Como o medo existencial e o estresse se ligam às doenças autoimunes ?

3 respostas
Como o medo existencial e o estresse se ligam às doenças autoimunes ?
Olá!

A resposta para essa pergunta é: depende. Depende de cada pessoa e de qual doença autoimune estamos falando. Mas falando de uma forma geral: é compreensível que uma pessoa que vive com uma doença crônica apresente medo existencial e estresse, uma vez que podem estar presentes questões como o medo/preocupação com a doença, as mudanças que se apresentam no dia a dia por conta do trato com a doença, entre outras.

Também é importante considerar que o medo e o estresse podem ter impacto direto no surgimento e/ou piora de doenças autoimunes em pessoas predispostas. Não que esses fatores possam causar a doença autoimune de forma isolada, mas atuam como fatores de risco ou agravantes.

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O medo existencial e o estresse podem influenciar o modo como vivemos e reagimos às situações, afetando também o corpo. Na perspectiva existencial, quando a pessoa vive em constante tensão, sem espaço para expressar suas emoções ou encontrar sentido no que vive, o organismo pode refletir esse sofrimento. O acompanhamento terapêutico busca acolher essas vivências, favorecendo equilíbrio emocional e um modo de estar no mundo mais saudável e consciente.
Dra. Raquel Aroxa Prudente
Psicólogo, Psicopedagogo
Aracaju
O medo existencial e o estresse crônico podem se relacionar às doenças autoimunes porque mantêm o organismo em um estado prolongado de alerta, ativando de forma contínua os sistemas de estresse (neuroendócrino e imunológico). Quando a pessoa vive sob ameaça constante — medo de perda, insegurança profunda, sensação de falta de controle ou sentido — o corpo tende a responder com liberação persistente de hormônios do estresse, o que pode desregular o funcionamento imunológico ao longo do tempo. Nesse contexto, o sistema imune perde sua capacidade de autorregulação e pode passar a reagir de forma inadequada, atacando o próprio organismo. Do ponto de vista psicológico, não se trata de causalidade direta, mas de uma interação complexa entre sofrimento emocional sustentado, história de vida, vulnerabilidades biológicas e capacidade limitada de elaboração emocional.

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