Perguntas do paciente (41)
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Tenho muita dificuldade com foco, especialmente depois da pandemia. Até leitura, que era um dos meus
Tenho muita dificuldade com foco, especialmente depois da pandemia. Até leitura, que era um dos meus maiores prazeres quando mais novo, agora parece mais um fardo do que qualquer outra coisa, mesmo tentando muito. Como lidar com isso? Como não me render a vontade de 'instagramar' e ser mais produtivo? Sinto que tem atrapalhado muito minha vida acadêmica.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você está descrevendo tem sido queixa frequente nos últimos anos. A dificudade de foco, de concentração, pode estar relacionadas a fatores diversos, tais como: alterações de sono, estresse crônico, ansiedade, depressão, excesso de estímulos digitais, ou mesmo algumas condições neuropsicológicas. Sendo assim, vale observar e investigar o que pode estar acontecendo, antes de pensar em, por exemplo, falta de disciplina. Em relação ao uso de redes sociais, pode ser produtivo compreender que lugar e que função este comportamento está tendo para você. Não raro, elas funcionam como uma forma de aliviar rapidamente o desconforto que algumas tarefas que exijam certo esforço mental provoquem.
Procurar entender a origem da dificuldade, se questionar, se escutar, pode ser mais útil do que busca de estratégias de aumento de produtividade.
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A 2 meses eu venho tendo lapsos de memória, não consigo me concentrar nas coisas, não consigo racion
A 2 meses eu venho tendo lapsos de memória, não consigo me concentrar nas coisas, não consigo racionar direito e tô tendo muita ansiedade, não consigo conversar mais com as pessoas e também não sinto vontade, sinto que as pessoas não me querem por perto e que me odeiam, na escola eu só consigo chorar pelo jeito que eu estou porque tá afetando o meu relacionamento, eu não consigo conversar mais com o meu namorado, sinto que ele vai me deixar a qualquer momento e começo a ter muita ansiedade, e não tô conversando muito com ele mais por causa disso, eu me sinto vazia, não consigo achar graça de memes, entender vídeos, ter opinião própria, eu sinto que só estou vegetando, sinto que me perdi de mim mesma, e coisas que eu sabia antes eu esqueci, não consigo nem fazer contas fáceis de cabeça mais, e só sinto vontade de ficar deitada na minha cama pra sempre, choro o tempo todo, e tô muito sensível também, qualquer coisa que me falam eu choro, e não consigo mais discutir com ninguém, não tenho energia pra isso, só aceito tudo. Quero saber oque eu posso ter, eu posso estar com depressão?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá. Sinto muito que estejas passando por isso. Pelo seu relato, o sofrimento parece intenso, interferindo em várias áreas da sua vida, neste momento.
Embora alguns sintomas possam estar presentes em um quadro depressivo, eles também podem ocorrer em outros quadros, ou até em condições clínicas, o que pode ser avaliado por um médico. Por isso, não é possível um diagnóstico somente por este relato.
Entretanto, o importante é que você procure uma avaliação, seja por um psicólogo, ou mesmo um médico, pois o quanto antes esse seu sofrimento seja acolhido e investigado, maiores as possibilidades de melhora. E não hesite em pedir ajuda a alguém de confiança, ou mesmo a algum serviço especializado. Você não precisa enfrentar as dificuldades sozinho/a.
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Tenho 20 anos e meu namorado mora cerca de 40 km de mim. Normalmente só conseguimos nos ver nos fins
Tenho 20 anos e meu namorado mora cerca de 40 km de mim. Normalmente só conseguimos nos ver nos fins de semana. Nos últimos dias passamos quatro dias seguidos juntos: viajamos, cozinhamos, dormimos juntos e aproveitamos muito a companhia um do outro. Foi uma experiência muito especial, porque pudemos viver um pouco da rotina como casal.
