estou passando por uma fase de muita dúvida em relação aos meus sentimentos pelo meu namorado. Estamos juntos há quase 3 anos e, ultimamente, sinto que não tenho mais aquela animação ou aquela sensação gostosa que sentia antes. Isso tem me deixado muito ansiosa, porque eu não quero machucá-lo e também não quero terminar. Ao mesmo tempo, não me sinto desconfortável ou presa ao lado dele. Quando conversamos, muitas vezes é bom e consigo ficar conversando até tarde. Eu reconheço que ele é uma pessoa que me ama, cuida de mim, se preocupa comigo e demonstra isso muito pelas atitudes.
Tenho me perguntado se ainda o amo ou se estou confundindo amor com carência, rotina ou ansiedade. Quero entender meus sentimentos e, se for possível, quero recuperar o carinho e a conexão que sinto que perdi. Não quero fingir nem obrigar meus sentimentos, só queria entender o que está acontecendo comigo e saber se é possível voltar a sentir amor e entusiasmo pela pessoa que amo.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Essa dúvida é mais comum do que parece, principalmente em relacionamentos mais longos. A intensidade do início costuma mudar com o tempo, e não sentir a mesma euforia de antes, por si só, não responde se você ama ou não essa pessoa.
O que eu investigaria é justamente essa necessidade de chegar a uma certeza: quando você percebe que não está sentindo aquela “sensação gostosa”, o que passa pela sua cabeça? Você começa a observar seus sentimentos, testar se ainda sente algo, comparar com o início da relação? E quanto mais tenta descobrir, mais ansiosa e confusa fica?
Também vale olhar para a relação em si: como está a intimidade, a admiração, o desejo de compartilhar a vida, os conflitos e a conexão entre vocês.
Você não precisa se obrigar a sentir nada nem tomar uma decisão imediatamente. Em terapia, dá para separar melhor o que pertence à relação e o que pode estar vindo da ansiedade e da necessidade de certeza.
Talvez uma pergunta mais útil agora seja: quando você para de conferir se “ainda ama”, como é estar com ele de verdade?
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Olá! Eu sou timida e sinto uma certa ansiedade social eu não sei se chega a ser o transtorno. Atualm
Olá!
Eu sou timida e sinto uma certa ansiedade social eu não sei se chega a ser o transtorno. Atualmente eu sou operadora de caixa e quando comecei foi bem difícil estava me sentindo muito ansiosa e travada foi muito difícil mesmo, eu cresci sendo muito timida eu quase não enteragia com as pessoas na escola sofria bullying o que me fez me fechar cada vez mais. Hoje depois de 6 meses nesse trabalho eu sei que estou bem melhor mesmo nas interações a ansiedade diminuiu, mas ainda sinto uma cobrança muito grande quando falam que sou séria, quieta e que não falo. Eu acredito que tenho falado o que quero falar, mas esses comentários me fazem duvidar da minha evolução. O que posso fazer para lidar com esses comentários? Eu sentir isso significa que não estou me curando? Me curando da ansiedade social eu vou parar de ouvir esses comentários e de ser quieta ou apenas aprender a conviver com eles?
Eu também tenho a sensação de não pertencimento
O que de fato é está se curando?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você contou sobre esses seis meses já traz uma informação importante: a ansiedade diminuiu e você conseguiu ampliar suas interações mesmo continuando sendo uma pessoa mais quieta. Isso é evolução.
Superar a ansiedade social não significa necessariamente virar extrovertida, falar muito ou nunca mais se incomodar com a opinião dos outros. Seu jeito mais reservado pode continuar fazendo parte de você.
Eu trabalharia principalmente essa cobrança que aparece quando alguém diz “você é tão quieta”. Talvez valha se perguntar: “O que eu concluo sobre mim quando alguém fala isso?” É aí que pode estar parte do sofrimento.
E tem outra pergunta importante: você está falando pouco porque gostaria de falar e a ansiedade impede, ou porque naquele momento simplesmente não tem vontade de falar mais? São situações bem diferentes.
