A quantidade de fósforo no nosso corpo ela vai diminuindo naturalmente?

A quantidade de fósforo no nosso corpo ela vai diminuindo naturalmente?

11 respostas


Olá, para responder com maior clareza sua pergunta, irei pontuar alguns fatores que são importantes para gerenciar nosso estoque de vitaminas e minerais. 1º Não temos a capacidade de "fazer" vitaminas e minerais, sendo assim só obtemos esses nutrientes através da alimentação ou reposição. 2º Nosso corpo é único, temos diferentes metabolismos, absorção, eliminação e outros fatores que fazem com que as necessidades de nutrientes sejam diferentes para cada pessoa. 3º Com o envelhecimento, a tendência é que tenhamos diminuição na absorção de diversos nutrientes, como vitaminas e minerais. Então, a resposta é sim... mas lembre-se que uma alimentação balanceada é a melhor forma de nosso corpo ter todos os nutrientes que ele precisa para funcionar corretamente. bjs

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Excelente dúvida, a resposta (longa) que eu daria em aula seria a seguinte. O fósforo não “desaparece” com a idade, o que muda é a eficiência do corpo em regulá-lo e utilizá-lo. O fósforo é um mineral essencial, presente principalmente nos ossos (junto com o cálcio) e nas células, participando de processos vitais como a produção de energia (na forma de ATP) e o equilíbrio ácido-base do organismo. Com o envelhecimento, diversos processos fisiológicos se alteram. O primeiro é a perda progressiva de massa óssea, que naturalmente reduz parte do fósforo corporal, já que cerca de 85% do fósforo total está nos ossos. Essa perda ocorre por redução dos hormônios anabólicos, como testosterona e estrogênio, e também por uma menor sensibilidade do tecido ósseo à vitamina D e ao cálcio. Além disso, os rins tornam-se menos eficientes, o que compromete o controle fino da reabsorção e excreção de fósforo e de outros eletrólitos importantes, como magnésio, potássio e sódio. Outro ponto relevante é que, com a idade, tende a ocorrer uma acidose metabólica leve, resultado da menor função renal e, muitas vezes, de dietas pobres em frutas e verduras. Para compensar o pH sanguíneo, o corpo libera minerais alcalinos dos ossos, como cálcio, magnésio e fósforo, o que agrava a desmineralização. Podemos também dizer que a redução da massa muscular e da hidratação intracelular também contribui, já que o fósforo é predominantemente um mineral intracelular, e a perda de músculo significa menor espaço de armazenamento e regulação desse mineral. Por último, algo não tão óbvio e que muitas vezes é o verdadeiro acelerador da perda mineral, é que o problema não é apenas o envelhecimento em si, mas o estilo de vida moderno. Dietas com alto teor de sódio e ultraprocessados, baixa ingestão proteica e o sedentarismo criam um ambiente de desequilíbrio eletrolítico e inflamação leve crônica. A contração muscular, por exemplo, é um dos estímulos que mais favorecem a reciclagem de fósforo e potássio dentro das células, mantendo o equilíbrio entre os compartimentos intra e extracelular. Quando há pouca atividade muscular, esse mecanismo de autorregulação é prejudicado. Por isso, o treinamento de força aliado a uma alimentação adequada em proteínas e micronutrientes especialmente fósforo proveniente de carnes, ovos, leguminosas e laticínios é fundamental para manter o equilíbrio mineral e a saúde óssea e muscular ao longo da vida. Em outras palavras, envelhecer não é sinônimo de perder minerais, o corpo apenas precisa de estímulos e substratos adequados para continuar regulando o que sempre soube

Dr. Gabriel Ferreira

Dr. Gabriel Ferreira

Nutricionista

Rio de Janeiro

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Os valores de referência para a quantidade de fósforo no exame de sangue (sérico) variam ligeiramente, mas a faixa considerada normal para adultos geralmente fica entre 2,5 e 4,5 mg/dL (miligramas por decilitro). Para permanecer saudável o ideal é ficar nessa faixa, se estiver baixo demais, vale a pena ver uma suplementação e uma melhora na alimentação.


Não, a quantidade de fósforo no nosso corpo não diminui naturalmente de forma contínua. Pelo contrário, ela é rigorosamente regulada por um sistema complexo que envolve os rins, ossos e hormônios. Em uma pessoa saudável, o corpo trabalha para manter os níveis de fósforo em uma faixa normal e estável. Se você ingere muito fósforo, os rins excretam o excesso. Se ingere pouco, o corpo tenta conservar o fósforo disponível.

