Boa noite.Devido a todo um histórico que me prejudica até hoje(aos 28 anos),como superproteção da mi

3 respostas
Boa noite.Devido a todo um histórico que me prejudica até hoje(aos 28 anos),como superproteção da minha família e os diagnósticos tardios de TDAH e Ansiedade Social,nunca tive relacionamentos amorosos e relações sexuais espontâneas.Por isso,assisto pornografia todos os dias(de forma controlada) e costumo ter relações sexuais com garotas de programa.Isso é ruim ?
 Fernando Fagundes
Psicólogo
Florianópolis
Olá! ''Ruim'' é uma palavra que não é muito legal de ser usada. Depende. Se esses fatos que tu comentastes te trazem algum tipo de sofrimento que te prejudicam em algum sentido e te incomodam, então sim, não é algo bom em tua vida. Pode ser interessante conversar com algum profissional para que tu consiga avaliar isso e entender se isso te traz algum prejuízo.
Fico a disposição!

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O que você compartilha traz a marca de uma trajetória em que muitos fatores acabaram se somando: a superproteção familiar, o impacto de diagnósticos tardios e a dificuldade nas interações sociais. Tudo isso ajuda a entender por que os relacionamentos amorosos e sexuais espontâneos não fizeram parte da sua experiência até aqui, e como a pornografia e os encontros pagos foram ocupando esse espaço.

Assistir pornografia diariamente e recorrer a garotas de programa, em si, não é algo que possa ser classificado de maneira simples como “bom” ou “ruim”. O mais importante é perceber o lugar que essas escolhas ocupam na sua vida. Elas funcionam como um alívio, uma forma de suprir necessidades afetivas e sexuais que, por diferentes razões, não encontram outro caminho. Ao mesmo tempo, podem manter uma distância em relação a experiências que você talvez deseje viver de outra forma, como vínculos mais espontâneos, encontros que se construam com naturalidade.

A questão, então, não é tanto julgar sua prática, mas se perguntar sobre o que ela revela. Será que há um desejo de permanecer nesse modo, por parecer mais seguro e previsível? Ou há em você uma vontade de se abrir para outras formas de relação, mas que esbarra nos medos e dificuldades trazidos pela ansiedade social e pela história de vida?

Mais do que uma resposta única, o que você vive aponta para um caminho de autoconhecimento. Entender o que essas escolhas significam para você pode ser um passo importante para decidir se deseja mantê-las como estão ou se busca, pouco a pouco, abrir espaço para novas experiências.
 Luiz Siqueira
Psicólogo
Rio de Janeiro
Boa noite. Obrigado por confiar e falar sobre um tema tão sensível — isso já mostra consciência e cuidado consigo mesmo.
Em primeiro lugar, é importante dizer: o que você descreve não faz de você alguém “errado” ou “anormal”. Dadas a superproteção familiar, os diagnósticos tardios de TDAH e Ansiedade Social, faz sentido que a sexualidade tenha encontrado caminhos mais controláveis e previsíveis, onde o risco emocional é menor.
Sobre pornografia e relações com garotas de programa
De forma geral:
• Pornografia, quando realmente controlada e sem prejuízos evidentes (trabalho, estudos, saúde, relações), não é automaticamente um problema.
• Relações com garotas de programa, do ponto de vista psicológico, também não são patológicas por si só. Para muitas pessoas, elas funcionam como uma forma de experiência sexual sem exigências emocionais complexas, o que pode ser compreensível em quadros de ansiedade social.
O ponto central não é moral, é funcional.
Quando isso pode se tornar um problema?
Essas estratégias podem se tornar limitantes quando:
• passam a ser a única forma possível de viver a sexualidade
• evitam completamente qualquer vínculo afetivo por medo, não por escolha
• reforçam a ideia de que você “não é capaz” de se relacionar de outra forma
• mantêm distância de intimidade, afeto e troca emocional, se isso for algo que você deseja no fundo
Nesse caso, elas deixam de ser apenas um recurso e passam a ser um sinal de algo que precisa ser cuidado — geralmente ansiedade, insegurança, medo de rejeição e experiências passadas que ainda doem.
Émuito importante procurar um profissional de saúde mental (psicólogo e, se necessário, psiquiatra).
Com acompanhamento adequado, é possível:
• trabalhar os efeitos da superproteção
• tratar a ansiedade social
• elaborar experiências emocionais e traumas
• desenvolver segurança para relações mais espontâneas, se esse for o seu desejo
Com ajuda, muitas pessoas conseguem viver uma vida mais próxima do comum, no sentido de ter mais escolha, mais autonomia e menos medo, inclusive na área afetiva e sexual.
Você não está atrasado.
Você está no tempo de começar a cuidar disso da forma certa.

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