Como o "favoritismo" pode afetar uma amizade no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?
2
respostas
Como o "favoritismo" pode afetar uma amizade no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?
Olá, tudo bem?
Essa é uma pergunta muito interessante — e pouco falada, embora o “favoritismo” seja algo bastante presente nas relações de amizade de quem vive com o Transtorno de Personalidade Borderline (TPB). O que se chama de favoritismo, nesse contexto, costuma surgir da necessidade intensa de sentir-se especial, visto e indispensável. Quando o vínculo é percebido como seguro, o amigo passa a ocupar um lugar quase exclusivo, como se fosse a “única pessoa que entende”. Mas basta um sinal de distância, uma nova amizade ou uma pequena frustração para que o cérebro interprete isso como rejeição, e a relação rapidamente se inverte: aquele que era idealizado pode ser desvalorizado ou até afastado.
Não se trata de manipulação, e sim de uma tentativa — geralmente inconsciente — de evitar a dor do abandono. A neurociência mostra que o cérebro da pessoa com TPB responde à perda de conexão com ativação nas mesmas áreas associadas à dor física. Então, o favoritismo é, no fundo, uma forma de tentar garantir proximidade, como se dizer “você é o mais importante” fosse uma maneira de evitar ser deixado. O problema é que, ao centralizar tanto em uma pessoa, as amizades se tornam frágeis e cheias de tensão, porque nenhuma relação real consegue sustentar essa intensidade por muito tempo.
Talvez valha refletir: o que me faz precisar que essa pessoa ocupe esse lugar tão especial? O que acontece comigo quando percebo que ela também tem outros vínculos? E será que o medo de não ser único está ligado a antigas experiências em que eu me senti invisível ou trocado? Essas perguntas ajudam a enxergar que o favoritismo é, muitas vezes, um pedido de segurança disfarçado de exclusividade.
A terapia pode ajudar a reconstruir esse senso de pertencimento de forma mais saudável, ensinando o cérebro e o coração que o afeto pode ser compartilhado sem perder o valor. Aos poucos, a amizade deixa de ser uma busca por garantia e se transforma em uma troca mais livre e verdadeira. Caso precise, estou à disposição.
Essa é uma pergunta muito interessante — e pouco falada, embora o “favoritismo” seja algo bastante presente nas relações de amizade de quem vive com o Transtorno de Personalidade Borderline (TPB). O que se chama de favoritismo, nesse contexto, costuma surgir da necessidade intensa de sentir-se especial, visto e indispensável. Quando o vínculo é percebido como seguro, o amigo passa a ocupar um lugar quase exclusivo, como se fosse a “única pessoa que entende”. Mas basta um sinal de distância, uma nova amizade ou uma pequena frustração para que o cérebro interprete isso como rejeição, e a relação rapidamente se inverte: aquele que era idealizado pode ser desvalorizado ou até afastado.
Não se trata de manipulação, e sim de uma tentativa — geralmente inconsciente — de evitar a dor do abandono. A neurociência mostra que o cérebro da pessoa com TPB responde à perda de conexão com ativação nas mesmas áreas associadas à dor física. Então, o favoritismo é, no fundo, uma forma de tentar garantir proximidade, como se dizer “você é o mais importante” fosse uma maneira de evitar ser deixado. O problema é que, ao centralizar tanto em uma pessoa, as amizades se tornam frágeis e cheias de tensão, porque nenhuma relação real consegue sustentar essa intensidade por muito tempo.
Talvez valha refletir: o que me faz precisar que essa pessoa ocupe esse lugar tão especial? O que acontece comigo quando percebo que ela também tem outros vínculos? E será que o medo de não ser único está ligado a antigas experiências em que eu me senti invisível ou trocado? Essas perguntas ajudam a enxergar que o favoritismo é, muitas vezes, um pedido de segurança disfarçado de exclusividade.
A terapia pode ajudar a reconstruir esse senso de pertencimento de forma mais saudável, ensinando o cérebro e o coração que o afeto pode ser compartilhado sem perder o valor. Aos poucos, a amizade deixa de ser uma busca por garantia e se transforma em uma troca mais livre e verdadeira. Caso precise, estou à disposição.
Tire todas as dúvidas durante a consulta online
Se precisar de aconselhamento de um especialista, marque uma consulta online. Você terá todas as respostas sem sair de casa.
Mostrar especialistas Como funciona?
O favoritismo pode criar uma relação de dependência emocional, onde o amigo se torna “único refúgio”. Isso pode gerar culpa, desgaste ou medo de afastar-se. O ideal é ampliar a rede de apoio, favorecer a autonomia e reforçar que o vínculo continua existindo mesmo diante de pausas ou pequenas ausências.
Especialistas
Perguntas relacionadas
- Quais são os indicadores do "Transtorno Misto Ansioso e Depressivo" no Teste das Pirâmides Coloridas de Pfister ?
- Como o Teste das Pirâmides Coloridas de Pfister ajuda na avaliação neuropsicológica do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?
- Qual a diferença entre um Teste das Pirâmides Coloridas de Pfister do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) do tipo Explosivo e um Implosivo?
- . O Teste das Pirâmides Coloridas de Pfister pode dar um diagnóstico definitivo do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?
- Quais indicadores do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) podem ser observados no Teste das Pirâmides Coloridas de Pfister ?
- Quais cores são mais frequentes no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) no Teste das Pirâmides Coloridas de Pfister ?
- Qual o objetivo da avaliação neuropsicológica no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?
- O que o Teste das Pirâmides Coloridas de Pfister avalia em alguém com suspeita do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?
- Quais são os indicadores do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) no Teste das Pirâmides Coloridas de Pfister ?
- Que características o Teste das Pirâmides Coloridas de Pfister busca em um contexto de avaliação do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?
Você quer enviar sua pergunta?
Nossos especialistas responderam a 2549 perguntas sobre Transtorno da personalidade borderline
Todos os conteúdos publicados no doctoralia.com.br, principalmente perguntas e respostas na área da medicina, têm caráter meramente informativo e não devem ser, em nenhuma circunstância, considerados como substitutos de aconselhamento médico.