Comecei a ter convulsões aos 16 anos. Mas com 51 anos ao ter convulsões, comecei a me urinar toda. É
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Comecei a ter convulsões aos 16 anos. Mas com 51 anos ao ter convulsões, comecei a me urinar toda. É normal? Não consigo um neurologista que consiga me ajudar. Tem um comentário que possa me ajudar?
Boa noite.
Durante a crise convulsiva ocorrem contrações musculares, inclusive dos músculos que controlam a micção (função de urinar). Portanto, a liberação da urina é muito comum nestes episódios. Para controlar esta situação, deve-se tratar as convulsões, principalmente com o uso dos medicamentos anticonvulsivantes.
Durante a crise convulsiva ocorrem contrações musculares, inclusive dos músculos que controlam a micção (função de urinar). Portanto, a liberação da urina é muito comum nestes episódios. Para controlar esta situação, deve-se tratar as convulsões, principalmente com o uso dos medicamentos anticonvulsivantes.
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BOA TARDE . A LIBERAÇÃO DE URINA DURANTE UMA CRISE CONVULSIVA PODE SIM ACONTECER, É IMPORTANTE QUE VOCE CONSIGA O CONTROLE DAS SUAS CRISES, PARA ISSO É NECESSARIO REVER AS SUAS MEDICAÇÕES E AJUSTAR JUNTO A UM ESPECIALISTA.
Nas crises pode haver enurese ou escape da urina. Faz parte da crise, procure um neurologista para controle de sua epilepsia.
Excelente pergunta — e muito importante, pois descreve uma mudança no padrão das crises epilépticas, algo que merece investigação neurológica detalhada.
Durante uma crise convulsiva generalizada (tônico-clônica), é possível ocorrer perda involuntária da urina — o que chamamos de incontinência urinária ictal. Isso acontece porque, durante a crise, há perda total do controle da consciência e do tônus muscular, afetando também o esfíncter urinário. Portanto, urinar durante a convulsão pode ser normal, principalmente quando a descarga elétrica cerebral é mais intensa.
O que chama atenção no seu caso é o fato de esse sintoma ter surgido recentemente, após muitos anos de doença estável. Isso pode indicar mudança no tipo ou intensidade das crises, ou ainda fatores novos que alteraram o limiar convulsivo.
Algumas situações que podem explicar essa mudança incluem:
Progressão natural da epilepsia com envolvimento de áreas diferentes do cérebro;
Uso incorreto, ajuste inadequado ou interação de medicações anticonvulsivantes;
Privação de sono, estresse, desidratação ou variação hormonal;
Lesões estruturais novas, como microangiopatia, cicatrizes corticais ou pequenos AVCs, mais comuns após os 50 anos;
Alterações metabólicas (como glicose, sódio, cálcio) ou distúrbios do sono.
Por isso, é essencial realizar uma reavaliação neurológica completa, incluindo:
Ressonância magnética de encéfalo atualizada, para verificar se há novas alterações estruturais;
Eletroencefalograma (EEG), idealmente com registro prolongado;
E revisão das medicações anticonvulsivantes e suas dosagens séricas, para confirmar se estão na faixa terapêutica.
Se houver dificuldade em encontrar um especialista disponível na sua cidade, é possível buscar atendimento neurológico online, já regulamentado no Brasil, inclusive para epilepsia estável — o que pode facilitar seu acompanhamento até conseguir avaliação presencial.
Enquanto isso, mantenha:
Uso regular da medicação, nos mesmos horários;
Sono adequado e boa hidratação;
Evite álcool e automedicação;
Oriente familiares a manter segurança durante as crises (proteger cabeça, lateralizar corpo, nunca colocar nada na boca).
Reforço que esta resposta tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica individual. O acompanhamento com seu neurologista é essencial para avaliar sua resposta e garantir segurança no uso.
Coloco-me à disposição para ajudar e orientar, com consultas presenciais e atendimento online em todo o Brasil, com foco em neurologia clínica, epilepsia do adulto, reavaliação de crises refratárias e medicina do sono, sempre com uma abordagem técnica e humanizada.
Dra. Patrícia Gomes Damasceno – Neurologista | Especialista em Medicina do Sono
CRM 11930-CE | RQE nº 7771 | RQE nº 8082
Durante uma crise convulsiva generalizada (tônico-clônica), é possível ocorrer perda involuntária da urina — o que chamamos de incontinência urinária ictal. Isso acontece porque, durante a crise, há perda total do controle da consciência e do tônus muscular, afetando também o esfíncter urinário. Portanto, urinar durante a convulsão pode ser normal, principalmente quando a descarga elétrica cerebral é mais intensa.
O que chama atenção no seu caso é o fato de esse sintoma ter surgido recentemente, após muitos anos de doença estável. Isso pode indicar mudança no tipo ou intensidade das crises, ou ainda fatores novos que alteraram o limiar convulsivo.
Algumas situações que podem explicar essa mudança incluem:
Progressão natural da epilepsia com envolvimento de áreas diferentes do cérebro;
Uso incorreto, ajuste inadequado ou interação de medicações anticonvulsivantes;
Privação de sono, estresse, desidratação ou variação hormonal;
Lesões estruturais novas, como microangiopatia, cicatrizes corticais ou pequenos AVCs, mais comuns após os 50 anos;
Alterações metabólicas (como glicose, sódio, cálcio) ou distúrbios do sono.
Por isso, é essencial realizar uma reavaliação neurológica completa, incluindo:
Ressonância magnética de encéfalo atualizada, para verificar se há novas alterações estruturais;
Eletroencefalograma (EEG), idealmente com registro prolongado;
E revisão das medicações anticonvulsivantes e suas dosagens séricas, para confirmar se estão na faixa terapêutica.
Se houver dificuldade em encontrar um especialista disponível na sua cidade, é possível buscar atendimento neurológico online, já regulamentado no Brasil, inclusive para epilepsia estável — o que pode facilitar seu acompanhamento até conseguir avaliação presencial.
Enquanto isso, mantenha:
Uso regular da medicação, nos mesmos horários;
Sono adequado e boa hidratação;
Evite álcool e automedicação;
Oriente familiares a manter segurança durante as crises (proteger cabeça, lateralizar corpo, nunca colocar nada na boca).
Reforço que esta resposta tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica individual. O acompanhamento com seu neurologista é essencial para avaliar sua resposta e garantir segurança no uso.
Coloco-me à disposição para ajudar e orientar, com consultas presenciais e atendimento online em todo o Brasil, com foco em neurologia clínica, epilepsia do adulto, reavaliação de crises refratárias e medicina do sono, sempre com uma abordagem técnica e humanizada.
Dra. Patrícia Gomes Damasceno – Neurologista | Especialista em Medicina do Sono
CRM 11930-CE | RQE nº 7771 | RQE nº 8082
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