Bom dia , eu tomei sertralina por 2 a 3 anos 50 mg, eu parei de tomar por que , eu estava com prob

3 respostas
Bom dia , eu tomei sertralina por 2 a 3 anos 50 mg,
eu parei de tomar por que , eu estava com problema na minha libido demorava ou não conseguia ejacular , aí fui ao médico ele passou outro remédio o escitalopram, aí tomei uma banda de cada para fazer a descontinuada da sertralina , fiz por uma semana e parei , só que as noites para mim são um pesadelo , vivo acordando sufocado e com delirios noturnos ,
Parece que minha ansiedade piora muito a noite , estou hiperventilando muito , será que ainda e efeitos da falta da sertralina?
Dra. Naarai Camboim
Psiquiatra, Médico de família, Psicanalista
Florianópolis
Bom dia, aqui é a Dra. Naarai .
Obrigado dividir como você está se sentindo, sei o quanto é angustiante passar por noites assim.

O que você descreve (delírios noturnos, despertares sufocados, hiperventilação e ansiedade pior à noite) pode sim estar relacionado à suspensão abrupta da sertralina. Mesmo em dose de 50 mg e após anos de uso, o corpo e o sistema nervoso podem reagir de forma intensa quando o desmame não é feito de forma lenta e gradual. Esse processo pode gerar sintomas de “síndrome de descontinuação”, que incluem justamente alterações no sono, sonhos vívidos, ansiedade acentuada e sensações físicas desagradáveis.

É muito importante que você não enfrente isso sozinho e retorne ao médico que está acompanhando seu tratamento para avaliar se será necessário ajustar a transição, rever a dose do escitalopram ou até reintroduzir de forma temporária a sertralina para um desmame mais seguro.

Enquanto isso, algumas medidas podem ajudar a suavizar os sintomas:

Rotina de sono bem cuidada: tente dormir e acordar em horários regulares, com ambiente escuro e silencioso.

Técnicas de respiração e relaxamento: respiração diafragmática, meditação guiada ou relaxamento muscular progressivo podem diminuir a hiperventilação e a ansiedade noturna.

Chás calmantes naturais (camomila, melissa, passiflora) antes de dormir podem trazer alívio.

Suplementos como magnésio e L-teanina são, em alguns casos, bons aliados para promover relaxamento (sempre com orientação profissional).

Esses recursos não substituem o tratamento médico, mas podem apoiar seu bem-estar enquanto os ajustes são feitos.

Você não está sozinho nesse processo. Nossa equipe está à disposição para orientar e acompanhar de perto, ajudando a encontrar o caminho mais seguro e confortável para o seu equilíbrio.

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Dra. Karina Coelho
Psiquiatra
São João del Rei
Bom dia!

O que você descreve pode estar sim relacionado à interrupção da sertralina. Quando um antidepressivo é usado por bastante tempo e interrompido de forma rápida, mesmo que com uma redução parcial, podem surgir sintomas chamados de síndrome de descontinuação. Esses sintomas podem incluir: piora da ansiedade, alterações do sono, sensação de sufocamento, sonhos vívidos ou até “delírios noturnos”.

Além disso, é importante lembrar que parte dos sintomas também pode ser do próprio retorno da ansiedade que já existia antes do tratamento.

Em geral, quando a troca ou retirada é feita de forma gradual, com acompanhamento próximo do psiquiatra, esses efeitos são mais leves e controlados. Como você ainda apresenta sintomas intensos, o ideal é voltar ao médico o quanto antes para ajustar o tratamento, seja com adaptação da dose, ajuste na troca de medicação ou estratégias associadas.

Não interrompa ou reinicie por conta própria, um bom planejamento com seu médico é a melhor forma de conduzir. Espero ter te ajudado, conte comigo :)
Bom dia. Os sintomas descritos podem ser compatíveis com a síndrome de descontinuação dos ISRS, que inclui fenômenos como ansiedade aumentada, alterações sensoriais e distúrbios do sono, mesmo em doses mais baixas como 50 mg de sertralina. A troca para escitalopram, especialmente se a sobreposição for breve, pode não ter suprido de forma adequada a adaptação neuroquímica, contribuindo para este quadro. Cabe ainda considerar que esses sintomas podem representar uma exacerbada ansiedade ou recaída do transtorno de base e, nesse contexto, a avaliação do padrão, da duração e da intensidade dos sintomas é fundamental.
Sugerimos uma revisão do histórico e uma avaliação clínica focada nos sintomas noturnos, para definir se há necessidade de reintrodução gradual de um ISRS ou outro ajuste terapêutico. Contato com o paciente para identificar eventuais fatores que aumentem a vulnerabilidade à ansiedade noturna (ex.: qualidade do sono, padrões respiratórios, alterações em circadianos) também pode auxiliar na adequação do manejo.
Estou a disposição.

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