Como a empatia pode ser afetada em pessoas com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?

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Como a empatia pode ser afetada em pessoas com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?
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Na TPB, a empatia não está simplesmente “ausente”; ela costuma ser desregulada. Muitas pessoas com TPB têm empatia emocional elevada, sentem intensamente o sofrimento alheio, mas têm dificuldade em manter empatia cognitiva estável, especialmente em estados de ativação. Em momentos de medo de abandono ou raiva, a capacidade de considerar a perspectiva do outro colapsa, e o foco volta‑se para a própria dor. Em outros momentos, podem ser extremamente sensíveis, cuidadosas e sintonizadas. A questão central é a instabilidade, não a falta de empatia em si.

Atenciosamente,
Psicólogo Fernando Segundo
@psifernandosegundo
Fernadosegundo.com
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A empatia em pessoas com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) não está necessariamente ausente, mas pode apresentar oscilações importantes em função da intensidade emocional e da sensibilidade interpessoal. Em situações de estabilidade emocional, muitas pessoas com TPB demonstram elevada capacidade de perceber e compreender os sentimentos dos outros. No entanto, durante momentos de sofrimento intenso, medo de abandono ou conflitos relacionais, podem ocorrer distorções na interpretação das intenções alheias, dificultando respostas empáticas consistentes. Dessa forma, a empatia no TPB tende a ser influenciada pelo estado emocional e pelo contexto interpessoal vivenciado pela pessoa.
No TPB, a empatia não está ausente, mas pode ficar instável e dependente do estado emocional, de modo que a pessoa pode apresentar alta sensibilidade ao outro em momentos de menor ativação afetiva e, ao mesmo tempo, dificuldade de manter essa leitura quando há intensa carga emocional, especialmente em contextos de vínculo. Nesses momentos, a ativação emocional pode reduzir a capacidade de mentalização e favorecer interpretações mais polarizadas das intenções do outro, o que afeta a empatia cognitiva, enquanto a empatia afetiva pode permanecer intensa, mas desorganizada, levando a sofrimento próprio e dificuldade de diferenciar estados internos e externos. Assim, trata se mais de uma oscilação na integração empática do que de um déficit fixo. Pode ser útil observar como você percebe o outro quando está mais calmo e como essa percepção muda quando suas emoções se intensificam, para que isso possa ser pensado em contato.

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