Perguntas do paciente (22)
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Que tipo de profissional (terapeuta ou psicólogo ou psiquiatra) devo buscar? Tenho alta desconfiança
Que tipo de profissional (terapeuta ou psicólogo ou psiquiatra) devo buscar? Tenho alta desconfiança de ter ansiedade desde a adolescência, tenho muitos traumas de infância que ainda me afetam (como agressão dos pais, problemas de atenção, bullying (psicológico) por colegas da escola e familiares, solidão, isolamento e muitas fugas da realidade por divagação), também sou bem paranoica desde criança, insegura, tenho crises de pânico e choro repentinas, estresses severos que me dão enxaqueca forte e vômito ou refluxo no estômago e trauma de chorar. Recentemente, finalmente estou criando coragem e juntando dinheiro para começar a me tratar e descobrir meus reais problemas, mas não faço ideia de qual profissional especifico eu deveria ir, já que tem tantas vertentes e tipos.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Oi! Pelo que você descreve, faz muito sentido começar por uma psicóloga ou psicólogo clínico. A psicoterapia pode te ajudar a organizar essa história com cuidado, entender o que é ansiedade, o que pode estar ligado a trauma, pânico, insegurança, isolamento, sintomas no corpo e essas formas de “fugir da realidade” que muitas vezes aparecem quando a vida ficou difícil demais por muito tempo.
Você não precisa chegar sabendo exatamente “qual é o seu problema”. Isso também é parte do processo. Um bom profissional vai te escutar, avaliar com calma e, se perceber que há necessidade de medicação ou de uma avaliação mais específica, pode te encaminhar para um psiquiatra. O psiquiatra é médico e pode ajudar principalmente quando há crises de pânico intensas, sofrimento muito alto, sintomas físicos importantes, sono muito alterado, depressão, pensamentos de risco ou quando a ansiedade está impedindo a vida de funcionar.
Sobre as abordagens, eu diria para procurar alguém que trabalhe com traumas, ansiedade e pânico, e com quem você se sinta minimamente segura. Mais do que escolher “a vertente perfeita”, é importante encontrar uma escuta cuidadosa, ética, que não te julgue e que respeite seu tempo. Quando houve muita agressão, bullying, medo e solidão, o vínculo terapêutico precisa ser um lugar de confiança, não de pressão.
Então, um bom caminho seria: começar com psicoterapia e, se necessário, fazer também acompanhamento psiquiátrico. Não é uma coisa contra a outra. Muitas vezes, os dois cuidados caminham juntos.
E queria te dizer uma coisa: criar coragem para buscar ajuda depois de tanta coisa já é um movimento muito importante. O que você viveu não precisa continuar sendo carregado sozinha. Espero ter ajudado.
Um abraço!
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Transtorno de ansiedade,com Desrealização tem cura ainda ,depois de dois anos?
Transtorno de ansiedade,com Desrealização tem cura ainda ,depois de dois anos?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Oi!
Sim, pode melhorar mesmo depois de dois anos. A desrealização costuma assustar muito, porque a pessoa sente como se o mundo estivesse estranho, distante, meio “irreal”, e isso pode dar a sensação de que algo grave ou sem volta está acontecendo. Mas, muitas vezes, ela aparece como uma resposta do corpo e da mente a um estado de ansiedade muito intenso ou prolongado.
O tempo não significa que não tenha mais cuidado possível. Significa que talvez esse sofrimento esteja precisando de um acompanhamento mais consistente. A psicoterapia pode ajudar a entender o que mantém esse estado de alerta, medo e estranhamento; e, em alguns casos, o acompanhamento com psiquiatra também pode ser importante, principalmente quando a ansiedade está muito alta, há crises frequentes ou prejuízo na rotina.
Eu evitaria pensar em “cura” como se fosse um botão que desliga de uma vez. Mas existe tratamento, existe melhora e existe a possibilidade de voltar a se sentir mais presente, mais conectado com o corpo, com a vida e com o mundo ao redor.