Melhorar é ganhar liberdade: conseguir falar quando quiser, ficar quieta quando quiser e não precisar medir sua evolução pela expectativa que os outros têm sobre como você deveria ser.
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Tenho muita dificuldade com foco, especialmente depois da pandemia. Até leitura, que era um dos meus
Tenho muita dificuldade com foco, especialmente depois da pandemia. Até leitura, que era um dos meus maiores prazeres quando mais novo, agora parece mais um fardo do que qualquer outra coisa, mesmo tentando muito. Como lidar com isso? Como não me render a vontade de 'instagramar' e ser mais produtivo? Sinto que tem atrapalhado muito minha vida acadêmica.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Isso merece ser investigado sem partir direto da ideia de “falta de disciplina”. Se até uma atividade que antes era prazerosa, como a leitura, ficou difícil, eu tentaria entender o que mudou no seu funcionamento.
Uma coisa prática é parar de depender da força de vontade contra o Instagram. Deixe o celular longe durante o estudo, reduza notificações e comece com períodos curtos de atenção, aumentando aos poucos. Foco também é algo que pode ser treinado.
Mas eu faria algumas perguntas: essa dificuldade acontece só estudando ou em outras atividades? Como estão sono, ansiedade, humor e rotina? Você consegue manter atenção quando algo te interessa muito? Desde quando isso começou?
Se está prejudicando significativamente sua vida acadêmica, vale uma avaliação profissional. Dificuldade de concentração pode aparecer por vários motivos, e entender o que está mantendo a sua é mais útil do que simplesmente se cobrar para “ser mais produtivo”.
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Tenho 20 anos e meu namorado mora cerca de 40 km de mim. Normalmente só conseguimos nos ver nos fins
Tenho 20 anos e meu namorado mora cerca de 40 km de mim. Normalmente só conseguimos nos ver nos fins de semana. Nos últimos dias passamos quatro dias seguidos juntos: viajamos, cozinhamos, dormimos juntos e aproveitamos muito a companhia um do outro. Foi uma experiência muito especial, porque pudemos viver um pouco da rotina como casal.
Hoje precisei voltar para casa e, desde que cheguei, estou com uma sensação de vazio e uma vontade de chorar. Não aconteceu nenhuma briga, não existe nenhum problema entre nós e também não tenho problemas em casa nem estou infeliz com a minha família. Pelo contrário, gosto muito de estar em casa e tenho uma boa convivência com a minha família.
As despedidas dos fins de semana normalmente já me deixam um pouco tristinha e com saudade, mas a despedida de hoje foi diferente. Depois desses quatro dias juntos, senti uma tristeza muito maior, um vazio que eu não esperava sentir. Não é medo de perder o relacionamento, nem insegurança. É simplesmente uma saudade muito intensa da companhia dele. Sinto falta de dividir a rotina, acordar juntos, cozinhar, conversar e terminar o dia ao lado dele.
Isso é normal? É comum sentir essa tristeza tão forte depois de passar vários dias tão felizes com a pessoa que amo, mesmo sabendo que nosso relacionamento está bem?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, isso pode acontecer e, pelo que você descreve, não significa que exista algo errado com você ou com o relacionamento.
Foram quatro dias de muita proximidade, compartilhando uma rotina que vocês normalmente não têm. Quando você volta para casa, existe uma mudança brusca: aquela presença, as conversas e os pequenos hábitos compartilhados deixam de estar ali. É natural que a saudade venha mais forte.
Eu não tentaria eliminar essa tristeza imediatamente. Sentir falta também é uma consequência de ter vivido algo que foi importante para você.
Só observaria uma coisa: você consegue sentir essa saudade e, aos poucos, retomar sua própria rotina, seus interesses e sua vida? Se consegue, provavelmente está apenas atravessando uma despedida que dessa vez teve um peso emocional maior.
Talvez essa experiência também tenha mostrado algo bonito: o quanto dividir a vida cotidiana com ele passou a ter valor para você.
