Como diferenciar um movimento repetitivo (estereotipia) de um gesto comunicativo?
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Como diferenciar um movimento repetitivo (estereotipia) de um gesto comunicativo?
Oi, tudo bem? Essa é uma pergunta muito interessante — e mostra um olhar cuidadoso sobre a comunicação autista, algo que muitas vezes passa despercebido. À primeira vista, movimentos repetitivos e gestos comunicativos podem parecer semelhantes, mas o que muda profundamente é a intenção por trás de cada um.
As estereotipias são movimentos que surgem de uma necessidade interna do corpo e do sistema nervoso. Elas ajudam a regular sensações, emoções ou energia — por exemplo, balançar as mãos, bater os dedos, balançar o corpo. São formas de o cérebro encontrar equilíbrio, especialmente quando há ansiedade, empolgação ou sobrecarga sensorial. Nesses momentos, o movimento não busca transmitir uma mensagem a outra pessoa; ele está voltado para dentro, como um autorrecurso de regulação.
Já o gesto comunicativo tem propósito social: ele é usado para expressar algo a alguém — apontar, acenar, mostrar um objeto, pedir algo. A principal diferença é o foco da atenção. Na estereotipia, o olhar tende a ficar disperso ou voltado para o próprio movimento. No gesto comunicativo, há alternância de olhar entre o gesto e a outra pessoa, como quem diz: “olha o que eu quero te mostrar”.
Talvez valha observar: quando esse movimento acontece, há intenção de chamar a atenção do outro? Ele se repete sempre nas mesmas situações, ou varia conforme o contexto emocional? O que acontece com o corpo e o rosto nesse momento — há expressão de emoção ou parece mais automático? Essas pequenas pistas ajudam muito a distinguir regulação de comunicação.
É bonito perceber que, em ambos os casos, o corpo está tentando dizer algo — às vezes para o mundo, às vezes para si mesmo. Entender isso com empatia muda completamente o modo como nos relacionamos com a pessoa autista. Quando o ambiente acolhe o movimento em vez de tentar reprimi-lo, o corpo tende a relaxar, e a comunicação, pouco a pouco, se amplia. Caso queira compreender mais sobre essas sutilezas, estou à disposição.
As estereotipias são movimentos que surgem de uma necessidade interna do corpo e do sistema nervoso. Elas ajudam a regular sensações, emoções ou energia — por exemplo, balançar as mãos, bater os dedos, balançar o corpo. São formas de o cérebro encontrar equilíbrio, especialmente quando há ansiedade, empolgação ou sobrecarga sensorial. Nesses momentos, o movimento não busca transmitir uma mensagem a outra pessoa; ele está voltado para dentro, como um autorrecurso de regulação.
Já o gesto comunicativo tem propósito social: ele é usado para expressar algo a alguém — apontar, acenar, mostrar um objeto, pedir algo. A principal diferença é o foco da atenção. Na estereotipia, o olhar tende a ficar disperso ou voltado para o próprio movimento. No gesto comunicativo, há alternância de olhar entre o gesto e a outra pessoa, como quem diz: “olha o que eu quero te mostrar”.
Talvez valha observar: quando esse movimento acontece, há intenção de chamar a atenção do outro? Ele se repete sempre nas mesmas situações, ou varia conforme o contexto emocional? O que acontece com o corpo e o rosto nesse momento — há expressão de emoção ou parece mais automático? Essas pequenas pistas ajudam muito a distinguir regulação de comunicação.
É bonito perceber que, em ambos os casos, o corpo está tentando dizer algo — às vezes para o mundo, às vezes para si mesmo. Entender isso com empatia muda completamente o modo como nos relacionamos com a pessoa autista. Quando o ambiente acolhe o movimento em vez de tentar reprimi-lo, o corpo tende a relaxar, e a comunicação, pouco a pouco, se amplia. Caso queira compreender mais sobre essas sutilezas, estou à disposição.
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Um movimento repetitivo (estereotipia) costuma ser feito de forma automática, sem objetivo social ou significado para os outros, e muitas vezes alivia ansiedade ou estimula sensorialmente. Um gesto comunicativo, mesmo que repetido, é intencional, direcionado a alguém e busca transmitir algo, como pedir, chamar atenção ou expressar emoção. Observar o contexto e a resposta da pessoa ajuda a diferenciar.
Comportamento repetitivo:
Ação que se repete de forma recorrente, sem que haja necessariamente uma intenção comunicativa clara ou a especificação da função da ação.
Gesto comunicativo:
Movimento intencional utilizado para transmitir uma mensagem, expressar um desejo ou comunicar uma informação.
A principal diferença entre eles está na intenção e na função do comportamento: enquanto o comportamento repetitivo não tem, necessariamente, um objetivo comunicativo, o gesto comunicativo é dirigido a um interlocutor e possui uma finalidade comunicacional.
Ação que se repete de forma recorrente, sem que haja necessariamente uma intenção comunicativa clara ou a especificação da função da ação.
Gesto comunicativo:
Movimento intencional utilizado para transmitir uma mensagem, expressar um desejo ou comunicar uma informação.
A principal diferença entre eles está na intenção e na função do comportamento: enquanto o comportamento repetitivo não tem, necessariamente, um objetivo comunicativo, o gesto comunicativo é dirigido a um interlocutor e possui uma finalidade comunicacional.
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