Hoje precisei voltar para casa e, desde que cheguei, estou com uma sensação de vazio e uma vontade de chorar. Não aconteceu nenhuma briga, não existe nenhum problema entre nós e também não tenho problemas em casa nem estou infeliz com a minha família. Pelo contrário, gosto muito de estar em casa e tenho uma boa convivência com a minha família.
As despedidas dos fins de semana normalmente já me deixam um pouco tristinha e com saudade, mas a despedida de hoje foi diferente. Depois desses quatro dias juntos, senti uma tristeza muito maior, um vazio que eu não esperava sentir. Não é medo de perder o relacionamento, nem insegurança. É simplesmente uma saudade muito intensa da companhia dele. Sinto falta de dividir a rotina, acordar juntos, cozinhar, conversar e terminar o dia ao lado dele.
Isso é normal? É comum sentir essa tristeza tão forte depois de passar vários dias tão felizes com a pessoa que amo, mesmo sabendo que nosso relacionamento está bem?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, pode ser esperado sentir uma sensação de saudade ou de vazio maior que o habitual (como descreveste), após compartilhar com quem amamos alguns dias de uma rotina mais intensa, principalmente se essa convivência foi significativa. Essa tristeza, por si só, não significa dependência emocional, ou problema no relacionamento. Ao mesmo tempo, importante observar se o sentimento permanece por muitos dias, impedindo a retomada de sua rotina, ou gerando um sofrimento CONSTANTE, o que você não relatou neste momento.
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Olá, tudo bem? Como sei se estou fazendo "transferência" pra minha psicóloga, ou gostando e tenso in
Olá, tudo bem?
Como sei se estou fazendo "transferência" pra minha psicóloga, ou gostando e tenso interesse amoroso/sexual por ela mesmo?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Bom dia! Esta é uma dúvida que aparece. A transferência, na psicoterapia, especialmente na psicanálise, se refere ao processo pelo qual expectativas, sentimentos, formas de se relacionar, são também vivenciadas na relação com o/a analista. A simples existência desses sentimentos (ex: admiração, raiva, carinho, idealização, sentimentos amorosos ou desejo sexual) não permite concluir se se trata de transferência ou de um interesse "real". Falar sobre isso, tratar na própria análise, faz parte do próprio trabalho terapêutico e pode ser bastante rico.
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Olá, sou jovem e não sei lidar com minha própria cabeça, quando estou com meu namorado estou bem, ma
Olá, sou jovem e não sei lidar com minha própria cabeça, quando estou com meu namorado estou bem, mas quando tentamos algo mais íntimo, meus traumas tomam conta e eu choro e fico com medo(fui abusada com 5 anos e com 11 anos). Eu não sei o que fazer, sóbria eu fico mal, bêbada eu fico pior, pois eu tenho crises de pânico e vejo meus abusadores e começo a ter memórias dos abusos, não quero que meu namorado tenha uma namorada defeituosa. O que eu faço?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá. O que estás descrevendo é compatível com reações e sentimentos que podem surgir após traumas, principalmente quando envolvem violência sexual. Mas apresentar essas reações - choro, medo, lembranças invasivas em momentos íntimos, crises de pânico - não significam que haja algo de "defeituoso" em você, e podem ser trabalhas em psicoterapia, possibilitando alguma elaboração.
Sobre o uso de álcool, pelo seu relato, você mesmo tem percebido que não tem sido uma maneira eficaz de lidar com a situação. Procurar ajuda também é uma forma de ter coragem, se permitir.