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Tenho 19 anos e, há cerca de 1 mês e meio, comecei a ter episódios diários (cerca de 4–5 vezes por d
Tenho 19 anos e, há cerca de 1 mês e meio, comecei a ter episódios diários (cerca de 4–5 vezes por dia) em que surgem “flashes” muito rápidos e involuntários de tragédias, acidentes, assassinatos ou mortes envolvendo pessoas ao meu redor ou, às vezes, eu mesmo. Eles aparecem do nada, em qualquer lugar (rua, trabalho, casa), duram apenas alguns segundos e, enquanto acontecem, fico totalmente focado neles, como se estivesse vendo mentalmente a cena. Só percebo que foi um pensamento depois que acaba. Às vezes paro o que estou fazendo e, em algumas situações, acabo conferindo ou fazendo algo simples para evitar que aquilo possa acontecer (por exemplo, trancar a porta antes de dormir), porque fico com a sensação de “e se acontecer?”.
Além disso, quando eu era criança (menos de 10 anos), tive episódios em que, acordado, via uma “bola gigante”, via espinhos na parede e sentia uma sensação muito estranha de estar preso ou pressionado, como se meu corpo estivesse sem espaço. Às vezes eu levantava desesperado, andava em círculos e chamava minha mãe porque aquilo parecia muito real. Esses episódios desapareceram. Por volta dos 12–14 anos, passei por uma fase em que tinha uma sensação constante de que seria morto ou assassinado a qualquer momento. Isso também passou. Há cerca de 6 meses, a sensação de pressão e a “bola gigante” voltaram 1 a 3 vezes e desapareceram novamente.
Recentemente também tive um sonho extremamente realista em que levei um tiro na região do pescoço/cabeça, caí no chão, minha visão ficou muito prejudicada (como um clarão), tentei pedir socorro e acordei muito assustado.
Gostaria de saber que tipo de condição ou investigação poderia explicar esse conjunto de sintomas e qual profissional seria o mais indicado para avaliar esse caso.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Pelo que você descreve, eu evitaria tentar encaixar tudo em um único diagnóstico. Esses “flashes” podem lembrar pensamentos/imagens mentais intrusivas, inclusive presentes em quadros de ansiedade ou TOC, principalmente quando começam a gerar comportamentos de checagem. Mas os episódios perceptivos que você teve na infância e que reapareceram recentemente merecem uma investigação mais ampla.
Eu procuraria inicialmente um psiquiatra, relatando exatamente essa linha do tempo. Dependendo da avaliação, ele pode considerar também uma investigação neurológica. Psicólogo também pode ajudar a avaliar a relação entre esses pensamentos, ansiedade e as checagens, mas eu não ficaria apenas na hipótese psicológica sem avaliar os demais sintomas.
E uma pergunta importante para levar à consulta: quando essas imagens aparecem, você reconhece depois que foram produzidas pela sua mente ou em algum momento acredita que aquilo realmente aconteceu ou está acontecendo? Essa diferença ajuda bastante na avaliação.
Como isso começou recentemente, acontece várias vezes ao dia e já interfere no que você está fazendo, eu não adiaria essa avaliação.
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Sou diagnosticada com TDAH e Bipolaridade e sempre fiz TCC, mas nao sinto que me ajuda muito. Gosta
Sou diagnosticada com TDAH e Bipolaridade e sempre fiz TCC, mas nao sinto que me ajuda muito. Gostaria de saber se a Terapia DBT é adequada, mesmo que eu não tenha borderline.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A DBT pode ser utilizada mesmo sem diagnóstico de borderline, principalmente quando existem dificuldades importantes de regulação emocional, impulsividade ou tolerância ao estresse.
Mas uma coisa me chamou atenção: você diz que “sempre fez TCC”, mas como foi essa TCC? Existia uma conceitualização do seu caso, objetivos claros, acompanhamento dos sintomas, exercícios entre sessões e estratégias específicas para as suas dificuldades? Às vezes a pessoa passou anos em uma terapia chamada de TCC, mas teve pouco contato com o que caracteriza de fato uma TCC bem estruturada.
Antes de concluir que a abordagem não funciona para você, eu avaliaria isso com bastante cuidado. E, no transtorno bipolar, psicoterapia também precisa caminhar junto do acompanhamento psiquiátrico adequado.
