Como lidar com uma amizade unilateral no contexto do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?

Como lidar com uma amizade unilateral no contexto do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?

3 respostas


Olá! Talvez você sinta que tem ficado no papel de quem cuida da relação. Quando nos relacionamos com alguém que possa ter algum tipo de transtorno, como TPB por exemplo, é comum acabarmos assumindo, sem perceber, o papel de cuidador ou até mesmo de salvador. É importante olhar para essa dinâmica com atenção, porque ela tende a sobrecarregar quem cuida e, ao mesmo tempo, reforça a imaturidade emocional de quem está constantemente na posição de quem precisa ser cuidado. Sair desse papel é muito importante. Claro, em qualquer amizade saudável, há momentos em que cuidamos um do outro — isso faz parte. Mas quando isso se torna um padrão fixo, pode ser ruim para ambos. Por isso, é importante tentar buscar um ponto de equilíbrio: ser apoio sem carregar o outro no colo.

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Olá! Amizades com pessoas que têm TPB podem se tornar intensas e emocionalmente exaustivas. Isso acontece porque, em geral, há uma busca muito forte por proximidade e medo de rejeição, o que pode gerar cobranças, crises e reações desproporcionais diante de qualquer sinal de afastamento. Quando a relação se torna unilateral, é comum que tu sinta cansaço, culpa ou a sensação de estar sempre devendo algo. Essa dinâmica não costuma ser saudável para nenhum dos lados. O primeiro passo é reconhecer que tu não é responsável pelo bem-estar emocional do outro. É importante comunicar teus limites de forma clara e gentil, e MANTÊ-LOS. Se possível, incentiva a pessoa a buscar acompanhamento psicológico, para que receba o suporte adequado. Se ficar difícil dar esses limites e sustentá-los, procura ajuda psicológica para compreender o que te impede de se proteger e para que tu possa fortalecer tuas fronteiras emocionais. Dar limites também é uma forma de cuidar de ti e da relação.

Cíntia Parisotto

Cíntia Parisotto

Psicólogo

Caxias Do Sul

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Na maioria dos casos, a pessoa com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) não tem consciência de que a amizade é unilateral. Isso acontece porque suas relações são guiadas pelo medo intenso de abandono, necessidade constante de validação e instabilidade emocional, fazendo com que ela foque nas próprias inseguranças e emoções intensas. Pequenos sinais neutros podem ser interpretados como rejeição, e a atenção dedicada ao amigo muitas vezes é percebida como natural, sem perceber que pode haver desequilíbrio na reciprocidade. A unilateralidade reflete, portanto, dificuldades emocionais e de percepção social, não intenção consciente de prejudicar o outro.

Anthony Souza

Anthony Souza

Psicólogo

Mogi Guaçu

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