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Bom... Eu sempre senti a necessidade de me conectar a alguém num nível mais íntimo. Eu lembro de sen
Bom... Eu sempre senti a necessidade de me conectar a alguém num nível mais íntimo. Eu lembro de sentir este desejo já nos meus 11/12 anos de idade. Desde então venho tentando lidar com o fato de nunca ter me relacionado com alguém profundamente e isso me deixa bastante triste às vezes. Não quero soar fútil, mas é algo que tem me trazido angústia genuína e não tenho sabido lidar com isso. Estou ficando preocupado pois tenho 25 e, como adulto, eu já deveria ter a resposta pra isso. Sei que tenho que focar em mim mesmo e me amar antes de qualquer coisa, contudo... Eu me sinto vulnerável e gostaria de estar num relacionamento que me proporcipnasse a experiência de partilha de vida. Eu já vivi alguns um tanto quanto superficiais e, em nenhum deles, senti que era a pessoa certa. Eu ainda estou buscando contruir uma carreira, estabilidade, felicidade... Mas será que eu tenho que esperar que minha vida fique estável para enfim procurar alguém? Eu deveria procurar por uma pessoa? Quando serei feliz? Estas coisas passam pela minha cabeça e eu não sei como lidar com todas elas.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Desejar construir um vínculo profundo faz parte da experiência humana, não diminuindo a sua capacidade de vivenciar momentos de felicidade, nem significando que haja algo errado com você.
Cada trajetória ocorre em um tempo diferente, singular. Importante, ainda, questionar essa ideia de que existiria uma idade em que deveríamos "já ter resolvido" essa parte da vida. De onde vem isso? o que você PENSA DISSO?
E será que é preciso esperar que a vida esteja organizada para vivenciar um relacionamento?
E, talvez, a pergunta ainda mais interessante possa ser "como eu estou vivendo essa 'espera"?
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Como eu sei que estou rejeitando o bebê na barriga? Ou somente não aceitei a ideia de ter um bebê ?
Como eu sei que estou rejeitando o bebê na barriga? Ou somente não aceitei a ideia de ter um bebê ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A gravidez não é vivenciada da mesma forma pelas mulheres. E nem toda dificuldade de aceitar uma gestação significa rejeição ao bebê.
Para algumas, o vínculo com o bebê já começa durante a gravidez, mas outros ele vai sendo construido aos poucos, até mesmo após o nascimento. As expectativas, as circunstâncias da gravidez, as mudanças que ela traz, a história de vida, são exemplos de fatores que influenciam nesse processo.
Sentimentos de culpa, ambivalência, dificuldade de aceitação da nova realidade, podem ocorrer e falar sobre eles pode ajudar, o que pode ser feito junto a seu médico, ou algum profissional psi.
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Meu filho de 4 anos é muito tímido fora de casa, em casa conversa sobre tudo, e ultimamente ele vem
Meu filho de 4 anos é muito tímido fora de casa, em casa conversa sobre tudo, e ultimamente ele vem reclamando que não escola os coleguinhas não ouvem ele, mesmo que ele grite, segundo ele, não prestam atenção quando ele chama, disse que parece estão surdos. Como posso ajudá-lo nesse caso?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Importante teu relato. Pode ajudá-lo principalmente escutando-o. Pode parecer pouco, mas é muito! Habilidades sociais não são inatas; é um processo de aprendizagem que vai se dando a partir das relações, da vivência, que inicia na família e vai expandindo, principalmente na escola. A criança, inicialmente, se vê como especial, o centro das atenções, o que é natural e da própria constituição do sujeito. E neste aprendizado vão ocorrer frustrações. Escutar significa tb acolher o que a criança está sentindo, reconhecer como legítimo e ir estimulando-a a se lançar no mundo, criando recursos para sustentar as eventuais frustrações, lidar com elas, correr o risco de eventuais rejeições, enfim, ir aprendendo com a vida, como nós, adultos, que somos um entre outros.
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Como a vítima pode buscar um novo sentido para a sua vida após a experiência traumática?
Como a vítima pode buscar um novo sentido para a sua vida após a experiência traumática?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O trauma é da ordem do inesperado. Nos pega "desprevenidos", impossibilitando-nos, muitas vezes, de acessar recursos para lidar com a situação, ou mesmo tempo hábil para desenvolvê-los. O trauma dói, deixa marcas, como se fossem cicatrizes. A "ferida" tem um tempo para curar, precisa cuidado, atenção, e a cicatriz conta a história do que se passou. Poder falar sobre o trauma, se escutar, possibilita elaborar e construir, como for possível, e a seu tempo, uma nova narrativa e possibilidade de invenção da vida, que segue. A tendência é não querermos lembrar, não querermos falar, esquecer! De novo, a seu tempo, com ajuda, tentar olhar para esta ferida, que tvz não esteja ainda cicatrizada, pode possibilitar sua elaboração. Respeite seu limite, vá aos poucos, como for possível de dar conta.
