A Disforia Sensível à Rejeição (RSD) faz parte dos critérios diagnósticos do Transtorno de Personali
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A Disforia Sensível à Rejeição (RSD) faz parte dos critérios diagnósticos do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB)?
Não, a Disforia Sensível à Rejeição não faz parte dos critérios diagnósticos formais do Transtorno de Personalidade Borderline. Ela é um termo usado para descrever a reação intensa ao medo de rejeição ou abandono, que, embora não seja um critério oficial, está frequentemente presente em pessoas com TPB. Essas reações refletem a instabilidade emocional e o medo de abandono característicos do transtorno, impactando relações e autoestima. A psicoterapia é o espaço indicado para compreender essas respostas, acolher o sofrimento envolvido e desenvolver formas mais seguras de lidar com a sensibilidade à rejeição no dia a dia.
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Olá, essa é uma pergunta muito importante, especialmente porque esses conceitos costumam ser confundidos na prática clínica e nas discussões online.
De forma direta e tecnicamente correta: a Disforia Sensível à Rejeição não faz parte dos critérios diagnósticos do Transtorno de Personalidade Borderline. A RSD não aparece nos manuais diagnósticos e não é um construto formal do DSM-5-TR. Já o TPB possui critérios bem definidos, centrados em instabilidade emocional, relacional, de autoimagem e em padrões persistentes de impulsividade e medo intenso de abandono.
O que costuma gerar confusão é que ambos compartilham uma sensibilidade elevada a sinais de rejeição ou abandono, mas por caminhos clínicos diferentes. No TPB, essa sensibilidade está inserida em um padrão amplo e duradouro de instabilidade afetiva e relacional, com reações emocionais intensas, rápidas e difíceis de regular. O sistema emocional reage como se a perda do vínculo fosse uma ameaça imediata à sobrevivência psíquica, o que pode levar a respostas extremas diante de pequenas frustrações interpessoais.
Já a chamada RSD descreve uma reação emocional intensa e dolorosa a críticas ou rejeições percebidas, muitas vezes associada a quadros como TDAH, ansiedade ou a esquemas precoces de abandono e defectividade. Aqui, o sofrimento é real, mas não necessariamente acompanhado do conjunto estrutural de características exigidas para um diagnóstico de TPB, como padrões persistentes de relacionamentos caóticos, identidade instável e comportamentos autodestrutivos recorrentes.
Na prática clínica, a pergunta mais relevante costuma ser: essa sensibilidade à rejeição aparece como um traço isolado ou como parte de um padrão mais amplo e rígido de funcionamento da personalidade? Ela é situacional ou atravessa praticamente todas as relações, desde o início da vida adulta? Essas nuances fazem toda a diferença para uma formulação diagnóstica responsável e ética.
Se essa dúvida surgiu por identificação pessoal ou por observação clínica, vale explorar isso com calma em terapia, olhando para a história de vínculos, para a forma como o afeto é regulado e para o impacto real desses padrões no funcionamento da pessoa. Se fizer sentido, podemos conversar mais sobre isso.
De forma direta e tecnicamente correta: a Disforia Sensível à Rejeição não faz parte dos critérios diagnósticos do Transtorno de Personalidade Borderline. A RSD não aparece nos manuais diagnósticos e não é um construto formal do DSM-5-TR. Já o TPB possui critérios bem definidos, centrados em instabilidade emocional, relacional, de autoimagem e em padrões persistentes de impulsividade e medo intenso de abandono.
O que costuma gerar confusão é que ambos compartilham uma sensibilidade elevada a sinais de rejeição ou abandono, mas por caminhos clínicos diferentes. No TPB, essa sensibilidade está inserida em um padrão amplo e duradouro de instabilidade afetiva e relacional, com reações emocionais intensas, rápidas e difíceis de regular. O sistema emocional reage como se a perda do vínculo fosse uma ameaça imediata à sobrevivência psíquica, o que pode levar a respostas extremas diante de pequenas frustrações interpessoais.
Já a chamada RSD descreve uma reação emocional intensa e dolorosa a críticas ou rejeições percebidas, muitas vezes associada a quadros como TDAH, ansiedade ou a esquemas precoces de abandono e defectividade. Aqui, o sofrimento é real, mas não necessariamente acompanhado do conjunto estrutural de características exigidas para um diagnóstico de TPB, como padrões persistentes de relacionamentos caóticos, identidade instável e comportamentos autodestrutivos recorrentes.
Na prática clínica, a pergunta mais relevante costuma ser: essa sensibilidade à rejeição aparece como um traço isolado ou como parte de um padrão mais amplo e rígido de funcionamento da personalidade? Ela é situacional ou atravessa praticamente todas as relações, desde o início da vida adulta? Essas nuances fazem toda a diferença para uma formulação diagnóstica responsável e ética.
Se essa dúvida surgiu por identificação pessoal ou por observação clínica, vale explorar isso com calma em terapia, olhando para a história de vínculos, para a forma como o afeto é regulado e para o impacto real desses padrões no funcionamento da pessoa. Se fizer sentido, podemos conversar mais sobre isso.
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