Você não precisa se acostumar a viver assim. Procure uma psicóloga ou psicólogo e, se possível, também uma avaliação psiquiátrica. Espero ter ajudado.
Um abraço!
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É possível que o Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) seja chamado de "Transtorno da Desregu
É possível que o Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) seja chamado de "Transtorno da Desregulação Emocional"?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, é possível e até importante pensar o Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) como um transtorno da desregulação emocional. Esse nome ajuda a olhar com mais empatia para quem sente demais, rápido demais, de um jeito que às vezes parece impossível de conter.
No fundo, essa desregulação fala de histórias em que o sentir não foi acolhido, nomeado ou compreendido cedo o bastante. E quando não houve quem ajudasse a dar sentido ao mundo interno, a emoção vira algo que invade, não algo que guia.
Pensar assim não reduz o sofrimento, mas amplia o cuidado. E, na clínica, é isso que importa: criar um espaço onde sentir não precise mais ser sinônimo de se perder. Faz sentido por ai?
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O que é o viés emocional no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?
O que é o viés emocional no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Oi!
O viés emocional no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) é como se as emoções ocupassem o centro do palco, onde tudo é sentido de forma intensa, profunda e urgente. Pequenos gestos podem ser lidos como rejeição, e o afeto, quando surge, pode virar paixão ou medo de abandono em segundos.
Mas, pra mim, mais do que um “erro de interpretação”, esse viés emocional fala de uma história. Fala de pessoas que, lá atrás, talvez não tiveram um ambiente suficientemente bom, que pudesse conter, nomear e dar sentido ao que estavam sentindo. Pessoas que aprenderam a sobreviver sentindo tudo demais, sozinhas.
Na clínica, não é sobre “corrigir” esse viés. É sobre criar uma experiência nova: uma relação onde dá pra ser com o outro sem perder a si. Onde sentir não precisa mais ser sinônimo de desorganizar.
É nesse espaço que, aos poucos, o que parecia exagero começa a fazer sentido. Porque toda emoção, por mais intensa que pareça, tem uma história que merece ser ouvida, faz sentido?
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O que é um "ambiente invalidante" e como superá-lo com a autovalidação?
O que é um "ambiente invalidante" e como superá-lo com a autovalidação?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Oi!
Penso que é um contexto relacional onde os sentimentos, dores ou percepções de uma pessoa são sistematicamente ignorados, negados ou diminuídos. É quando uma criança chora e ouve “isso é drama”, quando tenta expressar algo e escuta “você está exagerando”. Ao longo do tempo, essa repetição pode fazer a pessoa duvidar da própria experiência emocional.
O ambiente invalidante não precisa ser violento no sentido explícito, ele pode ser sutil, mas profundo na marca que deixa. Muitas vezes, ele nasce de cuidadores que também não aprenderam a nomear ou acolher as próprias emoções.
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O Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) é uma doença mental crônica causada pela invalidação
O Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) é uma doença mental crônica causada pela invalidação crônica ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Oi!
Eu acredito que o TPB não é algo que a pessoa “nasce com e nunca muda”. É uma forma de sofrer que, muitas vezes, se constrói ao longo do tempo, especialmente em contextos onde a pessoa foi sistematicamente invisibilizada, mal compreendida ou invalidada emocionalmente.
Chamá-lo de “crônico” pode soar como sentença, mas na clínica o que se vê são pessoas que, quando encontram um espaço confiável, vão construindo recursos emocionais reais, vão se reconhecendo e se reorganizando.
Então sim, a invalidação crônica pode estar na raiz. mas o cuidado contínuo, o vínculo terapêutico e a escuta verdadeira também podem estar no caminho da transformação.
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Meus sentimentos são "reais" ou apenas parte do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?
Meus sentimentos são "reais" ou apenas parte do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Oi!
