A pessoa border são geralmente irresponsáveis? Minha filha foi diagnosticada como boderline,ela norm
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A pessoa border são geralmente irresponsáveis? Minha filha foi diagnosticada como boderline,ela normalmente desiste de seus objetivos, chega atrasada e é de dificil convivência,as pessoas com este transtorno conseguem levar uma vida profissional e ser mães responsáveis?
Pessoas com transtorno de personalidade borderline (TPB) frequentemente abandonam seus objetivos, ao longo da vida, pois seus afetos oscilam com frequência e facilmente se entusiasmam e, a seguir, se decepcionam. Atrasos não são, necessariamente, características do transtorno. A convivência com pessoas com TBP, via de regra, é difícil. Em relação à vida profissional, o TPB dificulta o bom desempenho e, certamente, isto pode ocorrer em outras áreas que exigem perseverança e estabilidade emocional, tal como ser mãe. Mas, não há como prever com segurança comportamentos de seres humanos e, assim, não há como dizer qual vai ser o desempenho de sua filha. O importante é ela se tratar e o(a) profissional encarregado(a) do tratamento poderá orientá-la em relação aos seus objetivos, inclusive se conseguiria ser mãe e o momento melhor de sê-la, em caso positivo.
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Pessoas com transtorno de personalidade borderline possuem como principal marca a instabilidade do humor, mesmo diante de estímulos aparentemente pequenos. Tendem a sentir uma sensação crônica de vazio e abandono, além de relações instáveis e certa dificuldade com regras e limites. Obviamente isso não significa que essas pessoas não possuam nenhuma responsabilidade ou sejam incapazes de exercerem a maternidade ou paternidade. E, sabe-se também, que os sintomas tendem a ser mais intensos no início da idade adulta e irem diminuindo ao longo da idade e mediante acompanhamento psicoterápico regular.
Olá. Entendo sua angústia, de verdade. Conviver com alguém com esse diagnóstico pode ser desafiador, mas é importante tomar cuidado com rótulos como “irresponsável”.
No transtorno de personalidade borderline, o que costuma estar por trás desses comportamentos é uma grande instabilidade emocional, dificuldade de regular impulsos, medo de abandono e oscilações intensas de humor. Isso pode sim levar a atrasos, desistências e conflitos nas relações, mas não significa falta de caráter ou incapacidade.
Com tratamento adequado, muitas pessoas com esse diagnóstico conseguem ter vida profissional, relações estáveis e exercer a maternidade com responsabilidade. O prognóstico melhora muito quando há acompanhamento, principalmente com psicoterapia estruturada, como a terapia comportamental dialética, e, em alguns casos, suporte medicamentoso.
O que faz mais diferença não é o diagnóstico em si, mas o acesso ao cuidado e o quanto a pessoa consegue se engajar nesse processo.
Para você, como mãe, também é importante ter orientação. Entender como lidar, colocar limites e ao mesmo tempo manter um vínculo sem entrar em desgaste constante faz toda a diferença no dia a dia.
Não é um caminho simples, mas está longe de ser sem perspectiva. Com suporte certo, existe sim possibilidade de estabilidade e construção de uma vida funcional.
No transtorno de personalidade borderline, o que costuma estar por trás desses comportamentos é uma grande instabilidade emocional, dificuldade de regular impulsos, medo de abandono e oscilações intensas de humor. Isso pode sim levar a atrasos, desistências e conflitos nas relações, mas não significa falta de caráter ou incapacidade.
Com tratamento adequado, muitas pessoas com esse diagnóstico conseguem ter vida profissional, relações estáveis e exercer a maternidade com responsabilidade. O prognóstico melhora muito quando há acompanhamento, principalmente com psicoterapia estruturada, como a terapia comportamental dialética, e, em alguns casos, suporte medicamentoso.
O que faz mais diferença não é o diagnóstico em si, mas o acesso ao cuidado e o quanto a pessoa consegue se engajar nesse processo.
Para você, como mãe, também é importante ter orientação. Entender como lidar, colocar limites e ao mesmo tempo manter um vínculo sem entrar em desgaste constante faz toda a diferença no dia a dia.
Não é um caminho simples, mas está longe de ser sem perspectiva. Com suporte certo, existe sim possibilidade de estabilidade e construção de uma vida funcional.
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