Como é o luto em pessoas com deficiência intelectual?

2 respostas
Como é o luto em pessoas com deficiência intelectual?
Dr. Eduardo Galindo
Psicólogo, Sexólogo
Cuiabá
Boa noite!

No processo de luto, as pessoas com deficiência intelectual passam por estágios semelhantes às pessoas sem deficiência, mas nesses casos devemos prestar mais atenção aos estágios evolutivos em que se encontram do que à idade específica:
– Primeira etapa. Pessoas com deficiência viverão uma experiência que, com o tempo, estará associada à morte ou ausência de alguém. Eles estarão cientes da pessoa falecida.
– Segunda etapa. Quando se entende que a pessoa não está presente, pode-se entender que ela existe apesar da não presença. Assim, eles experimentarão a morte como algo distante, que acontece em certos lugares e circunstâncias, em relação ao qual eles experimentarão medo.
– Terceira etapa. A morte é entendida como uma diminuição nas atividades do corpo. E, nesse momento, eles se conscientizam de que isso pode afetá-los.

O papel do psicoterapeuta será fundamental para que o enlutado possa processar suas emoções, reconhecê-las e expressá-las. É importante notar que o luto não implica esquecer a perda, mas sim fazer com que as emoções percam força para se reconectar com a própria vida. Por isso é importante realizar o processo de luto, caminho em que se busca a aceitação da dor e a busca de apoio em outros afetos.

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O luto em pessoas com deficiência intelectual tende a se manifestar de forma concreta e imediata, e a compreensão da perda pode ser limitada pela dificuldade em lidar com conceitos abstratos, como a morte ou a ausência permanente de alguém. Elas podem apresentar reações intensas, como tristeza profunda, ansiedade, irritabilidade, regressão comportamental ou comportamento de evitação. O processo de elaboração do luto geralmente requer explicações repetidas, linguagem simples e exemplos do cotidiano. Oferecer apoio emocional constante, validar sentimentos, manter rotinas previsíveis e permitir expressão das emoções de forma segura ajuda a pessoa a integrar a perda gradualmente, promovendo adaptação e segurança emocional.

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