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28 anos e não sinto interesse em rapazes,é normal?
28 anos e não sinto interesse em rapazes,é normal?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A normalidade é algo amplo. Então, o que se passa contigo, não deve ser pensado a partir de um ponto de vista do "normal" ou "não normal"...
A pergunta a ser feita é sobre o teu sofrimento: qual o impacto na tua vida? Tu sofres, ou ficas constrangida, pela expectativa própria ou das pessoas sobre ti mesma? Isso é mais importante e pode ser trabalhado pelo atendimento psicológico.
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Quais mudanças que eu poderia fazer para viver uma vida mais significativa?
Quais mudanças que eu poderia fazer para viver uma vida mais significativa?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Toda vida é importante. Toda vida é significativa.
Às vezes estamos insatisfeitos com a vida, fazendo uma série de coisas que provavelmente se considere sem nenhuma importância.
Mas o que estás perguntando, talvez, seja como alcançar uma vida que TU sintas importante, que sintas significativa para ti. E essa resposta ninguém tem. É uma resposta que tu vais ter que aprender a dar; vais ter que descobrir o que é importante pra ti, o que é significativo pra ti, e buscar os modos, as maneiras alcançar essa importância e este significado.
Muitas vezes queremos que alguém tenha uma resposta sobre como alcançar uma vida significativa, mas ninguém tem como saber o que é significativo e importante para nós.
Na verdade, um psicólogo, ou um psicanalista, pode ajudar a pessoa a descobrir o que é importante, o que é significativo pra ela mesmo. Isso é realmente o processo que todos que fazem análise podem acabar por descobrir: o que é importante e o que é significativo pra si; o que fazer pra ter momentos felizes e o que não fazer pra não trazer felicidade pra sua vida.
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O que significa encontrar um sentido? .
O que significa encontrar um sentido? .
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O sentido não é algo que se encontra, como se estivesse "escondido".
O sentido se inventa, se constrói. É mais sobre o caminho, do que sobre uma "chegada".
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Como posso escolher uma reação diferente e mais significativa em vez de seguir um impulso momentâneo
Como posso escolher uma reação diferente e mais significativa em vez de seguir um impulso momentâneo?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Não é incomum confundir impulsividade com espontaneidade. O impulso pede urgência, descarga imediata, e, não raro, pode provocar arrependimento.
Já uma reação significativa precisa de tempo psíquico.
E escolher uma reação mais significativa não pressupõe controlar-se melhor, ou reprimir-se, pelo contrário.
Suportar um intervalo entre o estímulo e a reação, não respondendo de imediato, possibilita, inicialmente, prestar atenção em si, respirar, identificar e nomear o impulso.
Este intervalo permite que o sujeito não seja capturado pelo ato. Assim, ao invés da repetição, talvez possa aparecer o desejo, que é onde o sujeito se implica, e tem trabalho psíquico.
O impulso, também, pode ter um aspecto defensivo/evitativo de afetos desconfortáveis, como impotência, frustração ou angústia. "Escutar" o afeto que o impulso tenta silenciar pode ser uma estratégia que possibilite a invenção de novas formas de leitura do contexto e reações.
Lembrando que fazer escolhas diferentes não é escolher “o certo”, o garantido. Mas estar advertido de que poderá haver alguma incompletude, alguma perda ou desconforto.
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O sofrimento é um impedimento para encontrar sentido? .
O sofrimento é um impedimento para encontrar sentido? .
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O sofrimento pode, eventualmente, acarretar uma espécie de paralisação no indivíduo, quando muito intenso. Sensação de "sem-saída", ilusão que pode se mostrar impeditiva, em algum grau, no seu modo de circular na cultura, de lidar com os desafios da vida. Entretanto, o desejo pressupõe o conceito de falta, fundamental para o mover-se na vida!
