Como o terapeuta pode lidar com o comportamento de autossabotagem dos pacientes com Transtorno de Pe

Como o terapeuta pode lidar com o comportamento de autossabotagem dos pacientes com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) sem prejudicar o vínculo terapêutico?

5 respostas


Olá, entendo que lidar com comportamentos de autossabotagem em pacientes com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) pode ser desafiador e, ao mesmo tempo, delicado. É importante lembrar que esses comportamentos muitas vezes fazem parte do modo como a pessoa tenta lidar com emoções intensas, medo de abandono ou dificuldades de controle. Como terapeuta, minha prioridade é criar um espaço seguro e acolhedor, onde o paciente se sinta compreendido e não julgado. Ao abordar esses comportamentos, procuro manter uma postura empática, validando os sentimentos do paciente e explorando juntos os motivos por trás dessas ações. É fundamental estabelecer uma relação de confiança, na qual ele possa se sentir confortável para refletir sobre suas ações sem medo de punição ou crítica. Dessa forma, podemos trabalhar estratégias para reconhecer os sinais de autossabotagem e desenvolver formas mais saudáveis de lidar com as emoções e desafios que surgem. Além disso, é importante reforçar que o processo terapêutico é uma parceria, e que o autoconhecimento e a mudança levam tempo. Com paciência, compreensão e consistência, podemos fortalecer o vínculo e promover avanços que contribuam para o bem-estar do paciente.

Claudia Cecilia Daniel

Claudia Cecilia Daniel

Psicólogo

São José dos Campos

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No Transtorno de Personalidade Borderline, a autossabotagem pode ser compreendida como uma forma paradoxal de preservar algo do sujeito diante do risco de mudança, sucesso ou aproximação, então o manejo não é confrontar de modo acusatório nem tentar impedir diretamente o comportamento, mas torná-lo pensável, nomeando quando ele aparece e investigando sua função na economia psíquica; o terapeuta sustenta o vínculo sem se alinhar à sabotagem nem se opor a ela de forma rígida, apontando, com cuidado, as repetições e seus efeitos, inclusive na própria relação terapêutica; ao não transformar esses movimentos em falha moral, mas em material clínico, possibilita-se que o paciente se implique no que faz, reconhecendo algo de sua participação sem colapsar em culpa ou defesa; assim, pouco a pouco, a autossabotagem deixa de operar como destino inevitável e pode ser interrogada em seu sentido, abrindo espaço para escolhas menos automáticas e para a construção de outras formas de se posicionar diante do desejo e do vínculo.

Anthony Souza

Anthony Souza

Psicólogo

Mogi Guaçu

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Os pacientes diagnosticados com o TPB costumam exercer grande autocobrança sobre si mesmos, O profissional deve estar atento a isso, conduzindo o tratamento da maneira mais leve possível. A autossabotagem se relaciona com a autocobrança, para não haverá prejuízo do vínculo o terapeuta deve estar atento a essa questão, mantendo o tratamento confortável para o paciente.

Dr. Matheus Abade

Dr. Matheus Abade

Psicólogo

Belo Horizonte

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O comportamento de autossabotagem geralmente está ligado a padrões de dor, medo ou crenças negativas sobre si mesmo. O terapeuta pode trabalhar esses padrões com curiosidade e acolhimento, ajudando o paciente a compreender o que está por trás dessas ações, sem enfraquecer o vínculo.


Olá, é um prazer te ter aqui para tirar suas dúvidas. A autossabotagem no TPB não é resistência consciente, mas uma resposta à dor emocional, vergonha e medo de fracassar. O paciente pode faltar, interromper o processo, evitar temas importantes ou agir impulsivamente. O terapeuta deve abordar isso sem julgamento, validando a função emocional do comportamento (“isso te protege de algo que parece muito difícil”). Ao mesmo tempo, precisa manter limites claros e consistentes, reforçando responsabilidade e continuidade. A autossabotagem deve ser transformada em material clínico, não em obstáculo. Quando o paciente percebe que o terapeuta não o abandona por causa desses comportamentos, o vínculo se fortalece e a autossabotagem diminui. Atenciosamente, Fernando Segundo Psicólogo e Neuropsicólogo (27) 99973‑4348 @psifernandosegundo fernandosegundo.com Atendimento presencial e online para todo o Brasil e para Vitória‑ES Abraços

Todo o conteúdo, em particular perguntas e respostas, é de caráter informativo e em nenhum caso pode substituir um diagnóstico médico.