Boa noite! Crianca de 9 anos, diagnosticasa com Crise de Ausência, iniciou o uso de Depakote ER 250

Boa noite! Crianca de 9 anos, diagnosticasa com Crise de Ausência, iniciou o uso de Depakote ER 250 mg dia. Está no 3° dia. Desde que iniciou relata fortes dores no peito, "como se fosse uma flecha entrando no peito e saindo pelas costas". Essa medicação é a substituta do Depakene 250 mg 5 ml que ela usou por 19 dias, mas o organismo não acostumou, teve vários efeitos colaterais. Como posso ajudá-la nesses momentos de dores, para amenizar, por gentileza? As dores ini iam um tempo depois dela ingerir o comprimido.

2 respostas


Boa tarde. O melhor a se fazer nesse caso é conversar com a/o profissional que atendeu, para escolher o melhor medicamento sem efeitos colaterais.

Dra. Sumaya Jorge Schmitz

Dra. Sumaya Jorge Schmitz

Neurologista pediátrico

Alta Floresta

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Entendo sua preocupação. Ver uma criança com dor no peito, especialmente quando ela mesma descreve como algo agudo, “como uma flecha atravessando o tórax”, assusta qualquer mãe ou pai. E quando isso acontece logo após o início de um medicamento anticonvulsivante, o alerta deve ser ainda maior. O Depakote ER, ou divalproato de sódio de liberação prolongada, é uma medicação bastante usada no tratamento das crises de ausência. Costuma ser bem tolerado, mas como todo remédio que age no sistema nervoso, pode provocar efeitos adversos — alguns comuns, outros raros e, em certas situações, imprevisíveis. No seu relato, há dois pontos que chamam a atenção. O primeiro é a dor torácica forte, com irradiação para as costas. Isso pode ter causas diversas: desde refluxo esofágico exacerbado por relaxamento do esfíncter com o remédio, espasmos musculares intercostais provocados por tensão ou até fenômenos neurológicos relacionados à forma como o sistema nervoso da criança está reagindo ao fármaco. Em casos raríssimos, pode até haver toxicidade mitocondrial ou envolvimento cardíaco, exigindo investigação com exames específicos. O segundo ponto é mais sutil, mas talvez ainda mais importante: o contexto emocional e neuropsiquiátrico da criança com epilepsia tipo ausência. Crianças com esse tipo de epilepsia, principalmente se de início precoce, podem apresentar fenômenos chamados de “psicoses interictais” ou “psicoses periictais”. Trata-se de alterações no processamento da realidade, percepção corporal distorcida, dores intensificadas pela ansiedade ou pelo ciclo de sono-vigília desregulado. O valproato pode, em casos excepcionais, acentuar esses quadros ou mesmo precipitar manifestações psicóticas, especialmente em crianças com predisposição. Se a dor aparece de forma regular após o uso da medicação e tem essa carga simbólica tão forte — “como uma flecha”, que perfura e atravessa — não se deve ignorar a possibilidade de uma vivência subjetiva de sofrimento exacerbado, que precisa ser ouvida e compreendida com cuidado. Não é frescura. O cérebro da criança pode estar gritando de um jeito que o corpo interpreta como dor. Por ora, a recomendação mais segura é entrar em contato com médico que já acompanha a criança ou se consultar com um médico que avalie de forma direta ou por teleconsulta essa situação. Isso não significa abandonar o tratamento, mas sim proteger a criança enquanto se ajusta o melhor caminho terapêutico. Medidas de alívio imediato, como compressas mornas, aconchego, respiração guiada e observação cuidadosa, ajudam, mas não substituem uma análise técnica. Em certos casos, a troca por outro anticonvulsivante, com perfil mais leve de efeitos adversos, pode resolver o problema. Hoje, felizmente, não é mais necessário colocar essa criança em uma sala de espera cheia, com risco de exposição à COVID-19, Monkeypox, gripe aviária ou outros vírus respiratórios. A Telemedicina está aí para isso. Com ela, é possível realizar um atendimento seguro, discreto, sem sair de casa. E quando se trata de epilepsia infantil, a rapidez na escuta e orientação faz diferença. Plataformas como a Doctoralia permitem que você escolha médicos com alto índice de satisfação, perfis bem avaliados e experiência real com casos como o da sua filha. Inclusive, se desejar, posso te orientar diretamente em uma teleconsulta — seja para essa dor atual ou para revisar o tratamento dela com calma, no ritmo que a sua filha merece. Mesmo que não precise de mim agora, recomendo que guarde nosso contato e visite meu perfil e redes sociais. Você pode se surpreender com o quanto um bom acompanhamento à distância é eficaz, especialmente quando feito com empatia, escuta e base científica. Estamos vivendo a revolução da Saúde com a Web 4.0 e a Inteligência Artificial. Não fique de fora. Você protege sua filha, ganha tempo, e investe na qualidade da atenção que ela recebe desde agora. Porque saúde de verdade começa na confiança e no acolhimento.

Dr. Gustavo Holanda

Dr. Gustavo Holanda

Neurologista pediátrico

Recife

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