Como a autoagressão pode ser compreendida como falha de regulação hetero e autorregulatória no Trans
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Como a autoagressão pode ser compreendida como falha de regulação hetero e autorregulatória no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?
No Transtorno de Personalidade Borderline, a autoagressão pode ser compreendida como expressão de uma falha simultânea de regulação heterorregulatória e autorregulatória, em que o sujeito não consegue internalizar de forma consistente funções de contenção emocional oferecidas inicialmente pelo outro e, posteriormente, também não consegue mobilizar recursos internos suficientes para modular seus estados afetivos. Diante de emoções intensas que excedem o limiar de tolerância, a autoagressão surge como uma tentativa imediata e concreta de redução da tensão psíquica, funcionando como um recurso substitutivo à regulação simbólica e relacional. Clinicamente, isso evidencia uma organização psíquica em que o sofrimento não encontra vias de mentalização ou compartilhamento eficaz, sendo descarregado no corpo como forma de estabilização momentânea do caos interno.
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No desenvolvimento saudável, a regulação emocional começa como heterorregulação (o outro ajuda a acalmar, nomear, conter) e, gradualmente, torna-se autorregulação (a pessoa internaliza essas funções). Em muitos pacientes com TPB, houve falhas importantes nesse processo: cuidadores inconsistentes, negligentes ou invalidadores não ofereceram regulação emocional estável. Como resultado, o paciente não internaliza adequadamente um “outro regulador” e tem dificuldade em se autorregular. A autoagressão aparece, então, como tentativa desesperada de regular estados internos que não encontram contenção externa nem interna. É como se o corpo se tornasse o último recurso para interromper o caos emocional. A falha heterorregulatória (ausência de cuidado consistente) e a falha autorregulatória (dificuldade em acalmar-se, pensar, simbolizar) convergem na autoagressão. Clinicamente, isso aponta para a importância de oferecer, na relação terapêutica, uma experiência reguladora estável, que possa ser gradualmente internalizada, ao mesmo tempo em que se desenvolvem habilidades de autorregulação.
Atenciosamente, Psicólogo Fernando Segundo
@psifernandosegundo
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No desenvolvimento saudável, a regulação emocional começa como heterorregulação (o outro ajuda a acalmar, nomear, conter) e, gradualmente, torna-se autorregulação (a pessoa internaliza essas funções). Em muitos pacientes com TPB, houve falhas importantes nesse processo: cuidadores inconsistentes, negligentes ou invalidadores não ofereceram regulação emocional estável. Como resultado, o paciente não internaliza adequadamente um “outro regulador” e tem dificuldade em se autorregular. A autoagressão aparece, então, como tentativa desesperada de regular estados internos que não encontram contenção externa nem interna. É como se o corpo se tornasse o último recurso para interromper o caos emocional. A falha heterorregulatória (ausência de cuidado consistente) e a falha autorregulatória (dificuldade em acalmar-se, pensar, simbolizar) convergem na autoagressão. Clinicamente, isso aponta para a importância de oferecer, na relação terapêutica, uma experiência reguladora estável, que possa ser gradualmente internalizada, ao mesmo tempo em que se desenvolvem habilidades de autorregulação.
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