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TEPT-C tem cura total? Ou os sintomas só somem por um tempo e voltam?
TEPT-C tem cura total? Ou os sintomas só somem por um tempo e voltam?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, é possível ter uma remissão muito significativa dos sintomas, a ponto de a pessoa deixar de preencher critérios diagnósticos e ter uma vida funcional e satisfatória.
Eu só teria cuidado com a ideia de “cura total” como promessa de nunca mais sentir nada relacionado ao trauma. Situações de estresse podem reativar algumas respostas antigas, e isso não significa necessariamente que a pessoa voltou ao ponto de partida.
Com um tratamento adequado, o objetivo é que essas experiências deixem de organizar a vida da pessoa: menos esquiva, menos hipervigilância, melhor regulação emocional e mais liberdade para se relacionar e fazer escolhas.
E vale lembrar que “TEPT-C” precisa ser bem avaliado, porque alguns dos sintomas podem se sobrepor a outros quadros.
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Sinto me um pouco frustrado por conseguir minhas conquistas mais tardiamente do que os outros e muit
Sinto me um pouco frustrado por conseguir minhas conquistas mais tardiamente do que os outros e muito provavelmente minha vida só melhore mesmo entre 35 e 40 anos. Às vezes fico com raiva de mim mesmo por isso mesmo que eu vá atrás das minhas metas porém só de pensar nessa idade que minha vida melhore me deixa desmotivado pois sinto que minha vida começaria quando metade dela já passou. Como lidar com essa sensação e manter motivado mesmo com esse cenário em mente?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Eu trabalharia primeiro essa ideia de que “minha vida só vai começar quando eu chegar lá”. Porque, se você acredita nisso, qualquer conquista que ainda esteja distante transforma o presente numa espécie de sala de espera.
Também questionaria essa comparação: qual régua você está usando para concluir que está atrasado? E por que 35 ou 40 anos significariam que metade da sua vida “já passou”?
Continue construindo suas metas, claro. Mas tente não condicionar o direito de viver bem à chegada delas. Você pode estar construindo uma vida melhor para o futuro e, ao mesmo tempo, construir uma vida que faça sentido hoje.
Talvez a pergunta seja: se levar dez anos para chegar onde você quer, como gostaria de viver esses dez anos enquanto chega lá?
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Estou passando por um casamento muito desgastado. As discussões são frequentes, há ofensas de ambos
Estou passando por um casamento muito desgastado. As discussões são frequentes, há ofensas de ambos os lados e isso acontece, infelizmente, na frente dos nossos filhos. Percebo que isso está afetando meu bem-estar emocional.
O que mais me angustia é que sinto muita dificuldade em conversar com minha esposa sobre os problemas, pois tenho a impressão de que ela nunca reconhece a própria participação nos conflitos. Isso me faz perder a esperança de que a relação possa melhorar.
Também reconheço que eu erro e que, durante as discussões, acabo respondendo de forma inadequada. Hoje me sinto emocionalmente exausto, com baixa autoestima e muito confuso sobre como lidar com essa situação.
Minha dúvida é: do ponto de vista psicológico, como saber quando um relacionamento ainda tem possibilidade de ser reconstruído e quando o desgaste já é tão grande que um afastamento temporário pode ser uma alternativa saudável para preservar a saúde emocional e o bem-estar dos filhos?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Eu olharia menos para o tamanho do desgaste e mais para o que o casal ainda consegue fazer diante dele. Relações bastante desgastadas podem ser reconstruídas quando os dois conseguem reconhecer a própria participação, interromper as agressões e se comprometer de verdade com mudanças — muitas vezes com ajuda profissional.
O fato de as discussões e ofensas acontecerem na frente dos filhos merece atenção especial. Independentemente de continuarem juntos ou não, reduzir a exposição deles a esse conflito precisa ser prioridade agora.
Um afastamento temporário pode ser útil em alguns casos, mas funciona melhor quando tem propósito e combinados claros, e não quando é usado como ameaça ou tentativa de fazer o outro mudar.
