Como o Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) afeta as relações interpessoais?

3 respostas
Como o Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) afeta as relações interpessoais?
Dra. Márcia Venturini
Psicólogo
Cuiabá
Com diagnóstico clinico, o Transtorno de personalidade Borderline se caracteriza por comportamentos difíceis de lidar nas relações interpessoais, gerando no parceiro ou pessoas próximas de seu convívio, sentimentos de insegurança, medo e desconforto, através de atitudes tais como:
- Instabilidade constantes nos relacionamentos e suas emoções;
- Comportamentos de impulsividade;
-Medo constante de abandono;
-Graves problemas de auto imagem;
-Sensação de vazio existencial;
-Relacionamentos intensos, hora valorizando hora desvalorizando os outros;
-Ameaças ou tentativas constantes de suicídio ou automutilação;
Há inúmeros outros comportamentos que vão impactar frontalmente na qualidade das relações interpessoais.


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O TPB afeta as relações interpessoais por causa da instabilidade emocional, medo intenso de abandono, dificuldade em confiar, oscilações entre idealização e desvalorização dos outros, gerando conflitos, afastamentos e sofrimento nas relações.
 Helio Martins
Psicólogo
São Bernardo do Campo
Olá, tudo bem?

O Transtorno de Personalidade Borderline costuma impactar bastante as relações interpessoais justamente porque envolve uma sensibilidade emocional muito intensa, especialmente em contextos de vínculo e proximidade afetiva. Muitas pessoas com esse padrão emocional sentem os relacionamentos de forma muito profunda, o que pode fazer com que pequenos sinais de distanciamento, críticas ou mudanças no comportamento do outro sejam percebidos como ameaças importantes ao vínculo.

Isso pode gerar oscilações emocionais dentro das relações. Em alguns momentos a pessoa pode sentir grande proximidade, admiração ou necessidade de conexão, e em outros momentos pode surgir frustração intensa, medo de abandono ou sensação de rejeição. Essas mudanças emocionais não acontecem por falta de vontade de manter relações saudáveis, mas porque o sistema emocional reage de maneira muito rápida e intensa diante de experiências que parecem colocar o vínculo em risco.

Outro aspecto que costuma aparecer é uma luta interna entre o desejo de proximidade e o medo de se machucar emocionalmente. Algumas pessoas podem se tornar muito sensíveis à forma como são tratadas, enquanto outras podem se afastar ou se proteger quando percebem sinais de possível rejeição. Esse movimento pode gerar confusão ou desgaste nos relacionamentos, tanto para quem vive essas emoções quanto para quem está ao redor.

Talvez seja interessante refletir um pouco sobre isso: nos seus relacionamentos, você percebe mudanças emocionais muito intensas quando sente que alguém pode se afastar? Existe uma sensação frequente de medo de perder pessoas importantes? E quando surge um conflito ou um distanciamento, como isso costuma afetar a forma como você se percebe ou interpreta a situação?

Essas reflexões costumam ajudar a compreender melhor como os vínculos emocionais estão sendo vividos. Em psicoterapia, muitas pessoas conseguem desenvolver maior estabilidade emocional nas relações e construir formas mais seguras de lidar com proximidade, frustração e medo de abandono. Caso precise, estou à disposição.

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