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"Como posso expressar a liberdade de vontade e escolher uma atitude mais significativa perante os co
"Como posso expressar a liberdade de vontade e escolher uma atitude mais significativa perante os conflitos familiares?"
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Identificar e, de certa forma assumir, seus desejos, vontades, pressupõe arriscar-se. Arriscar não corresponder ao que suponho que o outro espera de mim, arriscar desagradar, deixar "cair" uma certa imagem. É claro que, em certa medida, nos importamos com o que os outros pensam, em especial nossos afetos, pessoas importantes; afinal somos seres relacionais. E liberdade também é um conceito amplo, até complexo. O que é liberdade para você? Escolher sempre envolve perda, e o desafio, talvez, esteja relacionado a escolher o que quero (ou penso que quero), e o que me proponho abrir mão.
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Quais são os fatores de proteção para a saúde mental?
Quais são os fatores de proteção para a saúde mental?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Algumas condições ou experiências, mesmo não eliminando o sofrimento (que é da vida), podem ajudar a diminuir o seu impacto sobre o psiquismo, bem como favorecer a elaboração de crises, sustentando a capacidade de desejar, simbolizar , viver.
Dentre elas, construir vínculos afetivos, minimamente confiáveis, com relações que envolvam escuta, acolhimento, reciprocidade; poder nomear seus afetos, escutar-se, sem que seja inevitável descarregar o sofrimento no corpo; pertencer, evitando isolamento; acesso às necessidades básicas; buscar identificar e ou construir espaços de subjetividade, de singularidade; reconhecer sua própria vulnerabilidade.
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Como funciona o tratamento, especialmente no que diz respeito à técnica de associação livre e à neut
Como funciona o tratamento, especialmente no que diz respeito à técnica de associação livre e à neutralidade do analista?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A Psicanálise privilegia a escuta do inconsciente; e a associação livre consiste no analisando falar o que vem à mente, sem preocupação com julgamentos, lógica, críticas, sentido. A neutralidade diz mais respeito à posição do analista, que não está ali para uma conversa, não coloca-se como indivíduo. O que interessa é o que o analisando traz, o que ele sente.
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Qual a diferença entre raiva e agressividade? .
Qual a diferença entre raiva e agressividade? .
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Raiva se refere a emoção, afeto. (sentir)
Agressividade, por sua vez, refere-se à expressão, ação, comportamento. (fazer)
A raiva é um sentimento, subjetivo, normal. Sinaliza, grosso modo falando, alguma injustiça, problema, limite ultrapassado, podendo motivar a agir até mesmo em relação a autopreservação.
A agressividade já é um conjunto de atitudes envolvendo sentimento de raiva, tristeza ou frustração, que pode se manifestar desde um posicionamento assertivo (adaptativa), até uma forma mais destrutiva, desproporcional ou descontrolada (patológica).
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Estou tomando assert de 100 mg tou sentindo palpitação forte no coração é normal ou paro de tomar?
Estou tomando assert de 100 mg tou sentindo palpitação forte no coração é normal ou paro de tomar?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Fundamental reportar ao seu médico, que prescreveu a medicação e tem condições de fazer os ajustes que se fizerem necessários.
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Faz sentido procurar a ajuda de um profissional de saúde mental para lidar com um luto?
Faz sentido procurar a ajuda de um profissional de saúde mental para lidar com um luto?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Vai depender do seu desejo. O luto pode trazer à tona diversos sentimentos, não só a tristeza. Algumas vezes sentimentos contraditórios, ou ambivalentes. O processo de luto não é igual para todo mundo, bem como não tem tempo determinado para durar.
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Perguntas frequentes
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Toda vez que saio do banho fico me coçando, já tentei sabonete neutro, sabonete glicerinado, banho m
A coceira após o banho pode ter diferentes causas, mesmo quando você já utiliza…