As pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) "não" se importam com outras pessoas?
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As pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) "não" se importam com outras pessoas?
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Não! As pessoas com TEA se importam sim com outras pessoas. Apesar de ter algumas dificuldades relacionais e no desenvolvimento socioemocional, isso não impede que elas se solidarizem com pessoas próximas e que são importantes para elas.
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Não. Pessoas com Transtorno do Espectro Autista não deixam de se importar com os outros; elas apenas podem demonstrar cuidado e empatia de formas diferentes das expectativas sociais típicas. Podem ter dificuldade em perceber sinais sutis, interpretar emoções alheias ou expressar afeto da maneira convencional, mas isso não significa falta de interesse ou preocupação. Muitas sentem emoções intensas em relação aos outros e desejam conexão, apenas encontram barreiras na forma de comunicação e interação social. Com apoio, compreensão e estratégias adaptadas, podem estabelecer relacionamentos significativos e demonstrar cuidado genuíno.
A afirmação de que pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) “não se importam” com os outros não encontra respaldo na literatura científica. Trata-se de um equívoco decorrente da interpretação normativa das manifestações emocionais e sociais.
O TEA é caracterizado por diferenças persistentes na comunicação social e por padrões restritos e repetitivos de comportamento, interesses ou atividades (Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders – DSM-5-TR). Contudo, tais diferenças não implicam ausência de sentimentos ou de vínculo afetivo.
Do ponto de vista neuropsicológico, estudos indicam que pessoas no espectro podem apresentar particularidades no funcionamento de redes cerebrais relacionadas ao processamento social, como circuitos envolvidos no reconhecimento de expressões faciais, na teoria da mente e na integração socioemocional. Essas diferenças podem impactar principalmente a chamada empatia cognitiva — isto é, a capacidade de inferir estados mentais do outro —, sem necessariamente comprometer a empatia afetiva, que se refere à capacidade de compartilhar ou responder emocionalmente ao estado do outro.
Pesquisas contemporâneas sugerem que muitas pessoas com TEA apresentam níveis preservados ou até intensificados de empatia afetiva, embora possam demonstrar dificuldades na identificação e na expressão verbal de emoções, fenômeno frequentemente associado à alexitimia. Importa destacar que a alexitimia não é sinônimo de autismo, embora possa ocorrer de forma comórbida.
Além disso, a chamada “hipótese da empatia deficitária” tem sido revista à luz de modelos mais recentes, como o “problema da dupla empatia”, proposto por Damian Milton, que sugere que as dificuldades de compreensão são bidirecionais, ocorrendo tanto entre pessoas autistas quanto entre pessoas não autistas. Assim, o desencontro comunicativo não deve ser interpretado como ausência de cuidado ou de interesse, mas como diferença nos modos de processamento e expressão social.
Portanto, afirmar que pessoas com TEA não se importam é cientificamente inadequado. O que se observa são formas diferentes de perceber, processar e expressar emoções, que podem não corresponder às expectativas sociais predominantes, mas que não indicam ausência de afeto ou de vínculo.
O TEA é caracterizado por diferenças persistentes na comunicação social e por padrões restritos e repetitivos de comportamento, interesses ou atividades (Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders – DSM-5-TR). Contudo, tais diferenças não implicam ausência de sentimentos ou de vínculo afetivo.
Do ponto de vista neuropsicológico, estudos indicam que pessoas no espectro podem apresentar particularidades no funcionamento de redes cerebrais relacionadas ao processamento social, como circuitos envolvidos no reconhecimento de expressões faciais, na teoria da mente e na integração socioemocional. Essas diferenças podem impactar principalmente a chamada empatia cognitiva — isto é, a capacidade de inferir estados mentais do outro —, sem necessariamente comprometer a empatia afetiva, que se refere à capacidade de compartilhar ou responder emocionalmente ao estado do outro.
Pesquisas contemporâneas sugerem que muitas pessoas com TEA apresentam níveis preservados ou até intensificados de empatia afetiva, embora possam demonstrar dificuldades na identificação e na expressão verbal de emoções, fenômeno frequentemente associado à alexitimia. Importa destacar que a alexitimia não é sinônimo de autismo, embora possa ocorrer de forma comórbida.
Além disso, a chamada “hipótese da empatia deficitária” tem sido revista à luz de modelos mais recentes, como o “problema da dupla empatia”, proposto por Damian Milton, que sugere que as dificuldades de compreensão são bidirecionais, ocorrendo tanto entre pessoas autistas quanto entre pessoas não autistas. Assim, o desencontro comunicativo não deve ser interpretado como ausência de cuidado ou de interesse, mas como diferença nos modos de processamento e expressão social.
Portanto, afirmar que pessoas com TEA não se importam é cientificamente inadequado. O que se observa são formas diferentes de perceber, processar e expressar emoções, que podem não corresponder às expectativas sociais predominantes, mas que não indicam ausência de afeto ou de vínculo.
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