A inteligência limítrofe Qi a baixo da média pode ser causada ainda na gestação gravidez, como acont

15 respostas
A inteligência limítrofe Qi a baixo da média pode ser causada ainda na gestação gravidez, como acontece com alguns tipos de deficiência intelectual? Ou ela só se desenvolve depois, com o tempo e o ambiente???
Olá, como vai? A inteligência limítrofe, caracterizada por um quociente intelectual entre 70 e 84, pode sim ter causas tanto biológicas quanto ambientais, incluindo fatores que atuam ainda durante a gestação. Assim como ocorre em alguns casos de deficiência intelectual, alterações genéticas leves, exposição intrauterina a substâncias tóxicas, infecções congênitas ou complicações gestacionais podem afetar o desenvolvimento neurológico do bebê e resultar em um funcionamento cognitivo abaixo da média, mesmo sem configurar uma deficiência intelectual formal. No entanto, é muito comum que a inteligência limítrofe esteja associada a fatores ambientais e relacionais acumulados ao longo do tempo — como estimulação pobre nos primeiros anos, convivência com situações de negligência, violência doméstica, ausência de afeto entre os pais ou uso excessivo de telas. Esses contextos impactam o desenvolvimento das funções cognitivas e podem comprometer a aprendizagem, o desempenho escolar e a autoestima da criança, mesmo na ausência de um dano neurológico grave. A neurociência mostra que o cérebro infantil é altamente plástico nos primeiros anos, e por isso tanto a qualidade dos vínculos quanto a riqueza do ambiente em que a criança se desenvolve são decisivos. Já a psicanálise destaca que o modo como o sujeito é acolhido no desejo do outro e simbolizado nas trocas afetivas também influencia sua capacidade de simbolizar, representar e se apropriar da linguagem — elementos fundamentais para o funcionamento intelectual. Em muitos casos, com apoio adequado, crianças com inteligência limítrofe podem desenvolver estratégias compensatórias e alcançar boa adaptação na vida adulta. Fico à disposição.

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Pode ser causada por diversos fatores, como dificuldades durante a gestação ou o parto, problemas de nutrição, infecções, histórico familiar ou falta de estímulos adequados no desenvolvimento infantil.
Ei...

- Ambos. Sempre tente estimular e propor desafios graduais as crianças para que o desenvolvimento delas sejam o melhor possível.


- Caso queira nos mandar mais detalhes e perguntas, ficarei feliz em responder.


Abraços

 Léa Michaan
Psicólogo, Psicanalista
São Paulo
Em ambas situações. Porque pode ser genético e também por falta de estímulo e desnutrição. A melhor maneira de desenvolver nossa inteligência é sermos curiosos e não termos preguiça em pensar, também estimular as crianças a serem curiosas e procurar as soluções para os proprios problemas, sendo criativas e aprendendo com as experiências,
Um abraço,
Lea
Ola boa noite, sim, inclusive a a desnutrição grave durante a gestação pode afetar o desenvolvimento cerebral, levando à deficiência intelectual.
Dra. Patricia De Lucia Nadruz
Psicólogo, Terapeuta complementar
São Paulo
Sim, a inteligencia limitrofe assim como a DI também pode ter causas que atuam desde a gestação. A diferença é que na inteligência limitrofe os prejuizos são mais leves e não chegam a configurar um transtorno do neurodesenvolvimento.
A inteligência limítrofe, assim como alguns tipos de deficiência intelectual, pode ter causas tanto genéticas e pré-natais, incluindo fatores durante a gestação, quanto influências ambientais que ocorrem após o nascimento. Problemas na gravidez, como infecções, desnutrição ou exposição a toxinas, podem afetar o desenvolvimento cerebral. Além disso, o ambiente pós-natal, como falta de estímulos adequados, também pode impactar o desenvolvimento intelectual
A inteligência limítrofe pode ter causas tanto biológicas (como fatores genéticos, alterações no neurodesenvolvimento ou intercorrências na gestação) quanto ambientais, como privação de estímulos, negligência, acesso limitado à educação ou situações de vulnerabilidade. Na prática, ela pode ser resultado de um ou da combinação desses fatores, desde antes do nascimento até o desenvolvimento ao longo da vida.

 Cárita Laranjeira
Psicanalista, Psicólogo
Goiânia
Responder essa pergunta requer uma melhor avaliação do que está sendo chamado Qi a baixo. Quando se trata de humano somos um somatório de coisas: psíquico, físico, ambiente e relações sociais.
Sim, a inteligência limítrofe (QI entre 70 e 79) pode ter suas origens desde a gestação, assim como ocorre em alguns casos de deficiência intelectual. No entanto, nem sempre é possível identificar uma causa específica para esse perfil cognitivo. Entre os fatores pré-natais (durante a gestação), destacam-se: infecções congênitas, exposição a álcool, drogas ou medicamentos tóxicos, desnutrição materna e alterações genéticas ou cromossômicas sutis. Além disso, há fatores perinatais (ocorridos no momento do parto) que também podem interferir no desenvolvimento cognitivo, como: sofrimento fetal ou hipóxia (falta de oxigênio) e prematuridade extrema.

