Elaine Ferreira da Silva Mischiatti

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São Bernardo do Campo 1 endereço

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Experiência

Olá! Sou Elaine Ferreira, Psicóloga, e meu propósito é oferecer um espaço seguro, sensível e acolhedor, onde cada pessoa possa compreender melhor suas emoções, encontrar novos caminhos diante dos desafios e construir uma vida com mais equilíbrio e significado.

Ao longo da minha formação e da minha vivência clínica, percebi que cada indivíduo carrega uma história única e é justamente isso que torna o processo terapêutico tão especial. Acredito que o cuidado psicológico precisa ser construído com respeito, escuta genuína e compreensão profunda das singularidades de cada pessoa.

A terapia, para mim, é um espaço de acolhimento, mas também de transformação. É onde você pode se fortalecer, desenvolver novas habilidades emocionais, ampliar o autoconhecimento e aprender a lidar de forma mais saudável com aquilo que pesa no seu dia a dia.

Minha prática é baseada em Psicologia Científica e fundamentada principalmente na Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), integrando também estratégias da Terapia Comportamental Dialética (DBT), formação que estou realizando para ampliar minhas ferramentas de cuidado. Trabalho de forma ética, sensível e comprometida em ajudá-lo(a) a desenvolver habilidades emocionais, clareza interna e qualidade de vida.

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    L. P

    Profissional ética, pontual e muito preparada. Possui excelente comunicação, escuta qualificada e conduz o atendimento com empatia e técnica. Recomendo para quem busca acompanhamento psicológico de qualidade.

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    A psicóloga é maravilhosa. Me sinto bastante segura quando estou em consulta.
    Ela é bastante atenciosa.

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    Cleber Costa

    Atendimento muito bom, está me ajudando bastante a ter uma vida melhor

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    Paciente

    A Elaine é maravilhosa, está me ajudando bastante com minhas crises de ansiedade.
    É muito atenciosa e super compreensiva.

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    JS

    Excelente Psicóloga. As sessões são muito bem conduzidas com acolhimento, simpatia e técnica.

    Super recomendo

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Dúvidas respondidas

522 dúvidas de pacientes respondidas na Doctoralia

Como diferenciar neuropsicologicamente dissociação em Transtorno de Estresse Pós-Traumático Complexo

Como diferenciar neuropsicologicamente dissociação em Transtorno de Estresse Pós-Traumático Complexo (TEPT-C) e Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?

RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

 Elaine Ferreira da Silva Mischiatti

Olá, tudo bem? Essa é uma pergunta muito boa, porque a dissociação pode aparecer tanto no Transtorno de Estresse Pós Traumático Complexo quanto no Transtorno de Personalidade Borderline, mas nem sempre pelo mesmo caminho psicológico e neuropsicológico. Em ambos os casos, a pessoa pode relatar sensação de desligamento, estranhamento de si, perda de continuidade emocional, dificuldade de lembrar partes de uma situação ou sensação de estar “fora” da própria experiência.

No TEPT complexo, a dissociação costuma estar mais relacionada à resposta traumática. Ela pode funcionar como uma espécie de mecanismo de proteção quando o sistema emocional entende que algo é ameaçador demais para ser processado naquele momento. Do ponto de vista neuropsicológico, isso pode aparecer como alterações na atenção, na memória autobiográfica, na integração entre emoção e narrativa, e na percepção corporal. Uma pergunta clínica importante seria: essa dissociação aparece principalmente diante de gatilhos que lembram experiências traumáticas, sensações corporais específicas ou situações em que a pessoa se sente novamente sem saída?

No TPB, a dissociação também pode ocorrer, especialmente sob estresse emocional intenso, mas tende a aparecer com mais força em contextos de ameaça relacional, rejeição, abandono, conflito ou sensação de desorganização da identidade. A pessoa pode sentir que perde momentaneamente a referência de quem é, do que sente ou do que o outro representa. Neuropsicologicamente, isso pode se relacionar à dificuldade de manter integração entre emoção, controle inibitório, memória de trabalho, cognição social e estabilidade da percepção de si e do vínculo.

Uma forma prática de diferenciar é observar o gatilho, a duração e a função da dissociação. Ela surge como resposta a memórias, estados corporais e sinais associados ao trauma? Ou aparece principalmente quando há medo de abandono, ruptura afetiva, invalidação ou instabilidade relacional? A pessoa se desconecta para não reviver uma ameaça traumática, ou se desorganiza porque o vínculo ativa emoções muito intensas e difíceis de integrar?

Ainda assim, essa distinção exige cautela, porque trauma relacional prolongado pode aproximar muito esses quadros. A avaliação neuropsicológica pode ajudar a mapear atenção, memória, funções executivas, percepção emocional e cognição social, mas o diagnóstico precisa integrar história de vida, sintomas, vínculos e padrões emocionais. Caso precise, estou à disposição.


Qual é a diferença entre “hipervigilância estável” no Transtorno de Estresse Pós-Traumático Complexo

Qual é a diferença entre “hipervigilância estável” no Transtorno de Estresse Pós-Traumático Complexo (TEPT-C) e “instabilidade de precisão” no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?

RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

 Elaine Ferreira da Silva Mischiatti

Olá, tudo bem? Essa é uma pergunta bastante refinada. Em primeiro lugar, vale dizer que “hipervigilância estável” e “instabilidade de precisão” não são termos diagnósticos formais usados de maneira universal nos manuais, mas podem ser entendidos como formas úteis de descrever padrões diferentes de processamento emocional e percepção de ameaça.

No TEPT complexo, a ideia de hipervigilância estável se refere a um estado mais persistente de alerta. A pessoa tende a escanear o ambiente em busca de sinais de perigo, mesmo quando não há uma ameaça objetiva clara. O sistema emocional funciona como se precisasse se manter preparado para algo ruim acontecer. A pergunta clínica aqui seria: a pessoa sente que está quase sempre em guarda, observando tons de voz, expressões faciais, mudanças no ambiente ou qualquer sinal que possa indicar risco?

Já no TPB, a noção de instabilidade de precisão pode ser compreendida como uma oscilação intensa na forma como o cérebro atribui significado aos sinais sociais e emocionais. Pequenas mudanças no outro, como uma demora para responder, uma expressão mais neutra ou uma frase ambígua, podem ganhar um peso emocional muito grande em certos momentos. Não é apenas estar em alerta, mas alternar rapidamente entre interpretações, certezas e dúvidas sobre si, sobre o outro e sobre o vínculo.

Em termos simples, no TEPT complexo a mente pode funcionar como um radar ligado por muito tempo, tentando evitar que o trauma se repita. No TPB, o radar pode oscilar muito na leitura dos sinais relacionais, às vezes aumentando demais a importância de uma pista emocional e, em seguida, reorganizando toda a percepção da relação a partir disso. Uma pergunta importante seria: o sofrimento vem mais de uma sensação constante de perigo ou de mudanças rápidas na interpretação do vínculo, da rejeição e do valor pessoal?

Essa diferenciação é delicada, porque uma pessoa pode ter os dois padrões ao mesmo tempo, especialmente quando há trauma relacional na história. Por isso, na prática clínica, o mais importante é observar o contexto em que a reação aparece, a duração do estado emocional, os gatilhos envolvidos e como a pessoa interpreta a si mesma e o outro nesses momentos. Caso precise, estou à disposição.


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