Eu levaria uma pergunta importante para uma terapia individual ou de casal: “Ainda existem duas pessoas tentando reconstruir essa relação, ou apenas uma tentando impedir que ela termine?” A resposta costuma dizer bastante sobre os próximos passos.
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Tenho 20 anos. Ultimamente eu percebi que tenho mentido compulsivamente, das menores coisas até as c
Tenho 20 anos. Ultimamente eu percebi que tenho mentido compulsivamente, das menores coisas até as coisas mais absurdas possíveis, eu faço isso sempre que estou frustada, triste e ansiosa. Sofro com depressão e baixa autoestima desde a infância, nunca tive problemas com mentiras, nem coisas do tipo, porém, como eu disse ultimamente tenho mentido com frequência. Essas mentiras no começo eram pequenas e não me prejudicavam, nem prejudicavam ninguém, mas está se tornando cada vez pior. Sempre invento histórias com intuito de receber atenção e ser acolhida, e eu realmente não quero machucar, ou preocupar as pessoas que eu amo inventando histórias absurdas, por isso gostaria de saber se isso é considerado doença e se é recomendado procurar um psicólogo. Obrigada.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
into muito que você esteja passando por essa situação. A mentira compulsiva, também conhecida como "pseudologia fantástica" ou "mitomania", é o comportamento de mentir habitual ou compulsivamente.
Origens e Motivações: Muitas vezes, as mentiras compulsivas surgem de um desejo de melhorar a autoestima, escapar de situações desconfortáveis, ganhar atenção ou evitar consequências negativas. Em alguns casos, isso pode estar ligado a traumas passados, baixa autoestima, depressão, ansiedade ou outros problemas de saúde mental.
Buscando Atenção e Acolhimento: O fato de você mencionar que mente com o intuito de receber atenção e ser acolhida sugere uma necessidade emocional que você está tentando atender. Isso pode estar ligado à sua experiência de depressão e baixa autoestima.
Recomendação: Dado o que você descreveu, seria altamente recomendável procurar ajuda profissional. Um psicólogo ou terapeuta pode ajudá-la a entender as raízes do seu comportamento, desenvolver estratégias para lidar com a necessidade subjacente e trabalhar para modificar esse padrão de mentira. O tratamento também pode ajudá-la a abordar questões de autoestima e depressão, que você mencionou.
Compreensão e Auto-Compaixão: É importante lembrar que reconhecer o problema é um passo significativo. A autocompaixão pode ser uma ferramenta útil durante este tempo; em vez de se julgar duramente, tente entender suas ações à luz de suas experiências e sentimentos.
Impacto nos Relacionamentos: A mentira compulsiva pode ter efeitos negativos significativos nos relacionamentos pessoais, pois pode levar à perda de confiança. Trabalhar para reconstruir essa confiança e ser honesto sobre suas lutas pode ser um passo valioso.
É fundamental procurar apoio profissional para ajudá-la a navegar por essas questões. A terapia pode ser um espaço seguro para explorar suas emoções, entender as razões por trás do seu comportamento e desenvolver estratégias para mudar.
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Nunca gostei de sair de casa sozinha, mas com o passar dos anos isso só tem piorado. Até mesmo ir ao
Nunca gostei de sair de casa sozinha, mas com o passar dos anos isso só tem piorado. Até mesmo ir ao supermercado sozinha pra mim é uma tortura. Ir a lugares que têm muita gente (seja conhecida ou não), ou as vezes basta ser 2 ou 3 pessoas com quem não tenho intimidade é motivo pra me sentir sentasse àquele lugar. Só saio de casa sozinha para trabalhar ou para alguma coisa extremamente necessária que eu não tenha conseguido uma companhia. Suspeito que eu tenha TDAH, mas não é diagnosticado, e acredito que isso venha justamente desse "possível TDAH". Há essa possibilidade?
