como a arte pode contribuir para o desenvolvimento de crianças autistas?
como a arte pode contribuir para o desenvolvimento de crianças autistas?
9 respostas
A arte pode contribuir com o desenvolvimento de autistas, ampliando sua capacidade de abstração, coordenação motora, imaginação, criatividade, sensibilidade, afetividade e organização interna. Eu costumo trabalhar com vários tipos de arte em consultório, não apenas com pacientes especiais, mas com todos, pois acredito que é uma forma de expressão riquíssima que colabora para o desenvolvimento do indivíduo em todos os sentidos. (a música também se inclui se grupo) Não que a arte vá substituir o tratamento médico e/ou psicoterápico, mas com toda certeza vai potencializar as melhoras. Abraços
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A arte pode ser uma ferramenta valiosa no tratamento de crianças autistas, porque é um elemento fundamental para desenvolver atividades que configurem um estímulo para sua inserção social e desenvolvimento da comunicação.
A arte pode contribuir em aspectos de desenvolvimentos relacionados a abstração do pacientes independente da demanda que vem sendo apresentada. No caso do Autismo, atividades lúdicas e de ordem projetiva estão diretamente associadas a dinâmicas positivas de desenvolvimento subjetivo desses pacientes. É importante que o profissional esteja capacitado para atuar com crianças que apresentam esse tipo de transtorno global do desenvolvimento, para dar o melhor direcionamento do atendimento.
Os objetivos principais do trabalho a ser feito com crianças autistas são: Estimular o desenvolvimento social e comunicativo; aprimorar o aprendizado e a capacidade de solucionar problemas e diminuir comportamentos que interferem com o aprendizado e com o acesso às oportunidades de experiências do cotidiano. O trabalho das artes possibilitará que a criança possa ter contato com sua própria criatividade e outros aspectos importantes ao seu desenvolvimento. É preciso não forçar a criança a trabalhar somente com isto, há também outras atividades que podem auxiliar nestes aspectos.
Crianças com TEA- Transtorno do espectro autista tendem a ter maior facilidade para artes. Mas procure verificar com que tipo de arte ele tem maior afinidade, deixe-o escolher naturalmente, sem forçar.
A arte é comunicação, expressão com o outro por meio dos diferentes materiais utilizados. O autista, por possuir em si, um universo próprio, por meio desta ferramenta vai além ampliando seu contato e integrando-se com o mundo a sua volta, pois, a interpretação da arte acontece pelo sentimento, entre quem a realiza e quem observa, admira; forma e contexto, entre quem cria e quem contempla... Pintura livre em papel e em tela, desenho, modelagem em massinha, argila, reaproveitamento de materiais como plásticos, latas e tecidos, recorte e colagem... A arte é a demonstração do sentir pela forma, pela cor, pela textura; é o canal vivo da criatividade humana.
A arte tem o intuito de estimular a sequência de raciocínio, mesmo que involuntário, de começo, meio e fim. Quando o paciente gosta, o resultado é ainda melhor.
O objetivo é ampliar a cadeia de significantes, ou seja, o repertório, para que a criança possa em algum momento se responsabilizar por pequenas expressões. Existe contradições de diagnósticos para o autismo. Não existe certo e errado, existe possibilidades de amenizar o sofrimento, dessa forma, a arte, a interação, acarretam um aumento na rede neuronal, possibilitando a criança de simbolizar aspectos comuns do dia a dia. É um trabalho árduo e que precisa de atenção para avaliar. Lembrando que na minha opinião, não se fecha diagnóstico em crianças sem dano cerebral comprovado em exames.
Todo o conteúdo, em particular perguntas e respostas, é de caráter informativo e em nenhum caso pode substituir um diagnóstico médico.






