Como diferenciar a impulsividade do Transtorno de Déficit de Atenção” (TDAH) do Transtorno de Person
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Como diferenciar a impulsividade do Transtorno de Déficit de Atenção” (TDAH) do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?
Querido anônimo ou anônima, a impulsividade pode se manifestar em diferentes condições clínicas, e é compreensível que a distinção entre elas traga dúvidas. Tanto no Transtorno de Déficit de Atenção (TDAH) quanto no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB), a impulsividade é um elemento marcante, mas ela se expressa de formas distintas, ligadas a experiências subjetivas e modos de lidar com o mundo muito diferentes.
No TDAH, a impulsividade está geralmente associada à dificuldade de inibir respostas imediatas, à falta de planejamento e à agitação mental. Muitas vezes, é algo que surge sem um forte conteúdo emocional atrelado — é mais uma questão de funcionamento cognitivo e atenção dispersa, que compromete a organização do dia a dia.
Já no TPB, a impulsividade costuma estar fortemente entrelaçada com angústias emocionais profundas e relacionais. Os atos impulsivos — como gastos excessivos, rompimentos bruscos ou comportamentos autolesivos — tendem a estar conectados a sentimentos intensos de abandono, raiva, vazio ou medo. É uma impulsividade que busca muitas vezes aliviar um sofrimento psíquico difícil de simbolizar ou elaborar.
Na escuta psicanalítica, esses comportamentos são compreendidos como tentativas de dar conta do insuportável, de algo que não pôde ser posto em palavras, mas que encontra saída no ato. A terapia, nesse sentido, oferece um espaço de fala onde esses impulsos, muitas vezes vividos com culpa ou vergonha, podem ser acolhidos sem julgamento. Através da análise da história do sujeito, de suas relações e da forma como se coloca diante do outro, é possível ir construindo novas formas de se posicionar diante do desejo, da frustração e dos vínculos.
A escuta clínica se propõe a ser esse lugar onde o sujeito pode começar a se ouvir também — onde as repetições ganham sentido e os sintomas deixam de ser apenas um fardo para se tornarem vias de elaboração e transformação.
Espero ter te ajudado. Qualquer pergunta estou à disposição. Grande abraço!
No TDAH, a impulsividade está geralmente associada à dificuldade de inibir respostas imediatas, à falta de planejamento e à agitação mental. Muitas vezes, é algo que surge sem um forte conteúdo emocional atrelado — é mais uma questão de funcionamento cognitivo e atenção dispersa, que compromete a organização do dia a dia.
Já no TPB, a impulsividade costuma estar fortemente entrelaçada com angústias emocionais profundas e relacionais. Os atos impulsivos — como gastos excessivos, rompimentos bruscos ou comportamentos autolesivos — tendem a estar conectados a sentimentos intensos de abandono, raiva, vazio ou medo. É uma impulsividade que busca muitas vezes aliviar um sofrimento psíquico difícil de simbolizar ou elaborar.
Na escuta psicanalítica, esses comportamentos são compreendidos como tentativas de dar conta do insuportável, de algo que não pôde ser posto em palavras, mas que encontra saída no ato. A terapia, nesse sentido, oferece um espaço de fala onde esses impulsos, muitas vezes vividos com culpa ou vergonha, podem ser acolhidos sem julgamento. Através da análise da história do sujeito, de suas relações e da forma como se coloca diante do outro, é possível ir construindo novas formas de se posicionar diante do desejo, da frustração e dos vínculos.
A escuta clínica se propõe a ser esse lugar onde o sujeito pode começar a se ouvir também — onde as repetições ganham sentido e os sintomas deixam de ser apenas um fardo para se tornarem vias de elaboração e transformação.
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Impulsividade no TDAH
Origem: Déficit na função executiva, dificuldade em regular atenção e freios comportamentais.
Manifestação: Dificuldade em esperar a vez, interromper falas, falar sem pensar, agir sem considerar consequências.
Foco: Mais situacional, ligado à dificuldade de concentração e organização.
Impulsividade no TPB
Origem: Desregulação emocional intensa, medo de abandono, instabilidade de identidade, vazio crônico.
Manifestação: Comportamentos autodestrutivos (automutilação, abuso de substâncias, gastos irresponsáveis), mudanças extremas de humor, relacionamentos instáveis.
Foco: Emocional, levando a ações de "escape" ou auto-sabotagem.
Origem: Déficit na função executiva, dificuldade em regular atenção e freios comportamentais.
Manifestação: Dificuldade em esperar a vez, interromper falas, falar sem pensar, agir sem considerar consequências.
Foco: Mais situacional, ligado à dificuldade de concentração e organização.
Impulsividade no TPB
Origem: Desregulação emocional intensa, medo de abandono, instabilidade de identidade, vazio crônico.
Manifestação: Comportamentos autodestrutivos (automutilação, abuso de substâncias, gastos irresponsáveis), mudanças extremas de humor, relacionamentos instáveis.
Foco: Emocional, levando a ações de "escape" ou auto-sabotagem.
A impulsividade no Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade e no Transtorno de Personalidade Borderline se manifesta de formas diferentes. No TDAH, a impulsividade geralmente surge como dificuldade em inibir respostas, tomada de decisões rápidas sem pensar nas consequências ou dificuldade em esperar a vez, afetando principalmente tarefas acadêmicas, profissionais ou sociais de maneira ampla. No TPB, a impulsividade está mais ligada a emoções intensas e instabilidade nos relacionamentos, sendo frequentemente uma reação a medo de abandono, rejeição ou frustração, e acompanhada de sofrimento emocional profundo. A distinção é importante, pois influencia o tratamento e as estratégias de manejo; a psicoterapia permite identificar o contexto, acolher o sofrimento e desenvolver formas mais adaptativas de lidar com comportamentos impulsivos em cada situação.
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