Comecei a ter convulsões aos 16 anos. Mas com 51 anos ao ter convulsões, comecei a me urinar toda. É

4 respostas
Comecei a ter convulsões aos 16 anos. Mas com 51 anos ao ter convulsões, comecei a me urinar toda. É normal? Não consigo um neurologista que consiga me ajudar. Tem um comentário que possa me ajudar?
 Marcos Christiano Lange
Neurologista
Curitiba
Boa noite.
Durante a crise convulsiva ocorrem contrações musculares, inclusive dos músculos que controlam a micção (função de urinar). Portanto, a liberação da urina é muito comum nestes episódios. Para controlar esta situação, deve-se tratar as convulsões, principalmente com o uso dos medicamentos anticonvulsivantes.

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Dra. Adalgisa Cavalcanti
Neurologista, Neurofisiologista
Recife
BOA TARDE . A LIBERAÇÃO DE URINA DURANTE UMA CRISE CONVULSIVA PODE SIM ACONTECER, É IMPORTANTE QUE VOCE CONSIGA O CONTROLE DAS SUAS CRISES, PARA ISSO É NECESSARIO REVER AS SUAS MEDICAÇÕES E AJUSTAR JUNTO A UM ESPECIALISTA.
Nas crises pode haver enurese ou escape da urina. Faz parte da crise, procure um neurologista para controle de sua epilepsia.
Dra. Patricia Gomes Damasceno
Neurologista, Médico do sono, Neurofisiologista
São Paulo
Excelente pergunta — e muito importante, pois descreve uma mudança no padrão das crises epilépticas, algo que merece investigação neurológica detalhada.

Durante uma crise convulsiva generalizada (tônico-clônica), é possível ocorrer perda involuntária da urina — o que chamamos de incontinência urinária ictal. Isso acontece porque, durante a crise, há perda total do controle da consciência e do tônus muscular, afetando também o esfíncter urinário. Portanto, urinar durante a convulsão pode ser normal, principalmente quando a descarga elétrica cerebral é mais intensa.

O que chama atenção no seu caso é o fato de esse sintoma ter surgido recentemente, após muitos anos de doença estável. Isso pode indicar mudança no tipo ou intensidade das crises, ou ainda fatores novos que alteraram o limiar convulsivo.

Algumas situações que podem explicar essa mudança incluem:

Progressão natural da epilepsia com envolvimento de áreas diferentes do cérebro;

Uso incorreto, ajuste inadequado ou interação de medicações anticonvulsivantes;

Privação de sono, estresse, desidratação ou variação hormonal;

Lesões estruturais novas, como microangiopatia, cicatrizes corticais ou pequenos AVCs, mais comuns após os 50 anos;

Alterações metabólicas (como glicose, sódio, cálcio) ou distúrbios do sono.

Por isso, é essencial realizar uma reavaliação neurológica completa, incluindo:

Ressonância magnética de encéfalo atualizada, para verificar se há novas alterações estruturais;

Eletroencefalograma (EEG), idealmente com registro prolongado;

E revisão das medicações anticonvulsivantes e suas dosagens séricas, para confirmar se estão na faixa terapêutica.

Se houver dificuldade em encontrar um especialista disponível na sua cidade, é possível buscar atendimento neurológico online, já regulamentado no Brasil, inclusive para epilepsia estável — o que pode facilitar seu acompanhamento até conseguir avaliação presencial.

Enquanto isso, mantenha:
Uso regular da medicação, nos mesmos horários;
Sono adequado e boa hidratação;
Evite álcool e automedicação;
Oriente familiares a manter segurança durante as crises (proteger cabeça, lateralizar corpo, nunca colocar nada na boca).

Reforço que esta resposta tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica individual. O acompanhamento com seu neurologista é essencial para avaliar sua resposta e garantir segurança no uso.

Coloco-me à disposição para ajudar e orientar, com consultas presenciais e atendimento online em todo o Brasil, com foco em neurologia clínica, epilepsia do adulto, reavaliação de crises refratárias e medicina do sono, sempre com uma abordagem técnica e humanizada.

Dra. Patrícia Gomes Damasceno – Neurologista | Especialista em Medicina do Sono
CRM 11930-CE | RQE nº 7771 | RQE nº 8082

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