A Disforia Sensível à Rejeição (RSD) é mais difícil de diagnosticar em pessoas com Transtorno do Des

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A Disforia Sensível à Rejeição (RSD) é mais difícil de diagnosticar em pessoas com Transtorno do Desenvolvimento Intelectual (Deficiência Intelectual) ?
Sim, a Disforia Sensível à Rejeição tende a ser mais difícil de diagnosticar em pessoas com Transtorno do Desenvolvimento Intelectual. Isso ocorre porque a RSD envolve vivências internas intensas de rejeição, vergonha e dor emocional, que muitas vezes exigem capacidade de autorrelato e elaboração simbólica para serem reconhecidas clinicamente. Em pessoas com deficiência intelectual, essas experiências podem se manifestar mais por mudanças comportamentais, retraimento, irritabilidade ou explosões emocionais, em vez de relatos verbais claros sobre o sofrimento. Além disso, essas reações costumam ser atribuídas apenas às limitações cognitivas ou a dificuldades adaptativas, o que pode invisibilizar o componente emocional ligado à rejeição. Essa sobreposição dificulta a diferenciação diagnóstica e exige uma escuta clínica cuidadosa, atenta aos contextos relacionais e aos padrões repetidos de sofrimento diante de frustração, crítica ou exclusão.

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Sim, a Disforia Sensível à Rejeição (RSD) pode ser mais difícil de identificar em pessoas com Transtorno do Desenvolvimento Intelectual (TDI), pois os sinais de sofrimento emocional podem ser expressos de formas menos verbais ou mais comportamentais, o que exige uma avaliação clínica cuidadosa e adaptada às capacidades cognitivas da pessoa. A sobreposição de sintomas (como impulsividade, irritabilidade ou crises emocionais) pode ser confundida com traços do próprio TDI ou com outros transtornos, como o TEA ou o TDAH.
Para um diagnóstico adequado, recomenda-se avaliação neuropsicológica com foco no perfil afetivo e cognitivo, além de acompanhamento com psicólogo com experiência em deficiência intelectual e saúde mental. A psicoterapia, especialmente com estratégias adaptadas como Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) adaptada ou intervenções baseadas em regulação emocional, pode ajudar muito. Em alguns casos, apoio psiquiátrico pode ser necessário para manejo farmacológico de sintomas severos.

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