Bom dia! Tenho um menino de 1 ano e 1 mês que ainda não anda, começou a ficar em pé com apoio agora,

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Bom dia! Tenho um menino de 1 ano e 1 mês que ainda não anda, começou a ficar em pé com apoio agora, e ainda não fala a não ser a palavra mama ou papa. Desde os dois meses de vida balança a cabeça como se fosse o sinal "não", e de 3 meses pra cá tem batido as mãos na cabeça e bate a cabeça no chão. Seria sinais de autismo ou pode ser outra coisa?
Dr. Luciano Pontes
Neurologista pediátrico, Pediatra
São Paulo
Boa noite. Os sinais que você descreveu chamam atenção e justificam uma avaliação neurológica detalhada. Alguns comportamentos podem estar dentro da variação do desenvolvimento típico, mas outros como a repetição de movimentos e o atraso nos marcos motores e de linguagem podem estar relacionados a alterações no neurodesenvolvimento, inclusive autismo, entre outras possibilidades. É importante que ele seja avaliado por um neuropediatra para investigar de forma mais precisa e, se necessário, iniciar intervenções precoces.

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Dr. Gustavo Holanda
Neurologista pediátrico
Recife
Entendo profundamente sua preocupação. Nenhum pai está preparado para lidar sozinho com essas incertezas no desenvolvimento de um filho. Cuidar, observar e buscar ajuda é um gesto de amor e responsabilidade.

O que você descreve merece, sim, atenção cuidadosa. Aos 1 ano e 1 mês, é natural que algumas crianças ainda não andem sozinhas, especialmente se estão começando a ficar em pé com apoio agora. Isso, isoladamente, pode ser apenas uma variação do desenvolvimento motor, que costuma ter uma margem relativamente ampla. Alguns começam a andar aos 9 meses, outros só depois dos 15 meses. O mesmo vale para a fala: nessa fase, muitas crianças dizem apenas palavras simples, como “mamã” e “papá”. Até aí, nada necessariamente anormal.

Mas o que de fato chama atenção são os movimentos repetitivos, como balançar a cabeça desde muito cedo, bater as mãos na própria cabeça e até bater a cabeça no chão. Esses comportamentos podem ser, sim, uma forma que a criança encontra para se acalmar, lidar com estímulos do ambiente ou expressar desconforto. No entanto, quando esses movimentos são muito frequentes, surgem de forma precoce e se intensificam com o tempo, eles merecem ser olhados com mais cuidado.

Quando esses sinais vêm associados a atrasos no desenvolvimento da linguagem, na interação social e na comunicação, eles podem ser indicativos de transtornos do neurodesenvolvimento. O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é uma possibilidade que deve ser considerada, mas não é a única. Existem outras condições, como atraso global do desenvolvimento, transtorno do processamento sensorial e até questões motoras isoladas.

O mais importante é avaliar como está a interação do seu filho com o mundo. Ele olha nos olhos? Sorri quando você brinca com ele? Responde quando é chamado pelo nome? Tenta se comunicar, apontar, compartilhar interesses, buscar sua atenção? Se essas respostas forem negativas ou pouco frequentes, reforça-se ainda mais a necessidade de uma avaliação especializada.

Por mais angustiante que seja, é fundamental entender que quanto mais cedo buscamos ajuda, melhores são as chances de intervenção e de favorecer o desenvolvimento da criança. O cérebro dos pequenos é extremamente plástico nos primeiros anos de vida. Isso significa que ele tem uma enorme capacidade de adaptação, aprendizado e desenvolvimento, especialmente quando estimulado precocemente.

Por isso, hoje, a melhor escolha que você pode fazer é buscar um neuropediatra. E, graças à Telemedicina, isso ficou muito mais fácil, rápido, seguro e eficiente. Não é só uma questão de comodidade. Em tempos de COVID-19, Monkeypox, Parvovírus B19, variantes perigosas da gripe aviária H5N1 e tantas outras ameaças, proteger sua família de ambientes lotados como clínicas e hospitais é uma decisão de saúde pública e de autocuidado.

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O próximo passo está nas suas mãos. E, se puder te dar um conselho, não espere. Seu filho merece todo o cuidado, atenção e amor que você já está demonstrando ter.
Dra. Caroline Pereira Borginho
Neurologista pediátrico, Médico do sono
São Paulo
Pode ser sim. Porém existem outros diagnósticos diferenciais que também podem apresentar esses sinais. Por isso é importante a avaliação com especialista neuropediatra.

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