“Como trabalhar a confiança em pacientes com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB)?”

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“Como trabalhar a confiança em pacientes com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB)?”
Através de acolhimento e tempo de terapia, não apressar o paciente, respeitar suas fases, respeitar seu silêncio, entender sua dor e compreender o que funciona e o que não funciona durante as sessões. É necessário entender a pessoa além do diagnostico, respeitando e acolhendo seus momentos de vida.

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Tudo vai depender do contexto em que essa confiança será trabalhada. Pessoas com TPB costumam apresentar um histórico de desregulação emocional generalizada em diversos contextos, com impacto significativo nas relações familiares, laborais, amorosas, sociais, etc. Fornecer um ambiente seguro, previsível e com validação é uma maneira que tem se demonstrado eficaz para a construção de vínculos de confiança. Muito embora a desregulação emocional de uma pessoa com TPB não se altere em um período curto, é fundamental manejar o ambiente de modo a contribuir com o desenvolvimento de comportamentos de autorregulação emocional. Contudo, muitas vezes, isso demanda habilidades e conhecimentos que não são tão difundidos na sociedade, e, por isso, a importância de um bom psicoterapeuta. Na convivência cotidiana, vale o que já foi dito, a oferta de um convívio estável, seguro e previsível ao máximo possível.
A confiança é construída de forma lenta e consistente. No setting terapêutico, isso acontece através de previsibilidade, validação e limites claros. Fora dele, trabalhamos a capacidade do paciente de tolerar incertezas e interpretar situações de forma menos ameaçadora.
Trabalhar a confiança é um processo gradual. Ela se constrói com consistência, previsibilidade e experiências repetidas de segurança dentro da relação terapêutica, respeitando o tempo do paciente.

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