É importante lembrar que a inteligência limítrofe não é uma condição definitiva nem um diagnóstico por si só, mas sim uma forma de funcionamento intelectual que pode estar associada a desafios específicos de aprendizagem, linguagem ou adaptação social. Com suporte adequado, estímulos e intervenções precoces, é possível promover um desenvolvimento mais favorável. Se houver dúvidas sobre o desenvolvimento de uma criança, adolescente ou adulto, a avaliação neuropsicológica é uma ferramenta valiosa para entender melhor o perfil cognitivo e oferecer orientações personalizadas.
 Rafaella Hoffmeister
Psicólogo
Torres
Olá! A inteligência limítrofe não se limita apenas a causas biológicas na gestação ou ao ambiente pós-natal. Embora esses fatores sejam muito importantes e possam ser responsáveis, há também influências genéticas, questões de saúde ao longo da vida, aspectos emocionais, sociais e até culturais que impactam o desenvolvimento intelectual. Por isso, a inteligência resulta de uma complexa interação entre múltiplos aspectos. Avaliações especializadas ajudam a entender melhor cada caso.
O funcionamento intelectual limítrofe é caracterizado por um quociente de inteligência entre 70 e 84, estando abaixo da média, mas sem configurar deficiência intelectual. Crianças com esse perfil podem apresentar dificuldades de aprendizagem escolar, raciocínio abstrato, memória, linguagem, autonomia e adaptação social. A identificação é realizada por meio de avaliação neuropsicológica, entrevistas clínicas com familiares, análise de histórico escolar e observações comportamentais. Esse diagnóstico é feito por profissionais como psicólogos, psiquiatras ou neurologistas, preferencialmente em equipe multidisciplinar, e pode assegurar acesso a direitos como atendimento educacional especializado, adaptações curriculares, benefícios sociais e intervenções terapêuticas.

As causas do funcionamento intelectual limítrofe são múltiplas e frequentemente combinam fatores genéticos, neurológicos, ambientais e sociais. Entre elas, destacam-se alterações cromossômicas leves, histórico familiar de dificuldades cognitivas, lesões cerebrais precoces, infecções neurológicas, desnutrição, complicações perinatais, exposição a substâncias nocivas durante a gestação e ambientes com pouco estímulo cognitivo. Além disso, aspectos como negligência, violência doméstica ou condições socioeconômicas desfavoráveis podem comprometer o desenvolvimento pleno da criança. Esses fatores não atuam de forma isolada e muitas vezes se sobrepõem, dificultando a identificação de uma única causa.

Diante desse quadro, a construção de um Projeto de Desenvolvimento Individual (PDI) torna-se essencial para promover o avanço global da criança. O PDI deve considerar suas potencialidades e desafios, estabelecendo metas de curto e longo prazo, com estratégias pedagógicas diferenciadas e intervenções interdisciplinares. A atuação conjunta da escola, da família e dos profissionais da saúde é determinante para oferecer suporte adequado, garantindo oportunidades reais de inclusão, aprendizagem e desenvolvimento integral.
Assim como em alguns casos de deficiência intelectual, fatores genéticos, condições durante a gestação (como infecções, uso de substâncias, desnutrição ou sofrimento fetal) podem influenciar o desenvolvimento neurológico da criança. No entanto, fatores ambientais e sociais ao longo da infância, como estimulação inadequada, baixo acesso à educação ou vivências traumáticas, também podem impactar o desempenho cognitivo.

Ou seja, ela pode ter origem tanto pré-natal quanto ser influenciada ao longo do desenvolvimento. Cada caso merece uma avaliação individualizada para entender melhor os fatores envolvidos e traçar estratégias de acompanhamento.
O déficit intelectual tem origem em vários fatores, dentre eles: às condições genéticas, complicações durante a gravidez e parto, fatores ambientais, doenças, exposição a substâncias tóxicas dentre outros...
Dra. Letícia Carvalho
Psicólogo
Salvador
A inteligência limítrofe, assim como alguns tipos de deficiência intelectual, pode ter origens variadas. Em muitos casos, fatores que atuam durante a gestação, como infecções, exposição a substâncias tóxicas, desnutrição materna ou complicações obstétricas, podem influenciar no desenvolvimento cerebral do bebê e levar a alterações no funcionamento intelectual.

Por outro lado, o ambiente pós-natal também tem papel fundamental. A falta de estímulos adequados, privação social, problemas emocionais e condições de vida desfavoráveis podem impactar o desenvolvimento cognitivo e ampliar dificuldades já existentes.

Ou seja, a inteligência limítrofe pode ser resultado tanto de influências pré-natais quanto de fatores ambientais ao longo do crescimento. Cada caso precisa ser avaliado considerando a história clínica e o contexto da pessoa.

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