Como o terapeuta pode ajudar o paciente com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) a lidar com
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Como o terapeuta pode ajudar o paciente com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) a lidar com a sensação de desconexão de si mesmo e dos outros?
No Transtorno de Personalidade Borderline, a sensação de desconexão de si e dos outros pode ser entendida como um afastamento frente a afetos difíceis de simbolizar, então o trabalho do terapeuta é sustentar uma presença estável que funcione como ponto de amarração, ajudando o paciente a recolocar em palavras o que aparece como vazio ou estranhamento; ao nomear a própria experiência de desconexão quando ela surge na sessão (“parece que algo se distancia aqui”), cria-se a possibilidade de o sujeito se implicar nesse estado, em vez de apenas vivê-lo passivamente; também é importante favorecer ligações entre corpo, afeto e pensamento, retomando cenas, sensações e relações que possam dar contorno à experiência, sem forçar uma integração artificial; assim, pouco a pouco, a desconexão deixa de ser um corte absoluto e passa a ser reconhecida como um estado transitório, que pode ser observado, significado e atravessado na relação com o Outro.
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Para lidar com a sensação de desconexão — que no TPB pode variar desde um vazio crônico até episódios de dissociação (sentir-se fora do corpo ou em um sonho) — o terapeuta trabalha para "ancorar" o paciente na realidade e na sua própria identidade.
Os sentimentos de inadequação muitas vezes estão ligados a uma autocrítica intensa. O trabalho terapêutico ajuda o paciente a construir uma visão mais realista e gentil de si mesmo, reconhecendo tanto suas dificuldades quanto suas conquistas.
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