Dr. Denis Pires

Dr. Denis Pires

Nutricionista

Brasília

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Olá, tudo bem?Alguns fatores podem impactar na redução do teor de fósforo no envelhecimento, como por exemplo uma alimentação pobre em proteínas. A alimentação rica em alimentos fontes de proteínas (de origem animal ou vegetal), castannhas e outras oleaginosas, grãos integrais são importantes para um aporte adequado de fósforo e também outros minerais importantes, mesmo durante o processo de envelhecimento. Cabe destacar que para as pessoas com doença renal, é importante o controle da alimentação para a redução do fósforo. Estou a disposição caso deseje agendar uma consulta para te esclarecer melhor sobre as estratégias para um aalimentação saudável, em todas as fases da vida. Abraços


Não, por dia conseguimos ingerir geralmente a quantidade necessária e o excesso é excretado na urina. O que pode acontecer é que em pessoas mais idosas surgem problemas como: dificuldade na mastigação ou problemas intestinais que atrapalham abosrção de nutrientes como o fósforo.

Dr. Cainã Brito

Dr. Cainã Brito

Nutricionista

Marechal Deodoro

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Olá! Me chamo Isadora, sou nutricionista e especialista em doenças renais. O corpo não “perde” fósforo espontaneamente, o que muda é o equilíbrio entre ingestão, absorção, uso celular e excreção renal desse mineral. Com o envelhecimento ou doenças renais, os rins podem ter menor capacidade de excretar fósforo, o que tende a aumentar, e não diminuir, o fósforo sérico (na corrente sanguínea). Já em situações de desnutrição, ingestão inadequada ou uso de certos medicamentos, pode haver redução nos níveis séricos de fósforo — mas isso é secundário a outras causas, não um processo natural. Espero ter ajudado :)

Isadora  Liberato

Isadora Liberato

Nutricionista

Porto Alegre

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Não, o organismo humano não "produz" fósforo. Ele é um mineral essencial obtido principalmente pela alimentação, e o que ocorre com o envelhecimento é uma alteração na forma como o corpo gerencia (metaboliza) o fósforo, e não uma diminuição na sua produção.

Angela Ivenção

Angela Ivenção

Nutricionista

São Paulo

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a regulação do mineral no corpo pode ser comprometida com a idade, principalmente devido a diminuiçao da funçao renal

Rachel Franco

Rachel Franco

Nutricionista

Rio de Janeiro

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O fósforo não “cai com a idade” — ele só muda se houver algum fator associado.

Dra. Darlene  Soares

Dra. Darlene Soares

Nutricionista

Belo Horizonte

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Olá! De forma geral, a quantidade total de fósforo no organismo não tende a diminuir simplesmente por causa da idade. O que pode acontecer com o envelhecimento é uma mudança na forma como esse mineral é absorvido, distribuído, armazenado e utilizado, especialmente quando existem doenças crônicas, alterações hormonais, redução da função renal, perda de massa muscular ou deficiência de vitamina D. Em pessoas saudáveis, o equilíbrio do fósforo é regulado principalmente pelos rins, ossos, intestino e por hormônios como o paratormônio (PTH), a vitamina D e o FGF-23. A insulina também participa desse metabolismo, embora não seja um dos principais hormônios reguladores da quantidade total de fósforo no organismo. Ela favorece a entrada do fósforo para o interior das células, onde esse mineral é utilizado na fosforilação da glicose, na produção de energia na forma de ATP e em diversas outras reações metabólicas. Por isso, alterações importantes na ação ou nos níveis de insulina podem modificar temporariamente a concentração de fósforo no sangue. Esse deslocamento do fósforo para dentro das células pode ser observado, por exemplo, após aumento importante da insulina, durante o tratamento da cetoacidose diabética ou na síndrome da realimentação em pessoas desnutridas. A maior parte do fósforo do organismo está armazenada nos ossos e dentes, onde participa da formação e da manutenção da estrutura óssea juntamente com o cálcio. O restante está presente nos músculos e em praticamente todas as células, desempenhando funções essenciais na produção de energia, na contração muscular, na formação das membranas celulares e no equilíbrio ácido-base. Quando ocorre deficiência de fósforo, ela geralmente está relacionada a situações específicas, como desnutrição, alcoolismo, síndrome de realimentação, doenças intestinais que prejudicam a absorção, uso prolongado de alguns medicamentos, alterações hormonais ou perdas renais excessivas, e não ao envelhecimento isoladamente. Também não basta apenas consumir fósforo em quantidade adequada. Sua utilização pelo organismo depende da saúde intestinal, da função renal, do equilíbrio hormonal, dos níveis de vitamina D e do funcionamento adequado do metabolismo energético. Na prática, uma alimentação variada costuma fornecer fósforo em quantidade suficiente. Carnes, peixes, ovos, laticínios, leguminosas, oleaginosas e cereais integrais são fontes importantes desse mineral. Por isso, a deficiência é relativamente incomum em pessoas com alimentação equilibrada. Quando existe suspeita de alteração no metabolismo do fósforo, ele não deve ser avaliado isoladamente. Também pode ser necessário analisar cálcio, magnésio, vitamina D, PTH, função renal, glicemia, insulina e outros marcadores relacionados ao metabolismo ósseo e energético. Israel Adolfo – Nutricionista Esportivo

Todo o conteúdo, em particular perguntas e respostas, é de caráter informativo e em nenhum caso pode substituir um diagnóstico médico.