Como o passado negativo influencia as crises atuais nas pessoas com Transtorno de Personalidade Bord
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Como o passado negativo influencia as crises atuais nas pessoas com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?
Nas pessoas com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB), o passado negativo não fica apenas “guardado na memória”: ele atua como um filtro emocional ativo que molda a forma como o presente é sentido e interpretado. Por isso, crises atuais costumam ser desproporcionais ao evento imediato, mas coerentes com feridas antigas.
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Nas pessoas com Transtorno de Personalidade Borderline, o passado negativo influencia as crises atuais porque experiências precoces de abandono, rejeição ou instabilidade afetiva permanecem como marcas emocionais não elaboradas. Quando situações presentes evocam sentimentos semelhantes aos vividos no passado, o sujeito não responde apenas ao evento atual, mas à repetição emocional dessas experiências antigas. Isso faz com que pequenos conflitos ou frustrações sejam percebidos como ameaças extremas, provocando explosões de raiva, angústia intensa ou retraimento. O passado, nesse sentido, não é apenas lembrado: ele retorna no presente com força avassaladora, moldando percepções, reações e vínculos. A psicoterapia atua oferecendo um espaço seguro para que essas memórias possam ser nomeadas, elaboradas e integradas, reduzindo a intensidade das crises e permitindo respostas mais adaptativas.
Olá! Obrigada pela sua pergunta. De forma geral, experiências negativas no passado, como invalidação emocional, vínculos inseguros, rupturas afetivas ou ambientes imprevisíveis, podem moldar a maneira como a pessoa passa a interpretar a si mesma, os outros e o mundo. Essas vivências tendem a gerar crenças profundas, por exemplo: “vou ser abandonada”, “não sou suficiente” ou “as emoções são perigosas”.
No presente, essas crenças são facilmente ativadas por situações do dia a dia, especialmente em relações interpessoais. Pequenos gatilhos podem ser percebidos como grandes ameaças, intensificando emoções, pensamentos automáticos negativos e reações impulsivas. Assim, as crises atuais não surgem do nada: elas costumam ser a reativação de aprendizados emocionais antigos que ainda não foram elaborados.
Na Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), trabalhamos justamente nessa ponte entre passado e presente. Ajudamos a pessoa a reconhecer padrões, compreender como sua história influenciou seu funcionamento emocional e, principalmente, desenvolver novas formas de pensar, sentir e agir, mais seguras e reguladas. O foco não é apagar o passado, mas ressignificá-lo, fortalecendo recursos internos para lidar melhor com o agora.
Se você sente que emoções intensas, instabilidade nos relacionamentos ou crises recorrentes fazem parte da sua experiência, a psicoterapia pode ser um espaço seguro e transformador. Fico à disposição para te acompanhar nesse processo, será um prazer te receber em terapia e construir, juntos(as), caminhos mais equilibrados e possíveis.
No presente, essas crenças são facilmente ativadas por situações do dia a dia, especialmente em relações interpessoais. Pequenos gatilhos podem ser percebidos como grandes ameaças, intensificando emoções, pensamentos automáticos negativos e reações impulsivas. Assim, as crises atuais não surgem do nada: elas costumam ser a reativação de aprendizados emocionais antigos que ainda não foram elaborados.
Na Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), trabalhamos justamente nessa ponte entre passado e presente. Ajudamos a pessoa a reconhecer padrões, compreender como sua história influenciou seu funcionamento emocional e, principalmente, desenvolver novas formas de pensar, sentir e agir, mais seguras e reguladas. O foco não é apagar o passado, mas ressignificá-lo, fortalecendo recursos internos para lidar melhor com o agora.
Se você sente que emoções intensas, instabilidade nos relacionamentos ou crises recorrentes fazem parte da sua experiência, a psicoterapia pode ser um espaço seguro e transformador. Fico à disposição para te acompanhar nesse processo, será um prazer te receber em terapia e construir, juntos(as), caminhos mais equilibrados e possíveis.
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