Boa tarde, Estou tomando Fluoxetina para ansiedade, tem pouco mais de 30 dias. passeio 20 dias toman
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Boa tarde, Estou tomando Fluoxetina para ansiedade, tem pouco mais de 30 dias. passeio 20 dias tomando um comprimido de 20mg e tem cerca de 10 dias que estou tomando a metade do comprimido (orientado pelo médico). Porém, sinto fraqueza no corpo, uma pressão na cabeça e algumas dores na região lateral e de trás da cabeça, indisposto, tonturas, náuseas, palpitações (coração batendo mais forte e /ou mais acelerado), pés e mão gelados, algumas crises de ansiedade. Sendo que estes sintomas apareceram depois da segunda semana que comecei a tomar a medicação. é normal por causa da medicação? fiz consulta e exames com o cardiologista em março e agosto e segundo o cardiologista ´coração está normal.
A maioria dos efeitos colaterais deste tipo de medicação aparece nos primeiros dias e tende a melhorar ou desaparecer em poucas semanas, de modo que não é habitual (se não tiver havido aumento da dose) aparecerem após a segunda semana, sem terem aparecido antes. A diminuição da dose pode melhorar a adaptação, com a desvantagem de que 10 mg, na imensa maioria das pessoas, é uma dose que não deve ter efeito terapêutico significativo. Mas, não é errado diminuir a dose por um tempo, para diminuir os efeitos colaterais. Entretanto, os sintomas que você cita podem também ser decorrentes da ansiedade (e não do remédio) , que cursa com frequentes sintomas físicos ou mesmo de depressão ("indisposição"). Fale com seu psiquiatra.
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O período adaptativo ( 15-20 dias do início da medicação) é absolumente transitório.
Caso haja persistência de efeitos colaterais, bem como, pouca resolutividade no tratamento da patologia psiquiátrica deve-se pensar na troca da medicação.
Ademais, a dose de 10 mg de fluoxetina é subterapêutica, ou seja, é necessária a dose mínima de 20 mg para tratamento de patologias como depressão/ transtornos ansiosos.
Procure o seu médico.
Caso haja persistência de efeitos colaterais, bem como, pouca resolutividade no tratamento da patologia psiquiátrica deve-se pensar na troca da medicação.
Ademais, a dose de 10 mg de fluoxetina é subterapêutica, ou seja, é necessária a dose mínima de 20 mg para tratamento de patologias como depressão/ transtornos ansiosos.
Procure o seu médico.
Boa tarde. O que você está sentindo pode sim estar relacionado ao uso da fluoxetina, especialmente considerando o tempo de uso e a redução recente da dose. A fluoxetina é um inibidor seletivo da recaptação de serotonina (ISRS), indicado para ansiedade, depressão e outros transtornos. É comum que, nas primeiras semanas de tratamento ou após mudanças na dose, o organismo apresente reações de adaptação, que podem incluir sintomas como tontura, náusea, sensação de fraqueza, mal-estar, palpitações, sudorese nas extremidades e até aumento transitório da ansiedade. Esses efeitos são geralmente autolimitados, ou seja, tendem a melhorar com o tempo à medida que o corpo se ajusta ao medicamento.
No seu caso, como os sintomas começaram após cerca de duas semanas e pioraram com a redução da dose, há duas hipóteses principais a considerar. A primeira é que esses sintomas ainda façam parte do processo de adaptação à medicação. A segunda é que a redução da dose para 10 mg esteja provocando um efeito de descompensação, seja por uma sensibilidade maior à oscilação da serotonina ou porque a dose de 20 mg estava começando a fazer efeito e a diminuição interrompeu esse processo. Algumas pessoas são mais sensíveis às variações nos níveis de serotonina, e reduções rápidas, mesmo que aparentemente leves, podem gerar sintomas físicos e emocionais desconfortáveis.