Se você sente, é real. Nenhuma dor, raiva, medo ou amor que aparece em você é “falso” só porque veio junto com o diagnóstico.
O que o TPB pode afetar é a intensidade, a duração ou o modo como a emoção se expressa, mas não a legitimidade do que está sendo vivido. Seus sentimentos têm história, têm sentido, e merecem ser escutados com respeito. A clínica não é o lugar de julgar o que é real ou não, é o lugar de compreender o que dói e por quê.
Espero ter ajudado.
Um abraço!
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Preciso de orientação sobre como ajudar meu pai, que desenvolveu consumo excessivo de álcool nos últ
Preciso de orientação sobre como ajudar meu pai, que desenvolveu consumo excessivo de álcool nos últimos anos. Ele passou a beber diariamente e, quando misturando bebida destilada, fica agressivo verbalmente e no dia seguinte não lembra do que aconteceu. Sempre que eu e meu irmão tentamos conversar com ele sobre diminuir ou buscar ajuda, ele reage com irritação. Existe alguma forma adequada de realizarmos uma intervenção familiar ou de abordar esse assunto sem piorar a situação? Qual seria o melhor caminho para incentivar que ele busque ajuda profissional?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Oi! Entendo sua preocupação. Quando o álcool passa a aparecer todos os dias, vem acompanhado de agressividade verbal e depois de “apagões” ou esquecimentos, é um sinal de que a família não precisa lidar com isso sozinha.
Em geral, a conversa costuma funcionar melhor quando ele está sóbrio, em um momento mais calmo, e não logo depois de uma briga. Tente falar menos em tom de acusação, “você está acabando com tudo” e, mais a partir do impacto que isso tem em vocês: “pai, eu fico preocupado quando você bebe e depois não lembra do que aconteceu”. Às vezes, quando a pessoa se sente atacada, ela se defende com irritação; quando se sente vista, pode abrir uma fresta para escutar.
Também é importante que a família combine limites claros. Acolher não é aceitar agressões. Se ele fica verbalmente agressivo quando bebe, vocês podem encerrar a conversa naquele momento e retomar depois. Em situações de risco, ameaça ou violência, a prioridade é segurança, não convencimento.
O melhor caminho costuma ser incentivar ajuda profissional sem transformar isso em uma disputa de força. Pode ser uma consulta inicial com psicólogo, psiquiatra, médico de confiança ou serviço especializado em álcool e outras drogas. E mesmo que ele ainda não aceite ajuda, vocês, como familiares, também podem buscar orientação. Muitas vezes a família precisa de cuidado para entender como se posicionar sem adoecer junto.
O álcool pode estar tentando silenciar alguma dor, mas quando passa a ferir os vínculos, ele também precisa ser tratado com seriedade. Espero ter ajudado.
Um abraço!
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Oiii, boa tarde! Tem 2 anos que tive alta da terapia e no momento passo com outro psicólogo, esse at
Oiii, boa tarde! Tem 2 anos que tive alta da terapia e no momento passo com outro psicólogo, esse atual tem uns 3 meses que estou passando. Posso iniciar uma amizade com meu antigo psicólogo?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Oi!
Que bom que você está dando continuidade ao seu processo com outro psicólogo.
Sobre sua pergunta, entendo o carinho que pode ter ficado da relação com o seu antigo terapeuta. Quando a terapia termina, é natural que a gente sinta uma certa saudade ou até vontade de manter o vínculo de alguma forma. Mas, é importante lembrar que a relação terapêutica tem uma base ética e profissional bem específica, e um dos pilares é exatamente esse lugar de cuidado diferenciado, com limites claros — por isso, a amizade fora desse contexto não costuma ser indicada, mesmo após o fim da terapia.
Não é uma recusa pessoal, e sim uma forma de proteger tudo que foi vivido naquele espaço de cuidado.
