Como lidar com demandas de atenção excessiva ou urgência do paciente com Transtorno de Personalidade

Como lidar com demandas de atenção excessiva ou urgência do paciente com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB)?

5 respostas


Lidar com uma pessoa com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) que demanda muita atenção ou apresenta urgência constante pode ser bastante desafiador, mas é importante entender que esse comportamento geralmente vem de um sofrimento emocional intenso — como medo de abandono, insegurança e dificuldade em lidar com os próprios sentimentos. De forma simples, consigo fazer algumas orientações que ajudam: 1. Entenda que não é “drama” ou manipulação A pessoa realmente sente tudo de forma muito intensa. A urgência costuma ser uma tentativa de aliviar essa angústia. 2. Seja acolhedor, mas mantenha limites claros Você pode demonstrar cuidado (“eu entendo que isso é difícil para você”), sem precisar estar disponível o tempo todo. Ter limites não é rejeitar, é ajudar a criar um espaço seguro. 3. Evite responder sempre na urgência Tente responder com calma e dentro do que é possível para você. 4. Incentive a busca por ajuda profissional A psicoterapia é fundamental nesses casos, pois ajuda a pessoa a entender e a lidar melhor suas emoções. 5. Cuide de você também Conviver com alguém nessa situação pode ser cansativo e desafiador. Respeitar seus próprios limites é essencial. Em resumo: É importante equilibrar acolhimento e limites. Estar presente sem se sobrecarregar pode ajudar a longo prazo.

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No Transtorno de Personalidade Borderline, demandas de atenção excessiva ou urgência costumam expressar a dificuldade de tolerar a falta e a angústia de abandono, então o manejo não é atender plenamente nem recusar de forma brusca, mas sustentar um enquadre claro e consistente, onde o tempo e os limites da relação sejam preservados; o terapeuta pode nomear a urgência quando ela aparece, ligando-a ao que está sendo vivido (“algo ficou muito intenso e aparece como necessidade de resposta imediata”), sem se colocar como único regulador possível; ao não responder na mesma lógica de imediatismo, introduz-se um intervalo que possibilita ao paciente começar a experimentar que o afeto pode ser suportado sem ação imediata; ao mesmo tempo, é importante trabalhar transferencialmente o sentido dessa demanda, permitindo que, pouco a pouco, o paciente diferencie necessidade de presença constante de possibilidade de vínculo, construindo formas mais mediadas de lidar com a angústia sem precisar convocar o Outro de maneira urgente.

Anthony Souza

Anthony Souza

Psicólogo

Mogi Guaçu

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A confiança e o vínculo são muito importantes em todo tratamento. No TPB não é diferente, o terapeuta deve estar atento para que o vínculo seja positivo, a confiança vem da escuta atenta às questões apresentadas. A demanda de atenção é importante no tratamento, mas deve ser conduzida para que não fique difícil para o paciente.

Dr. Matheus Abade

Dr. Matheus Abade

Psicólogo

Belo Horizonte

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Lidar com demandas excessivas de atenção envolve compreender a necessidade emocional por trás desses comportamentos, ao mesmo tempo em que se estabelecem limites claros e consistentes. Isso ajuda o paciente a desenvolver maior autonomia sem se sentir abandonado.


Olá, é um prazer te ter aqui para tirar suas dúvidas. A urgência emocional no TPB não é manipulação, é dor. O paciente sente que, se não for atendido imediatamente, o vínculo pode desaparecer. O terapeuta precisa validar a emoção (“eu vejo que isso é urgente para você”), mas manter limites firmes e previsíveis. A chave é oferecer presença sem reforçar dependência. O terapeuta pode estabelecer horários específicos para contato, ensinar estratégias de autorregulação e trabalhar a tolerância ao atraso. A urgência diminui quando o paciente percebe que o vínculo é estável e não depende de respostas imediatas. Atenciosamente, Fernando Segundo @psifernandosegundo fernandosegundo.com Atendimento presencial e online para todo o Brasil e para Vitória‑ES Abraços

Todo o conteúdo, em particular perguntas e respostas, é de caráter informativo e em nenhum caso pode substituir um diagnóstico médico.