Após retirada de meningioma benigno tive 6 ou 7 convulsões, tomo anticonvulsionantes há 7 anos, algu

4 respostas
Após retirada de meningioma benigno tive 6 ou 7 convulsões, tomo anticonvulsionantes há 7 anos, algum dia estarei livre das convulsões?
Resposta complicada ! O seu caso deve ser avaliado com cautela. E mesmo assim talvez será difícil de fazer essa afirmação. Se você ficar 2 anos livre de crises, a chance de não ter mais crises é grande. Mas ainda tem que estar acompanhando com neurologista pois as medicações devem ser retiradas muito lentamente.
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Dr. Mateus Tomaz Augusto
Neurocirurgião
Santo André
A resposta depende muito de como foi a cirurgia, se ainda ficou uma parte do tumor, e se houve lesão cerebral(gliose); Esses seriam os fatores mais predisponentes a você apresentar novas crises! Ainda assim nao é possível afirmar com 100% de certeza sobre a possibilidade de viver sem crises caso você pare de tomar a medicação!
Dr. Egmond Alves
Neurocirurgião
Sorocaba
Olá! É importante manter um tratamento adequado para controle das crises convulsivas. Quanto mais tempo sem crises convulsivas, maior a chance de um dia ficar sem a medicação. No entanto, tal evolução deve ser acompanhada por um médico neurocirurgião e um médico neurologista! Consulte um especialista!
Dra. Mariana M. Sant'Ana
Neurologista, Especialista em dor
Cuiabá
Excelente pergunta — e muito pertinente, especialmente em casos de crises epilépticas secundárias a cirurgias cerebrais, como a retirada de meningioma. A resposta depende de alguns fatores clínicos e do comportamento das crises ao longo do tempo, mas é possível, sim, que muitos pacientes alcancem controle total e até suspensão do uso de anticonvulsivantes, desde que com acompanhamento médico rigoroso.

Após a cirurgia de um meningioma benigno, a ocorrência de convulsões é relativamente comum. Isso acontece porque, mesmo após a retirada completa do tumor, podem permanecer alterações elétricas ou cicatriciais no tecido cerebral ao redor da área operada — o que chamamos de foco epileptogênico. Em geral, essas crises tendem a diminuir ou desaparecer com o tempo, conforme o cérebro se recupera e estabiliza a atividade elétrica.

Alguns pontos determinam a possibilidade de ficar livre das convulsões e suspender o tratamento:

1⃣ Causa bem definida e controlada:
Quando a epilepsia é secundária a uma lesão estrutural única e tratada (como um meningioma removido com sucesso), o prognóstico costuma ser melhor do que em epilepsias generalizadas primárias.

2⃣ Ausência de novas crises:
Se você está sem convulsões há pelo menos dois anos, com exames de imagem e eletroencefalograma (EEG) normais ou estáveis, seu neurologista pode considerar reduzir gradualmente a medicação.

3⃣ Tipo de crise e resposta ao tratamento:
Pacientes que tiveram crises parciais simples ou complexas (sem generalização) e boa resposta aos anticonvulsivantes têm maior chance de remissão completa.

4⃣ Tempo de uso da medicação e tolerância:
Após anos de estabilidade, é possível realizar um desmame supervisionado da medicação, feito de forma lenta e progressiva, geralmente ao longo de meses, para evitar recaídas.

5⃣ Cicatriz cerebral residual:
Se a área operada apresenta uma cicatriz extensa ou áreas de gliose (alteração estrutural permanente), o risco de recorrência das crises é um pouco maior, exigindo acompanhamento prolongado.

É fundamental nunca suspender o anticonvulsivante por conta própria, pois isso pode provocar crises de rebote ou desestabilizar o controle obtido ao longo dos anos. A decisão deve sempre ser tomada em conjunto com o neurologista, com base em critérios clínicos e em exames atualizados.

Além do controle medicamentoso, manter sono regular, evitar álcool, reduzir estresse e cuidar da alimentação são fatores que ajudam a manter o cérebro em equilíbrio e reduzir o risco de novas crises.

Em resumo: após a retirada de um meningioma benigno, é possível, sim, que o paciente fique livre das convulsões e eventualmente suspenda os anticonvulsivantes, desde que o cérebro tenha se recuperado bem e não haja focos residuais. Essa decisão deve ser feita com base em avaliação neurológica detalhada, EEG e imagem de controle.

Reforço que esta explicação tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica. Converse com seu neurologista sobre a possibilidade de reavaliar o uso da medicação — ele poderá solicitar exames complementares e definir, com segurança, se há condições de iniciar a retirada progressiva.

Dra. Mariana Santana – Neurologista em Cuiabá | Neurologista em São Paulo | Especialista em Medicina do Sono e Tratamento da Dor
CRM: 5732-MT | RQE nº 5835

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