Se esse desejo está vindo com força, talvez seja interessante levar esse tema para o seu processo atual e entender o que esse vínculo representou para você.
Um abraço!
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Fui demitido e junto veio uma mescla de sentimentos já no primeiro dia mas o pior é estou desesperad
Fui demitido e junto veio uma mescla de sentimentos já no primeiro dia mas o pior é estou desesperado não consigo ficar sozinho,fico pensando em meus familiares se decepcionando comigo,meus filhos etc...
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Oi!
Sinto muito por você estar passando por esse momento tão difícil. A demissão, por si só, já é uma perda — e como toda perda, traz uma avalanche de sentimentos. Não é exagero o que você está sentindo. O desespero, a solidão, o medo de decepcionar… tudo isso fala de alguém que se importa profundamente com a própria história e com as pessoas que ama.
É importante lembrar: ser demitido não define quem você é. O seu valor não se mede por um cargo ou salário. Você é muito mais do que isso.
Esse incômodo que está surgindo agora pode ser um convite. Um chamado para olhar para si com mais compaixão, entender o que tudo isso está querendo dizer.
Se sentir que precisa de um espaço seguro para acolher tudo isso sem julgamentos, a psicoterapia pode te ajudar a atravessar esse momento com mais leveza e clareza.
Um abraço!
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O que é uma crise borderline? .
O que é uma crise borderline? .
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Oi!
Falar sobre uma crise borderline é falar sobre dor e, também, sobre um pedido profundo de cuidado.
Pessoas que convivem com o Transtorno de Personalidade Borderline geralmente vivem intensamente as emoções. Isso significa que, em uma crise, podem surgir sentimentos muito fortes como medo de abandono, raiva, impulsividade, tristeza profunda ou sensação de vazio.
É como se o mundo interno perdesse o chão — e a dor emocional se tornasse insuportável de sustentar sozinha.
Na clínica winnicottiana, compreendemos que por trás dessa intensidade existe uma história que, muitas vezes, não pôde ser sentida com segurança, não pôde ser acolhida no tempo certo. A crise, então, aparece como um grito de sobrevivência, como se a pessoa dissesse, com o corpo e com os afetos: “Eu não sei existir assim, sozinha”.
O que ajuda nesses momentos não são respostas prontas, mas presença verdadeira. Um espaço de escuta onde essa dor possa finalmente ser olhada com humanidade, sem julgamento, sem pressa, e sem abandono.
Se você ou alguém que ama está passando por isso, saiba que não está só. A psicoterapia pode e deve ser um lugar onde se aprende, pouco a pouco, a existir sem medo, com espontaneidade e vínculo.
Espero ter ajudado.
Um abraço!
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Como um psicólogo avalia um paciente? .
Como um psicólogo avalia um paciente? .
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Oi!
A pergunta “como um psicólogo avalia um paciente?” é muito válida, e a resposta pode variar um pouco de acordo com a abordagem do profissional.
Mas posso te contar como isso acontece a partir do olhar da clínica winnicottiana, que é o lugar de onde falo e escuto.
Na minha prática, avaliar não significa julgar, rotular ou medir a pessoa.
Significa me aproximar com cuidado da sua história, do seu sofrimento, do seu jeito de existir no mundo — e principalmente, da forma como você se sente em relação a tudo isso.
A avaliação, nesse contexto, acontece de maneira relacional e processual: ela não se encerra em uma única sessão, nem se limita a testes ou entrevistas.
A gente vai construindo juntos um espaço de confiança, onde sua fala possa emergir com espontaneidade, sem medo e sem máscaras.
Claro que, quando necessário, podem ser usados instrumentos como entrevistas clínicas, testes psicológicos ou escalas — mas nunca como verdades absolutas. Sempre como apoios para compreender melhor quem você é, e do que você precisa.
No fundo, avaliar é escutar com presença. É sustentar o outro, até que ele possa sustentar a si mesmo.
