Boa Noite, já faço tratamento com fonoaudióloga há 3 anos. Sendo a Gagueira(disfemia) uma doença neu
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Boa Noite, já faço tratamento com fonoaudióloga há 3 anos. Sendo a Gagueira(disfemia) uma doença neurológica, existe algum tratamento medicamentoso, mesmo auxiliar, para a gagueira?
BOA TARDE!! OS TRATAMENTOS MEDICAMENTOSOS SÃO RECEITADOS PELO MEDICO E SUGERIDOS PELA FONOAUDIÓLOGA,EM CASOS DO PACIENTE APRESENTAR UM QUADRO DE ANSIEDADE AUXILIADO AO PROCESSO DE GAGUEIRA. SEMPRE COM ORIENTAÇÃO MEDICA
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Olá.
Nós Fonoaudiólogas trabalhamos com a reabilitação e a medicação é escolha do médico se houver outros fatores envolvidos como transtornos da ansiedade, depressão, fobia social, etc, e ainda em caso de comorbidades, ou seja, outras patologias associadas.
A maioria dos pacientes que atendo não necessita de medicação porque mesmo sendo neurológico é uma condição que precisa de estímulos certos. Em outras palavras, mesmo se for o caso de usar algum medicamento este não substitui a Fonoterapia. Continue firme. Terapia para Disfluência é demorada mesmo. É um processo longo, mas que vale a pena.
Nós Fonoaudiólogas trabalhamos com a reabilitação e a medicação é escolha do médico se houver outros fatores envolvidos como transtornos da ansiedade, depressão, fobia social, etc, e ainda em caso de comorbidades, ou seja, outras patologias associadas.
A maioria dos pacientes que atendo não necessita de medicação porque mesmo sendo neurológico é uma condição que precisa de estímulos certos. Em outras palavras, mesmo se for o caso de usar algum medicamento este não substitui a Fonoterapia. Continue firme. Terapia para Disfluência é demorada mesmo. É um processo longo, mas que vale a pena.
Boa tarde. Sim, existe tratamento medicamentoso, mas via de regra seu efeito dura apenas enquanto os remédios são utilizados, o que significa que para manter a melhora na fluência o uso deve ser contínuo. Para maiores esclarecimentos, procure um psiquiatra ou neurologista especializado em transtornos do espectro obsessivo-compulsivo, mas lembre-se que o ideal é associar a medicação com o tratamento fonoaudiológico e/ou psicoterapêutico. Abraços!
Medicamento tira o sintoma, mas não resolve a causa.
Sugiro que procure, além da fono, um psicoterapeuta, quem sabe sua gagueira tenha também fundo emocional.
Sugiro que procure, além da fono, um psicoterapeuta, quem sabe sua gagueira tenha também fundo emocional.
Pela minha prática, observo que a gagueira tem a ver com insegurança, que gera ansiedade. Acredito que a psicoterapia e o tratamento com terapia complementar podem ajudar a trabalhar a causa da gagueira e não apenas o sintoma. Isso trará sem dúvida um resultado ainda melhor.
Excelente pergunta — e muito pertinente, pois a gagueira (disfemia) é um distúrbio complexo que envolve tanto aspectos neurológicos quanto emocionais e motores da fala. Embora o tratamento principal seja realmente fonoaudiológico, a neurologia pode ter um papel complementar importante, especialmente na avaliação da atividade cerebral e da coordenação motora da fala.
Do ponto de vista neurológico, a gagueira está relacionada a alterações na temporização dos circuitos corticoestriatais e cerebelares, que regulam a fluência e o ritmo da fala. Estudos de neuroimagem mostram pequenas diferenças no funcionamento do hemisfério esquerdo (responsável pela linguagem) e na integração entre córtex motor e áreas auditivas, o que explica as interrupções involuntárias da fala.
Em relação ao tratamento medicamentoso, até o momento não existe um remédio específico que “cure” a gagueira. No entanto, em alguns casos, o uso de medicações auxiliares pode ser considerado pelo neurologista, com objetivos como:
Reduzir a ansiedade de performance (que intensifica os bloqueios na fala);
Diminuir a tensão muscular associada à fala;
Modular circuitos dopaminérgicos, já que alguns estudos sugerem hiperatividade dopaminérgica em determinadas formas de gagueira.
Entre os fármacos que têm sido estudados (como risperidona, olanzapina, aripiprazol ou medicamentos ansiolíticos leves), o uso deve ser individualizado e cauteloso, sempre sob orientação médica, pois os resultados variam de pessoa para pessoa e os efeitos colaterais precisam ser bem ponderados.
O mais importante é que o tratamento continue sendo multidisciplinar — combinando acompanhamento fonoaudiológico especializado, suporte psicológico e, quando indicado, avaliação neurológica para investigar possíveis fatores associados (como tique, distonia leve ou ansiedade de desempenho).
Reforço que esta resposta tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica individual. O acompanhamento com seu neurologista é essencial para avaliar sua resposta e garantir segurança no uso.
