Perguntas do paciente (22)

  • Que especialista trata compulsão alimentar? É por consulta semanal apenas com tratamento verbal com

    Que especialista trata compulsão alimentar? É por consulta semanal apenas com tratamento verbal com conversa ou tem que tomar algum remédio? Ou é tratamento multidisciplinar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Yasmin Luiza de Castro Bononi

    Oi!

    A compulsão alimentar é um sintoma e, como todo sintoma, tem algo pra contar. Não se trata apenas de “falta de controle”, mas de um modo que o psiquismo encontra para lidar com angústias que ainda não conseguiram ser simbolizadas.

    Por isso, o acompanhamento com um psicoterapeuta (psicólogo ou psicanalista) é fundamental. A conversa, nesse contexto, não é “só papo”, é o espaço onde o sofrimento vai ganhando sentido, nome, contorno. É onde o corpo que come sem saber por quê pode, enfim, ser escutado.

    Em alguns casos, a compulsão vem acompanhada de outras questões como ansiedade intensa, depressão ou alterações hormonais. Aí sim, pode ser necessário um acompanhamento multidisciplinar: com psiquiatra, endocrinologista e nutricionista, por exemplo.

    Mas o ponto central não é “quem trata” ou “qual remédio tomar”. O mais importante é quem escuta o que está por trás da fome que não é só de comida.

    Espero ter ajudado.

    Um abraço!


  • Preciso descobrir porque parece que não pertenço a lugar nenhum, porque estou sempre quieta sem vontade

    Preciso descobrir porque parece que não pertenço a lugar nenhum, porque estou sempre quieta sem vontade de falar com ninguém, porque essa Angústia que sinto, essa vontade de explodir e pelo contrário me implodo? Porque nunca término nada que começo, porque tenho tanto medo de conflito?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Yasmin Luiza de Castro Bononi

    Oi!

    O que você descreve parece ser uma angústia que foi ficando guardada por muito tempo. Quando a pessoa sente que não pertence, se cala, evita conflitos, começa muitas coisas e não consegue sustentar, pode existir ali uma história de medo, insegurança, excesso de cobrança ou experiências em que se expressar não foi seguro.
    Às vezes, a pessoa não “explode” porque aprendeu que mostrar raiva, tristeza ou incômodo poderia gerar rejeição, briga ou abandono. Então ela engole, se adapta, fica quieta, mas por dentro vai acumulando. Isso cansa muito.
    A psicoterapia pode te ajudar justamente a descobrir de onde vem esse modo de funcionar, sem te julgar e sem te apressar. Não é sobre “ter algo errado com você”, mas sobre entender o que precisou ser silenciado para você conseguir sobreviver emocionalmente até aqui.
    Essa sensação de não pertencer merece ser cuidada. E talvez, aos poucos, você possa encontrar um lugar mais seguro dentro de si mesma também. Espero ter ajudado.

    Um abraço!


Perguntas frequentes

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