Como as alterações na cognição social, na regulação emocional e nas funções executivas interferem na

Como as alterações na cognição social, na regulação emocional e nas funções executivas interferem na construção e na manutenção do sentimento de pertencimento social em indivíduos com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB)?

5 respostas


As alterações na cognição social podem levar a interpretações distorcidas das intenções dos outros, aumentando a sensação de rejeição. A dificuldade na regulação emocional intensifica reações a conflitos e frustrações, dificultando vínculos estáveis. Já prejuízos nas funções executivas podem comprometer o controle de impulsos e a flexibilidade comportamental. Em conjunto, esses fatores dificultam a construção e manutenção de relações seguras, enfraquecendo o sentimento de pertencimento social no TPB. Agenda aberta. Agende sua sessão!

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No Transtorno de Personalidade Borderline, alterações na cognição social, na regulação emocional e nas funções executivas interferem de forma integrada na construção do sentimento de pertencimento social, pois dificultam tanto a leitura estável das relações quanto a modulação das respostas afetivas diante delas. Na cognição social, podem ocorrer dificuldades em interpretar com precisão intenções, emoções e ambiguidades interpessoais, favorecendo percepções de rejeição ou ameaça onde há incerteza. Na regulação emocional, há maior intensidade e menor capacidade de modulação dos afetos, o que amplifica reações diante de frustrações relacionais e pode levar a oscilações entre aproximação intensa e afastamento defensivo. Nas funções executivas, fragilidades em planejamento, flexibilidade cognitiva e controle inibitório dificultam a integração das experiências ao longo do tempo e favorecem respostas impulsivas que podem romper vínculos ou gerar instabilidade relacional. Em uma leitura psicanalítica, essa desarticulação pode ser compreendida como expressão de uma organização psíquica em que a integração entre afeto e representação do outro ainda é frágil, dificultando a consolidação de uma experiência contínua de pertencimento. Nesse contexto, o trabalho psicoterapêutico pode favorecer a elaboração dessas experiências e a construção progressiva de maior integração emocional e relacional.


Olá, é um prazer te ter aqui para tirar suas dúvidas. Déficits em cognição social, reconhecimento emocional, mentalização, controle inibitório e regulação emocional dificultam interpretar intenções, confiar em vínculos e responder proporcionalmente. Isso gera instabilidade relacional e sensação de não pertencimento. Intervenções neuropsicológicas ajudam a fortalecer essas funções. Atenciosamente, Psicólogo Fernando Segundo @psifernandosegundo fernandosegundo.com Atendimento presencial e online para todo o Brasil e para Vitória‑ES Abraços


Esses processos atuam de forma integrada. Dificuldades em regular emoções intensas, controlar impulsos, interpretar adequadamente situações sociais e flexibilizar pensamentos podem fazer com que relações potencialmente seguras sejam vividas como ameaçadoras. O resultado costuma ser um ciclo de aproximação intensa, medo de abandono, afastamento e sofrimento, dificultando a construção de um sentimento estável de pertencimento.

Gabriel Ferriolli

Gabriel Ferriolli

Psicólogo

Ribeirão Preto

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Alterações na cognição social, regulação emocional e funções executivas podem dificultar a construção e manutenção do sentimento de pertencimento social em pessoas com TPB. Dificuldades na cognição social podem levar a interpretações equivocadas das intenções dos outros, aumentando a percepção de rejeição ou abandono. Problemas na regulação emocional podem intensificar reações emocionais, favorecendo conflitos e instabilidade nos relacionamentos. Já alterações nas funções executivas, como controle de impulsos e tomada de decisão, podem dificultar o planejamento das respostas e a avaliação das consequências dos comportamentos. Esses fatores podem contribuir para insegurança nos vínculos e sensação de não pertencimento. O tratamento busca desenvolver maior consciência emocional, autocontrole e habilidades sociais para favorecer relações mais estáveis.

Todo o conteúdo, em particular perguntas e respostas, é de caráter informativo e em nenhum caso pode substituir um diagnóstico médico.