A pessoa com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) pode construir autoestima real?

2 respostas
A pessoa com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) pode construir autoestima real?
Sim, pode, mas não como algo estático ou “pronto”, e sim como uma construção gradual que depende menos de se convencer de qualidades e mais de desenvolver uma relação interna mais estável consigo, porque no TPB a autoestima costuma oscilar conforme o vínculo e o estado emocional, então o trabalho é ir deslocando essa base do olhar do outro para uma experiência interna que se sustente mesmo na frustração, o que envolve aprender a reconhecer e tolerar afetos intensos sem se definir por eles, integrar aspectos contraditórios de si sem cair em idealização ou desvalorização, e construir um senso de valor que não desapareça diante de erros ou rejeições, algo que se dá sobretudo na experiência repetida de relações (inclusive terapêuticas) onde a pessoa pode ser vista, limitada e ainda assim não abandonada, e aos poucos isso vai sendo internalizado como uma forma mais contínua de se perceber, então a autoestima deixa de ser reativa e passa a ser mais consistente, e talvez valha observar em quais situações você sente que seu valor desaparece mais rápido e o que isso revela sobre de onde ele ainda está dependendo.

Tire todas as dúvidas durante a consulta online

Se precisar de aconselhamento de um especialista, marque uma consulta online. Você terá todas as respostas sem sair de casa.

Mostrar especialistas Como funciona?
Oi, é um prazer te ter por aqui.

Sim. Pessoas com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) podem construir autoestima real, mas isso acontece de forma gradual, conforme a identidade se torna mais estável e as emoções mais reguladas.
A autoestima real se desenvolve quando a pessoa começa a:
• se ver de forma menos extrema, sem oscilar entre “sou horrível” e “sou incrível”
• reconhecer qualidades e limites de forma equilibrada
• não depender totalmente da validação externa para se sentir valiosa
• agir de acordo com valores pessoais, e não apenas para evitar rejeição
• integrar diferentes partes do self, reduzindo a sensação de vazio
Com terapia (especialmente DBT, TCC e terapias baseadas em esquemas), vínculos seguros e validação consistente, a pessoa passa a construir uma autoestima mais sólida, interna e contínua.

Atenciosamente,
Psicólogo Fernando Segundo
@psifernandosegundo
Fernadosegundo.com
Atendimento em psicoterapia e neuropsicologia On-line e em Vitória-ES
Abraços

Especialistas

Anna Paula Balduci Brasil Lage

Anna Paula Balduci Brasil Lage

Psicólogo

Rio de Janeiro

Renato Furigo

Renato Furigo

Psicólogo

São Paulo

Claudia Matias Santos

Claudia Matias Santos

Psicólogo

Rio de Janeiro

Tamires Pimentel Souza

Tamires Pimentel Souza

Psicólogo

São Leopoldo

Tainá Silva

Tainá Silva

Psicólogo

Florianópolis

Renata Camargo

Renata Camargo

Psicólogo

Camaquã

Perguntas relacionadas

Você quer enviar sua pergunta?

Nossos especialistas responderam a 5136 perguntas sobre Transtorno da personalidade borderline
  • A sua pergunta será publicada de forma anônima.
  • Faça uma pergunta de saúde clara, objetiva seja breve.
  • A pergunta será enviada para todos os especialistas que utilizam este site e não para um profissional de saúde específico.
  • Este serviço não substitui uma consulta com um profissional de saúde. Se tiver algum problema ou urgência, dirija-se ao seu médico/especialista ou provedor de saúde da sua região.
  • Não são permitidas perguntas sobre casos específicos, nem pedidos de segunda opinião.
  • Por uma questão de saúde, quantidades e doses de medicamentos não serão publicadas.

Este valor é muito curto. Deveria ter __LIMIT__ caracteres ou mais.


Escolha a especialidade dos profissionais que podem responder sua dúvida
Iremos utilizá-lo para o notificar sobre a resposta, que não será publicada online.

Seu caso é parecido? Esses profissionais podem te ajudar.

Todos os conteúdos publicados no doctoralia.com.br, principalmente perguntas e respostas na área da medicina, têm caráter meramente informativo e não devem ser, em nenhuma circunstância, considerados como substitutos de aconselhamento médico.