Ultimamente nem ir para a academia fazer meu treino sozinha eu tô conseguindo. Só em imaginar aquele ambiente com várias outras pessoas, sem ter nenhuma como minha companhia, me desanima. não tenho mais vontade de sair de casa, e sair é uma tortura. Existe algum Transtorno que explique isso?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Ansiedade Social (ou Fobia Social): O desconforto ou medo intenso de estar em situações sociais, especialmente aquelas em que se sente observado ou julgado, é uma característica central da ansiedade social. Pessoas com ansiedade social podem temer situações específicas (como falar em público) ou podem ter medo de uma variedade de situações sociais. Evitar essas situações é comum.
Agorafobia: A agorafobia envolve um medo intenso e/ou ansiedade de estar em lugares ou situações de onde escapar pode ser difícil (ou embaraçoso) ou onde ajuda pode não estar disponível caso tenha um ataque de pânico. Isso pode incluir locais como supermercados, multidões ou até mesmo estar fora de casa sozinho.
TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade): Embora o TDAH seja principalmente associado a sintomas de desatenção, hiperatividade e impulsividade, algumas pessoas com TDAH também podem experimentar problemas de regulação emocional ou sentir-se facilmente sobrecarregadas em ambientes sociais. No entanto, o que você descreve parece estar mais relacionado à ansiedade social do que ao TDAH.
Evitação: Em muitos transtornos de ansiedade, a evitação é uma estratégia comum para lidar com situações temidas. Embora possa trazer alívio temporário, a evitação pode reforçar o medo a longo prazo.
Isolamento Social: Se você se sente cada vez mais relutante em sair de casa e interagir com outras pessoas, pode estar experimentando um nível de isolamento social. O isolamento pode ser resultado de um transtorno de ansiedade, depressão ou uma combinação de fatores.
Procure ajuda profissional: Diante dos sentimentos e comportamentos que você descreveu, é essencial procurar a ajuda de um profissional de saúde mental. Um psicólogo, psiquiatra ou terapeuta pode fornecer uma avaliação mais precisa de suas experiências e recomendar o melhor tratamento, que pode incluir terapia, medicação ou uma combinação de ambos.
Finalmente, lembre-se de que é válido e importante buscar apoio. Você não está sozinho em suas experiências e há tratamentos e abordagens que podem ajudar a melhorar sua qualidade de vida.
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Olá, gostaria de uma opinião, trabalhava em um local onde os colegas são tóxicos e as tarefas pesada
Olá, gostaria de uma opinião, trabalhava em um local onde os colegas são tóxicos e as tarefas pesadas, eu tinha muito medo de errar e isso afetava muito meu rendimento, até que entrei em depressão, hoje, após 9 meses sonho diariamente que estou no meu trabalho e erro algo ou não consigo completar, ou estou perdida ou sou algo de piadas, e isso afeta muito o meu humor no dia a dia, por um tempo me sinto depressiva outro me sinto auto suficiente, gostaria de saber se isso poderia ser um trauma ou algo assim?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Lamento ouvir sobre sua experiência difícil no trabalho. O ambiente de trabalho pode ter um impacto significativo no bem-estar emocional e mental de uma pessoa, especialmente se for tóxico ou estressante. Os sonhos que você descreve e a maneira como eles afetam seu humor e bem-estar podem ser indicativos de um trauma emocional ou estresse pós-traumático. Algumas considerações:
Sonhos e Trauma: Sonhar repetidamente com experiências negativas ou estressantes é um fenômeno conhecido que pode ocorrer após eventos traumáticos ou altamente estressantes. Esses sonhos podem ser uma maneira de o cérebro processar e lidar com o trauma.
Sintomas de Trauma: Os sintomas de trauma podem variar amplamente e podem incluir reviver o evento traumático (como através de sonhos ou flashbacks), evitar situações que lembrem o evento, sentimentos negativos sobre si mesmo ou outros, e sintomas de hiperarousal (como estar sempre em alerta ou sobressaltado).
Ambiente de Trabalho Tóxico: A exposição contínua a ambientes de trabalho tóxicos pode levar ao esgotamento, depressão, ansiedade e outros problemas de saúde mental. Os efeitos de um ambiente de trabalho tóxico podem persistir mesmo após a pessoa ter deixado o emprego.