Se quiser conversar mais sobre isso, ou se sente que é o seu momento de começar um processo terapêutico, estou aqui.
Um abraço!
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Quais são as etapas da avaliação psicológica? .
Quais são as etapas da avaliação psicológica? .
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Oi!
A avaliação psicológica é um processo que busca compreender com mais profundidade quem você é — seus sentimentos, comportamentos, maneira de se relacionar com o mundo e até como toma decisões. É um momento de cuidado, escuta e reflexão. Ela geralmente acontece em etapas, como essas:
- Entrevista inicial
É uma conversa para entender o motivo da avaliação, sua história e o que está sendo vivido no momento.
- Aplicação de testes psicológicos
São instrumentos cientificamente validados que nos ajudam a acessar aspectos emocionais, cognitivos ou comportamentais. Mas fique tranquilo(a): não existe certo ou errado — o importante é ser você.
- Observação clínica e devolutiva
Ao longo das sessões, o psicólogo também observa atitudes, expressões e fala. Depois, tudo isso é reunido e devolvido com cuidado, numa conversa clara e respeitosa.
- Entrega do laudo ou parecer (se for o caso)
Em situações formais (como avaliação para escola, concursos, processos judiciais, etc.), o resultado pode ser entregue por escrito, sempre com ética e sigilo.
Esse processo é feito no seu tempo, com escuta e sem pressa.
Espero ter ajudado.
Um abraço!
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É normal eu me sentir triste na maioria do tempo? , em momentos legais fico feliz, mas logo no outro
É normal eu me sentir triste na maioria do tempo? , em momentos legais fico feliz, mas logo no outro dia a tristeza volta.
Passo a maior parte do tempo neutra e não consigo achar um modo de me sentir mais alegre no dia a dia, já vi muitas brigas dentro da minha própria casa e isso me persegue até hoje.
(Isso vem me atormentando, porque imagino meu futuro sendo algo ruim)RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Oi! Sentir tristeza em alguns momentos faz parte da vida, mas quando ela aparece na maior parte do tempo, volta sempre depois dos momentos bons e começa a trazer medo do futuro, isso merece cuidado e escuta.
O que você viveu dentro de casa também importa. Crescer vendo muitas brigas pode deixar a pessoa em estado de alerta, como se algo ruim pudesse acontecer a qualquer momento. Às vezes, mesmo quando a vida está mais calma, o corpo e a mente continuam esperando o próximo conflito. Isso pode dificultar sentir leveza, alegria e segurança no dia a dia.
Não significa que seu futuro será ruim. Significa que talvez uma parte sua ainda esteja carregando experiências que foram pesadas demais para viver sozinha. A psicoterapia pode ajudar muito a entender essa tristeza, cuidar dessas marcas e construir uma sensação maior de confiança na vida.
Você não precisa esperar “piorar” para buscar ajuda. O fato de isso estar te atormentando já é motivo suficiente para ser acolhido com seriedade. Espero ter ajudado.
Um abraço!
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A alexitimia pode ser sintoma de ansiedade ou depressão?
A alexitimia pode ser sintoma de ansiedade ou depressão?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Oi!
Sim, pode. A alexitimia - essa dificuldade de reconhecer, nomear e expressar o que se sente -muitas vezes aparece como parte do quadro de ansiedade ou depressão. Não como causa, mas como efeito de um sofrimento que transbordou o que a pessoa consegue simbolizar.
Na ansiedade, por exemplo, o corpo pode estar em alerta constante, mas a pessoa não consegue dizer exatamente o que sente. Já na depressão, a vida emocional pode parecer “desligada” ou embotada, e mesmo assim há uma dor ali sem nome, mas muito presente.
Na escuta clínica, é comum perceber que a alexitimia não é ausência de sentimento, mas sim um lugar onde o sentir ficou interditado. Às vezes por falta de espaço, às vezes por medo, às vezes por falta de alguém que tenha acolhido e nomeado isso antes.
