A Disforia Sensível à Rejeição (RSD) é um diagnóstico separado?

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A Disforia Sensível à Rejeição (RSD) é um diagnóstico separado?
 Lucinéia Garcia
Psicólogo
São Paulo
A chamada Disforia Sensível à Rejeição (RSD) não é um diagnóstico médico nem um transtorno reconhecido nos manuais de saúde mental. Esse termo é usado para descrever uma experiência emocional real: uma dor emocional intensa e rápida que pode surgir quando a pessoa percebe rejeição, crítica ou falha. Isso não significa fragilidade ou exagero. Indica uma sensibilidade emocional maior, como se o sistema emocional reagisse com mais intensidade a situações interpessoais. Pessoas com esse tipo de sensibilidade costumam perceber nuances, mudanças de tom e sinais de desaprovação de forma muito profunda.

Essa sensibilidade, embora cause sofrimento em alguns momentos, também está ligada à empatia, à capacidade de se importar e de se conectar com os outros. O foco do acompanhamento terapêutico não é eliminar essa característica, mas ajudar a desenvolver estratégias de regulação emocional, para que as emoções não se tornem tão dolorosas ou paralisantes.

Com compreensão, treino emocional e suporte adequado, é possível aprender a lidar melhor com essas reações e transformar essa sensibilidade em um recurso, e não apenas em uma fonte de sofrimento.

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