Como a teoria da clivagem explica a instabilidade identitária no Transtorno de Personalidade Borderl
Como a teoria da clivagem explica a instabilidade identitária no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB)?
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Imagino que a Terapia Comportamental Dialética pode auxiliar mais adequadamente o tratamento e a compreensão do TPB.
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A teoria da clivagem propõe que a pessoa tende a perceber a si mesma e os outros de forma polarizada — como totalmente bons ou totalmente ruins — com dificuldade de integrar essas duas dimensões. No contexto do Transtorno de Personalidade Borderline, isso pode contribuir para a instabilidade identitária, pois a autoimagem também oscila entre extremos. Em determinados momentos, a pessoa pode se ver como competente e valiosa; em outros, como inadequada ou sem valor. Essa dificuldade de integração gera uma sensação de identidade inconsistente e pode impactar diretamente os relacionamentos e a regulação emocional.
Na leitura psicodinâmica, a clivagem no TPB mantém experiências do self e do outro em polos dissociados (“totalmente bom” vs. “totalmente mau”)… o eu oscila conforme afetos e frustrações, produzindo identidade instável, relações intensas e mudanças abruptas de percepção e comportamento.
Pela teoria da clivagem, a instabilidade identitária no TPB ocorre porque as representações de si e dos outros ficam segregadas em polos afetivos extremos e não integrados, como “totalmente bom” ou “totalmente ruim”, sem conseguir coexistir em uma síntese estável; isso faz com que estados internos diferentes gerem versões diferentes do self, que não se comunicam bem entre si, levando a mudanças bruscas na autoimagem conforme a ativação emocional e o contexto relacional. Quando a clivagem predomina, a pessoa não consegue manter simultaneamente aspectos positivos e negativos de si e dos outros na consciência, o que fragiliza a continuidade do sentido de identidade e produz essa sensação de “ser várias pessoas em uma só”, especialmente em situações de estresse ou ameaça afetiva.
Em uma leitura psicanalítica estrutural, a identidade borderline pode ser compreendida menos como uma identidade estável e mais como um processo identitário emergente, marcado por difusão do self, falhas de integração egóica e dependência do objeto para manutenção da coesão psíquica. Para Otto Kernberg, há uma “difusão de identidade”, na qual representações contraditórias de si e do outro coexistem sem síntese estável. O sujeito oscila entre posições afetivas extremas porque não sustenta continuidade narcísica consistente.
Olá, é um prazer te ter aqui para tirar suas dúvidas. A clivagem é o mecanismo em que a pessoa divide experiências em “tudo bom” ou “tudo ruim”. No TPB, isso afeta a identidade: a pessoa se sente maravilhosa em um momento e completamente inadequada no outro. Como não integra partes positivas e negativas de si, a identidade fica instável, fragmentada e dependente do estado emocional do momento. A terapia ajuda a integrar essas partes. Atenciosamente, Psicólogo Fernando Segundo @psifernandosegundo fernandosegundo.com Atendimento presencial e online para todo o Brasil e para Vitória‑ES Abraços
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