E com cuidado, tempo e vínculo, essa linguagem pode ser reconstruída. Sentimento não nasce com nome, a gente aprende a nomear quando alguém nos ajuda a reconhecer. Faz sentido por ai?
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O que quer dizer reagente - valor de referência negativo?
O que quer dizer reagente - valor de referência negativo?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Oi,
A Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) é uma abordagem bastante conhecida e utilizada na psicologia. Ela parte da ideia de que nossos pensamentos influenciam diretamente nossas emoções e comportamentos. É uma abordagem mais estruturada, focada no aqui e agora, com metas claras e intervenções práticas.
Eu atuo a partir da clínica winnicottiana, que é diferente em sua forma de escuta e de presença. Aqui, olhamos com profundidade para a história emocional da pessoa, sua forma de se sentir no mundo e como foi possível (ou não) existir com espontaneidade ao longo da vida.
Nosso foco é mais no cuidado do ser como um todo, partindo da relação terapêutica como um espaço de acolhimento e transformação.
Ambas têm seu valor, e cada pessoa encontra a abordagem que mais faz sentido para si.
Se quiser conversar mais sobre isso ou entender o que seria mais acolhedor para o seu momento, fico à disposição.
Um abraço!
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É errado suspeitar ter algum transtorno psicológico? Tenho noção que não devemos fazer um auto diag
É errado suspeitar ter algum transtorno psicológico?
Tenho noção que não devemos fazer um auto diagnóstico, mas me conheço bem e sei quando tem algo errado comigo. Me preocupo que possa estar sendo paranóica em achar que pode ser algo antes de ir no psicólogo.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Oi,
Não, não é errado suspeitar que algo possa estar acontecendo com você.
Na verdade, isso mostra um nível importante de contato com seus próprios sentimentos e experiências internas.
Sobre o autodiagnóstico, realmente é delicado e pode nos confundir às vezes — não porque seja “proibido”, mas porque, quando estamos sofrendo, nosso olhar pode ficar muito duro ou assustado consigo mesmo.
Na clínica, compreendemos que quando uma pessoa começa a perceber que “algo não vai bem”, isso já é um movimento de saúde, pedindo espaço e cuidado.
Procurar um espaço de escuta profissional pode te ajudar a nomear o que sente com mais leveza, sem rótulos apressados — apenas um espaço onde você possa existir, sendo olhada com verdade, sem pressa e sem julgamento.
Se sentir que posso ser essa escuta, estarei por aqui.
Um abraço!
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Meu namorado esta sofrendo de ciúmes retroativo. Me faz CENTENAS de perguntas ao dia. Centenas mesmo
Meu namorado esta sofrendo de ciúmes retroativo. Me faz CENTENAS de perguntas ao dia. Centenas mesmo. Se ja fiquei com fulano ou ciclano. Muitas vezes eu menti e isso piorou muito. Decidi não responder mais esses questionamentos. Hoje ele terminou comigo por que diz que a única forma que eu posso ajudar é respondendo tudo. o correto seria sempre responder tudo a quem sofre desse ciúmes?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Oi!
Antes de qualquer coisa, quero te acolher. Imagino o quanto deve estar sendo difícil sustentar tudo isso sozinha, tentando amar e ao mesmo tempo se proteger.
O ciúmes retroativo — esse sofrimento ligado ao passado da pessoa amada — pode se tornar muito invasivo, especialmente quando se transforma em um ciclo de cobranças, desconfiança e controle.
Não é que não haja dor real ali, mas responder a todas as perguntas não necessariamente é o que ajuda. Na verdade, pode alimentar ainda mais o ciclo de angústia.
Mentir, muitas vezes, é uma tentativa desesperada de proteger a relação — não precisa se culpar por isso. Mas quando chega o ponto de ter que se justificar o tempo inteiro para ser aceita, é importante olhar com carinho para você também.
