Como o terapeuta pode lidar com o comportamento de autossabotagem dos pacientes com Transtorno de Pe

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Como o terapeuta pode lidar com o comportamento de autossabotagem dos pacientes com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) sem prejudicar o vínculo terapêutico?
 Claudia Cecilia Daniel
Psicólogo, Psicanalista
São José dos Campos
Olá, entendo que lidar com comportamentos de autossabotagem em pacientes com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) pode ser desafiador e, ao mesmo tempo, delicado. É importante lembrar que esses comportamentos muitas vezes fazem parte do modo como a pessoa tenta lidar com emoções intensas, medo de abandono ou dificuldades de controle. Como terapeuta, minha prioridade é criar um espaço seguro e acolhedor, onde o paciente se sinta compreendido e não julgado.

Ao abordar esses comportamentos, procuro manter uma postura empática, validando os sentimentos do paciente e explorando juntos os motivos por trás dessas ações. É fundamental estabelecer uma relação de confiança, na qual ele possa se sentir confortável para refletir sobre suas ações sem medo de punição ou crítica. Dessa forma, podemos trabalhar estratégias para reconhecer os sinais de autossabotagem e desenvolver formas mais saudáveis de lidar com as emoções e desafios que surgem.

Além disso, é importante reforçar que o processo terapêutico é uma parceria, e que o autoconhecimento e a mudança levam tempo. Com paciência, compreensão e consistência, podemos fortalecer o vínculo e promover avanços que contribuam para o bem-estar do paciente.

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No Transtorno de Personalidade Borderline, a autossabotagem pode ser compreendida como uma forma paradoxal de preservar algo do sujeito diante do risco de mudança, sucesso ou aproximação, então o manejo não é confrontar de modo acusatório nem tentar impedir diretamente o comportamento, mas torná-lo pensável, nomeando quando ele aparece e investigando sua função na economia psíquica; o terapeuta sustenta o vínculo sem se alinhar à sabotagem nem se opor a ela de forma rígida, apontando, com cuidado, as repetições e seus efeitos, inclusive na própria relação terapêutica; ao não transformar esses movimentos em falha moral, mas em material clínico, possibilita-se que o paciente se implique no que faz, reconhecendo algo de sua participação sem colapsar em culpa ou defesa; assim, pouco a pouco, a autossabotagem deixa de operar como destino inevitável e pode ser interrogada em seu sentido, abrindo espaço para escolhas menos automáticas e para a construção de outras formas de se posicionar diante do desejo e do vínculo.

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