Como se explicam os conflitos interpessoais no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) pela vis

Como se explicam os conflitos interpessoais no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) pela visão Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) ?

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Pela Terapia Comportamental Dialética (DBT), os conflitos interpessoais no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) são compreendidos principalmente como resultado de dificuldades na regulação emocional, combinadas com um ambiente relacional frequentemente invalidante ao longo da vida. Na DBT, parte-se da ideia de que algumas pessoas apresentam uma vulnerabilidade biológica maior à intensidade emocional: emoções surgem mais rápido, com maior intensidade e demoram mais para retornar ao estado basal. Quando essa vulnerabilidade encontra um ambiente em que as emoções não foram acolhidas ou foram constantemente invalidadas (por exemplo, “você está exagerando”, “isso não é nada”, “você não deveria sentir isso”), a pessoa pode não desenvolver habilidades eficazes de regulação emocional e de comunicação interpessoal. Dentro desse modelo, os conflitos interpessoais não são vistos como traços de personalidade fixos, mas como padrões aprendidos de tentativa de sobrevivência emocional. Um ponto central da DBT é que, quando a pessoa entra em sofrimento emocional intenso, ela tende a alternar entre estratégias comportamentais extremas para tentar regular esse sofrimento. Nos vínculos, isso pode aparecer como: Busca intensa por proximidade e confirmação de vínculo quando há medo de rejeição ou abandono Reações de raiva, críticas ou ataques quando há percepção de ameaça ou invalidação Afastamento abrupto ou rompimento como forma de evitar dor emocional Esses comportamentos são entendidos como tentativas de regulação emocional de curto prazo. Eles funcionam para reduzir o sofrimento imediato, mas frequentemente geram consequências interpessoais que acabam aumentando o conflito, reforçando o ciclo de instabilidade nos relacionamentos. A DBT também enfatiza a “dialética” entre duas necessidades simultâneas: aceitação e mudança. Ou seja, a pessoa precisa de validação emocional (ser compreendida em sua experiência) e, ao mesmo tempo, desenvolver novas habilidades para responder de forma mais eficaz às situações interpessoais. Por isso, o tratamento em DBT foca diretamente em habilidades como: Mindfulness (observar emoções e situações sem agir impulsivamente) Regulação emocional (reduzir vulnerabilidade emocional e aumentar tolerância ao sofrimento) Efetividade interpessoal (aprender formas mais estáveis e assertivas de se relacionar) Tolerância ao mal-estar (suportar emoções intensas sem recorrer a ações impulsivas) Em resumo, pela DBT, os conflitos interpessoais no TPB não são vistos como “drama” ou “falta de controle”, mas como consequências compreensíveis de alta vulnerabilidade emocional associada à falta de habilidades aprendidas de regulação e comunicação. O tratamento busca justamente construir essas habilidades para reduzir o ciclo de instabilidade nas relações. Espero ter ajudado. Rodrigo Vieira Psicólogo Clínico (CRP 06/204166)

Rodrigo  Vieira

Rodrigo Vieira

Psicólogo

Rio de Janeiro

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Pela visão da Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), os conflitos interpessoais no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) não são vistos como “misteriosos” ou aleatórios, mas como o resultado de padrões aprendidos de interpretação, emoção e comportamento que se retroalimentam. Na TCC, o ponto central é que não é apenas o evento interpessoal em si que gera o conflito, mas a forma como ele é interpretado e respondido.


Na TCC, os conflitos interpessoais no TPB são explicados pela ativação de esquemas desadaptativos centrais, especialmente relacionados a abandono, rejeição e desvalor, que levam a interpretações distorcidas das intenções do outro e a respostas emocionais intensas diante de sinais ambíguos nas relações; isso favorece padrões cognitivos como pensamento dicotômico e catastrofização, além de comportamentos impulsivos, como afastamento abrupto, acusações ou busca excessiva de confirmação, que acabam gerando conflitos reais e reforçando as crenças iniciais de instabilidade. Sob um viés psicanalítico, esses conflitos também podem ser compreendidos como expressão de dificuldades na integração do self e dos objetos internos, com oscilações entre idealização e desvalorização que comprometem a continuidade dos vínculos.


Olá, é um prazer te ter aqui para tirar suas dúvidas. A TCC entende os conflitos como resultado de interpretações distorcidas, medo de rejeição, impulsividade e dificuldade de comunicação assertiva. Pequenas frustrações são percebidas como abandono, gerando reações intensas. O ciclo é: gatilho → pensamento automático → emoção extrema → comportamento impulsivo → conflito. Atenciosamente, Psicólogo Fernando Segundo @psifernandosegundo fernandosegundo.com Atendimento presencial e online para todo o Brasil e para Vitória‑ES Abraços


Segundo a TCC, os conflitos interpessoais no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) são compreendidos como resultado da interação entre pensamentos, emoções e comportamentos. Crenças como medo de abandono, rejeição ou desvalorização podem levar a interpretações negativas das situações e respostas emocionais intensas. Esses padrões podem favorecer comportamentos impulsivos, dificuldades na comunicação e instabilidade nos relacionamentos. A TCC busca identificar e modificar esses padrões, desenvolvendo maior regulação emocional e habilidades interpessoais.

Todo o conteúdo, em particular perguntas e respostas, é de caráter informativo e em nenhum caso pode substituir um diagnóstico médico.