Procure Ajuda Profissional: Se você está enfrentando sonhos recorrentes que afetam seu humor e bem-estar, e se sente oscilando entre sentimentos de depressão e auto-suficiência, pode ser útil buscar o apoio de um terapeuta ou psicólogo. Eles podem ajudar a processar suas experiências, fornecer estratégias de enfrentamento e trabalhar em direção à cura.
Técnicas de Autocuidado: Enquanto você considera a possibilidade de procurar ajuda profissional, técnicas de autocuidado, como práticas de atenção plena (mindfulness), exercícios, diário, técnicas de relaxamento e passar um tempo com entes queridos, podem ser benéficas.
Reconheça sua Resiliência: Sair de um ambiente tóxico é um passo corajoso. Lembre-se de que sua capacidade de reconhecer a necessidade de mudança e de agir em prol de sua saúde mental é um sinal de força e resiliência.
Se você se sentir confortável, converse com um profissional de saúde mental sobre suas experiências e sentimentos. Eles podem oferecer uma perspectiva valiosa e recomendar tratamentos ou intervenções que podem ajudar.
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Me sinto ansioso e nervoso ao ir trabalhar, atualmente trabalho como prestador de serviço autônomo (
Me sinto ansioso e nervoso ao ir trabalhar, atualmente trabalho como prestador de serviço autônomo (eletrica e climatização) e como operador técnico em uma empresa mesmo conhecendo bem dessas áreas e vários clientes sempre elogiando meus serviços ainda sinto essa falta de confiança, estresse e ansiedade antes dos trabalhos, na maioria das vezes durante o trabalho acabo ficando normal, algumas poucas vezes fico ansioso durante o trabalho, mas meu maior problema é antes do trabalho, esse problema me já fez cursar vários cursos diferentes em várias áreas mas sempre na hora de começar a trabalhar tenho esse "problema", geralmente sou bom em trabalhos manuais e aprendo muito rápido as coisas, nos cursos costumo estar entre os melhores da turma e durante o cursos costumo ser mais confiante mas na hora de começar a trabalhar acabo travando e muitas vezes desisto de seguir na área e acabo começando outro curso, não sei se é falta de confiança, se pode ser depressão, se sou perfeccionista ou outra coisa, esse problema já me fez desistir de alguns trabalhos realmente bons e que teriam feito bastante diferença para mim, já faz muito tempo que tenho esse problema mas ultimamente realmente tem me atrapalhado bastante, meu humor tem variado bastante, fico com muitos pensamentos aleatórios antes de dormir e isso tem prejudicado até meu sono, já fui no médico e a única alteração nos exames foi vitamina D que estava um pouco baixa e o médico só deu um suplemento de reposição dessa vitamina, me falou que o resto estava normal, sou homem, tenho 35 anos mas desde de sempre tive esse problema, mas ultimamente tem me prejudicado bastante, alguém conseguiria me dar uma direção ou conselho do que fazer ou que caminho seguir? Obrigado pela atenção
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) trabalha com a ideia de que nossos pensamentos (cognições), sentimentos e comportamentos estão interligados e que mudar pensamentos negativos pode levar a mudanças positivas no comportamento e no estado emocional.
Identificação de pensamentos automáticos: Você mencionou sentir-se ansioso antes de iniciar um trabalho, apesar de receber elogios e ter habilidades reconhecidas em sua área. Um psicólogo cognitivo-comportamental pode ajudá-lo a identificar quais são os pensamentos automáticos que desencadeiam essa ansiedade. Pode ser algo como "E se eu falhar desta vez?" ou "E se eu não atender às expectativas?". Identificar esses pensamentos é o primeiro passo para desafiá-los.
Desafio dos pensamentos negativos: Uma vez identificados, você pode trabalhar para questionar a veracidade e utilidade desses pensamentos. Por exemplo, dado o seu histórico de sucesso e elogios, quão realista é o pensamento de que você pode falhar?
Técnicas de relaxamento e enfrentamento: A TCC pode ensinar técnicas de relaxamento, respiração e mindfulness para ajudá-lo a controlar os sintomas físicos da ansiedade.
