Como seguir e fechar as feridas depois que alguem que amamos nos humilha profundamente e nao se desc

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Como seguir e fechar as feridas depois que alguem que amamos nos humilha profundamente e nao se desculpa ?
Terminei meu relacionamento em 2022 após atitudes dela que considerei desrespeitosas. Em seguida, foquei nos estudos para concurso, mas senti muita falta dela. Ao ver, pelas redes sociais, que ela já estava com outra pessoa, sofri muito, pois escolhi ficar sozinho por respeito ao que tivemos. Mesmo assim, procurei-a para pedir desculpas, porém fui tratado de forma humilhante. Ela disse que eu fui insuficiente, que o outro lhe dava tudo o que merecia e que já conversava com ele durante nosso namoro e que já não via expectativas mais em mim. Essas palavras me machucam até hoje. Além disso, ela expunha o relacionamento nas redes sociais, o que senti como uma tentativa de me atingir.

No final de 2023, ela me procurou pedindo amizade. Aceitei conversar pessoalmente, pois precisava entender por que fui tratado daquela forma. Durante o encontro, ela não soube responder e ainda fez comentários elogiando meus amigos dizendo " eu sempre achei o fulano um gatinho ", o que me deixou profundamente magoado e desrespeitado.

Em 2025, iniciei terapia, reconheci meus erros e mudei muito. Ainda assim, tinha esperança de que pudéssemos conversar e resolver as coisas. Quando soube que ela iniciou outro relacionamento, sofri novamente, principalmente ao ver que ela passou a agir de forma diferente, fazendo com o outro o que eu sempre pedi. Isso me causou muita dor e sensação de injustiça.

Fiquei três anos sem me envolver com ninguém, por ainda ter sentimentos e por não estar bem emocionalmente. Hoje, penso nisso todos os dias, sinto que perdi minha identidade, meu valor e minha dignidade. O que mais me machuca é ela nunca ter pedido desculpas e seguir a vida como se nada tivesse acontecido. Tudo o que eu queria era um pedido de desculpas sincero. Estamos em 2026 e não consigo encerrar, superar e seguir.
Quando alguém que amamos nos humilha, nos desqualifica e nunca se responsabiliza, o que fica não é só a dor do término. Fica uma ferida ligada ao valor pessoal e à identidade. Não dói apenas perder a pessoa, dói perder a sensação de ter sido respeitado, reconhecido e validado no que se viveu. Por isso essa história continua viva dentro de você, mesmo depois de tantos anos.

O que te prende não é exatamente o amor, mas a ausência de reparação. O pedido de desculpas que nunca veio virou, sem que você percebesse, a condição para conseguir seguir. Enquanto ele não acontece, a mente retorna à cena tentando entender, corrigir, encontrar justiça. Isso cansa, desgasta e faz você sentir que perdeu quem era antes de tudo isso.

Ver ela oferecer ao outro o que você pediu aprofunda a ferida porque reforça a sensação de insuficiência e injustiça. Mas esse movimento não define o seu valor. Ele fala muito mais do funcionamento emocional dela do que de quem você foi. Pessoas que não conseguem lidar com culpa tendem a seguir adiante como se nada tivesse acontecido, porque parar exigiria reconhecer o dano causado.

A dor que permanece é um luto sem fechamento. Não houve conversa reparadora, não houve validação, não houve cuidado. E sem isso o luto não se organiza, vira repetição, ruminação e autoacusação. Aceitar que talvez nunca haja um pedido de desculpas é uma das partes mais difíceis, mas também uma das mais libertadoras, porque desloca o centro da sua dignidade de volta para você.

Seguir adiante não significa esquecer, nem perdoar à força. Significa parar de esperar que o outro confirme que você teve valor. O fechamento não virá dela. Ele precisa ser construído a partir do reconhecimento interno de que você errou em alguns pontos, mas não mereceu ser humilhado, comparado ou descartado.

Se isso ainda dói em 2026, não é porque você falhou em superar. É porque essa experiência tocou algo muito profundo e ainda pede elaboração, cuidado e espaço para existir. Quando essa dor encontra lugar, ela deixa de definir quem você é e passa a ser apenas parte da sua história, não o centro dela.

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Boa tarde! Sinto muito que você esteja passando por essa dor profunda. O que você descreve — humilhação, desrespeito, manipulação (traição emocional com conversas enquanto namoravam) e a recusa em assumir responsabilidade — são traços de um relacionamento abusivo e desvalorizante.
Sentir que perdeu sua identidade e dignidade após três anos é um sinal de abuso psicológico, que afeta a autoestima e causa uma ferida emocional profunda, muitas vezes difícil de fechar porque você está esperando uma desculpa que, provavelmente, nunca virá de uma pessoa que age assim. Procure ajuda Psicológica. Estou á disposição.
Olá, boa tarde.