Você não precisa carregar sozinha o peso do sofrimento dele. Ele precisa de ajuda profissional, e você também merece um lugar seguro para acolher o que tudo isso tem causado em você.
Espero ter ajudado.
Um abraço!
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Oii, Bom dia, Boa tarde ou Boa noite! Tudo bem com vocês? Espero verdadeiramente que sim. Bom, Prim
Oii, Bom dia, Boa tarde ou Boa noite! Tudo bem com vocês? Espero verdadeiramente que sim.
Bom, Primeiramente, gostaria de agradecer a todos os profissionais do site. Vocês são Incriveis!
Pessoal, eu gostaria de iniciar uma terapia. Mas, com tantas, ainda não sei exatamente a qual abordagem recorrer.
Meu objetivo central e principal é tratar a minha Insegurança EXTREMA. Mas também, a falta de animo/motivacão, inconsistencia e problemas com habilidades sociais. Qual abordagem de Terapia/Psicologia se encaixaria MELHOR no meu caso?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Oi!
É muito corajoso esse seu movimento de buscar ajuda. Reconhecer que algo precisa de cuidado já é, por si só, um primeiro passo de autocuidado.
Você fala sobre insegurança extrema, falta de ânimo, dificuldades nas relações e na motivação. Tudo isso pode ser muito doloroso — mas também pode ser um sinal de que algo em você está pedindo espaço para ser ouvido, compreendido e cuidado de forma mais profunda.
Na clínica winnicottiana, olhamos para essas questões a partir da história emocional da pessoa — sem pressa de corrigir comportamentos, mas com o desejo de entender de onde vem essa insegurança, como foi possível (ou não) você se sentir à vontade para existir ao longo da vida, expressar quem você é, e ser acolhido(a) nessa existência.
Não trabalhamos com respostas prontas, mas com presença, escuta e vínculo. A terapia aqui não é um lugar de “conserto”, mas de cuidado da espontaneidade ferida.
O mais importante é você se sentir à vontade e segura com quem estiver ao seu lado nesse processo.
Se sentir que posso ser essa escuta, estarei por aqui.
Um abraço!
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Qual a melhor maneira de um adolescente se defender de um bully? Tanto verbalmente quanto fisicament
Qual a melhor maneira de um adolescente se defender de um bully? Tanto verbalmente quanto fisicamente. Tentando sempre manter a ética e a integridade dos dois.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Oi!
Antes de tudo, é importante dizer que ninguém merece ser violentado para “aprender a se defender”. O bullying sempre fala mais de quem agride do que de quem sofre e a defesa mais saudável começa pelo reconhecimento disso.
No plano verbal, a melhor defesa não é atacar, mas não entrar no jogo. Respostas curtas, firmes e sem provocação costumam desarmar mais do que confrontos longos. Silêncio, afastamento e limites claros também são formas de defesa. Pedir ajuda não é fraqueza, é maturidade!
No plano físico, a ética é preservar a própria segurança, nunca revidar para humilhar ou machucar. Se houver risco real, o mais importante é sair da situação, buscar adultos de referência, escola, família ou outros espaços de proteção. Defesa não é vingança. É cuidado consigo.
Do ponto de vista emocional, ajudar o adolescente a não introjetar a violência é fundamental. Bullying machuca porque atinge o senso de valor pessoal. Por isso, fortalecer vínculos seguros, autoestima e espaços de escuta é tão importante quanto qualquer estratégia prática.
Ensinar um adolescente a se defender é, acima de tudo, ensiná-lo que ele tem direito a existir sem ser ferido, e que não precisa se tornar agressivo para se proteger.
Espero ter ajudado.
Um abraço!
Autor
Perguntas frequentes
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Porque os antipsicóticos são usados no transtorno bipolar. Eles não foram feitos para esquizofrenia?
Sim, os antipsicóticos nasceram como medicamentos para esquizofrenia, mas…