. Como o fenômeno de “descontinuidade do self narrativo” se relaciona ao Transtorno de Personalidade
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. Como o fenômeno de “descontinuidade do self narrativo” se relaciona ao Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?
No Transtorno de Personalidade Borderline, o fenômeno de “descontinuidade do self narrativo” se relaciona à dificuldade do sujeito em manter uma história coerente e estável sobre si ao longo do tempo, especialmente em contextos de ativação emocional intensa. Em vez de uma narrativa integrada, há fragmentação das experiências identitárias, com mudanças abruptas na forma como o indivíduo se percebe e percebe os outros, o que contribui para sentimentos de vazio, confusão e instabilidade de identidade. Clinicamente, isso reflete déficits na integração simbólica das experiências afetivas e relacionais, de modo que o self não consegue sustentar uma continuidade interna diante de estados emocionais extremos, favorecendo respostas impulsivas e oscilações marcadas nas relações e na autoimagem.
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A descontinuidade do self narrativo é um fenômeno central no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB). Ele se refere à dificuldade de construir uma narrativa coerente, estável e integrada sobre si mesmo ao longo do tempo. No TPB, o self tende a ser fragmentado, marcado por mudanças abruptas de identidade, valores, objetivos e percepções internas. Essa instabilidade decorre de falhas no desenvolvimento da função reflexiva, experiências precoces de apego inseguro e ausência de validação emocional consistente.
A pessoa borderline frequentemente relata sentir-se “vazia”, “sem identidade” ou “como várias pessoas diferentes”. Essa descontinuidade narrativa se intensifica em situações de estresse interpessoal, quando emoções intensas desorganizam a capacidade de simbolização e integração. O self deixa de ser vivido como uma continuidade temporal e passa a ser experimentado em estados fragmentados, desconectados entre si.
Clinicamente, isso se manifesta como dificuldade em manter projetos de vida, instabilidade ocupacional, mudanças bruscas de opinião e comportamentos contraditórios. A autoagressão também pode surgir como tentativa de restaurar coerência interna, dando contorno corporal a um self vivido como caótico. A descontinuidade narrativa contribui ainda para a oscilação entre idealização e desvalorização nas relações, pois o outro também é percebido de forma fragmentada.
Assim, compreender o self narrativo no TPB é fundamental para intervenções que buscam promover integração, continuidade e construção de uma história pessoal mais estável.
Atenciosamente, Psicólogo Fernando Segundo
@psifernandosegundo
Fernandosegundo.com
Atendimento em psicoterapia e neuropsicologia
On-line e em Vitória-ES
Abraços
A descontinuidade do self narrativo é um fenômeno central no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB). Ele se refere à dificuldade de construir uma narrativa coerente, estável e integrada sobre si mesmo ao longo do tempo. No TPB, o self tende a ser fragmentado, marcado por mudanças abruptas de identidade, valores, objetivos e percepções internas. Essa instabilidade decorre de falhas no desenvolvimento da função reflexiva, experiências precoces de apego inseguro e ausência de validação emocional consistente.
A pessoa borderline frequentemente relata sentir-se “vazia”, “sem identidade” ou “como várias pessoas diferentes”. Essa descontinuidade narrativa se intensifica em situações de estresse interpessoal, quando emoções intensas desorganizam a capacidade de simbolização e integração. O self deixa de ser vivido como uma continuidade temporal e passa a ser experimentado em estados fragmentados, desconectados entre si.
Clinicamente, isso se manifesta como dificuldade em manter projetos de vida, instabilidade ocupacional, mudanças bruscas de opinião e comportamentos contraditórios. A autoagressão também pode surgir como tentativa de restaurar coerência interna, dando contorno corporal a um self vivido como caótico. A descontinuidade narrativa contribui ainda para a oscilação entre idealização e desvalorização nas relações, pois o outro também é percebido de forma fragmentada.
Assim, compreender o self narrativo no TPB é fundamental para intervenções que buscam promover integração, continuidade e construção de uma história pessoal mais estável.
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