Exposição gradual: Se a ansiedade é especialmente intensa ao começar um novo trabalho, pode ser útil enfrentar essa situação em etapas menores, gradualmente aumentando o desafio até que você se sinta mais confortável.
Explorar perfeccionismo: Você mencionou a possibilidade de ser perfeccionista. O perfeccionismo pode ser uma fonte significativa de ansiedade, pois pode criar expectativas irrealistas. Trabalhar para definir padrões mais realistas e flexíveis pode ser benéfico.
Questões de sono: Problemas de sono podem exacerbate outros problemas emocionais e cognitivos. A TCC também tem técnicas específicas para ajudar a melhorar a higiene do sono.
A ansiedade e o estresse que você descreveu são sérios e podem ter um impacto significativo na sua vida. É essencial procurar a ajuda de um profissional qualificado para avaliar a situação e oferecer suporte e orientação adequados. Mesmo que os exames médicos mostrem que tudo está "normal", a saúde mental é uma parte crucial do bem-estar geral. Se você ainda não o fez, considere procurar a ajuda de um psicólogoque possa apoiá-lo neste momento.
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Meu filho de 2 anos não consegue ficar parado pra comer na cadeira, sempre sai correndo e tenho que
Meu filho de 2 anos não consegue ficar parado pra comer na cadeira, sempre sai correndo e tenho que ir buscá-lo pra fazer as refeições a cada colherada
E também quando saímos ele sai correndo sem rumo e não quer dar a mão, sempre tenho que andar com ele no colo pq não me segue pq se não atravessa a rua com carros mesmo assim.
Com 2 anos ainda é normal fazer essas coisas?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Entendo suas preocupações. Comportamentos ativos e curiosos são comuns em crianças, especialmente em torno dos 2 anos de idade. No entanto, a intensidade e a persistência desses comportamentos variam de criança para criança. Aqui estão algumas considerações:
Desenvolvimento Típico: Muitas crianças de dois anos têm um nível de energia elevado e uma curiosidade insaciável sobre o mundo ao seu redor. Eles estão começando a explorar o ambiente, a testar limites e a aprender sobre autonomia. Portanto, é bastante comum que uma criança nessa faixa etária não queira ficar parada por muito tempo ou prefira correr e explorar.
Segurança: Claro, a segurança é uma preocupação primordial, especialmente em ambientes externos. Crianças de dois anos ainda não têm plena consciência dos perigos ao seu redor, como carros e ruas movimentadas. Portanto, é vital estar sempre alerta e, se necessário, usar ferramentas como cintos de segurança para crianças ou mochilas com trelas para manter a criança por perto.
Rotina de Refeições: Algumas crianças podem resistir a sentar-se para comer. Isso pode ser devido a várias razões, incluindo simplesmente não estar com fome ou ser distraído facilmente. Criar uma rotina consistente de refeições e tornar esse momento agradável e envolvente pode ajudar. Eliminar distrações, como brinquedos ou dispositivos eletrônicos, pode manter o foco na refeição.
Técnicas de Disciplina Positiva: Em vez de punir ou gritar, usar técnicas de disciplina positiva pode ser eficaz. Isso pode incluir reforço positivo, como elogiar a criança quando ela se comporta bem, e usar distrações ou substituições para redirecionar comportamentos indesejados.
Consultar um Especialista: Se você está preocupada com o comportamento do seu filho e sente que ele está fora do que é típico para a idade dele, pode ser útil conversar com um pediatra ou um psicólogo infantil. Eles podem oferecer orientação, sugerir estratégias específicas para gerenciar comportamentos e ajudar a determinar se há algum problema subjacente.
Por fim, é importante lembrar que cada criança é única. O que é normal para uma criança pode não ser para outra. No entanto, com consistência, paciência e compreensão, a maioria dos comportamentos desafiadores pode ser gerenciada e melhorada ao longo do tempo.
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Perguntas frequentes
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Estou tomando o anticoncepcional ciclo 21 e sinto que ganhei certo peso... é normal o anticoncepcion
Olá! A pílula não costuma engordar, não há evidência científica disso. Algumas…