A sensação de pressão na cabeça, dores nas laterais e atrás da cabeça, associadas à indisposição, também pode se relacionar à ansiedade em si, ou a efeitos colaterais do remédio. Já a sensação de coração acelerado e mãos e pés frios costumam ser sintomas clássicos de ativação do sistema nervoso autônomo, comum tanto em crises de ansiedade quanto em efeitos adversos iniciais dos ISRS.
Como você já avaliou o coração com um cardiologista e exames recentes mostraram que está tudo normal, isso dá mais segurança para considerar que o quadro é funcional, ou seja, provavelmente decorrente da adaptação neuroquímica ao remédio ou da própria ansiedade. Ainda assim, é fundamental conversar novamente com o médico que te acompanha para avaliar se vale a pena manter a fluoxetina na dose atual, voltar à dose anterior ou até mesmo considerar outro tipo de medicação, caso esses efeitos estejam causando muito sofrimento.
É importante também manter bons hábitos nesse período: sono regular, alimentação leve, hidratação adequada, evitar cafeína e álcool, e praticar alguma atividade física leve, que pode ajudar a reduzir os sintomas físicos da ansiedade. Se os sintomas piorarem muito ou surgirem sinais mais intensos, como dor de cabeça súbita e forte, desmaios ou alterações visuais, é indicado buscar atendimento médico imediato para descartar outras causas.
Por fim, vale lembrar que a resposta à fluoxetina pode demorar de 4 a 8 semanas para se consolidar plenamente. Nem sempre a primeira medicação é a ideal, e ajustes são parte comum do processo de tratamento em psiquiatria. O mais importante é manter o acompanhamento médico próximo e não tomar decisões abruptas sem orientação profissional.
No seu caso, como os sintomas começaram após cerca de duas semanas e pioraram com a redução da dose, há duas hipóteses principais a considerar. A primeira é que esses sintomas ainda façam parte do processo de adaptação à medicação. A segunda é que a redução da dose para 10 mg esteja provocando um efeito de descompensação, seja por uma sensibilidade maior à oscilação da serotonina ou porque a dose de 20 mg estava começando a fazer efeito e a diminuição interrompeu esse processo. Algumas pessoas são mais sensíveis às variações nos níveis de serotonina, e reduções rápidas, mesmo que aparentemente leves, podem gerar sintomas físicos e emocionais desconfortáveis.
A sensação de pressão na cabeça, dores nas laterais e atrás da cabeça, associadas à indisposição, também pode se relacionar à ansiedade em si, ou a efeitos colaterais do remédio. Já a sensação de coração acelerado e mãos e pés frios costumam ser sintomas clássicos de ativação do sistema nervoso autônomo, comum tanto em crises de ansiedade quanto em efeitos adversos iniciais dos ISRS.
Como você já avaliou o coração com um cardiologista e exames recentes mostraram que está tudo normal, isso dá mais segurança para considerar que o quadro é funcional, ou seja, provavelmente decorrente da adaptação neuroquímica ao remédio ou da própria ansiedade. Ainda assim, é fundamental conversar novamente com o médico que te acompanha para avaliar se vale a pena manter a fluoxetina na dose atual, voltar à dose anterior ou até mesmo considerar outro tipo de medicação, caso esses efeitos estejam causando muito sofrimento.
É importante também manter bons hábitos nesse período: sono regular, alimentação leve, hidratação adequada, evitar cafeína e álcool, e praticar alguma atividade física leve, que pode ajudar a reduzir os sintomas físicos da ansiedade. Se os sintomas piorarem muito ou surgirem sinais mais intensos, como dor de cabeça súbita e forte, desmaios ou alterações visuais, é indicado buscar atendimento médico imediato para descartar outras causas.
Por fim, vale lembrar que a resposta à fluoxetina pode demorar de 4 a 8 semanas para se consolidar plenamente. Nem sempre a primeira medicação é a ideal, e ajustes são parte comum do processo de tratamento em psiquiatria. O mais importante é manter o acompanhamento médico próximo e não tomar decisões abruptas sem orientação profissional.
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