Por mais que seja um grande auxílio, o pedido de desculpas não é necessário para que você siga em frente com sua vida. É preciso desapegar da pessoa que já gostou, se desvincular do sentimento que sente ou que já tenha sentido por ela.

Para desapegar de alguém, você precisa passar pelo luto de perder a pessoa por completo. Como fazer isso, vai de pessoa para pessoa. Se você faz psicoterapia nesse momento, recomendo que converse com seu psicólogo sobre isso. Você não precisa de nada vindo dela para seguir com sua vida, fechar as feridas.

Espero ter ajudado, grande abraço.
O que aparece com muita força no que você escreve é o quanto esse pedido de desculpas acabou ganhando um lugar central, quase como se ele fosse a peça que falta para autorizar você a seguir em frente, a recuperar sua dignidade e fechar essa ferida. Talvez valha se perguntar por que esse pedido se tornou tão importante assim e o que, exatamente, ele representaria para você. Seria o reconhecimento da dor que você sentiu, a validação de que o que aconteceu foi injusto, ou a confirmação de que você não foi insuficiente como ela disse? O ponto delicado é que, enquanto esse fechamento fica condicionado a algo que depende exclusivamente dela, você acaba permanecendo preso a uma espera que não está sob o seu controle. Isso mantém o vínculo vivo, mesmo depois de tanto tempo, e prolonga o sofrimento. Em muitos casos, o encerramento não vem do outro, mas de um movimento interno de se responsabilizar pelo próprio cuidado, de reconhecer os próprios limites e também de se desculpar consigo mesmo por ter se colocado repetidamente em situações que te machucaram, por ter esperado validação de quem não pôde ou não quis oferecer. Seguir não significa minimizar o que aconteceu nem fingir que não doeu, mas aceitar que talvez ela nunca ofereça o pedido que você gostaria e, ainda assim, você pode escolher não carregar mais esse peso. Continuar levando isso para a terapia é fundamental, porque ali você pode elaborar essa perda não só do relacionamento, mas também da expectativa de reparação, resgatar seu valor a partir de você mesmo e, aos poucos, construir um fechamento que não dependa dela, respeitando seu tempo, seu ritmo e seus limites.
Sugiro procurar terapia para que possa falar desse término em profundidade e possa elaborá-lo com auxílio de um(a) profissional. Não creio ser possível dizer mais do que isso por aqui.
O que você descreve é um sofrimento profundo e legítimo, e faz sentido que isso ainda esteja aberto dentro de você. Quando somos humilhados por alguém que amamos, especialmente sem reconhecimento, reparação ou pedido de desculpas, a ferida não é apenas do relacionamento, mas da própria dignidade. Não é só a perda da pessoa, é a quebra de algo fundamental: o sentimento de valor, de respeito e de identidade.

Nessas situações, o que costuma manter a dor viva não é apenas o que aconteceu, mas a ausência de fechamento. A mente fica presa à ideia de que só um pedido de desculpas validaria o sofrimento e permitiria seguir adiante. O problema é que, quando esse fechamento depende do outro, a dor fica sem saída. A injustiça percebida, as comparações, a exposição nas redes e a constatação de que ela faz hoje com outra pessoa o que você desejou no passado reforçam pensamentos como “fui insuficiente”, “fui descartável” ou “perdi meu valor”. Esses pensamentos, compreensíveis diante da história, alimentam diariamente a dor emocional.

Na Terapia Cognitivo-Comportamental, trabalhamos exatamente esse tipo de ferida. O foco não é apagar o que aconteceu, mas ajudar a diferenciar o comportamento do outro do seu valor como pessoa. Humilhação não define quem você é, define limites emocionais de quem humilha. A TCC ajuda a identificar os pensamentos automáticos que mantêm o sofrimento, a ressignificar a narrativa interna e a reconstruir a identidade ferida, para que sua dignidade não fique condicionada ao reconhecimento de quem te feriu.

Encerrar não significa esquecer, perdoar ou concordar com o que aconteceu. Encerrar é parar de buscar no outro algo que ele não conseguiu oferecer e aprender a validar a própria dor. O fato de você ter buscado terapia, reconhecido erros e mudado mostra força e responsabilidade emocional, não fraqueza. O que falta agora não é mais entendimento racional, mas um trabalho consistente de elaboração dessa humilhação, para que ela deixe de definir sua história e seu valor.