Coloco-me à disposição para ajudar e orientar, com consultas presenciais e atendimento online em todo o Brasil, com foco em neurologia clínica, medicina do sono, distúrbios da fala, TDAH e controle da ansiedade, sempre com uma abordagem técnica e humanizada.
Dra. Patrícia Gomes Damasceno – Neurologista | Especialista em Medicina do Sono
CRM 11930-CE | RQE nº 7771 | RQE nº 8082
Do ponto de vista neurológico, a gagueira está relacionada a alterações na temporização dos circuitos corticoestriatais e cerebelares, que regulam a fluência e o ritmo da fala. Estudos de neuroimagem mostram pequenas diferenças no funcionamento do hemisfério esquerdo (responsável pela linguagem) e na integração entre córtex motor e áreas auditivas, o que explica as interrupções involuntárias da fala.
Em relação ao tratamento medicamentoso, até o momento não existe um remédio específico que “cure” a gagueira. No entanto, em alguns casos, o uso de medicações auxiliares pode ser considerado pelo neurologista, com objetivos como:
Reduzir a ansiedade de performance (que intensifica os bloqueios na fala);
Diminuir a tensão muscular associada à fala;
Modular circuitos dopaminérgicos, já que alguns estudos sugerem hiperatividade dopaminérgica em determinadas formas de gagueira.
Entre os fármacos que têm sido estudados (como risperidona, olanzapina, aripiprazol ou medicamentos ansiolíticos leves), o uso deve ser individualizado e cauteloso, sempre sob orientação médica, pois os resultados variam de pessoa para pessoa e os efeitos colaterais precisam ser bem ponderados.
O mais importante é que o tratamento continue sendo multidisciplinar — combinando acompanhamento fonoaudiológico especializado, suporte psicológico e, quando indicado, avaliação neurológica para investigar possíveis fatores associados (como tique, distonia leve ou ansiedade de desempenho).
Reforço que esta resposta tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica individual. O acompanhamento com seu neurologista é essencial para avaliar sua resposta e garantir segurança no uso.
Coloco-me à disposição para ajudar e orientar, com consultas presenciais e atendimento online em todo o Brasil, com foco em neurologia clínica, medicina do sono, distúrbios da fala, TDAH e controle da ansiedade, sempre com uma abordagem técnica e humanizada.
Dra. Patrícia Gomes Damasceno – Neurologista | Especialista em Medicina do Sono
CRM 11930-CE | RQE nº 7771 | RQE nº 8082
Boa noite. A gagueira (disfemia) é um distúrbio da fluência da fala com origem multifatorial — envolve componentes neurológicos, genéticos, emocionais e motores. Embora o tratamento principal continue sendo a fonoaudiologia especializada, há casos em que o uso de medicamentos pode ser auxiliar, especialmente quando há comorbidades associadas, como ansiedade, tiques motores, TDAH, transtorno obsessivo-compulsivo ou disfunção dopaminérgica. Estudos de neuroimagem mostram que pessoas com gagueira apresentam diferenças na ativação de áreas cerebrais responsáveis pelo planejamento e coordenação da fala — como o córtex pré-motor, a área de Broca e os núcleos da base — com uma regulação anormal da dopamina. Por isso, alguns medicamentos que modulam esse neurotransmissor vêm sendo testados como adjuvantes, entre eles: antagonistas dopaminérgicos leves, como a risperidona em doses baixas (0,25–0,5 mg) ou aripiprazol, que podem reduzir a impulsividade da fala e a tensão muscular associada; anticonvulsivantes estabilizadores, como gabapentina ou lamotrigina, em casos com componente de ansiedade e travamentos motores; e ansiolíticos leves ou antidepressivos ISRS, quando há associação significativa com ansiedade social ou fobia de fala. Entretanto, é importante destacar que não existe até o momento um medicamento capaz de “curar” a gagueira — os remédios apenas ajudam a reduzir a intensidade dos bloqueios, controlar a ansiedade e melhorar a fluência quando usados junto à terapia fonoaudiológica e ao treinamento respiratório. O tratamento ideal é multidisciplinar, envolvendo fonoaudiólogo, neurologista e, se necessário, psiquiatra, para ajustar a abordagem conforme o perfil clínico e emocional de cada paciente. Técnicas complementares, como treino de ritmo, respiração diafragmática, controle do tempo de fala e terapia cognitivo-comportamental, potencializam a melhora. O prognóstico é muito positivo quando há persistência, acolhimento e ajuste individual das estratégias. Reforço que esta resposta tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica individual. O acompanhamento com seu neurologista é essencial para confirmar o diagnóstico e garantir segurança no uso. Coloco-me à disposição para ajudar e orientar, com consultas presenciais e atendimento online em todo o Brasil, com foco em neurologia clínica, distúrbios da fala, gagueira e regulação neurofuncional, sempre com uma abordagem técnica, empática e humanizada. Dra. Camila Cirino Pereira - Neurologista | Especialista em TDAH | Especialista em Medicina do Sono | Especialista em Saúde Mental CRM CE 12028 | RQE Nº 11695 | RQE Nº 11728
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