Como o sistema renal pode participar na atenuação dos edemas causados pela fraco desempenho cardíaco
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Como o sistema renal pode participar na atenuação dos edemas causados pela fraco desempenho cardíaco na ICC ?
Bom dia.
A relação entre os rins e o coração é íntima e complexa.
Doenças renais podem levar a problemas cardíacos.
E doenças cardiológicas podem levar a injúria renal.
Isso se dá tanto de maneira aguda (dias/semanas), quanto de maneira crônica (meses/anos).
Como condições que afetam o coração e os rins são semelhantes e se confundem (diabetes/hipertensão arterial/dislipidemia/obesidade/tabagismo..), pode não ficar claro o que veio primeiro.
De qualquer maneira, a síndrome cardiorrenal é uma condição que deve ser avaliada com exame físico, laboratorial (sangue/urina) e de imagem a fim de se entender e classificar a doença cardíaca e/ou renal e se estabelecer a melhor estratégia terapêutica.
Uma abordagem terapêutica com mudanças de hábitos de vida (alimentação, ingesta de líquidos..) e uso de medicações adequadas é necessária para o manejo da hipervolemia. Esta, um condição consequente da desregulação de eixos hormonais responsáveis pela homeostase do sódio e da água no organismo.
A relação entre os rins e o coração é íntima e complexa.
Doenças renais podem levar a problemas cardíacos.
E doenças cardiológicas podem levar a injúria renal.
Isso se dá tanto de maneira aguda (dias/semanas), quanto de maneira crônica (meses/anos).
Como condições que afetam o coração e os rins são semelhantes e se confundem (diabetes/hipertensão arterial/dislipidemia/obesidade/tabagismo..), pode não ficar claro o que veio primeiro.
De qualquer maneira, a síndrome cardiorrenal é uma condição que deve ser avaliada com exame físico, laboratorial (sangue/urina) e de imagem a fim de se entender e classificar a doença cardíaca e/ou renal e se estabelecer a melhor estratégia terapêutica.
Uma abordagem terapêutica com mudanças de hábitos de vida (alimentação, ingesta de líquidos..) e uso de medicações adequadas é necessária para o manejo da hipervolemia. Esta, um condição consequente da desregulação de eixos hormonais responsáveis pela homeostase do sódio e da água no organismo.
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O sistema renal participa da atenuação dos edemas causados pela insuficiência cardíaca congestiva (ICC) de maneira complexa, mas muitas vezes limitada e, em quadros avançados, pode até exacerbar o problema. Veja como isso ocorre:
Retenção de sódio e água: Na ICC, a redução do débito cardíaco diminui a perfusão renal. O rim interpreta isso como hipovolemia (“subpreenchimento arterial”) e ativa mecanismos compensatórios neuro-hormonais — como o sistema renina-angiotensina-aldosterona (SRAA) e o sistema nervoso simpático. Com isso, há reabsorção aumentada de sódio e água, perpetuando ou agravando o edema.
Natriurese e diurese: Quando a sobrecarga hídrica é muito elevada, há aumento da pressão venosa central e produção de peptídeos natriuréticos (BNP e ANP), que tentam promover eliminação renal de sódio e água. Porém, nas fases avançadas, a resposta renal a esses peptídeos está atenuada, e a retenção persiste.
Filtração glomerular: O rim pode, em fases iniciais, compensar parcialmente a baixa perfusão por aumento da fração de filtração, mas, em ICC grave, a taxa de filtração glomerular cai mesmo com esses mecanismos compensatórios, dificultando a eliminação de líquidos.
Papel dos diuréticos: Clinicamente, utilizam-se diuréticos para auxiliar o rim a eliminar o excesso de líquido, promovendo mobilização do edema. Isso reduz sintomas e melhora a perfusão tecidual, demonstrando a relevância do rim tanto na formação quanto na resolução do edema.
Remoção mecânica de fluidos: Em casos graves de ICC, métodos como ultrafiltração ou diálise podem ser usados para remover líquidos quando o rim está insuficiente para fazê-lo.
Portanto, embora o rim tenha mecanismos para tentar reverter o edema, na ICC existe um círculo vicioso em que, devido à percepção errada de baixo volume arterial, ocorre maior retenção de líquidos justamente quando seria necessário eliminá-los. O manejo clínico busca romper esse ciclo, principalmente por meio de diuréticos e uso racional de medidas que otimizem a perfusão renal e a função cardíaca.
Retenção de sódio e água: Na ICC, a redução do débito cardíaco diminui a perfusão renal. O rim interpreta isso como hipovolemia (“subpreenchimento arterial”) e ativa mecanismos compensatórios neuro-hormonais — como o sistema renina-angiotensina-aldosterona (SRAA) e o sistema nervoso simpático. Com isso, há reabsorção aumentada de sódio e água, perpetuando ou agravando o edema.
Natriurese e diurese: Quando a sobrecarga hídrica é muito elevada, há aumento da pressão venosa central e produção de peptídeos natriuréticos (BNP e ANP), que tentam promover eliminação renal de sódio e água. Porém, nas fases avançadas, a resposta renal a esses peptídeos está atenuada, e a retenção persiste.
Filtração glomerular: O rim pode, em fases iniciais, compensar parcialmente a baixa perfusão por aumento da fração de filtração, mas, em ICC grave, a taxa de filtração glomerular cai mesmo com esses mecanismos compensatórios, dificultando a eliminação de líquidos.
Papel dos diuréticos: Clinicamente, utilizam-se diuréticos para auxiliar o rim a eliminar o excesso de líquido, promovendo mobilização do edema. Isso reduz sintomas e melhora a perfusão tecidual, demonstrando a relevância do rim tanto na formação quanto na resolução do edema.
Remoção mecânica de fluidos: Em casos graves de ICC, métodos como ultrafiltração ou diálise podem ser usados para remover líquidos quando o rim está insuficiente para fazê-lo.
Portanto, embora o rim tenha mecanismos para tentar reverter o edema, na ICC existe um círculo vicioso em que, devido à percepção errada de baixo volume arterial, ocorre maior retenção de líquidos justamente quando seria necessário eliminá-los. O manejo clínico busca romper esse ciclo, principalmente por meio de diuréticos e uso racional de medidas que otimizem a perfusão renal e a função cardíaca.
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