Esse tipo de dor tem tratamento psicológico e pode ser trabalhado com profundidade. Você não está preso porque é fraco, mas porque foi ferido em algo muito essencial. Com acompanhamento adequado, é possível fechar essa ferida, recuperar a dignidade interna e voltar a seguir sem precisar do pedido de desculpas que nunca veio.
Olá! O que você viveu foi muito doloroso e atingiu sua autoestima. Ser desvalorizado, comparado e humilhado deixa marcas profundas, então o fato de ainda doer não é fraqueza — é sinal de que essa ferida emocional não teve um fechamento saudável. Mas existe um ponto difícil e importante: talvez o encerramento que você espera não venha dela. Você está aguardando um pedido de desculpas para conseguir seguir, mas está colocando sua cura nas mãos de alguém que já mostrou não ter essa sensibilidade. Enquanto sua paz depender disso, você continua preso à história. O caminho de fechar essa ferida passa por reconstruir seu valor próprio e sua identidade fora dessa relação. A forma como ela agiu fala sobre as escolhas e limites dela, não sobre o seu valor como pessoa. A terapia pode ajudar justamente a elaborar essa humilhação e soltar essa necessidade de validação. Superar não é esquecer — é parar de se definir pelo que viveu.
Olá, tudo bem? Nossa, sinto muito por todas essas sensações intensas. Olha, quando leio sua história eu vejo muita enfase em pedidos de desculpa. Parece que você se desculpa muito e espera isso dos outros. Portanto, talvez seja importante ver essa história de outro angulo. Não sobre culpas, magoas e expectativas. Afinal, relacionamentos devem se tratar principalmente de experiências prazerosas. Qual prazer você busca nessa relação? É provável que você encontrará essa experiência nessa relação? Isso tudo é um processo que pode ser trabalhado em terapia. Nesse espaço, você poderá entender mais sobre os seus desejos e sua culpa constante. Caso você opte pelo processo, estou aqui para recebê-lo. Abraços.
O que você viveu foi uma ferida relacional profunda, marcada por humilhação, invalidação e ausência de reparação emocional. Quando alguém que amamos nos desqualifica, não se responsabiliza e segue a vida como se nada tivesse acontecido, o que fica preso não é apenas a pessoa - é a dor sem fechamento. Isso costuma gerar ruminação constante, perda de identidade, sensação de injustiça, queda da autoestima e dificuldade de seguir em frente, mesmo anos depois.
É importante dizer com clareza: o fechamento não vem do pedido de desculpas do outro. Ele vem do processo interno de elaborar o trauma, ressignificar o que aconteceu e retirar o próprio valor do olhar de quem feriu. A busca insistente por explicações ou reconhecimento mantém a ferida aberta, porque tenta obter do outro algo que ele não pôde (ou não quis) oferecer.
A psicoterapia ajuda a trabalhar o impacto emocional da humilhação, elaborar o luto do vínculo, reconstruir a dignidade ferida e romper o ciclo de repetição mental. Não é esquecer- é integrar, recuperar o senso de valor e voltar a existir a partir de si, não da história.
Se você sente que ficou preso a essa dor, perdeu a própria identidade e não consegue encerrar esse capítulo, posso te acompanhar em psicoterapia, com acolhimento e profundidade, para transformar essa experiência e te ajudar a seguir com mais clareza, autonomia emocional e dignidade. Você não precisa carregar isso sozinho. Isadora Klamt Psicóloga CRP 07/19323
Olá, como vai?
Imagino que essa situação toda será uma marca na sua história, devido a intensidade afetiva que ela carrega e te transforma em partes e te impede de seguir em frente por outras. Será que ela coloca você em um lugar de privilégio na vida dela, assim como você a coloca? Ela seguiu a vida dela, e você escolheu outras formas de seguir com a sua e isso faz parte da vida. É provável que ela não te peça desculpas, pois segundo seu relato, ela não gosta muito de você. Abrir mão de um sofrimento como esse é algo difícil de fazer, mas será aliviante quando você se permitir deixar de sofrer por uma história que já acabou.
Espero ter ajudado, fico à disposição.
 Lucas Teixeira
Psicólogo
Belo Horizonte
Quando não há pedido de desculpas, a ferida costuma doer mais porque fica aberta no lugar do reconhecimento. Mas fechar não depende do outro, e sim de retirar dela o poder de definir seu valor. Humilhações repetidas, comparações e exposições públicas corroem a identidade, e o luto não é só pelo relacionamento, é pela imagem de si que se perdeu ali.

Seguir não significa concordar com o que foi feito, nem “perdoar” à força. Às vezes, o encerramento possível é aceitar que essa pessoa não pode oferecer reparação. O trabalho terapêutico pode ajudar a separar o que foi erro seu do que foi violência emocional. A dignidade não se recupera ouvindo desculpas, mas reconstruindo um senso interno de valor que não dependa mais dela.

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